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DIREITO ADMINISTRATIVO REVISÃO

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servido para o abrigo de drogas, etc. – o poder público notifica o 
proprietário – instituição de IPTU progressivo no tempo pelo período de 05 
anos – poder público municipal poderá fazer a desapropriação 
sancionatória urbana (somente o município poderá realizar) destinando o 
a propriedade para programa de apropriação popular – prazo da 
indenização – títulos da dívida ativa – prazo de até 10 anos. 
Desapropriação sancionatária agrária – quando a propriedade agrária não 
está tendo a sua função social – somente a União pode realizar essa 
desapropriação – prazo de resgate dos títulos da dívida pública = 20 anos. 
DIREITO DE EXTENSÃO – direito que o proprietário tem de exigir que o poder 
público estenda a desapropriação sobre a totalidade do seu bem. Ex.: João é dono 
de uma área – o poder público municipal vem e ao invés de desapropriar a área toda 
 
 
 Sandra Mara Dobjenski 
– deixa uma parte para o João e desapropria o restante – João poderá se utilizar do 
poder de extensão e exigir em juízo que o poder publico estenda a desapropriação 
sobre a totalidade quando restarem áreas inaproveitáveis. 
RETROCESSÃO – se o poder público desapropriou um bem e cometer a 
tredestinação ou adestinação – desapropriação de um terreno para a construção de 
uma escola de educação infantil – passados 20 anos o poder público nada fez 
naquele terreno = adestinação = não deu destino algum. O terreno foi desapropriado 
para a construção de uma escola e 02 anos depois o poder público passa a construir 
uma UPA = tredestinação – troca na destinação da propriedade = tredestinação lícita 
= ocorreu a troca da escola para a UPA a finalidade continua sendo pública. 
Tredestinação ilícita – desapropriação para a construção de escola – dois anos 
depois colocou o terreno a venda – a finalidade não é pública – sempre que ocorrer 
a tredestinação ilícita ou a adestinação o antigo proprietário poderá exigir o bem de 
volta pelo valor atual da coisa. NÃO EXISTE REINTEGRAÇÃO DE POSSE 
CONTRA O PODER PÚBLICO. 
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 
*SUJEITOS – Ativo = aquele que comete o ato de improbidade – qualquer agente 
público – presidente da república responde pelo crime de responsabilidade 
(presidente não comete ato, nem improbidade – imune a lei de improbidade 
administrativa) – presidente que comete improbidade estará cometendo crime de 
responsabilidade. Particular que se beneficia do ato – quando houver um conluio 
entre um agente público e um particular – e o particular ajudou cometer o ato, ou se 
beneficiou, participou junto – o particular responde também por ato de improbidade. 
PARTICULAR NUNCA RESPONDE SOZINHO POR ATO DE IMPROBIDADE. 
*Dirigente de ONG – paraestatais (sistema AS) – poderão estar administrando o 
dinheiro público – se malversarem o dinheiro público – responderão por ato de 
improbidade como agente público por equiparação. 
 Passivo = quem sofre o ato de improbidade – administração pública 
direta, autárquica, fundacional, empresas públicas, sociedades de economia mista, 
empresas em que o estado participa – inclusive as paraestatais (SESI, SENAI, 
SEBRAE) 
 
 
 Sandra Mara Dobjenski 
*ESPÉCIES – 1. Enriquecimento ilícito - atos de improbidade que causam 
enriquecimento ilícito (agente público acrescentar ao patrimônio dele ilicitamente 
algum valor, bem) não se aplica o principio da bagatela em matéria de improbidade 
administrativa. Somente é punida a título de dolo. 
2. Dano ao erário – o indivíduo diminui o patrimônio público (sujeito que rouba PC da 
prefeitura). Pode ser punido a título de dolo como culpa.Afronta os princípios da 
administração pública. 
3. Só é punida a título de dolo e independe do resultado enriquecimento ou do dano 
ao erário – basta a conduta que afronte aos princípios da administração pública – se 
o sujeito dolosamente querendo ser desonesto infringiu o princípio da legalidade, da 
moralidade, da impessoalidade e mesmo assim o ato não se consumou, mas houve 
afronta querendo ser desonesto – haverá punição por ato de improbidade 
administrativa – EX.: João diretor de uma empresa pública combina com Pedro 
particular dono de uma empresa uma fraude a licitação de modo que o Pedro 
passaria uma propina para o João – em rigorosa investigação judicial tudo foi 
descoberto – mediante escutas telefônicas devidamente autorizadas pela lei – um 
dia antes da licitação ocorreu o vazamento das escutas telefônicas para a imprensa 
e o João e o Pedro não fraudaram a licitação – não realizaram a fraude que iriam 
fazer porque houve o vazamento – não teve dano ao erário, não teve 
enriquecimento porque não chegou a efetivar – houve quebra do princípio da 
legalidade, da impessoalidade e da moralidade devidamente comprovado – incide 
em ato de improbidade administrativa que ocasionou quebra aos princípios da 
administração. 
*Acordo de não persecução civil em matéria de improbidade – é possível – em que o 
MP ou a pessoa jurídica realizam um acordo com aquele que realizou o ato de 
improbidade administrativa. 
PRESCRIÇÃO 
Como REGRA GERAL o prazo prescricional é 05 anos - no caso do ocupante do 
cargo em comissão, função de confiança ou cargo eletivo 05 anos contados a partir 
do momento em que ele deixou o cargo ou a função de confiança. 
*Em caso de reeleição começa a contar o prazo de 05 anos ao final do segundo 
mandato independentemente se o ato de improbidade ocorreu no primeiro mandato. 
 
 
 Sandra Mara Dobjenski 
*No caso de servidor público o prazo será de 05 anos contados da data em que o 
fato tornou-se conhecido. (Prazo prescricional para demissão pela lei 8112 é de 05 
anos contados da data em que o fato tornou-se conhecido) 
*Diretor de ONG, sistema AS – 05 anos contados da data que prestou conta do 
dinheiro que estava administrando ou que deveria ter prestado. 
*Prazo prescricional para ajuizamento da ação de improbidade # imprescritibilidade 
da ação de ressarcimento ao erário por ato doloso de improbidade – existe uma 
ação de improbidade administrativa, o MP ou a pessoa jurídica autorizada possui 05 
anos para ajuizar essa ação de improbidade que vai punir o agente que cometeu, 
mesmo que tenha passado esses 05 anos para a ação de improbidade é possível 
que a qualquer tempo (ad eternamente) a pessoa jurídica que foi lesada ajuíze outra 
ação que se chama ação de ressarcimento – esta ação é imprescritível para os 
danos causados ao erário por ato doloso de improbidade – se culposo prescreve em 
05 anos – ainda que tenha prescrito a ação de improbidade - o poder público pode 
ajuizar a ação de ressarcimento. 
INDISPONIBILIDADE DOS BENS E AFASTAMENTO TEMPORÁRIO 
*É possível que seja decretada a indisponibilidade dos bens daquele que enriqueceu 
ilicitamente ou causou dano ao erário – esta decretação de indisponibilidade poderá 
ocorrer sobre os bens adquiridos antes ou depois do ato de improbidade – somente 
poderá recair sobre os bens necessários para este ressarcimento ou sobre os bens 
que foram adquiridos ilicitamente (recebimento de um apartamento em Miami como 
propina – recai sobre o apartamento) (sujeito causou um dano de 10 milhões ao 
patrimônio público e possui um patrimônio de 1 bilhão – recai somente sobre os 10 
milhões) 
AFASTAMENTO TEMPORÁRIO 
É possível que autoridade judicial no curso da ação de improbidade ou a própria 
autoridade administrativa decrete o afastamento temporário dos agentes envolvidos 
em improbidade administrativa para que não venham atrapalhar a instrução 
processual, não venham destruir provas, coagir testemunhas – ele vai para casa 
com remuneração. 
 
 
 
 
 Sandra Mara Dobjenski