A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
7 pág.
Inquérito Policial

Pré-visualização | Página 1 de 3

Prof: Conrado José Neto de Queiroz Reis 
 
 
TARGUET EDUCACIONAL 
DISCIPLINA: PROCESSO PENAL 
 
 
INQUÉRITO POLICIAL 
1. CONCEITO 
É o procedimento administrativo inquisitório e preparatório, presidido pela autoridade policial, 
com o objetivo de identificar fontes de prova e colher elementos de informação quanto à autoria e 
a materialidade da infração penal, a fim de permitir que o titular da ação penal possa ingressar em 
juízo. 
OBS: IP não é processo administrativo, pois não traz sanção direta; MP tem poder de investigação 
através do PIC, mas não preside IP (RE 593727/MG – Relator Gilmar Mendes, julgado em 18/05/2015). 
Lei 13.245/16 
Lei 12.830/2013: Art. 2º. § 1o Ao delegado de polícia, na qualidade de autoridade policial, cabe a 
condução da investigação criminal por meio de inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei, 
que tem como objetivo a apuração das circunstâncias, da materialidade e da autoria das infrações 
penais. 
Art. 155 CPP O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório 
judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos 
colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas. 
Finalidades dos elementos informativos: a) utilidade na decretação de medida cautelar (ex: prisão 
preventiva) com base no fumus comissi delicti; b) auxiliar na formação da opinio delicti. 
Princípio da identidade física do juiz: Art. 399, §2º CPP. Presença direta ou remota: Art. 185, §2º CPP 
(excepcional). 
Gestão da prova: Produção de prova de ofício: Art. 156, I CPP; Art. 212, parágrafo único. 
Prova cautelar: risco de desaparecimento pelo decurso do tempo, depende de autorização judicial e 
tem o contraditório diferido. Ex: interceptação telefônica. 
Prova não repetível: risco de desaparecimento da fonte probatória pelo decurso do tempo, não 
depende de autorização judicial e tem o contraditório diferido. Ex: exame de corpo de delito. 
Prova antecipada: depende de autorização judicial e tem contraditório real. Ex: Art. 225 CPP Ad 
perpetuam rei memoriam. 
 
2. NATUREZA JURÍDICA 
Lei 8.906/1994 (EOAB) (Redação dada pela Lei 13.245/2016) 
Art. 7º. São direitos do advogado: 
(...) 
Free Hand
 
Prof: Conrado José Neto de Queiroz Reis 
 
 
TARGUET EDUCACIONAL 
DISCIPLINA: PROCESSO PENAL 
 
XXI - assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de nulidade 
absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente, de todos os elementos 
investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente, podendo, 
inclusive, no curso da respectiva apuração: 
a) apresentar razões e quesitos 
b) requisitar diligências (VETADO) 
CF, Art. 5º (...) 
LV – aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados 
o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; 
Defesa Exógena: HC; Defesa Endógena: Art. 14 CPP 
Art. 306 CPP. (...) 
§1º Em até 24 horas após a realização da prisão, será encaminhado ao juiz competente o auto de 
prisão em flagrante e, caso o autuado não informe o nome de seu advogado, cópia integral para a 
Defensoria Pública. 
Súmula Vinculante nº. 5 STF: “A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo 
disciplinar não ofende a Constituição”. 
“(...) Inaplicabilidade da garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa ao inquérito 
policial, que não é processo, porque não destinado a decidir litígio algum, ainda que na esfera 
administrativa; existência, não obstante, de direitos fundamentais do indiciado no curso do inquérito, 
entre os quais o de fazer-se assistir por advogado, o de não se incriminar e o de manter-se em silêncio 
(...). Habeas corpus de ofício deferido, para que aos advogados constituídos pelo paciente se faculte 
a consulta aos autos do inquérito policial e a obtenção de cópias pertinentes, com as ressalvas 
mencionadas”. (STF, 1ª Turma, HC 90.232, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, j. 18/12/2006, DJ 
02/03/2007). 
3. ATRIBUIÇÃO PARA A PRESIDÊNCIA 
CF: Art. 144. §1. A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido 
pela União e estruturado em carreira, destina-se a: I – apurar infrações penais contra a ordem política 
e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas 
e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou 
internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei. 
Lei 10.446/02 
4. CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL 
Discricionário 
Art.14 CPP: O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer 
diligência, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade. 
Exceção: Art. 184 CPP (exame de corpo de delito). 
Free Hand
 
Prof: Conrado José Neto de Queiroz Reis 
 
 
TARGUET EDUCACIONAL 
DISCIPLINA: PROCESSO PENAL 
 
Escrito 
Art. 9º CPP Todas as peças do inquérito policial serão, num só processado, reduzidas a escrito ou 
datilografadas e, neste caso, rubricadas pela autoridade. 
Sigiloso 
Art. 20 CPP A autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido 
pelo interesse da sociedade. 
Exceção: retrato falado (publicidade). 
Art. 5º, LXIII CF 
 
 
Lei 8.906/1994 (EOAB) (Redação dada pela Lei 13.245/2016) 
 
Art. 7º São direitos do advogado: (...) XIV - examinar, em qualquer instituição responsável 
por conduzir investigação, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigações 
de qualquer natureza, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo 
copiar peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital. 
 
§11. No caso previsto no inciso XIV, a autoridade competente poderá delimitar o acesso do 
advogado aos elementos de prova relacionados a diligências em andamento e ainda 
não documentados nos autos, quando houver risco de comprometimento da eficiência, da 
eficácia ou da finalidade das diligências 
 
§12. A inobservância dos direitos estabelecidos no inciso XIV, o fornecimento incompleto de 
autos ou o fornecimento de autos em que houve a retirada de peças já incluídas no caderno 
investigativo implicará responsabilização criminal e funcional por abuso de autoridade do 
responsável que impedir o acesso do advogado com o intuito de prejudicar o exercício da 
defesa, sem prejuízo do direito subjetivo do advogado de requerer acesso aos autos ao juiz 
competente. 
 
Súmula Vinculante n. 14 do STF: “É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso 
amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por 
órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”. 
 
Lei 12.850/2013 (Lei das Organizações Criminosas) 
 
Art. 23. O sigilo da investigação poderá ser decretado pela autoridade judicial competente, 
para garantia da celeridade e da eficácia das diligências investigatórias, assegurando-se ao 
defensor, no interesse do representado, amplo acesso aos elementos de prova que digam 
respeito ao exercício do direito de defesa, devidamente precedido de autorização judicial, 
ressalvados os referentes às diligências em andamento. 
 
Indisponível 
Free Hand
 
Prof: Conrado José Neto de Queiroz Reis 
 
 
TARGUET EDUCACIONAL 
DISCIPLINA: PROCESSO PENAL 
 
Art.17 CPP A autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito. 
Art. 18 CPP Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta 
de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras 
provas tiver notícia. 
Súmula 524 STF: Arquivado o Inquérito Policial, por despacho do Juiz, a requerimento do Promotor 
de Justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas. 
Fundamento 
Art. 395 CPP: faltar pressuposto