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Eletrocardiograma

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Quadradão 
Amplitude 0,1mV = 1mm 0,5mV = 5mm 
Tempo/Velocidade 0,04s = 40ms 0,2s 
 
 Voltagem ou amplitude – 1mV= 10mm 
 Velocidade – 25 mm/s – 1mm = 0,04s ou 40 ms 
 12 derivações – 6 frontais e 6 horizontais 
 
 
 
Registro do D2 longo: 
 
 Representa 10s de tempo  conseguimos avaliar alguma arritmia que está acontecendo de 
maneira mais eficiente. Fica na última derivação do eletro. 
 
Posição das derivações: 
 
 As derivações do plano horizontal são também chamadas de precordiais, que vai de V1 a V6; 
 
 
Clínica Médica: Eletrocardiograma 
Padronização de cores: 
 
 
Padronização extra: 
 
 Geralmente é feita em síndromes isquêmicas, podendo acrescentar V7, V8 e V9, os quais ficam na 
parte posterior do tórax, para identificar infarto de parede posterior; 
 V3R e VR4 são usados para avaliar infarto de ventrículo direito; 
 Logo, lembrar que essas derivações extras são usadas em síndromes isquêmicas; 
 
Eletrocardiograma Normal: 
 
 V1 – QRS negativo, pois está a direita, logo, o eixo está se afastando; 
 V2 – QRS negativo, pelo mesmo motivo do V1; 
 Já em V3 e V4 se tem quase que um equilibrio entre a parte positiva e negativa do QRS, estando 
mais isoelétrico; 
 Já V5 e V6 o eixo está chegando nas derivações, logo, está mais positivo; 
 
 
Clínica Médica: Eletrocardiograma 
 Essas derivações precordiais também são chamadas de derivações unipolares; 
 
Derivações do plano Frontal: 
 
 DI, DII e DIII  são derivações bipolares, pois avaliam o vetor de uma posição a outra; 
 Já o aVR, aVL e aVF  são derivações unipolares; 
 aVR  será mais negativo, pois o vetor está se afastando; 
 aVL  estará mais positivo, pois está mais próximo do vetor; 
 
Macetes: 
Lado esquerdo  Brasil 
Lado direito  Flamengo 
Cor clara  em cima; 
Cor escura  embaixo; 
Cor preta  chão, no pé, sujo; 
Cor verde  grama, no pé; 
 
 
 
Eletrocardiograma: 
 
 
Clínica Médica: Eletrocardiograma 
 
 aVR é predominantemente negativo  mas é considerado normal, pois está no aVR; 
 
Resumindo: 
 
 
 Onda “U” não é esperada encontrar em todos os ECG; 
 
Variantes da normalidade – Aula 2 
 
O ECG tem 12 derivações, sendo: 
 6 planos frontais (D1,D2,D3,aVL, avR e avF); 
 6 planos horizontais (vai de V1 a V6); 
 
DII, DIII e aVf Parede Inferior 
V1 a V6 Parede anterior 
V1 e V2 Parede septal (septo médio) 
V3 e V4 Região mais anterior (septo baixo) 
 
 
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V5 e V6 Parede anterior apical ou lateral (ponta do 
coração) 
DI e aVL Parede lateral Alta 
aVr Região de tronco 
Obs: se aVr estiver suprado e as outras derivações estiverem infradas, quer dizer que está tendo um infarto de 
tronco, o qual está acometecendo a região inicial da a. coronária esquerda; 
 
Morfologias do QRS: 
 
 Pode ser positivo, negativo ou isoelétrico/isodifásico; 
 Negativo  quando o QRS está predominantemente negativo, como na 1ª imagem; 
 Positivo  maior parte dele ou a totalidade está positiva, como na 3ª imagem; 
 Isoelétrico  tanto a positiva quanto a negativa se equivalem (se contar os quadradinhos que estão p/ 
cima e os que estão para baixo, tem a mesma quantidade), como na 2ª imagem; 
 
Relembrando derivações do plano frontal: 
 
 DI  Membro superior direito e membro superior esquerdo; 
 DII  Membro superior direito e membro inferior esquerdo; 
 DIII  membro superior esquerdo e membro inferior esquerdo; 
 aVr  Membro superior direito; 
 aVL  Membro superior esquerdo; 
 aVf  Membro inferior esquerdo; 
 
Ritmo cardíaco: 
 Saber se o eletro é sinusal (normal) ou não. Fazemos isso olhando a presença da “ONDA P”, a qual tem 
que ser POSITIVA em DI, DII, DIII e NEGATIVA em aVr; 
 
Exemplos: 
 
 Exemplo do normal: o DI, DII e DIII com a “onda P” positiva e o aVr negativo; 
 
 
 
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 Nesse ECG não vemos um ritmo sinusal, pois a onda P está negativa em DII, DIII e positiva em aVr; 
 Isso provavelmente pode ter ocorrido pela inversão das pás dos eletrodos no paciente; 
 
 
 Vemos um ECG com ritmo sinusal, pois está POSITIVA a onda P em DI, DII e DIII, e negativa em aVr; 
 
 
 Vemos que em DI está negativo e aVr positivo, isso indica que o ritmo não está sinusal, porém mostra 
que aqui também houve alteração das pás dos eletrodos, foram invertidos; 
 
 
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 Esse tipo de alteração só pode ser visto em pacientes com dextrocardia, o que é muito raro, ou na 
alteração das pás dos eletrodos; 
 
 
 Esse eletro é de uma paciente descompensada da IC há 2/3 dias e estava bradicardica; 
 Nesse eletro não vemos onda P em nenhuma das derivações (DI, DII, DIII, aVr, aVl, aVf), todas estão 
isolétricas, logo, não podemos afirmar que é uma bradicardia sinusal; 
 Isso é uma bradicardia devido a um ritmo juncional, ou seja, por conta do nó AV não estar mais 
funcionante e no caso a próxima estrutura, o nó atriventricular, assumiu, assim, fica muito mais fraco 
esses batimentos por conta do autismo ser menor, deixando o paciente mais bradicardico e ele fica sem 
onda P; 
 Dá-se para ver uma onda P em algumas derivações logo depois do QRS, pois como a despolarização do 
ventrículo é mais forte que do átrio, ela acaba ficando mais sobreposta no QRS; 
 
 
 Aqui vemos onda P positiva em DI, DII, DIII e negativa em aVr, logo, o ritmo é sinusal; 
 
 
 
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 Nesse ECG vemos um QRS totalmente suprimido, com uma baixa voltagem. Vemos discretas ondas P 
nesse eletro, porém existe, logo temos um ritmo sinusal; 
 
Frequência cardíaca: 
Para ritmos regulares: 
 A frequência sinusal normal tem seus limites entre 50-100 batimentos por minuto. 
 A forma mais fidedigna de calcular é dividir 1500 pelo número de quadradinhos entre uma onda P ou 
um complexo QRS e outro; 
 Se a velocidade do papel é de 25 mm/s, eu quero o número de batimentos em 60 segundos, logo, 60x25 
= 1500, então, 60 segundos representa 1500mm. Eu pego 1500 / número de quadradinhos entre QRS; 
 No exemplo abaixo divido 1500/21 = 71 bpm; 
 
Outra maneira de calcular é: 
 Pegar o 1º QRS e vou até a próxima linha escura; 
 Outra maneira é a “regra dos quadradões”. Cada quadradão possui 5 quadradinhos, então, 1500/5 = 
300. 1500/10 = 150. 1500/15 = 100. Por aí vai. Sabendo dessa regra, você pode inferir de maneira 
menos fidedigna a frequência; 
 Você vê o número que está acima do próximo QRS, depois do QRS de início. No caso da figura abaixo é o 
75, logo, os batimentos desse paciente está em torno disso. Porém se quisermos mais exatidão, 
dividimos o 1500/19 = 79 bpm (19 quadradinhos, essa seria a regra anterior); 
 
 
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Para ritmos irregulares: 
 Calcular a média de batimentos em 6 segundos e multiplicar por 10. Para isso, conte 30 quadradões (30 
x 200 ms = 6 segundos) e multiplique a quantidade de batimentos encontrados por 10, como na figura 
abaixo: 
 
 Ou seja, você vai contar 30 quadradões e ver quantas ondas QRS estão dentro desse intervalo, logo, você 
pega a a quantidade de ondas e multiplica por 10; 
 
Onda P: 
 
 Ela pode ter alterações em sua morfologia e nem sempre representar uma sobrecarga ou um ritmo não 
sinusal, por exemplo; 
 Onda P bífida ou bimodal; 
 Ela pode ser negativa em aVr e pode ser em V1 também, assim como o QRS em V1 também costuma ser 
negativo, pois são derivações que estão do lado direito do coração, logo, tendem a ficar negativos; 
 Essa onda P bífida é normal também, podendo ser uma variante da normalidade, só a consideramos 
patológica, como na sobrecarga atrial, quando a duração dela for maior que 2 quadrinhos e meio, logo, 
maior que 100 a 120ms; 
 O alargamento da onda P denota atraso da condução intra ou inter-atrial, que pode ou não ser 
secundário a uma sobrecarga atrial direita ou esquerda; 
 
Atraso Final de Condução: 
 É quando meu QRS fica um pouco mais alargado, porém não o bastante pra falar que tem um bloqueio 
de ramo.