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PROJETO INTEGRADOR_OFICINA DE CONSTRUÇÕES INTEGRADAS AO MEIO AMBIENTE pdf

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PROJETO INTEGRADOR: OFICINA DE CONSTRUÇÕES INTEGRADAS AO MEIO 
AMBIENTE 
 
BARDAVIRA, Soraya Macario.1 
PEREIRA, Allan Miranda.2 
 
 
1. RESUMO 
Sustentabilidade é um assunto que vem e tornando recorrente no dia-a-dia , 
pois é muito importante que haja mudanças nos hábitos e na consciência de todos, 
e na construção civil e esse trabalho isso não é diferente, pois vemos tópicos 
importantes para a discussão do tema, explicando as inovações e novas formas de 
lidar com esses materiais que vem sendo mal destinados. 
 
2. INTRODUÇÃO 
A indústria brasileira da construção assume cada vez mais sua importância no 
contexto mundial e nos dias de hoje, o Brasil ocupa a quarta posição do mundo, em 
número de empreendimentos com certificados de sustentabilidade. Segundo a 
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) promove-se uma verdadeira 
inovação nos canteiros de obra com a contratação de profissionais do sexo feminino 
e com a geração de empregos com níveis cada vez maiores de qualificação, o que 
muda para sempre o perfil de todos os profissionais. 
Devido a sua grande importância, a construção civil e seus profissionais 
precisam se adequar às mudanças climáticas e a escassez de recursos naturais, 
fonte da matéria-prima do setor, exige-se novas formas de organização empresarial 
e política. O modelo a ser buscado é o do desenvolvimento humano, da inovação 
tecnológica e do uso e reúso equilibrado de recursos disponíveis. Para essa 
transformação, é preciso que haja mudanças em termos de regulamentação, 
mercado, de produtos e insumos, mensuração de lucros e perdas e que se torna 
realidade à medida que se passa a encarar os desafios da cadeia produtiva da 
construção não mais sob uma lógica de custos, mas de oportunidades. 
 
1
 Docente no Centro Universitário ENIAC. Email: 241752020@eniac.edu.br 
2
 Discente no Centro Universitário ENIAC. Email: allan.miranda@eniac.edu.br 
Atualidade, para o setor, os resíduos da construção civil (RCC) representam 
um desses grandes desafios e o seu gerenciamento durante a produção das 
edificações promove nos canteiros de obra uma realidade vinculada ao modelo de 
gestão de cada empresa construtora. É necessário que haja uma ampliação do 
entendimento de gestão empresarial e uni-lo aos conceitos de gestão ambiental, 
além um novo modelo para o gerenciamento dos canteiros de obra que seja capaz 
de viabilizar o gerenciamento de RCC e contribuir, de maneira produtiva, para o 
grave problema de administração de resíduos sólidos nas cidades brasileiras. 
A partir da relevância do tema no cenário brasileiro dos RCC e dos resíduos 
em geral, a Lei 12.305/2010 instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos que 
dispõe sobre princípios, objetivos e instrumentos envolvendo as 
responsabilidades dos geradores de resíduos e do poder público, bem como 
diretrizes para a gestão integrada e o gerenciamento de resíduos sólidos no país. 
Buscam-se ações voltadas à soluções para os resíduos sólidos, de forma a 
considerar as dimensões política, econômica, ambiental, cultural e social, com 
controle social e sob a premissa do desenvolvimento sustentável. 
É preciso então atuar dentro dessa realidade que atualmente é muito ruim, 
sob a ótica ambiental, tanto em relação à empresa como em seus canteiros de obra, 
e promover mudanças a partir do alcance possível de cada empresa; já não há 
tempo para aguardar saltos qualitativos a partir de um número cada vez mais 
expressivo de empreendimentos em execução o e a executar em um mercado 
aquecido e acelerado. Torna-se necessário e urgente buscar soluções e investir, 
com velocidades diferentes em cada empresa, mas sempre visando o futuro para 
esse segmento: empreendimentos com certificado de sustentabilidade. 
 
3. OBJETIVO 
- Realizar um estudo de construções civis e seus impactos ambientais. 
Auditoria, normatização e certificações 
– Apresentação das técnicas para auditoria, normas e certificações; Gestão 
Ambiental e Tratamento de Resíduos 
– Apresenta as técnicas de gerenciamento no tratamento de resíduos; 
Organização do Trabalho na Construção Civil 
– Organização de produção, enxuta e econômica; 
- Segurança do Trabalho e Ergonomia 
– Apresentação das normas vigentes de segurança do trabalho; 
 
4. METODOLOGIA 
-Pesquisa na bibliografia referente ao assunto; 
-Análise da dados 
 
5. DESENVOLVIMENTO 
 
5.1 Resíduos Sólidos 
Resíduo, do latim residuu, que significa aquilo que sobra de qualquer 
substância, entrou para o jargão dos sanitaristas na década de 1960, em 
substituição ao desgastado termo lixo. O substantivo resíduo, tão logo passou a 
fazer parte do linguajar técnico, foi seguido do adjetivo sólido, a fim de diferenciar os 
resíduos sólidos dos restos líquidos lançados com os esgotos sanitários, como das 
emissões gasosas das chaminés. 
Segundo a NBR 10004 (ABNT, 200 4), os resíduos sólidos são definidos 
como: “Resíduos nos estados sólido e semissólido, que resultam de ativ idades de 
origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de 
varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de 
tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de 
poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o 
seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso 
soluções técnica e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia 
disponível” 
Para a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei nº 12.305 de 2 de 
agosto de 2010 (BRASIL, 2010), entende-se por resíduos sólidos: “Material, 
substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em 
sociedade, a cuja destinação final se procede, se pro põe proceder ou se está 
obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos 
em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento 
na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções 
técnica ou economicamente in viáveis em face da melhor tecnologia disponível”. 
Resíduos representam ineficiência produtiva, custos financeiros e riscos à 
saúde e a o meio ambiente, portanto a redução se configura em maior segurança, 
maior eficiência e melhor saúde ambiental e financeira e a não geração no estado 
ótimo de produção, sem desperdício. Para entender resíduos, o conjunto de normas 
técnicas da ABNT NBR 10004 /10005/10006/10007 se constitui em uma ferramenta 
fundamental. A NBR 10004 classifica os resíduos em dois grandes grupos: os 
perigosos e os não perigosos, sendo que estes últimos ainda subdividem‐se em 
inertes e não inertes. As a mostras de resíduos sólidos se caracterizam pela 
heterogeneidade e a amostragem correta visa minimizar este aspecto. Conhecer o 
tipo de resíduo gerado em um determinado processo é fundamental para adoção de 
estratégias de não geração e de redução. As estratégias de minimização referem-se 
fundamentalmente à redução, ao reúso (uso sem processamento) e à reciclagem 
(uso após algum tipo de tratamento), ou seja, relaciona-se aos populares 3Rs. A 
redução deve ser preferencialmente a dotada antes das demais. 
Os resíduos sólidos são classificados pela PNRS (BRASIL, 2010) quanto à 
origem e à periculosidade. Quanto à origem os resíduos sólidos podem ser 
classificados como: a)domiciliares, b)de limpeza urbana, c)sólidos urbanos (os 
englobados por “a” e “b”), d)de estabelecimentos comerciais e prestadores de 
serviços (exceto os referidos em “b”, “e”, “g” , “h” e “j”), e) dos serviços públicos de 
saneamento básico (exceto os referidos em “c”), f )industriais, g)serviços de saúde, 
h)da construção civil, i)agrossilvopastoris, j)de serviços de transportes e k)de 
mineração. Quanto à periculosidade classificam-se como: a)perigosos: aqueles que,

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