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DIREITO ADMINISTRATIVO REVISÃO

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para implementar as leis que foram feitas lá pelo legislativo – decretos vão 
implementar as leis feitas pelo legislativo. Os decretos e regulamentos não 
podem alterar, contrariar, modificar o que a lei já disse. (somente pode 
detalhar) 
Art. 84 CR. Compete privativamente ao Presidente da República: 
 I - nomear e exonerar os Ministros de Estado; 
 II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da 
administração federal; 
 III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta 
Constituição; 
 IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e 
regulamentos para sua fiel execução; 
 V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente; 
 VI - dispor, mediante decreto, sobre: 
 a) organização e funcionamento da administração federal, quando não 
implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; 
 
 
 Sandra Mara Dobjenski 
 b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; 
 VII - manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus 
representantes diplomáticos; 
 VIII - celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo 
do Congresso Nacional; 
 IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio; 
 X - decretar e executar a intervenção federal; 
 XI - remeter mensagem e plano de governo ao Congresso Nacional por 
ocasião da abertura da sessão legislativa, expondo a situação do País e solicitando 
as providências que julgar necessárias; 
 XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos 
órgãos instituídos em lei; 
 XIII - exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os 
Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-
generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos; 
 XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo 
Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o 
Procurador-Geral da República, o presidente e os diretores do Banco Central e 
outros servidores, quando determinado em lei; 
 XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de 
Contas da União; 
 XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o 
Advogado-Geral da União; 
 XVII - nomear membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII; 
 XVIII - convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa 
Nacional; 
 XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo 
Congresso Nacional ou referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das 
sessões legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente, a 
mobilização nacional; 
 XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional; 
 XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas; 
 
 
 Sandra Mara Dobjenski 
 XXII - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças 
estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam 
temporariamente; 
 XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de 
diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstas nesta Constituição; 
 XXIV - prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias 
após a abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior; 
 XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei; 
 XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62; 
 XXVII - exercer outras atribuições previstas nesta Constituição. 
 Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições 
mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao 
Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os 
limites traçados nas respectivas delegações. 
5. Discricionário – é aquele em que a Administração ela tem uma margem de 
liberdade, dentro da lei, para decidir conforme o que for melhor para o 
interesse público. Ex.: Prorrogação do prazo de concurso público 
(Administração pode) 
6. Disciplinar - se for verificado erro na atividade deve: apurar a irregularidade 
(PAD, sindicância) e aplicar a penalidade administrativa (suspensão, 
advertência, demissão) – dentro da Administração – para os servidores ou 
para quem estiver sujeito a essa disciplina administrativa (detento que estiver 
em unidade prisional) – sobre o servidor ou quem está sujeito a essa disciplina 
administrativa. (quando um servidor é demitido) 
REQUSITOS/ELEMENTOS FO ATO ADMINISTRATIVO (são necessários para 
que o ato tenha validade) 
COM FIN FOR M OB 
Competência – quem? – o ato administrativo tem que ser feito por quem tem 
competência legal para tanto. Ex.: Ato de suspensão de um servidor público federal 
– quando se fala em que pode aplicar esse ato se fala na competência. 
 
 
 Sandra Mara Dobjenski 
Finalidade – para quê? – todo ato precisa ter uma finalidade – todo ato possui uma 
finalidade genérica – conforme o interesse público. Ex.: Para que aplicar a 
suspensão ao servidor? Para punir o servidor que praticou alguma infração. 
Forma – como? – todo ato precisa obedecer a forma prevista em lei – como o ato foi 
feito = vício de forma. Ex.: Como se processa o ato de suspensão? Para aplicar uma 
penalidade no servidor é preciso fazer uma apuração, uma sindicância, um PAD. O 
ato tem que obedecer a forma prevista em lei. 
Motivo – por quê? – qual o motivo daquele ato – Ex.: servidor praticou determinada 
infração que leva a suspensão 
Objeto – o quê? – o que é o ato – Ex.: uma suspensão - O ato tem que ser legal, 
deve estar de acordo com a lei. A lei diz que a suspensão pode ser de até 90 dias – 
se a autoridade competente aplica uma penalidade de 100 dias de suspensão – ato 
ilegal – vício no objeto. 
 Vícios que podem ser sanados, convalidando-se o ato. Ato que possui vício é 
anulado. 
 Vício de competência e de forma admitem a CONVALIDAÇÃO (ocorre o 
saneamento do vício de modo a tornar o ato válido) – os demais obrigam a 
invalidação. 
ATRIBUTOS DOS ATOS ADMINISTRATIVOS – características do ato administrativo 
– não significa que todo o ato precisa ter todos esses atributos – algo que 
geralmente os atos tem. 
 PATI 
Presunção de Legitimidade (veracidade/legalidade) – o ato é válido e deve ser 
cumprido, até que se prove o contrário (presunção relativa); presente em TODOS os 
atos. Presume-se que o ato administrativo seja legal, legítimo, verdadeiro – 
goza de uma presunção relativa – que admite prova em contrário. 
Autoexecutoriedade – o Estado pode executar seus atos sem precisar de 
manifestação prévia do judiciário. Obs.: a administração pode aplicar multa, mas 
para cobrar tem que ser no Judiciário. A administração pública pode auto - 
executar seus atos – não precisa pedir para o Poder Judiciário uma 
autorização para fazer seus atos administrativos. Na hora da cobrança da 
MULTA não existe a autoexecutoriedade – o sujeito paga espontaneamente ou 
 
 
 Sandra Mara Dobjenski 
se entra com uma ação judicial para o pagamento – somente a 
autoexecutoriedade na aplicação da MULTA. Independente do poder judiciário. 
Tipicidade – o ato deve atender as figuras definidas previamente em lei. Todo ato 
tem uma figura tipificada em lei. 
Imperatividade – o ato cria unilateralmente obrigação ao particular; o Estado impõe 
coercitivamente (coercibilidade) o ato e tem que ser respeitado, concordando ou 
não. Pode ocorrer a Multa independentemente da concordância do sujeito – 
independente da vontade do sujeito. 
ANULAÇÃO E REVOGAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS 
A administração deve anular seus próprios atos, quando