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Abdome agudo inflamatório

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também deve ser individualizado. 
Cirurgia de urgência na diverticulite aguda 
Os pacientes com peritonite difusa ou os pacientes que não respondem ao tratamento clínico da diverticulite 
aguda geralmente têm indicação de fazer colectomia sigmoide de urgência. 
Após a ressecção, as questões a serem consideradas em relação à decisão de restabelecer a continuidade 
intestinal devem levar em conta fatores do paciente, preferências do cirurgião e fatores intraoperatórios. 
Lavagem laparoscópica 
Não é recomendado fazer lavagem laparoscópica nos pacientes com peritonite fecal; normalmente nestes casos 
o procedimento recomendado é a colectomia. 
A colectomia também é preferível à lavagem laparoscópica nos pacientes com peritonite purulenta, devido ao 
maior número de intervenções secundárias na lavagem laparoscópica em comparação com a colectomia. 
Considerações técnicas 
Na ressecção eletiva, sua extensão deve incluir todo o cólon sigmoide, com margens limpas de cólon 
descendente e reto. Se houver especialistas disponíveis, a técnica de escolha da colectomia na diverticulite é a 
da abordagem minimamente invasiva. 
REFERÊNCIA: Lopes Reis 
A diverticulite do sigmóide também é uma doença de tratamento clínico, com as medidas já referidas. A 
cirurgia é indicada para as formas complicadas da doença e para pacientes que não respondem ao tratamento 
clínico ou com episódios recorrentes de diverticulite aguda. 
De modo geral, a diverticulite do sigmóide também é uma doença de tratamento clínico. Essa conduta costuma 
determinar resultados satisfatórios. 
Reserva-se a cirurgia, na forma aguda, para os doentes que não respondem ao tratamento clínico e para aqueles 
que apresentam complicações, tais como abscesso, perfuração ou peritonite. Para esses doentes, indica-se 
laparotomia, limpeza da cavidade e colostomia a montante da lesão, pois a ressecção com reconstrução do 
trânsito é sujeita a riscos e deiscências. A cirurgia de Hartman é outra opção sólida para esses doentes. 
A colectomia é deixada para uma fase posterior, quando as condições gerais e, particularmente, locais forem 
satisfatórias. Eletivamente, indica-se, ainda, a colectomia, nos doentes com estenose, fístulas ou suspeita de 
neoplasia. 
Algumas doenças que determinam síndrome de abdome agudo inflamatório, tais como enterites, colites, 
infecção do trato genital, particularmente anexite e pielonefrites, de tratamento eminentemente clínico, têm na 
videolaparoscopia um excelente recurso não apenas diagnóstico, mas, principalmente, terapêutico, por meio 
da lavagem e aspiração. É, também, responsável por evitar laparotomias desnecessárias. 
• COMPLICAÇÕES 
REFERÊNCIA: Lopes Reis 
Apendicite aguda 
A TC helicoidal também é útil para o diagnóstico das complicações da apendicite aguda, como perfuração 
(pneumoperitônio), obstrução do intestino delgado, linfadenopatia localizada, peritonite e trombose venosa 
mesentérica. Com a progressão da doença e a perfuração, o apêndice apresenta-se fragmentado, destruído e 
substituído por flegmão ou abscesso. Nesses pacientes, o diagnóstico específico de apendicite pode ser feito 
caso o apendicolito seja visto no interior do abscesso ou flegmão. Espessamento mural do íleo distal e do ceco 
adjacentes também pode ocorrer. 
Colecistite aguda 
1. Colecistite enfisematosa. Freqüente em pacientes diabéticos, resulta da colonização da vesícula biliar por 
microorganismos produtores de gás, que se coleta na luz e na parede da vesícula. Cálculos são encontrados em 
apenas 50% dos casos; a sua patogenia é relacionada à doença de pequenos vasos. 
2. Colecistite hemorrágica. É caracterizada por hemorragia intraluminal, que se apresenta como múltiplas 
imagens ecogênicas na luz da vesícula, que não produzem sombra acústica posterior. 
3. Colecistite gangrenosa ou necrotizante. Forma grave e avançada de colecistite aguda. A vesícula apresenta 
à US membranas intraluminais (descamação da parede), e à TC, gás na luz ou parede, irregularidade ou 
ausência de parede, e ausência de realce parietal. 
4. Abscesso perivesicular. Resulta da perfuração da parede da vesícula e é visto como uma coleção líquida com 
ecos no seu interior, próxima ao fundo da vesícula. Abscessos hepáticos também podem ocorrer. 
Pancreatite aguda 
REFERÊNCIA: Pancreatite aguda: atualização de conceitos e condutas 
A TC é o melhor exame de imagem para diagnosticar as lesões pancreáticas e estratificar a doença que, 
associada à condição clínica do paciente, permite diagnosticar complicações, como a necrose, e mostra detalhes 
anatômicos, para orientar punções, aspirações e intervenção cirúrgica, quando indicadas. 
As complicações da PA podem ser decorrentes da toxicidade 
sistêmica, associadas à falência de múltiplos órgãos, ou podem 
refletir os eventos patológicos, confinados ao pâncreas e aos 
tecidos peripancreáticos. Uma classificação temporal, em 
complicações de natureza precoce, intermediária e tardia, pode 
auxiliar na abordagem terapêutica. 
 
Diverticulite aguda 
REFERÊNCIA: Atualização no tratamento da diverticulite aguda do cólon – Scielo 
Estima-se que 30% da população com mais de 60 anos e 60% dos indivíduos com mais de 80 anos sejam 
afetados. Com o envelhecimento global da população, espera-se que a doença diverticular e suas complicações 
representem uma porcentagem cada vez maior do atendimento do cirurgião, tanto em consultórios como em 
emergências. 
Estima-se que 10-25 % dos pacientes com diverticulose cólica evoluirão com diverticulite, sendo que 95% das 
vezes essa complicação ocorrerá no sigmoide. Destes, um quarto evoluirá com complicações potencialmente 
ameaçadoras à vida como: perfuração, fístula, obstrução ou estenose. 
A indicação da cirurgia em pacientes jovens também é tema controverso, existindo muitos dados contraditórios 
na literatura. Alguns autores relatam uma maior agressividade quando a doença ocorre em pacientes mais 
jovens, havendo recorrência e complicações com maior frequência. Em contrapartida, outros estudos não 
obtiveram os mesmos achados, além de, como vimos anteriormente, demonstrarem que ao estratificar a doença 
por gravidade, o risco independe da idade.

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