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Eletrocardiograma

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Isso altera a morfologia do QRS; 
 
 
Clínica Médica: Eletrocardiograma 
 Atraso fisiológico ou alteração no dromotropismo (na capacidade de condução do estimúlo elétrico – 
velocidade diminuída) das divisões do ramo direito; 
Exemplo – Atraso Final de Condução do tipo III: 
 
 É comum num grupo de pessoas saúdaveis, pois é fisiológico para o paciente; 
 
Repolarização precoce: 
 Pode ser uma variação da normalidade também, porém não ocorre em todos os casos ser benigna; 
 Antes se achava que ela era benigna para o coração, não gerando repercussões clínicas para o paciente. 
Entretanto atualmente se vê que ela está ligada a alguns casos de morte súbita em alguns pacientes; 
 Quanto maior a repolarização precoce, maior o risco desse paciente ter algum evento arritmico; 
 
 É quando a onda T acontece antes do tempo, tendo esse supradesnivelamento (elevação) do segmento 
ST. 
Caracteristicas: 
 Ela é frequente, atingindo cerca de 1 a 5% da população; 
 13% dos pacientes com dor torácica no PS; 
 Mais comum em homens; 
 Diminui com a idade, logo, quanto mais jovem o paciente maiores são os casos; 
 Usualmente < 2 mm/ excepcionalmente > 5mm; 
Como fazemos o diagnóstico diferencial com outras patologias? 
 Na repolarização precoce o SUPRA é um supra “SORRIDENTE”, seguindo esse padrão de curva para 
baixo, já no SUPRA isquêmico, ele é “TRISTE”, deixando a curva para cima, logo, este está relacionado 
ao IAM; 
 
 
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 Ausência de imagem em espelho:
 
 Vemos que a curvatura em DII está “triste”, temos que as derivações DII, DIII e aVf são as acometidas 
nesse ECG, logo, temos um supra na parede inferior, entretanto, vemos que em V1, V2 e V3, parede 
anterior, está infrada. Isso o que chamamos de imagem em espelho, característico de um paciente que 
está INFARTANDO! A repolarização precoce NÃO faz imagem em espelho! 
 Olha-se sempre a parede contralateral, por exemplo, vê V1, V2 e V3 estará de um jeito e DII, DIII e aVf 
estará de outro, logo, ela aparecerá sempre em ECG que estão anormais; 
 
 Nesse ECG vemos que a parede inferior está com elevação do segmento ST, logo, DII, DIII e aVf estão 
com essa elevação. Já V1, V2 e V3, parede anterior, está com infradesnivelamento do segmento ST, logo, 
isso denota uma imagem em espelho, demonstrando um ECG de um Infarto do Miocárdio; 
 
 
 
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 Entalhe ou empastamento do ramo descendente da onda R: 
 
 Tem-se a onda P, o QRS e no final a onda R vai descendo, porém não chega a linha de base, tendo uma 
elevação no segmento ST e se tem esse entalhe, como se fosse uma interverência na porção final do QRS, 
lentificando a onda; 
 
 Esse ECG mostra as características de uma Repolarização Precoce, tendo entalhe na porção final, assim 
como a lentificação na porção final do QRS e etc; 
 
 Esse ECG mostra a lentificação da porção final do QRS (olhar em V3, está bem nítido), fazendo essa 
“barriguinha” na hora que a onda R desce, não voltando para linha de base porque faz essa elevação. Em 
DII também está bem nítido; 
 
 Relação ST/T <0,25: 
 
 
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 Na imagem o ponto “A” representa o segmento ST e o ponto “B” representa o T. O ponto A tem 1mm e o 
B tem 6mm, logo, se pergamos 1/6 = 0,16, logo, dá uma relação menor que 0,25, denotando uma 
repolarização precoce  2ª imagem; 
 Já o ponto A da 1ª imagem tem 2mm e o ponto B tem 6mm, logo, 2/6 = 0,33, isso denota um supra mais 
compatível com pericardite  1ª imagem; 
 Relacionar o tamanho do segmento ST com o tamanho da onda T; 
 Logo, conta-se os quadradinhos e divide, tendo que dar menor que 0,25, o que mostra a repolarização 
precoce, porém se for MAIOR ou IGUAL, podemos pensar em pericardite; 
 
ECG na Pericardite: 
 
 O paciente tem um SUPRA difuso, ou seja, um supro em quase todas as derivações (em DI, DII, aVl, aVr), 
logo, não respeita uma parede. Além disso, vemos um infra do segmento TR, ela fica para baixo; 
 
 Esse ECG mostra elevação difusa do segmento ST, pegando DI, DII, aVF, aVl, V2 até V6, logo, esse supra 
difuso nos denota uma Pericardite; 
Eixo Elétrico: 
 
 
 
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 Essa Rosa dos Ventos é importante ter decorada; 
 Para o eixo ser considerado normal ele tem que variar de -30º a +90º ou +110º, pois é o sentido de 
condução do estímulo elétrico (esquerda para direita, de trás para frente e sai de cima e vai para baixo); 
 Se variar de -30º a -90º, temos um desvio para esquerda; 
 Se variar de -90º até +180º, temos um eixo indeterminado ou um desvio extremo; 
 Se variar de +180º até +90º, teremos um desvio a direita; 
Isso é importante para saber onde está localizada a alteração, se do lado direito, como numa sobrecarga 
ventricular direita, ou esquerdo, como uma sobrecarga ventricular esquerda do coração, por exemplo, se cair no 
eixo indeterminado, a gente pode até mesmo pensar em cardiopatia congênita; 
 
Como encontrar o eixo? 
 Existem 3 formas: muito rápida e muito imprecisa; rápida e precisa e muito lenta e extretamente 
precisa (uso de máquinas); 
Muito rápido e muito impreciso: 
 Avaliar DI e aVf; 
 Precisamos analisar as duas derivações pois é onde cruza e onde acharemos o eixo do paciente; 
 
Exemplo 1: 
 
 Em DI vemos que o QRS está positivo, logo, lado esquerdo, e aVf está positivo, logo, fica para baixo. 
Desenhos abaixo o eixo desse ECG: 
 
 
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 Se o DI é positivo, o eixo está a esquerda do paciente (a direita na imagem), porém se o DI for negativo, 
o eixo ficará a direita do paciente (a esquerda na imagem); 
 
 Agora para analisar aVf é positivo, o eixo está em baixo, agora se for negativo, ele estará para cima; 
 
No exemplo dado acima vemos que como DI era positivo e aVf era positivo esses eixos se cruzaram no 
quadrante da normalidade: 
 
 Está na normalidade pois está entre -30º a +90º; 
 
Exemplo 2: 
 
 
 
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 Olhamos para DI primeiramente e vemos que ele é negativo, em seguida vamos para aVf e vemos que é 
negativo, logo, em DI o eixo fica a direita do paciente e em aVf o eixo fica para cima do paciente: 
 
 Logo cruzou o eixo cruzou na região do quadrante Indeterminado ou desvio extremo; 
 
Exemplo 3: 
 
 DI está negativo, logo, lado direito do paciente (lembrar que é lado esquerdo na imagem), e aVf positivo, 
logo, para baixo: 
 
 Logo, vemos que temos um desvio a direita, pois foi aonde o eixo cruzou; 
 
Exemplo 4: 
 
 
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 Vemos que DI está positivo, logo, está a esquerda do paciente (direita na imagem) e aVf está negativo, 
logo, eixo para cima: 
 
 Nesse quadrante não podemos afirmar com certeza que é a normalidade, pois ele varia de -30º a +90º, 
assim, nesse quadrante o eixo pode ser normal ou pode ser desviado para esquerda. Assim, nessa 
situação teremos que avaliar outra derivação, que no caso é o DII: 
 
 Teremos que ver qual eixo corta o DII em 90°! No caso é o aVL que corta. Assim, olhamos se DII é 
negativo ou positivo, no caso do nosso exemplo ele é negativo, logo, faz-se a regrinha dos sinais de 
novo, sendo que tudo que é negativo vai para cima: 
 
 
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 Assim, concluimos que ele cruza ali com os outros sinais na região de desvio à esquerda;