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Sistemas de Água Potável Fria e Quente em Edifícios - 3

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DESCRIÇÃO
Conceitos e princípios para o desenvolvimento de instalações e sistemas de água potável quente e fria
em edifícios, dimensionamento de redes de combate a incêndio por meio da aplicação dos adequados
critérios de projeto.
PROPÓSITO
Dimensionar as instalações e sistemas de água potável quente e fria em edifícios e redes de combate
a incêndio por meio da aplicação adequada dos critérios de projeto.
PREPARAÇÃO PRÉVIA
Antes de iniciar o conteúdo deste tema, tenha em mãos uma calculadora científica para os cálculos de
dimensionamento das instalações.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Aplicar os critérios de projeto no dimensionamento de sistemas e instalações de água potável fria em
edifícios
MÓDULO 2
Aplicar os critérios de projeto no dimensionamento de sistemas e instalações de água potável quente
em edifícios
MÓDULO 3
Aplicar os critérios de projeto no dimensionamento de sistemas de aquecimento de água em edifícios
MÓDULO 4
Aplicar os critérios de projeto no dimensionamento de redes de combate a incêndio
INTRODUÇÃO
MÓDULO 1
 Aplicar os critérios de projeto no dimensionamento de sistemas e instalações de água potável fria
em edifícios
INTRODUÇÃO
A partir deste momento, vamos aplicar adequadamente os critérios de projeto de instalações de água
fria ao dimensionamento de uma rede de distribuição. Isso significa dimensionar os tubos, conexões e
equipamentos necessários dos três subsistemas de instalações — reservação, abastecimento e
distribuição —, de forma a garantir que os requisitos da rede sejam obedecidos.
Neste módulo, você aprenderá a sequência de dimensionamento de todo o sistema, que pode ser
resumida a seguir:
Estimativa do consumo diário
Cálculo do alimentador predial
Dimensionamento dos reservatórios
Dimensionamento do conjunto elevatório
Dimensionamento do barrilete
Dimensionamento dos ramais de alimentação
Dimensionamento dos sub-ramais de alimentação
Vamos seguir então passo a passo?
CÁLCULO DO ALIMENTADOR PREDIAL
A capacidade dos reservatórios de uma instalação predial de água fria deve ser estabelecida levando-
se em conta o padrão de consumo e frequência de abastecimento.
Desta forma, o consumo diário (Cd) é o volume máximo previsto para consumo da edificação durante
24h, de acordo com a fórmula:
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Na qual:
Cd  =  P   ⋅  q
Cd - Consumo diário total (l/dia) (Volume em litros por dia.)
q - Consumo diário "per capta" (l/dia)
P - População do edifício
 
A vazão a ser considerada para o dimensionamento do alimentador predial é obtida a partir do
consumo diário calculado, em litros por segundo. Assim, a vazão a ser considerada para o alimentador
predial (Q), em litros por segundo (l/s) é calculada como sendo a razão entre o consumo total diário
(Cd) pela quantidade de segundos existente em um dia inteiro, que pode ser calculada como sendo o
produto de 24 horas por 60 minutos por 60 segundos, ou seja, 24 x 60 x 60, como mostra a equação
abaixo:
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
DIMENSIONAMENTO DOS RESERVATÓRIOS
A NBR 5626 estabelece que o volume de água reservado para o uso doméstico deve ser, no mínimo, o
necessário para atender 24 horas de consumo normal do edifício.
 COMENTÁRIO
No caso da reservação ser dividida entre um reservatório superior e inferior, costuma-se reservar 3/5
(três quintos) do consumo no reservatório inferior e 2/5 (dois quintos) do consumo no reservatório
superior.
É preciso considerar ainda a reserva técnica de incêndio, que deve ser acrescida ao volume dos
reservatórios. O volume a ser acrescido é determinado pelos códigos de segurança e pânico estaduais
do Corpo de Bombeiros, entretanto, a reserva é estimada entre 15 e 20% do consumo diário.
O volume mínimo do reservatório deve ser de 500 litros, porém, caso ultrapasse essa marca, devem
ser previstos 2 compartimentos, ambos contendo as seguintes tubulações, tendo como referência a
figura abaixo:
Q = Cd24x60x60
 
Fonte: Autor
Vejamos a função de algumas das tubulações indicadas na figura:
ALIMENTAÇÃO
Tubulação que chega ao reservatório vindo do hidrômetro, tendo passado ou não por outro
reservatório e/ou outra estação elevatória.
EXTRAVASOR
Tubulação destinada a escoar o eventual excesso de água de um reservatório.
LIMPEZA
Tubulação destinada ao esvaziamento do reservatório para permitir sua limpeza e manutenção.
SAÍDA PARA O BARRILETE 
DE ÁGUA PARA CONSUMO
Tubulação que sai do reservatório para alimentar o barrilete e as colunas de alimentação.
SAÍDA PARA O BARRILETE DE 
ÁGUA DE INCÊNDIO
Tubulação que sai do reservatório para alimentar a rede de combate a incêndio.
DIMENSIONAMENTO DO CONJUNTO
ELEVATÓRIO
A tubulação localizada a montante da bomba, ou seja, do reservatório inferior até a estação de
bombeamento, é chamada de tubulação de sucção. Por outro lado, a tubulação localizada a jusante
da bomba é chamada de tubulação de recalque, e vai da bomba até o reservatório superior.
Vejamos como se organiza uma estação elevatória.
 
Fonte: Autor
O diâmetro da tubulação de recalque pode ser determinado a partir da Fórmula de Forchheimer:
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Na qual:
Drec é o diâmetro da tubulação de recalque (m).
Qrec é a vazão de recalque (m³/s).
X é a relação entre o número de horas de funcionamento (NF) da bomba e o número de horas do dia,
ou seja:
Drec  =  1, 3√Qrec  4√X
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A vazão de recalque (Qrec) é dada pela fórmula abaixo, em que Cd é o consumo diário calculado:
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Adota-se, para a tubulação de sucção, um diâmetro igual ou imediatamente superior ao da tubulação
de recalque. A seguir, repetiremos a tabela dos diâmetros dos tubos em PVC:
DIÂMETRO
Diâmetro
comercial
roscável
(polegadas)
Diâmetro
comercial
soldável
(milímetros)
Diâmetro
comercial
roscável
(polegadas)
Diâmetro
comercial
soldável
(milímetros)
½ 20 2 60
¾ 25 2 ½ 75
1 32 3 85
1 ¼ 40 4 110
1 ½ 50 6 160
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X  =   NF24
Qrec  =  
CD
NF
DIMENSIONAMENTO DOS SUB-RAMAIS
Cada sub-ramal se destina apenas a uma peça de utilização ou aparelho sanitário. São dimensionados
segundo tabelas elaboradas através de resultados obtidos em ensaios realizados. Deste modo, cada
sub-ramal pode ser dimensionado segundo a referência contida abaixo, que correlaciona as peças de
utilização com os diâmetros dos tubos.
DIÂMETROS MÍNIMOS DOS SUB-RAMAIS
Peças de utilização
Diâmetro
Diâmetro Nominal (DN) 
(mm)
Ref. 
(pol.)
Aquecedor de alta pressão 20 ½
Aquecedor de baixa pressão 25 ¾
Banheira 20 ½
Bebedouro 20 ½
Bidê 20 ½
Caixa de descarga 20 ½
Chuveiro 20 ½
Filtro de pressão 20 ½
Lavatório 20 ½
Máquina de lavar pratos ou roupas 25 ¾
Mictório autoaspirante 32 1
Mictório não aspirante 20 ½
Pia de cozinha 20 ½
Tanque de despejo ou de lavar roupas 25 ¾
Válvula de descarga 40 1 ¼
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DIMENSIONAMENTO DOS RAMAIS E DO
BARRILETE
O sistema de distribuição pode ser dimensionado por meio de dois métodos de cálculo: o método da
Norma Brasileira (máximo provável) e o método do máximo possível.
O método do consumo máximo possível considera o uso de todas as peças de utilização atendidas
por um mesmo ramal, ao mesmo tempo. Por exemplo, quartéis, escolas e estabelecimentos industriais.
Cria-se o tubo de 20 mm (1/2”) como referência, e compara-se a capacidade dos outros diâmetros em
relação a ele. O resultado dessa equivalência está na tabela abaixo, em que, por exemplo, um tubo de
32 mm (1”) equivale a 6,2 tubos de 20 mm (1/2”), e assim por diante.
MÉTODO DA NORMA BRASILEIRA (MÁXIMO
PROVÁVEL)
Considera o consumo máximo provável dos aparelhos.
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