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PRISÕES

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Prof: Conrado José Neto de Queiroz Reis 
 
 
TARGET EDUCACIONAL 
DISCIPLINA: PROCESSO PENAL 
 
PRISÕES 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 
Prisão Pena: deriva da sentença penal condenatória transitada em julgado (Art. 
5º, LVII CF). STF: admitiu a execução provisória da pena por decisão colegiada 
de 2º grau – acórdão penal condenatório em grau de apelação (STF. Plenário. 
HC 126292/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 17/02/2016). Matéria de 
Direito Penal; 
Prisão Cautelar (provisória ou processual): flagrante*, preventiva e 
temporária. Matéria de Processo Penal. 
 
 
Medidas cautelares: se destinam a tornar útil o resultado final da investigação 
ou do processo. a) pessoais: prisões e diversas da prisão b) reais (constrição 
patrimonial): sequestro, arresto, hipoteca legal sobre imóveis; c) probatórias 
(produção da prova): interceptação telefônica, busca e apreensão domiciliar. 
 
PRISÃO EM FLAGRANTE 
 
NATUREZA JURÍDICA: pré-processual (administrativa) porque se destina a 
interromper a prática da infração penal e colher elementos de prova. OBS: Art. 
310, II CPP. 
 
Art. 5º, LXI CF - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem 
escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos 
de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei. 
 
PROCEDIMENTOS: a) captura do agente; b) condução coercitiva até a 
presença da autoridade policial; c) lavratura do auto de prisão em flagrante delito 
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(APFD); d) recolhimento ao cárcere, nas hipóteses em que não se admite a 
liberação imediata do indivíduo. 
 
a) Oitiva dos condutores. 
b) Recibo de entrega do presos. 
c) Oitivas de testemunhas: do fato, da prisão ou da apresentação 
(fedatárias). Art. 304, §2º CPP. 
d) Oitiva do conduzido. 
e) Oitiva da vítima*. 
f) Lavrar o APFD. 
g) Realizar as comunicações imediatas ao Juiz, à família do preso ou 
pessoa por ele indicada e ao MP (Art. 306 CPP). 
h) Encaminhar o APFD ao juiz e cópia à Defensoria Pública, bem como a 
nota de culpa ao preso, ambos em 24h. Art. 306, §§ 1º e 2º CPP. 
 
Art. 304 CPP Apresentado o preso à autoridade competente, ouvirá esta o 
condutor e colherá, desde logo, sua assinatura, entregando a este cópia do 
termo e recibo de entrega do preso. Em seguida, procederá à oitiva das 
testemunhas que o acompanharem e ao interrogatório do acusado sobre a 
imputação que lhe é feita, colhendo, após cada oitiva suas respectivas 
assinaturas, lavrando, a autoridade, afinal, o auto. 
 
§ 4o Da lavratura do auto de prisão em flagrante deverá constar a informação 
sobre a existência de filhos, respectivas idades e se possuem alguma 
deficiência e o nome e o contato de eventual responsável pelos cuidados dos 
filhos, indicado pela pessoa presa. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016). 
ESTATUTO DA PRIMEIRA INFÂNCIA. 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13257.htm#art41
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AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA: Prevista no Pacto de São José da Costa Rica 
(Convenção Interamericana de Direitos Humanos de 1969) e Resolução CNJ 
213, de 15/12/15. Prazo de 24h. Juiz, Promotor, Preso e Defensor Público. 
Vedada a presença dos agentes policiais responsáveis pela prisão ou pela 
investigação (Art. 4º, parágrafo único). Juízo de cabimento do flagrante. Art. 310 
CPP. Relaxar a prisão; Converter o flagrante em prisão preventiva; conceder 
liberdade provisória com ou sem fiança ou aplicar medida cautelar diversa da 
prisão do Art. 319 CPP. 
 
ESPÉCIES 
 
FLAGRANTE FACULTATIVO E FLAGRANTE COMPULSÓRIO 
 
Art. 301 CPP Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus 
agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito. 
 
FLAGRANTE PRÓPRIO (REAL OU VERDADEIRO) 
FLAGRANTE IMPRÓPRIO (IRREAL OU QUASE FLAGRANTE) 
FLAGRANTE PRESUMIDO (FICTO OU ASSIMILADO) 
 
Art. 302 CPP Considera-se em flagrante delito quem: 
I - está cometendo a infração penal; 
II - acaba de cometê-la; 
III - é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer 
pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração; 
IV - é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis 
que façam presumir ser ele autor da infração. 
 
 
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Art. 290 CPP Se o réu, sendo perseguido, passar ao território de outro 
município ou comarca, o executor poderá efetuar-lhe a prisão no lugar onde o 
alcançar, apresentando-o imediatamente à autoridade local, que, depois de 
lavrado, se for o caso, o auto de flagrante, providenciará para a remoção do 
preso. 
§ 1º - Entender-se-á que o executor vai em perseguição do réu, quando: 
a) tendo-o avistado, for perseguindo-o sem interrupção, embora depois o 
tenha perdido de vista; (“Mito das 24h”) 
b) sabendo, por indícios ou informações fidedignas, que o réu tenha passado, 
há pouco tempo, em tal ou qual direção, pelo lugar em que o procure, for no seu 
encalço. 
 
INFRAÇÃO PENAL DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO. Art. 61 da Lei 
9.099/1995: Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para 
os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine 
pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa. 
 
Art. 69 da Lei 9.099/1995: A autoridade policial que tomar conhecimento da 
ocorrência lavrará termo circunstanciado e o encaminhará imediatamente ao 
Juizado, com o autor do fato e a vítima, providenciando-se as requisições dos 
exames periciais necessários. 
Parágrafo único. Ao autor do fato que, após a lavratura do termo, for 
imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o compromisso de a 
ele comparecer, não se imporá prisão em flagrante, nem se exigirá fiança. 
Em caso de violência doméstica, o juiz poderá determinar, como medida de 
cautela, seu afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a vítima. 
 
OBS: Porte de droga para consumo pessoal* (Art. 28 da Lei 11.343/2006). 
Art. 48, §2º da Lei 11.343/2006. 
 
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FLAGRANTE PROVOCADO: Súmula 145 STF: Não há crime quando a 
preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação. Trata-
se de crime impossível (Art. 17 CP). OBS: Tráfico de drogas* (Art. 33 da Lei 
11.343/2006). 
FLAGRANTE FORJADO: Denunciação caluniosa (Art. 339 CP) e abuso de 
autoridade (Lei 4.898/1965). 
FLAGRANTE ESPERADO: Flagrante próprio. 
FLAGRANTE DIFERIDO OU RETARDADO: Ação controlada (Lei 11.343/2006 
e Lei 12.850/2013). 
 
 
PRISÃO TEMPORÁRIA: Lei 7.960/1989. Prazo determinado: Art. 2° A prisão 
temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da autoridade 
policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) 
dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada 
necessidade. OBS: Não pode ser decretada de ofício, nem prorrogada de 
ofício. Art. 2º, § 4º da Lei 8.072/1990 (Lei dos Crimes Hediondos): A prisão 
temporária, sobre a qual dispõe a Lei no 7.960, de 21 de dezembro de 1989, 
nos crimes previstos neste artigo, terá o prazo de 30 (trinta) dias, prorrogável 
por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade. 
Necessariamente durante a investigação: Art. 1° Caberá prisão temporária: I 
- quando imprescindível para as investigações do inquérito policial*; 
 
 
PRISÃO PREVENTIVA: CPP. Prazo indeterminado. Teoria da Imprevisão 
(Rebus Sic Stantibus). Art. 316 CPP O juiz poderá revogar a prisão preventiva 
se, no correr do processo, verificar a falta de motivo para que subsista, bem 
como de novo decretá-la, se