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Sinapse, neurotransmissor e neuroplastia

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1 Ana Inês Aguiar – MEDICINA, UNIFACS 
 Sinapse, Neurotransmisores e Neuroplastia 
SO - 3 
REFERÊNCIA: Livro 100 bilhões de neurônios e Principios de neurociência. 
 
Sinapses e Neurotransmissores: 
As sinapses são a unidade funcional do sistema nervoso. 
Os neurônios se ligam para regular, controlar a atividade de diversas outras células no 
nosso corpo e para isso ele precisa se comunicar com alguém. 
SINAPSES: É a comunicação neural, seja entre um neurônio com outro neurônio, ou 
seja, entre um neurônio com uma célula alvo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A regulação da função de uma 
célula por um neurônio 
depende das informações que 
chegam nesse neurônio. 
Há um local RECEPTOR de 
informação – processamento 
de informação. E um local 
EFETOR da informação que 
chegou ao neurônio e este vai 
gerar uma função final. 
 
Na perna de cima: Com o martelinho faz uma percussão patelar. Essa percussão vai estirar fibras 
musculares do fuso muscular presente na musculatura do fêmur. Este estiramento é o estimulo 
mecânico que ativa um neurônio sensorial. Este neurônio sensorial vai fazer sinapse direta (mono 
sinapse) com um neurônio motor efetor que leva estimulo para contração dessa própria musculatura 
que foi estirada. 
Há então um neurônio com função sensorial e um neurônio com função motora e o local de integração 
dessa é no sistema nervoso central SNC, na medula espinal. 
INTERNEURÔNIO: está entre os neurônios efetores e motores. No geral são inibitórios. 
Para um movimento útil. Não existe uma única sinapse controlando toda essa musculatura. Para que 
essa sinapse seja efetora para fazer a contração de músculos extensores, também precisa haver a 
inibição de músculos antagonistas para fazer um movimento útil no final. 
 
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 O tipo de substâncias liberadas pelo neurônio pré sináptico na fenda sináptica 
podem ser classificadas com neurotransmissores (NEUROTRANSMISSORES 
CLÁSSICOS) ou podem ser liberados outros peptídeos / outras moléculas 
sinalizadoras que não são considerados neurotransmissores clássicos são os 
(NEUROMODULADORES). 
 
Critérios para ser neurotransmissor: 
São poucas moléculas que são consideradas neurotransmissores clássicos. 
▪ Ser sintetizado, armazenado e liberado pelo terminal pré sináptico. 
▪ Exercer efeito especifico na célula pós sináptica (Ex: gerar ou inibir potencial de 
ação). 
▪ Administração exógena leva ao efeito. 
▪ Molécula tem que ser removida por mecanismo especifico de remoção da fenda 
sináptica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Neurotransmissor é algo muito especifico. Terminal pré agindo no terminal pós. Fic 
Existem duas grandes classes de inibidores (INTERNEURÔNIOS) no SNC: 
▪ Os de glicina (liberam glicina). (principal na medula) 
▪ Os que liberam GABA. (principal no encéfalo). 
 
SINAPSE: local onde tem uma terminação pré sináptica, terminação / célula pós sináptica, o 
neurotransmissor / mediador químico (é a mensagem). No geral a maioria das sinapses apresenta a 
fenda sináptica por onde os neurotransmissores liberados vão se difundir para interagir com 
receptores na membrana pós sináptica. 
 
O oxido nítrico é sintetizado por 
neurônios, muitas vezes pós sinápticos, 
que interferem no neurônio pré sináptico. 
Não fica armazenado em vesículas. 
É difundido para terminações próximas a 
o local de síntese e não tem conexão 
direta entre neurônio pré e pós. (Ou seja, 
ele não ancora na zona ativa). 
É uma molécula de transmissão, mas 
NÃO é um neurotransmissor é UM 
NEUROMODULADOR. 
Critérios Neurotransmissor é algo muito especifico. Terminal pré agindo no terminal pós. Fica 
armazenado. Age em receptores de membrana e promove potenciais de membrana excitatórios ou 
inibitórios no neurônio pós sináptico. Comunicação rápida. 
 
 
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Mecanismos de Comunicação Neural: 
1. Potencial de ação chegando – promove despolarização acarretando o 2. 
 
2. Abertura dos canais de Calcio dependente de voltagem – o cálcio aumentado na 
região intracelular promove o 3. 
 
 
 
 
 
3. Fusão das vesículas sinápticas com a membrana da zona ativa deste terminal 
sináptico (é o que está de vermelho) – Ou seja, ancoragem e exocitose. 
 
4. Interação entre o neurotransmissor e seu receptor célular – Interação ligante 
receptor. 
 
5. Vão ser as respostas que a interação neurotransmissor e receptor promovem 
dentro da célula. – O QUE VAI DEFINIR O TIPO DE RESPOSTA CÉLULAR VAI 
SER O TIPO DE RECEPTOR ATIVADO. 
 
 
Mecanismos de remoção do neurotransmissor: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para os neurotransmissores não precisa de uma grande quantidade de cálcio para que as 
vesículas se fundam na membrana da zona ativa. Mas para os neuromoduladores é necessária 
uma grande quantidade de cálcio para a liberação de neuromoduladores em outras zonas do 
neurônio (pode liberar na parte azul da imagem). 
 
 
 
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EXEMPLO 01: O neurotransmissor na fenda sináptica sendo recaptado pelo 
terminal pré sináptico para a vesica sináptica. Isso ocorre através de transportadores 
específicos da membrana. 
Esse mecanismo de recaptação vai depender do neurotransmissor. 
 
 
 
 
EXEMPLO 02: Via enzimática. As enzimas quebram / eliminam / inativam o 
neurotransmissor. 
EX: acetilcolina. Quebra em acetil, acetato e colina. A colina pode ser recaptada para 
ser transformada novamente em acetilcolina. 
 
EXEMPLO 03: Não é especifico. Os neurotransmissores ou neuromoduladores 
podem se difundir para outras áreas. Eles podem entrar em vasos sanguíneos 
próximos e ir para outras regiões do sistema nervoso. 
NÃO É O PRINCIPAL MODO DE REMOÇÃO DE NEUROTRANSMISSORES, NO 
GERAL É VIA RECAPTAÇÃO E DEGRADAÇÃO ENZIMÁTICA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A célula da glia (astrócitos) também pode fazer o mecanismo de recaptação. Os astrócitos podem 
modular sinapses, eles podem remover neurotransmissores. 
Participam da recaptação de GABA, Glutamato ... 
 
 
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Nem todo aminoácido (EX: glutamato) é necessariamente um neurotransmissor. Pra ser 
neurotransmissor precisa cumprir os critérios: tem que estar armazenado na vesícula, tem que se 
liberado, agir no receptor pós sináptico e exercer um efeito nas células pós sináptica. 
GLICINA: principal neurotransmissor inibitório na medula espinal. Ela pode esta Co armazenada 
junto com o glutamato e pose servir também como neuromodulador. (EX: numa sinapse 
glutamatérgica a glicina pode ser liberada e amplificar os efeitos do glutamato no receptor do 
glutamato – NESSE CASO AGINDO COMO NEUROMODULADOR) 
 Esse exemplo acontece na neuroplasticidade. 
Nesse caso a glicina não está fazendo nenhum efeito inibitório. Ela está sendo um Co transmissor. 
 
ACETILCOLINA: é derivada da colina. 
Nem todo ATP e adenosina na célula vão ser neurotransmissores – precisam cumprir os 
critérios. 
No geral eles participam de processos envolvidos com dor, são neurotransmissores liberados em 
sítios onde está havendo alguma lesão e aí eles levam sinalização de dor pra o sistema nervoso 
central SNC 
Os NEUROTRANSMISSORES são moléculas bem pequenas sintetizadas nas vesículas que na 
maioria já está no terminal pré sináptico. 
Já os NEUROMODULADORES PEPTIDEOS precisam ser sintetizados, no geral, no corpo / soma 
do neurônio – reticulo endoplasmático rugoso RER, o complexo de golgi vai fazer o 
empacotamento daquele granulo secretor e por mecanismos de transporte vai haver o transporte 
do granulo para o terminal pré sináptico (parte de baixo do neurônio). 
Quando há a liberação desses neuromoduladores o granulo vazio não vai ser ré utilizado, ele vai 
ter que voltar vazio