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foram praticados, salvo se 
este os ratificar.
Parágrafo único. A ratificação há de ser expressa, ou resultar de ato inequívoco, e re-
troagirá à data do ato.
• quanto ao número de mandatários, o mandato pode ser:
−	 singular: quando se nomeia um só mandatário;
−	 plural (art. 672 do CC): quando se nomeiam vários procuradores. Este se 
subdivide em:
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 ◦ conjunto: quando se exige que todos os mandatários participem do ne-
gócio celebrado;
 ◦ solidário: quando cada um dos mandatários puder realizar sozinho o negócio;
 ◦ fracionário: quando se delimita a função de cada um dos mandatários;
 ◦ sucessivo ou substitutivo: quando um mandatário só puder agir na 
falta do outro.
Art. 672. Sendo dois ou mais os mandatários nomeados no mesmo instrumento, qual-
quer deles poderá exercer os poderes outorgados, se não forem expressamente decla-
rados conjuntos, nem especificamente designados para atos diferentes, ou subordina-
dos a atos sucessivos. Se os mandatários forem declarados conjuntos, não terá eficácia 
o ato praticado sem interferência de todos, salvo havendo ratificação, que retroagirá à 
data do ato.
•	 quanto à finalidade, o mandato pode ser:
−	 extrajudicial ou ad negotia: refere-se à prática de atos fora do âmbito 
judicial; e
−	 judicial ou ad judicia: refere-se à prática de atos processuais, ou seja, 
à postulação em juízo. É outorgado ao advogado, entretanto, em alguns 
casos, não há necessidade de procuração, tal como o defensor dativo (no-
meado pelo juiz) e na Justiça do Trabalho, em que a procuração pode se dar 
por simples termo nos autos.
Finalizando as espécies de mandato, temos o mandato em causa própria 
(art. 685 do CC): normalmente, o mandatário deve prestar contas de sua gestão, 
transferindo-lhe as vantagens provenientes do mandato. Entretanto, caso seja in-
cluída, na procuração (instrumento do mandato), a cláusula in rem propriam (em 
causa própria), o mandato não poderá ser revogado, nem se extinguirá pela mor-
te de qualquer das partes, ficando o mandatário dispensado de prestar contas, 
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e podendo transferir para si os bens móveis ou imóveis objeto do mandato (vide 
art. 685 do Código Civil). Ou seja, em um mandato em causa própria, opera-se 
uma verdadeira cessão de direito, passando o cessionário (mandatário) a ser o 
dono do bem imóvel (ou direito a ele relativo).
Art. 685. Conferido o mandato com a cláusula “em causa própria”, a sua revogação 
não terá eficácia, nem se extinguirá pela morte de qualquer das partes, ficando o man-
datário dispensado de prestar contas, e podendo transferir para si os bens móveis ou 
imóveis objeto do mandato, obedecidas as formalidades legais.
A seguir, temos as principais obrigações do mandatário:
• diligência habitual na execução do mandato (art. 667, caput, do CC);
Art. 667. O mandatário é obrigado a aplicar toda sua diligência habitual na execução 
do mandato, e a indenizar qualquer prejuízo causado por culpa sua ou daquele a quem 
substabelecer, sem autorização, poderes que devia exercer pessoalmente.
• indenização dos prejuízos por ato de substituto (art. 667, §§ 1º ao 4º 
do CC);
§ 1º Se, não obstante proibição do mandante, o mandatário se fizer substituir na execu-
ção do mandato, responderá ao seu constituinte pelos prejuízos ocorridos sob a gerên-
cia do substituto, embora provenientes de caso fortuito, salvo provando que o caso teria 
sobrevindo, ainda que não tivesse havido substabelecimento.
§ 2º Havendo poderes de substabelecer, só serão imputáveis ao mandatário os danos 
causados pelo substabelecido, se tiver agido com culpa na escolha deste ou nas instru-
ções dadas a ele.
§ 3º Se a proibição de substabelecer constar da procuração, os atos praticados pelo 
substabelecido não obrigam o mandante, salvo ratificação expressa, que retroagirá à 
data do ato.
§ 4º Sendo omissa a procuração quanto ao substabelecimento, o procurador será res-
ponsável se o substabelecido proceder culposamente.
• prestação de contas (art. 668 do CC);
Art. 668. O mandatário é obrigado a dar contas de sua gerência ao mandante, transfe-
rindo-lhe as vantagens provenientes do mandato, por qualquer título que seja.
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• proibição de compensação dos prejuízos (art. 669 do CC);
Art. 669. O mandatário não pode compensar os prejuízos a que deu causa com os pro-
veitos que, por outro lado, tenha granjeado ao seu constituinte.
• pagamento de juros (art. 670 do CC);
Art. 670. Pelas somas que devia entregar ao mandante ou recebeu para despesa, mas 
empregou em proveito seu, pagará o mandatário juros, desde o momento em que abusou.
• entrega da coisa comprada em nome do mandante (art. 671 do CC);
Art. 671. Se o mandatário, tendo fundos ou crédito do mandante, comprar, em nome 
próprio, algo que deverá comprar para o mandante, por ter sido expressamente desig-
nado no mandato, terá este ação para obrigá-lo à entrega da coisa comprada.
Já as principais obrigações do mandante são:
• satisfazer as obrigações (despesas) assumidas pelo mandatário 
(art. 675 do CC);
Art. 675. O mandante é obrigado a satisfazer todas as obrigações contraídas pelo man-
datário, na conformidade do mandato conferido, e adiantar a importância das despesas 
necessárias à execução dele, quando o mandatário lho pedir.
•	 remuneração dos serviços do mandatário (art. 676 do CC);
Art. 676. É obrigado o mandante a pagar ao mandatário a remuneração ajustada e as 
despesas da execução do mandato, ainda que o negócio não surta o esperado efeito, 
salvo tendo o mandatário culpa.
•	 pagamento de juros das somas adiantadas pelo mandatário (art. 677 
do CC);
Art. 677. As somas adiantadas pelo mandatário, para a execução do mandato, vencem 
juros desde a data do desembolso.
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• ressarcimento dos danos sofridos com o mandato (art. 678 do CC);
Art. 678. É igualmente obrigado o mandante a ressarcir ao mandatário as perdas que 
este sofrer com a execução do mandato, sempre que não resultem de culpa sua ou de 
excesso de poderes.
• responsabilização do vínculo com terceiros (art. 679 do CC);
Art. 679. Ainda que o mandatário contrarie as instruções do mandante, se não exceder 
os limites do mandato, ficará o mandante obrigado para com aqueles com quem o seu 
procurador contratou; mas terá contra este ação pelas perdas e danos resultantes da 
inobservância das instruções.
•	 responsabilização

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