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Roubo: crime incompatível com a função policial militar

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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO 
CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS 
 
 
MONOGRAFIA DE CONCLUSÃO DE CURSO 
 
 
Matrícula: 200211411-8 
 
Aluno: CONRADO JOSÉ NETO DE QUEIROZ REIS 
 
Título ROUBO: CRIME INCOMPATÍVEL COM A FUNÇÃO 
POLICIAL MILITAR 
 
Orientador: (MsC) Alexandre Nunes de Araújo 
 
 
 
2007.1 
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO 
CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS 
CURSO DE DIREITO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ROUBO: CRIME INCOMPATÍVEL COM A FUNÇÃO POLICIAL MILITAR 
 
 
 
CONRADO JOSÉ NETO DE QUEIROZ REIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. (MsC) Alexandre Nunes de Araújo 
(orientador) 
 
 
 
 
 
 
 
Recife 
2007 
 
CONRADO JOSÉ NETO DE QUEIROZ REIS 
 
 
 
 
ROUBO: CRIME INCOMPATÍVEL COM A FUNÇÃO POLICIAL MILITAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Monografia de conclusão do Curso 
Bacharelado em Direito, sob a 
orientação do Prof. (MsC) Alexandre 
Nunes de Araújo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Recife 
2007 
 
CONRADO JOSÉ NETO DE QUEIROZ REIS 
 
 
 
 
 
ROUBO: CRIME INCOMPATÍVEL COM A FUNÇÃO POLICIAL MILITAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Monografia exigida como requisito 
parcial para a obtenção da graduação no 
Curso Bacharelado em Direito, pela 
Comissão formada pelos professores: 
 
 
 
 
Defesa Pública: Recife, ____de _________de 2007. 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
Presidente Orientador: ______________________________________ 
Prof. (MsC) Alexandre Nunes de Araújo 
 
 
1º Examinador: _______________________________________ 
Prof. 
 
 
2º Examinador: _______________________________________ 
Prof. 
 
 
 
Recife 
2007 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DEDICATÓRIA 
 
 
À minha linda esposa Ana Lúcia e ao 
nosso nascituro Dayan Vinícius 
concebido com muito amor, cujo 
desenvolvimento me inspirou com a 
simples vontade de crescer. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Recife 
2007 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
À minha mãe Luiza Reis, pela paciência 
e compreensão nos momentos difíceis. 
 
Ao MsC Alexandre Nunes de Araújo, 
pela orientação fundamental ao 
desenvolvimento deste trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Recife 
2007 
 
RESUMO 
 
 
 
A Polícia Militar de Pernambuco foi criada em 11 de junho de 1825, recebendo 
várias denominações até ser assim chamada em 1947. Os seus integrantes 
gozam de prerrogativas inerentes à função e dispõem do poder de polícia, mas 
também existe a contrapartida de preservar a ordem pública, mesmo com o 
sacrifício da própria vida. O policial militar, no exercício da função ou fora dela, em 
caso de desvio de conduta, pode vir a cometer o crime de roubo tipificado no Art. 
157 do Código Penal Brasileiro e no Art. 242 do Código Penal Militar, dependendo 
do caso concreto, sendo que esse tipo penal é totalmente diferente do crime de 
furto, em razão da grave ameaça e da violência. Nesse caso, o militar está 
afetando sobremaneira o seu Código de Ética, portanto, o infrator será processado 
e julgado pelo Tribunal de Ética competente, que, no caso dos estados de São 
Paulo, Minas Gerais e Rio grande do Sul, são os Tribunais de Justiça Militar e nos 
demais Estados do Brasil são os Tribunais de Justiça, porque o efetivo da Polícia 
Militar daqueles três Estados é superior a 20.000 (vinte mil) integrantes. A tese 
defendida neste trabalho é a da incompatibilidade do crime de roubo com a função 
policial militar, devendo, em qualquer circunstância, o militar ser excluído da 
corporação em caso de infringir tais dispositivos legais, e que seja essa idéia 
disseminada para qualquer julgador administrativo, penal, singular ou colegiado. 
 
Palavras-chave: poder de polícia; roubo; incompatibilidade; função policial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
 
 
The Military Police of Pernambuco was created in June, 11, 1825, receiving some 
denominations until thus being called in 1947. Its integrant ones enjoy of inherent 
prerogatives to the function and make use of the police power, but also the 
counterpart exists to preserve the public order, exactly with the sacrifice of the 
proper life. The military policeman, in the exercise of the function or is of it, in 
behavior shunting line case, can come to commit the robbery of Art. 157 of the 
Brazilian Criminal Code and in Art. 242 of the Criminal Code to militate, depending 
on the case concrete, being that this criminal type is total different of the robery 
crime, in reason of the serious threat and the violence. In this case, the military 
man is affecting excessively its Code of Ethics, therefore, the infractor is processed 
and judged for the Court of competent Ethics, that, in the case of the states of São 
Paulo, Minas Gerais and Rio Grande do Sul, are the Courts of Military Justice and 
in the too much States of Brazil they are the Courts of Justice, because the cash of 
the Military Police of those three States is superior the 20.000 (twenty a thousand) 
integrant ones. The thesis defended in this work is of the incompatibility of the 
robbery with the police function to militate, having, in any circumstance, the military 
man to be excluded from the corporation in case to infringe such legal devices, and 
that it is this idea spread for any administrative or criminal judge, singular or 
collegiate. 
 
 
 
 Word-key: Police power; robbery; incompatibility; police function. 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO 10 
 
CAPÍTULO I – ORIGEM E NECESSIDADE DA POLÍCIA 13 
 
1.1 ORIGEM DO TERMO POLÍCIA E DEFINIÇÃO 13 
1.1.2 Evolução no Brasil 16 
1.2 A ORIGEM DA POLÍCIA MILITAR DE PERNAMBUCO 17 
1.2.1 Denominações Históricas 19 
1.3 O PODER DE POLÍCIA 20 
1.3.1 Histórico 20 
1.3.1 Definição 23 
 
CAPÍTULO II – DA SEGURANÇA PÚBLICA 26 
 
2.1 Necessidade de segurança 26 
2.2 CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA BRASILEIRA 28 
2.3 A MODERNA CONCEPÇÃO DE SEGURANÇA 34 
2.4 A POLÍCIA COMUNITÁRIA 36 
2.5 A SDS E OS ÓRGÃOS OPERATIVOS 39 
 
CAPÍTULO III – DA FORMAÇÃO DO POLICIAL MILITAR 43 
 
3.1 O CÓDIGO DE ÉTICA DO POLICIAL MILITAR 45 
3.2 O CÓDIGO DISCIPLINAR 48 
3.3 A CORREGEDORIA GERAL 52 
 
 
 
 
CAPÍTULO IV – O ROUBO E A PRESUNÇÃO DE INCAPACIDADE 56 
 
4.1 CONCEITO 56 
4.2 Emprego de arma 58 
4.3 CRIME MILITAR 59 
4.3.1 Conceito de crime militar 59 
4.4 MILITARES 61 
4.5 FUNÇÃO ATÍPICA DA ADMINISTRAÇÃO MILITAR 63 
4.5.1 Processo penal e processo penal militar 65 
4.5.2 Administração pública e justiça militar 67 
4.6 TRIBUNAL DE ÉTICA 68 
4.7 CONDUTA INCOMPATÍVEL COM A FUNÇÃO 70 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 78 
 
REFERÊNCIAS 81 
QUESTIONÁRIO 83 
GRÁFICOS 84 
JUSTIFICATIVA 85 
ANEXOS 86 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
A alarmante onda de violência que assola nossa sociedade faz ecoar um 
grito de socorro advindo dos cidadãos indefesos, os quais, não obstante outros 
problemas sociais, clamam por segurança. 
 
A Segurança Pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é 
exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e 
do patrimônio, através de órgãos específicos, conforme prescrito no Art. 144 da 
Constituição Federal de 1988. 
 
Esses órgãos de polícia desempenham funções essenciais ao convívio 
harmonioso dos homens na sociedade. O vocábulo polícia era utilizado para 
designar todas as atividades da cidade-estado grega (polis), porém sem guardar 
relação com o seu sentido atual. 
 
Nesse contexto, é mister conhecer a origem do termo polícia, os órgãos de 
segurança e em especial suas atribuições, poderes e limitações, como visão geral. 
No entanto, há pouca literatura no campo específico da Polícia Militar, acerca do 
regime jurídico dos militares dos Estados, do vínculo com o Exército, através da 
Inspetoria Geral das Polícias