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RELATORIO-ESTAGIO-HUMANISTA

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da emoção. Nessa abordagem, acredita-se que em contato consciente com a emoção, ou melhor, com seus conteúdos, o sujeito pode entrar no sentimento que o mantém preso em sua problemática relacional (BARRETO, 2017)
A Gestalt-terapia trabalha em uma dimensão dialógica, na qual a relação com o terapeuta é o início do tratamento por diálogo. O diálogo é uma forma de contato em que o “eu” está receptivo à auto-expressão do “tu” (outro), além de aberto a expressar o seu interior ao outro (BARRETO, 2017).
Perls (1951), foi fundador da abordagem Gestáltica e os conceitos que desenvolveu assumiram papéis de grande originalidade e força. Suas obras estabeleceram linhas de teoria e proposta clínica. O estudioso trouxe uma proposta de psicoterapia que se fundamenta em uma visão holística sobre o homem e a sociedade, constituindo-se em uma teoria acerca de suas relações.
Awareness é um caminho de mudança, um processo de integração harmoniosa pessoa mundo, de tal modo que fica na pessoa a sensação de fim de linha, de chegada de uma longa e difícil viagem e, sobretudo, uma sensação de completude, de um chão fecundo em que as sementes já podem germinar. Estar reflexivamente consciente de si mesmo no mundo é ter encontrado respostas de cujas perguntas pouco ou nada se sabia. (PONCIANO, pg76, 2006):
2.2 Contato
2.3 Self 
2.4 Fronteira de Contato 
2.5 Ajustamento Criativo 
Segundo Ribeiro (2007), o ajustamento criativo é o processo pelo qual o corpo-pessoa, usando a sua espontaneidade instintiva, encontra em si, no meio ambiente, ou em ambas soluções disponíveis, às vezes, aparentemente não claras para se autorregular. Somos sempre afetados por variáveis não psicológicas, como a altura, o calor, o tamanho e o peso.''
Se o sujeito perceber que aquela introspecção não levará a nada, e resolver dançar, nota-se que o mesmo se ajustou criativamente. O ajustamento criativo é a forma de adaptar-se ao meio, utilizando ferramentas mentais, de forma intrínseca, achando alternativas para atingir algum objetivo ou resolução de alguma questão. Cada pessoa ajusta-se de alguma forma de acordo com seu campo vivencial, ou seja, com as suas experiências de vida e maneira de encarar a vida, de acordo com seu valores e emoções (BARRETO, 2017)
1.2 RELATO DOS ATENDIMENTOS
Com o objetivo de representar e relatar minhas vivências no estágio, trago a seguir os atendimentos realizados durante minha experiência na Clínica-Escola, fundamentando minhas práticas na abordagem escolhida. Apresentarei quatro clientes atendidos durante o estágio, porém um desses (CASO A), será explanada apenas a primeira sessão, pois o cliente não deu prosseguimento ao processo terapêutico, dessa maneira me aprofundarei apenas em três clientes específicos, dos quais farei um estudo de caso.
Durante o período de estágio são designados para cada estagiário três clientes para atendimento terapêutico, semanais, com duração de 50 minutos. No início dos atendimentos é realizado com os clientes as primeiras entrevistas, levantamento de hipóteses, identificação da queixa principal e escolha dos métodos a serem utilizados. Deixa-se claro na primeira entrevista todos os itens relacionados ao contrato terapêutico que se embasa no sigilo das informações, no papel desenvolvido pelo terapeuta e o cliente, bem como, a importância da participação ativa do cliente para um resultado positivo do processo terapêutico. Vale ressaltar que se tratando de crianças menores ou dependentes, é de suma importância a colaboração e participação em todo processo pela família, escola e/ou instituição a qual estes estejam inseridos, bem como serão atendidas nas salas ludoterápicas utilizando sempre métodos ludoterápicas.
As informações que serão relatadas a baixo foram obtidas durante os atendimentos, e estão de acordo com a Ética exigida, buscando sempre preservar a identidade dos clientes, bem como a garantia do sigilo dos relatos das experiências vivenciadas ao longo de sua história de vida, trazidas durante as sessões, estes relatos são compostos apenas de informações necessárias para a compreensão da demanda. 
2.1.1 ESTUDO DE CASO A
Número de Inscrição: 0000
Cliente: “I.”
Idade: 20 anos
Início atendimento: 13/10/2016
Término atendimento: 13/10/2016
Número de sessões: 1 sessão 
Situação atual do caso: Desistente. 
“I.” é um mulher de 20 anos, viúva, com 2º grau completo e tem um filho.
Na primeira sessão a cliente chegou bastante abatida e triste, trouxe-me como queixa inicial o sofrimento acometido após a morte do marido com quem foi casada durante 5 anos e com o qual tem um filho. A jovem diz estar sofrendo muito, pois não entende porque seu marido morreu tão jovem, relatou-me que seu marido foi assassinado na rua onde morava fazia 3 meses, e que ela não estava sabendo lidar com essa situação. Procurou a terapia pois após o falecimento de seu marido, ela ficou muito debilitada, emocional e fisicamente. Demonstrou dificuldade de aceitar a situação, perda da vontade de se alimentar, alterações do sono, apatia, falta de ânimo e de alegria, bem como sintomas psicossomáticos, a saber, dores pelo corpo, fraqueza muscular e eventuais quedas. Durante a sessão a cliente chorava muito, quase perdendo o folego e na maioria das vezes não conseguia completar as frases que começava, a dor e o sentimento de falta e não aceitação estavam presentes e acentuados na cliente. 
Sabe-se que o luto é uma resposta normal a um evento da vida inevitável – seu final – e se apresenta como uma reação à perda de uma pessoa amada (Parkes, 1998). A cliente relata ter vivido maior parte de sua vida ao lado do marido falecido, e que hoje sente-se infeliz e sozinha. Sabe-se que em um casamento um cônjuge conta com o outro como suporte afetivo e pessoal, como afirma LIRA (2005), “quando o sistema se desfaz a pessoa viúva fica sozinha, com sensação de ser parte de uma unidade que não existe mais”.
	Desse modo, a psicoterapia terá como objetivo fazer com que a pessoa viúva compartilhe, discuta, e busque os significados de cada experiência vivenciada em torno da morte do cônjuge, bem como a terapia oferece uma escuta respeitosa, acolhedora, investigando a experiência do outro e permitindo a expressão livre de seus sentimentos e ideias. 
	A cliente não continuou com o processo psicoterápico, pois foi embora morar com o pai em outra cidade, pois segundo ela, seria melhor para superar a perda do ente querido, abandonando o processo terapêutico. 
2.1.2 ESTUDO DE CASO B
 Número de Inscrição: 3041
Cliente: “F.”
Idade: 17 anos
Início atendimento: 13/10/2016
Término atendimento: 08/12/2016
Número de sessões: 9 sessões 
Situação atual do caso: Em andamento 
	“F.” é um adolescente do sexo masculino, 17 anos de idade, solteiro, discente do 1º ano do ensino médio, filho de conjugues em união estável e não possui irmãos.
Na primeira sessão “F.” chegou acompanhado de sua mãe, que apresentava como queixa principal sua dificuldade no aprendizado, sua falta de concentração, e um “branco” em que “F.” era acometido durante as atividades, o que refletia em baixas notas escolares, sendo reprovado na mesma série por três anos consecutivos. Desde o início a mãe de “F.” mostrava-se bastante preocupada com o aprendizado escolar do filho, achava-o muito desatento, disperso, calado, com dificuldades de tomar iniciativa e de se concentrar, “tímido” e “infantil” (sic).
As primeiras duas sessões de atendimento com “F.” foram bastantes difíceis, ele realmente era muito tímido e calado, não se comunicava comigo, era extremamente monossilábico, não olhava nos olhos e tinha um comportamento bastante disperso, sentia-o distante, como se ele não visse sentido em estar na terapia. Nos primeiros atendimentos realizei um verdadeiro interrogatório para que “F.” falasse alguma coisa sobre ele, e quando isso acontecia suas respostas eram sempre curtas e vagas, ausentes de sentimentos, para ele tudo estava sempre “normal e de boa” (sic). Compreendia esta maneira

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