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Introdução à Anatomia Palpatória

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Introdução à Anatomia Palpatória
Definição: aplicação do conhecimento anatômico com intuito exploratório ou avaliativo através do toque; identificar alterações, avaliar o indivíduo, saber o que está acontecendo.
Outras terminologias para anatomia palpatória incluem: anatomia de superfície, anatomia da avaliação, palpação diagnóstica, palpação exploratória e investigação palpatória. 
O objetivo central da palpação é avaliar, mas, identificando estruturas anatômicas para essa avaliação, sabendo o que está normal e o que está alterado. Além disso, é um suporte para avaliação, direcionando para outras áreas, exames; observar variações da normalidade; é um dos pontos mais fortes do diagnóstico; facilitar a aplicação das técnicas manuais; criar vínculo com o paciente pelo toque, trazendo uma melhor relação de aceitação pelo paciente.
Para a utilização da anatomia palpatória, o único recurso necessário é o tato manual/sensibilidade manual. O pré-requisito é o conhecimento aprofundado da anatomia humana.
Para desenvolver e aprimorar uma habilidade de palpação, o uso contínuo da prática é obrigatório, já que o reconhecimento pelo tato depende de tempo e prática para se concretizar, podendo levar um tempo maior que 2 anos.
As bases das técnicas de palpação não se baseiam apenas em colocar a mão sobre o local, muitas das vezes o movimento dos dedos é necessário, seja lento ou rápido. Mas quando a estrutura se mexe, as mãos devem estar paradas e quando as mãos se mexem, as estruturas devem estar paradas. 
Cuidados que devemos ter com as mãos
· limpeza, 
· textura: não usar luvas cirúrgicas, pois são grossas; se usar luvas de látex ou silicone, usar um número a menos, pois ela não pode estar solta na mão; mãos calejadas são um problema, pois provocam uma sensação ruim no paciente e quanto mais ásperas as suas mãos, menor capacidade tátil ela possui;
· flexibilidade,
· hidratação,
· evitar objetos pontiagudos ou cortantes.
Ao contrário de um leigo, que para ele a palpação é inútil e grosseira, uma pessoa com habilidade percebe ossos, tendões, ventres, órgãos e ainda um verdadeiro palpador, percebe características adicionais, acidentes anatômicos, defeitos de contorno, pulsos ambíguos, diferentes tumefações, rupturas. Isso se adquire com treino, com prática.
Para a palpação, a área a ser avaliada deve estar desnuda. Se o paciente não permitir o desnudamento/toque da área, o avaliador deve aceitar a decisão. Não é não. Cabe ao avaliador se adequar à situação.
Orientações para o início da investigação
Primeiro, deve-se delimitar a região a ser analisada; nunca iniciar sem antes avisar o indivíduo sobre as manobras, explicando absolutamente sobre tudo que será feito e também justificando as técnicas; sempre usar um toque firme, sem causar desconforto.
Técnicas palpatórias
· Superficiais: deslizamento, dedilhar, pinça, toque, leves compressões
· Profundas: compressões mais fortes, pontuais (1 ou mais dedos, ideal + de 2), compressões com deslocamentos. Tomar cuidado para não provocar dor!!!