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Semiologia neurológica

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Tendão do bíceps na fossa 
antecubital 
C5-C6 Flexão do antebraço 
Tricipital 
Tendão do tríceps superior ao 
olécrano 
C8-T1 Extensão do antebraço 
Braquiorradial 
Inserção do m braquiorradial na 
cabeça do rádio 
C5-C6 Flexão do antebraço e pronação da mão 
Flexor dos 
dedos 
Tendões dos mm flexores dos 
dedos 
C8-T1 Flexão dos dedos 
Patelar Tendão patelar L2-L4 Extensão da perna 
Aquileu Tendão Aquileu S1 Flexão plantar 
 
REFLEXOS LOCAL DE PESQUISA RAÍZES RESPOSTA 
Cremastérico Superfície interna da coxa L1-L2 
Elevação do testículo 
ipsilateral 
Cutâneos 
abdominais 
Superior 
Estimulo da superfície 
abdominal anterior em 3 
níveis da região lateral ao 
umbigo 
T7-T9 
Contração da musculatura 
abdominal 
Médio T9-T11 
Inferior 
T11-
segmentos 
lombares 
inferiores 
Cutâneo plantar 
Estimulo da região lateral da 
face plantar, do calcanhar ao 
segundo metatarso 
S1 Flexão dos dedos 
REFLEXOS PATOLÓGICOS 
Os reflexão patológicos são aqueles em que a 
presença significa lesão na função do SN, 
particularmente no córtex motor ou vias 
corticoespinhais. 
Esses reflexos são mais confiáveis de serem 
feitos nos membros inferiores que nos membros 
superiores. 
• O sinal de Babinski consiste na dorsiflexão 
dos dedos, especialmente do hálux, após uma 
estimulação com uma ponta romba da pele 
da superfície lateral da planta do pé da 
região do calcâneo até a articulação 
metatarsofalangiana do 2° pododáctilo. 
• Dos sucedâneos de Babinski, o sinal de 
Chaddock é o mais importante, sendo 
considerado até mais sensível que o próprio. 
Nele fazemos o estimulo da face lateral do 
dorso do pé, do maléolo lateral até o quinto 
pododáctilo. 
 
 
 
 
11 
• O sinal de Hoffman é pesquisado ao se 
segurar a mão do paciente completamente 
relaxada, com a outra mão segurando o dedo 
médio do doente entre o indicador e o médio, 
como se fosse um cigarro. Com um 
movimento rápido, comprimimos a unha do 
dedo do paciente, seguido de uma rápida 
liberação. Esse o sinal estiver presente, 
ocorrem a adução e flexão do dedo polegar 
com flexão do indicador e, algumas vezes, de 
todos os dedos. 
 
• No sinal de Tromner, o examinador segura 
a mão do paciente pela articulação 
metacarpofalangiana distal do dedo médio e 
com a outra mão realiza um golpe rápido de 
baixo para cima no dedo médio do paciente. 
A resposta é a mesma do sinal de Hoffman. 
 
Como podem estar presentes em pessoas 
saudáveis, principalmente em mulheres jovens, 
deve ser valorizado quando ocorrem 
assimetricamente. 
 
A sensibilidade pode ser dividida em: 
• Superficial – tátil, dolorosa e térmica 
• Profunda – vibratória (palestesia), 
propriocepção (batiestesia) e pressão 
(barestesia). 
• Completa – são as que precisam de 
processamento cortical, no qual há a 
necessidade de discriminação entre dois 
pontos, grafestesia, estereognosia, etc. 
É essencial explicar ao paciente como será feito 
o procedimento e como vai ser o estímulo. Além 
disso, o paciente deve fechar os olhos e descobrir 
as áreas a serem examinadas. 
O exame pode ser feito de distal para proximal 
ou vice-versa, mas sempre comparando um lado 
com o outro. 
• A sensibilidade tátil pode ser examinada 
com um pincel ou dedo do examinador. A 
diminuição é chamada de hipoestesia e o 
aumento hiperestesia. 
• A sensibilidade térmica é pesquisada com 
um tubo de ensaio contendo água gelada e 
outro contendo água quente. O estímulo deve 
sempre ser feito em sequência e perguntar ao 
paciente se o primeiro era frio ou quente. 
• A sensibilidade dolorosa deve ser 
pesquisada com uma agulha (cuidado para 
não machucar o paciente). Sua diminuição é 
chamada de hipoalgesia, a perda analgesia e 
o aumento hiperalgesia/hiperpatia. 
• A sensibilidade vibratória é feita com um 
diapasão de 128Hz aplicado nas 
proeminências osseas do paciente (como art. 
do metatarso e metacarpofalangianas, 
maléolos, patelas, espinhas ilíacas). É 
importante perguntar ao paciente se ele está 
sentindo a vibração ou apenas o contato do 
diapasão com a pele. 
 
A propriocepção (ou noção segmentar dos 
membros) é pesquisada colocando segmentos do 
corpo do paciente em outras posições diferentes 
e pedindo para ele dizer se a parte está para 
cima ou para baixo. No hálux a propriocepção é 
examinada segurando o pododáctilo do paciente 
entre o indicador e o polegar do examinar nas 
faces lateral e medial do dedo. 
 
 
 
 
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• A barestesia é pesquisada ao se fazer 
pressão sobre a pele do paciente e pedindo 
para ele responder se sente a pressão e 
localizá-la. 
• A discriminação entre dois pontos é 
avaliada quando o examinador coloca dois 
alfinetes a uma determinada distancia e o 
paciente consegue perceber que foi tocado 
com dois objetos. 
• A estereognosia é testado pedindo para que 
o paciente identifique um objeto colocado em 
suas mãos sem ver. 
• A grafestesia é a capacidade de identificar 
um número que o examinador irá escrever na 
sua mão, por exemplo. Ele deve estar com os 
olhos fechados. 
As principais causas de perda sensitiva são as 
neuropatias periféricas, radiculopatias, 
mielopatias e AVEs. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NERVO OLFATÓRIO (I) 
Sua única função é a olfação. 
Para examinar a função, examinamos cada 
narina separadamente com algum cheiro 
reconhecível (como o café, álcool). O paciente 
deve estar com os olhos fechados e enquanto 
uma narina está sendo examinada, a outra deve 
estar tapada. 
A perda do olfato é chamada de anosmia, a 
diminuição hiposmia e o aumento hiperosmia. 
NERVO ÓPTICO (II) 
Ele é examinado de 4 formas: acuidade visual, 
campimetria, reflexos e exame de fundo de 
olho. 
 
• A acuidade visual é avaliada pedindo para 
o paciente identificar números ou detalhes 
do quarto. 
• A campimetria é analisada com o paciente 
sentado na maca. O examinador fecha um de 
e pede para o paciente olhar fixamente para 
seu olho aberto. Em seguida, o examinador 
pede para o paciente identificar os números 
que faz com a outra mão, nos quatro campos 
visuais de um olho (nasal superior, nasal 
inferior, temporal superior e temporal 
inferior). As principais alterações são: 
o Hemianopsias homônimas – ocorrem por 
lesão das fibras do trato óptico, trato 
geniculocalcarino ou córtex occipital 
unilaterais, causando perda do campo 
temporal do olho contralateral e nasal do 
olho ipsilateral a lesão. 
o Hemianopsias quadrantopsias – são 
lesões dessas regiões que causam perdas 
de um dos quadrantes do campo visual de 
cada olho. 
o Hemianopsias heterônimas – ocorrem por 
compressão do quiasma óptico, 
principalmente por macroadenoma da 
hipófise, que lesiona fibras que cruzam 
no quiasma (retinas nasais), perdendo, 
assim, os campos visuais temporais. 
 
 
 
13 
 
Os reflexos analisados no exame do nervo óptico 
são os fotomotores diretos e indiretos e o 
reflexo de acomodação-convergência. 
• No mesencéfalo temos a junção de dois 
núcleos (núcleos de Edinger-Westphal) que 
são responsáveis pela eferência do reflexo. 
Com isso, uma estimulação nervosa de uma 
retina causa constrição da pupila ipsilateral 
(fotomotor direto) e contralateral 
(fotomotor indireto). 
Primeiro o examinador estimula um olho, 
prestando atenção na constrição ipsilateral e 
depois estimula o mesmo olho, prestando 
atenção na resposta da pupila contralateral. 
E vice-versa. 
Observação: a aferência se dá pelo nervo 
óptico e eferência pelo oculomotor (NC III). 
• Nossas pupilas tendem a se acomodar para 
que possamos ter visões de longe e de perto. 
Dessa forma, temos a contração pupilar 
(miose) para visões de curta distância e 
dilatação pupilar (midríase) nas de longa 
distância. O reflexo de acomodação-
convergência analisa a resposta e capacidade 
dos olhos de convergirem. Esse reflexo 
também é integrado pelo II e III NC. 
Primeiro pedimos para que o paciente olhe 
fixamente

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