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Sistemas de coleta de águas servidas e pluviais em edifícios - 4

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DESCRIÇÃO
Conceitos e princípios para o desenvolvimento de instalações e sistemas de águas servidas e pluviais em edifícios.
PROPÓSITO
Dimensionar instalações e sistemas de águas servidas e pluviais em edifícios por meio da aplicação adequada dos critérios de projeto.
PREPARAÇÃO
Tenha em mãos a calculadora científica para os cálculos de dimensionamento das instalações.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Aplicar os critérios de projeto no dimensionamento de redes de esgotamento sanitário
MÓDULO 2
Aplicar os critérios de projeto no dimensionamento de redes de coleta de águas pluviais
MÓDULO 3
Aplicar os critérios de projeto no dimensionamento de redes de reaproveitamento de águas pluviais e servidas
BEM-VINDO AO ESTUDO DO SISTEMA DE COLETA DE ÁGUAS
SERVIDAS E PLUVIAIS EM EDIFÍCIOS
MÓDULO 1
 Aplicar os critérios de projeto no dimensionamento de redes de esgotamento sanitário
INTRODUÇÃO
Os requisitos de um sistema de esgoto devem atender a estes principais objetivos:
Melhoria das condições higiênicas locais.
Coleta e afastamento rápido e seguro do esgoto sanitário.
Disposição sanitariamente adequada do efluente.
Definem-se como águas residuárias os despejos líquidos ou efluentes, compreendendo o esgoto doméstico e as águas pluviais. Águas
residuárias domésticas são os despejos líquidos das habitações, prédios ou estabelecimentos comerciais.
DESPEJOS
Despejos são refugos líquidos dos edifícios, excluídas as águas pluviais.
Elas podem ser divididas em:
Águas imundas
Contém dejetos, elevada quantidade de matéria orgânica com grande quantidade de microrganismos.
Águas servidas
É resultante das operações de lavagem e limpeza de cozinhas, banheiros e sanitários.
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Além disso, temos as Águas residuárias industriais, que são oriundas do trabalho industrial, podendo ser tóxicas, inertes ou ainda conter
matéria orgânica, de acordo com a operação específica da indústria, como também as Águas residuárias de infiltração, que são a parcela
das águas do subsolo que penetra nas canalizações de esgotos.
Neste módulo, você vai aprender a sequência de dimensionamento de todo o sistema de coleta de esgoto, que pode ser resumida a seguir:
Dimensionamento dos ramais de esgoto.
Dimensionamento dos ramais de descarga.
Dimensionamento dos subcoletores e coletores prediais.
Dimensionamento dos dispositivos de tratamento de esgoto.
COMPONENTES DA REDE DE ESGOTO
O esgoto primário compreende o coletor predial, os subcoletores, as caixas de inspeção, os tubos de queda, os ramais de descarga e de
esgoto, os tubos ventiladores e os desconectores.
 
Fonte: TIGRE, 2013 (adaptada)
Veja as especificações do esgoto primário a seguir:
COLETOR PREDIAL
Trecho de canalização horizontal compreendido entre a última inserção de subcoletor, ramal de esgoto, de descarga ou tubo de queda, e a
rede pública ou local de lançamento dos esgotos.
SUBCOLETOR PREDIAL
Canalização, normalmente horizontal, que recebe efluentes de um ou mais tubos de queda, ou ramal de esgoto.
CAIXA DE GORDURA
Caixa destinada a reter, na sua parte superior, as gorduras, graxas e óleos contidos no esgoto, formando camadas que devem ser removidas
periodicamente, evitando que estes componentes escoem livremente pela rede.
CAIXAS DE INSPEÇÃO
Caixa destinada a permitir a inspeção, limpeza, desobstrução, junção, mudanças de declividade e/ou direção das tubulações.
TUBOS DE QUEDA
Tubulação vertical que recebe efluentes de subcoletores, ramais de esgoto e ramais de descarga.
 
Fonte: TIGRE, 2013 (adaptada)
Veja as especificações de cada item da figura anterior:
RAMAIS DE DESCARGA
Tubulação que recebe diretamente os efluentes de aparelhos sanitários.
RAMAIS DE ESGOTO
Tubulação primária que recebe os efluentes dos ramais de descarga diretamente ou a partir de um desconector.
RAMAL VENTILADOR
Tubo ventilador que interliga o desconector, ramal de descarga, ou ramal de esgoto de um ou mais aparelhos sanitários a uma coluna de
ventilação, ou a um tubo ventilador primário.
COLUNA DE VENTILAÇÃO
Tubo ventilador vertical que se prolonga através de um ou mais andares e cuja extremidade superior é aberta à atmosfera, ou ligada a tubo
ventilador primário ou a barrilete de ventilação.
DESCONECTOR
Dispositivo provido de fecho hídrico, destinado a vedar a passagem de gases no sentido oposto ao deslocamento do esgoto. Separa o
esgoto primário do esgoto secundário.
FECHO HÍDRICO
Fecho hídrico é a camada líquida, de nível constante, que em um desconector veda a passagem dos gases.
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Fonte: Shutterstock.com
 
Fonte: Shutterstock.com
Desta forma, além das conexões já definidas para a água fria, também se deve destacar as seguintes conexões e dispositivos:
 
Fonte: TIGRE, acesso em 03/02/2021
CAIXAS SIFONADAS
Caixa provida de desconector, destinada a receber efluentes da instalação secundária de esgoto. A caixa que é desprovida de desconector é
chamada de caixa seca.
 
Fonte: TIGRE, acesso em 03/02/2021
RALOS SIFONADOS
Recipiente dotado de desconector, com grelha na parte superior, destinado a receber águas de lavagem de pisos ou de chuveiro.
 
Fonte: Shutterstock.com
RALOS SECOS
Recipiente sem proteção hídrica, dotado de grelha na parte superior, destinado a receber águas de lavagem de piso ou de chuveiro.
 
Fonte: Shutterstock.com
 
Fonte: Shutterstock.com
APARELHOS SANITÁRIOS
Componentes sanitários destinados ao uso da água ou ao recebimento de dejetos líquidos e sólidos. Incluem-se nesta definição os
aparelhos como bacias sanitárias, lavatórios, pias e outros, mas também lavadoras de roupa, lavadoras de prato, banheiras de
hidromassagem etc.
Como referência, a tabela abaixo mostra os principais diâmetros comerciais existentes no Brasil. O diâmetro de 40 mm é privativo para o
esgoto secundário e todos os outros são destinados ao esgoto primário.
DIÂMETRO
NOMINAL (mm) REFERÊNCIA (polegadas) NOMINAL (mm) REFERÊNCIA (polegadas)
40 1 ½ 200 8
50 2 250 10
75 3 300 12
100 4 400 16
150 6 --- ---
� Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
DIMENSIONAMENTO DA REDE DE ESGOTO
O dimensionamento da rede de esgoto é basicamente definido por duas grandezas: as unidades de fluxo, as chamadas Unidades Hunter de
Contribuição (UHC), e as declividades mínimas preestabelecidas. As duas grandezas são dimensionadas por meio de tabelas que serão
apresentadas a seguir:
RAMAIS DE DESCARGA
São dimensionadas pelo diâmetro mínimo.
RAMAIS DE ESGOTO
A contribuição de cada aparelho é determinada por meio de unidades de fluxo chamadas de Unidades Hunter de Contribuição (UHC). Veja o
exemplo da bacia sanitária, que tem 6 UHC, e da pia residencial, que tem 3 UHC.
EXTRATOS DAS TABELAS CONSTANTES DA NORMA NBR 8160
Aparelho sanitário
Número de unidades de Hunter de
contribuição
Diâmetro nominal do ramal de
descarga
Bacia sanitária 6 100
Banheira de residência 2 40
Bebedouro 0,5 40
Bidê 1 40
Chuveiro de residência 2 40
Chuveiro coletivo 4 40
Lavatório de residência 1 40
Lavatório de uso geral 2 40
Mictório com válvula de descarga 6 75
Mictório com caixa de descarga 5 50
Mictório com descarga automática 2 40
Mictório de calha 2 (por metro de calha) 50
Pia de cozinha residencial 3 50
Pia de cozinha industrial 4 50
Tanque de lavar roupas 3 40
Máquina de lavar louças 2 50
Máquina de lavar roupas 3 50
� Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
Para dimensionar um ramal de esgoto, basta somar todas as UHC dos ramais de descarga contribuintes e, de acordo com a tabela abaixo,
encontrar o tubo com diâmetro de capacidade adequado.
Diâmetro nominal mínimo do tubo - DN
Número máximo de unidades de Hunter de contribuição -
UHC
40 3
50 6
75 20
100 160
� Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal
Se houver ramais de descarga, por exemplo, um lavatório (1 UHC), uma bacia sanitária (6 UHC) e um chuveiro (2 UHC), teremos um ramal
de esgoto de 9 UHC, correspondendo a um tubo de 75

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