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Atividade integradora 2° bimestre

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ATIVIDADE INTEGRADORA 2º BIMESTRE
	Centro Universitário Ingá – UNINGÁ
	Curso: Fisioterapia Disciplina: RecursosHidrocinesioterapêuticos
	Série: 2° ano Turno: Diurno
	Conteúdo: Atividade Integradora 2º Bimestre.
“Avaliação, indicação e objetivos do tratamento aquático, baseados em um caso clínico”.
	Objetivo: Compreender a importância da avaliação fisioterapêutica no processo de construção de objetivos de tratamento baseado em um caso clínico específico. O aluno deverá descrever com suas palavras o caso identificado a seguir, propondo objetivos e benefícios de tratamento para o indivíduo, e suas correlações com os princípios físicos da água.
	
Atividade Integradora:
CASO CLÍNICO: Paciente G.H.M.M, 32 anos, portador de Hérnia de Disco em L4-L5 e L5-S1. Apresenta dor irradiada para membro inferior esquerdo, queixas em relação a presença de contraturas na lombar e região de piriforme. Em sua avaliação fisioterapêutica você fez uma anamnese detalhada, identificando as variáveis necessárias, não identificando contraindicações para uso da piscina terapêutica, e a partir de então iniciou o exame físico em solo. As principais alterações identificadas foram: presença de pontos – gatilho em região lombar baixa e glúteos, alterações posturais em hiperlordose lombar, restrição de ADM em flexão de tronco, fraqueza de membros inferiores de forma geral, assim como encurtamentos da cadeia posterior de tronco e membros. Teste específico de Schobber positivo e escala da dor EVA em 7.
Durante sua continuidade no processo de avaliação em meio aquático, observou ótimas habilidades, correspondendo a nenhuma restrição com o ambiente, permitindo analisar todas as variáveis como rolamentos, marcha, nados, imersão, como positivos e satisfatórios. Durante a avaliação de força muscular modificada o paciente tinha um grau 3 para movimentos de tronco e membros inferiores.
RESPONDA:De acordo com o caso clínico, estabeleça os objetivos de tratamento em meio aquático, relacionando os benefícios dos princípios físicos da água de forma geral, para que a partir de então você possa elaborar condutas específicas para restabelecimento da função do paciente.
Obs:lembrem-se, que vocês ainda não estudaram as técnicas utilizadas, então o foco principal da atividade integradora é relacionar os objetivos de tratamento de acordo com as alterações físicas do paciente, associando com os benefícios que o meio aquático terapêutico pode oferecer à ele através dos princípios físicos.
RESPOSTA: 
O meio aquático fornece distintos benefícios terapêuticos que serão bem manifestados neste paciente, que apresenta hérnia de disco em L4-L5 e L5-S1, hiperlordose lombar, dor irradiada ao membro inferior esquerdo, restrição de ADM, fraqueza em membros inferiores, encurtamentos da cadeia posterior de tronco e membros, todos estes requisitos serão supridos pelo tratamento hidroterapêutico fornecido.
Um dos princípios físicos do meio aquático é a flutuação, segundo o princípio de Archimedes, a qual apresenta uma força de empuxo de baixo para cima igual o fluxo de fluido deslocado, ou seja, a descarga de peso durante a imersão será reduzida de acordo com o nível de imersão do paciente, caso esteja imerso até o pescoço a descarga de seu peso na água será de 10%, até o processo xifoide 25% e imerso até a cicatriz umbilical a descarga de peso será de 50%, facilitando o desempenho do exercício e diminuindo o impacto, tendo um equilíbrio e homeostase articular que permita um tratamento satisfatório. Além disso, fornece diminuição da força de compressão da coluna, melhora da postura, suporte a coluna e extremidades enfraquecidas além de ganho da amplitude de movimento articular, desse modo é notável a grande vantagem fornecida ao paciente que apresenta hérnia de disco e alterações posturais. A pressão hidrostática será uma grande aliada a este tratamento, pois permite suporte para articulações instáveis e fracas, melhora da postura e estabilização da coluna.
Ademais, outra propriedade da água é a viscosidade juntamente com a tensão superficial presente, criando uma resistência imposta pelo líquido a medida que o movimento entre as camadas é aumentado/realizado e proporcional a distancia do corpo em relação com a superfície, ou seja, o paciente tende a realizar mais força para executar movimentos durante a imersão, proporcionando o fortalecimento muscular, inclusive, dos membros inferiores que o indivíduo apresenta enfraquecido. Além disso, há a questão da temperatura que por conta de ser aquecia disponibiliza o relaxamento da musculatura, acarretando alívio ao paciente que se queixa de dores grau 7, correspondente a escala de dor EVA, visto que por conta da água estar aquecida fornece os benefícios de vasodilatação, melhora da oxigenação dos tecidos, relaxamento muscular e aumento do metabolismo.
Durante a imersão em água aquecida ocorre alterações fisiológicas no sistema nervoso, em razão da transmissão de neurotransmissores alternados com a liberação de catecolaminas, relacionadas ao sistema de regulação da FC e da resistência dos vasos, ocorre a diminuição de epinefrina e norepinefrina provocando o aumento do limiar da dor, melhor dizendo, diminuição da perceção da dor devido ao bombardeamento sensitivo dos recetores táteis, térmicos e pressóricos aumentado o limiar de dor, proporcionando relaxamento muscular (redução de adrenalina – INPI) e analgesia. Deste modo, infere-se que os objetivos de tratamentos em meio aquático para este paciente é conceder alívio e relaxamento acompanhado de fortalecimento aos membros fracos, maior estabilização da coluna, ganho de ADM e maior possibilidade de restabelecimento da função do indivíduo, por meio da elaboração de condutas específicas para este caso.
REFERÊNCIAS:
MONTENEGRO, Helder. Hérnia de disco: sintomas e tratamento, Disponivel em:
˂ https://www.itcvertebral.com.br/hernia-de-disco/˃
MORENO, Gustavo. Principios físicos da água. Disponivel em:
˂https://lms.unimestre.com/lms/sala/911716/jGAS5N1OfzRsuWX0˃
MORENO, Gustavo. Efeitos fisiológicos da imersão no sistema circulatório, pulmonar, renal e nervoso. Disponivem em: 
˂https://lms.unimestre.com/lms/sala/911716/jGAS5N1OfzRsuWX0˃
	Referências Bibliográficas
1 COLE, A. J.; MORRIS, D. M.; RUOTI, R. G. Reabilitação aquática . São Paulo: Manole, 2000.
2 CAMPION, M. R. Hidroterapia: princípios e prática. São Paulo: Manole, 2000.
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