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ao apresentar as obri-
gações do comodatário:
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DIREITO CIVIL
Contratos em Espécie
Prof. Dicler Forestieri
Art. 580. Os tutores, curadores e em geral todos os administradores de bens alheios não 
poderão dar em comodato, sem autorização especial, os bens confiados à sua guarda.
Percebe-se que certas pessoas não podem dar bens de terceiros em comodato 
sem possuir autorização especial. Ou seja, estamos diante de uma situação de falta 
de legitimidade.
Art. 581. Se o comodato não tiver prazo convencional, presumir-se-lhe-á o necessá-
rio para o uso concedido; não podendo o comodante, salvo necessidade imprevista e 
urgente, reconhecida pelo juiz, suspender o uso e gozo da coisa emprestada, antes de 
findo o prazo convencional, ou o que se determine pelo uso outorgado.
Como exemplo do art. 581 do CC, temos o comodante que empresta a casa de 
praia sem estipulação de prazo. Como regra, a exigência da devolução só poderá 
ocorrer após o fim do verão.
Art. 582. O comodatário é obrigado a conservar, como se sua própria fora, a coisa 
emprestada, não podendo usá-la senão de acordo com o contrato ou a natureza 
dela, sob pena de responder por perdas e danos. O comodatário constituído em 
mora, além de por ela responder, pagará, até restituí-la, o aluguel da coisa que for 
arbitrado pelo comodante.
O art. 582 do CC apresenta inúmeros conceitos. Vamos separá-los para 
fins didáticos:
•	 obrigação do comodatário de conservar a coisa como se fosse sua;
•	 utilizar a coisa emprestada de acordo com o contrato e a natureza (ex: a casa 
de família não pode ser utilizada para a realização de um evento com cente-
nas de pessoas);
•	 restituição da coisa por ocasião do final do prazo estipulado (ex: se eu não 
devolver a casa de praia ao final do prazo estipulado, o comodante poderá me 
cobrar aluguel pelo período que eu ficar a mais).
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DIREITO CIVIL
Contratos em Espécie
Prof. Dicler Forestieri
Art. 583. Se, correndo risco o objeto do comodato juntamente com outros do como-
datário, antepuser este a salvação dos seus abandonando o do comodante, responderá 
pelo dano ocorrido, ainda que se possa atribuir a caso fortuito, ou força maior.
Sendo o comodato um contrato gratuito, pois só traz vantagens ao comodatário, 
nada mais justo que este anteponha a salvação dos bens emprestados à salvação de 
seus próprios bens, mesmo que a situação decorra de caso fortuito ou força maior.
Art. 584. O comodatário não poderá jamais recobrar do comodante as despesas feitas 
com o uso e gozo da coisa emprestada.
Também é obrigação do comodatário arcar com as despesas feitas com o uso da 
coisa emprestada, tais como IPTU, água, luz, condomínio etc.
Art. 585. Se duas ou mais pessoas forem simultaneamente comodatárias de uma coisa, 
ficarão solidariamente responsáveis para com o comodante.
No caso de haver mais de um comodatário, as obrigações aqui citadas são con-
sideradas solidárias.
b) mútuo: nos termos do art. 586 do CC, o mútuo é um contrato pelo qual o 
mutuante transfere a propriedade de determinada coisa móvel e fungível ao 
mutuário, que deverá restituir, findo o contrato, bem equivalente do mesmo 
gênero, qualidade e quantidade.
Art. 586. O mútuo é o empréstimo de coisas fungíveis. O mutuário é obrigado a restituir 
ao mutuante o que dele recebeu em coisa do mesmo gênero, qualidade e quantidade.
Trata-se de um empréstimo de consumo, pois o bem emprestado é consumi-
do e é devolvido um bem equivalente.
Como exemplo, temos a pessoa que toma emprestado um quilo de açúcar 
com o vizinho.
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DIREITO CIVIL
Contratos em Espécie
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Tal contrato envolve as seguintes pessoas:
•	 mutuante: é o que empresta.
•	 mutuário: é o que toma emprestado.
Quanto à natureza jurídica do contrato de mútuo, temos o seguinte:
•	 unilateral: só o mutuário assume obrigação;
•	 gratuito: em regra é um contrato gratuito, no qual apenas o mutuário aufere 
vantagens. Entretanto, excepcionalmente, o mútuo poderá ser considerado 
oneroso (art. 591 do CC);
Art. 591. Destinando-se o mútuo a fins econômicos, presumem-se devidos juros, 
os quais, sob pena de redução, não poderão exceder a taxa a que se refere o art. 406, 
permitida a capitalização anual.
O mútuo será considerado oneroso (mútuo feneratício) quando se destinar a 
fins econômicos (ex: empréstimo de dinheiro a juros).
•	 real: se perfaz com a tradição do objeto;
•	 típico: está previsto no Código Civil;
•	 não solene: a lei não exige forma especial para a celebração do contrato, 
podendo até ser realizado de forma verbal.
Analisando o art. 587 do CC, percebemos que, enquanto o comodato trans-
fere a posse do bem, o mútuo transfere a propriedade, pois o bem mutuado 
poderá ser consumido.
Art. 587. Este empréstimo transfere o domínio da coisa emprestada ao mutuário, por 
cuja conta correm todos os riscos dela desde a tradição.
Se o mútuo for feito à pessoa menor, sem a prévia autorização de seu represen-
tante legal, como regra, o mutuante não poderá reaver a coisa emprestada por ser 
inválido o contrato. É o que se depreende dos arts. 588 e 589 do CC.
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DIREITO CIVIL
Contratos em Espécie
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Art. 588. O mútuo feito a pessoa menor, sem prévia autorização daquele sob cuja guar-
da estiver, não pode ser reavido nem do mutuário, nem de seus fiadores.
Art. 589. Cessa a disposição do artigo antecedente:
I – se a pessoa, de cuja autorização necessitava o mutuário para contrair o empréstimo, 
o ratificar posteriormente;
II – se o menor, estando ausente essa pessoa, se viu obrigado a contrair o empréstimo 
para os seus alimentos habituais;
III – se o menor tiver bens ganhos com o seu trabalho. Mas, em tal caso, a execução do 
credor não lhes poderá ultrapassar as forças;
IV – se o empréstimo reverteu em benefício do menor;
V – se o menor obteve o empréstimo maliciosamente.
Se, durante o mútuo, o mutuário sofrer uma notória mudança na sua situação 
econômica, então, nos termos do art. 590 do CC, poderá ser exigido pelo mutuante 
uma garantia de que o empréstimo será restituído.
Art. 590. O mutuante pode exigir garantia da restituição, se antes do vencimento o 
mutuário sofrer notória mudança em sua situação econômica.
Finalizando o estudo do mútuo, o art. 592 do CC estabelece o seu prazo de 
duração na falta de convenção expressa.
Art. 592. Não se tendo convencionado expressamente, o prazo do mútuo será:
I – até a próxima colheita, se o mútuo for de produtos agrícolas, assim para o consumo, 
como para semeadura;
II – de trinta dias, pelo menos, se for de dinheiro;

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