A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
8 pág.
Fisiopatologia, Prevalência e Ciclo da Dor

Pré-visualização | Página 2 de 3

a ser percebido 
como doloroso pelo nosso corpo e há um nível de tolerância a dor que é a intensidade máxima 
de um estimulo de dor que o indivíduo consegue aguentar. (esses, é diferente de individuo pra 
indivíduo e também depende da situação, já que há também aspectos emocionais envolvidos 
por exemplo). 
DOR e NOCICEPÇÃO são conceitos diferentes, porque nem sempre a atividade sensorial que o 
nosso corpo detecta de dor, é a dor que a gente sente. A nocicepção são sinais que nosso corpo 
detecta e chega ao sistema nervosos central por receptores especializados, esses receptores são 
os nociceptores, que vão permitir a percepção de estímulos nocivos, que causa danos. 
Existem 4 tipos de nociceptores: 
➔ Os nociceptores mecânicos: que respondem a pressão intensa. 
➔ Os nociceptores térmicos: que respondem a temperaturas extremas como quente e 
frio. 
➔ Os nociceptores polimodais: que são estímulos nocivos (que podem ser mecânicos, 
térmico ou químico). 
➔ Os nociceptores silenciosos: que respondem a estímulos mecânicos e térmicos. E são 
ativados por estímulos químicos. 
Depois que os nossos nociceptores periféricos identificam o trauma (tanto químico, térmico, 
mecânico...), ele vai passar essa informação para o SNC, mas para isso, existe algumas etapas 
para que a dor chegue ao nosso córtex. 
Para isso há 5 fases: 
1. TRANSDUÇÃO 
É o estimulo nocivo é convertido em impulso elétrico. A dor nociceptiva começa com o estimulo 
dos nociceptores (que estão em nossos tecidos, na pele, articulações, órgãos) que são os 
nociceptores primários. 
2. CONDUÇÃO 
Na condução, o impulso elétrico é conduzido pelos axônios aferentes até a raíz dorsal da medula 
espinhal. Até essa fase, ainda não sentimos a dor, é ainda uma nocicepção (que é o conjunto de 
eventos neurais através do qual os estímulos nocivos são detectados, convertidos em impulsos 
nervosos e transmitidos da periferia para o SNC). 
A condução também vai variar a sua velocidade, dependendo do tipo de fibra nervosa. (as fibras 
possuem diferentes velocidades de condução devido a mielinização dessa fibra, veremos isso 
mais adiante). 
 5 Módulo de Dor | Larissa Gomes de Oliveira 
3. TRANSMISSÃO 
Nessa fase o impulso elétrico libera neurotransmissores na raiz dorsal da medula, gerando forte 
estímulos, liberando os neuropeptídeos (substancia P) que vai gerar fortes respostas pós 
sinápticas e faz com que o sinal suba ao centros superiores como o tálamo e córtex. 
4. PERCEPÇÃO 
A dor só vai ser percebida a partir do tálamo, a nível antes do tálamo era apenas uma nocicepção 
e após o tálamo a dor vai chegar até o córtex, ativando várias áreas do nosso cérebro. 
5. MODULAÇÃO 
A modulação pode ser facilitada ou inibida. Isso vai depender do quão perigoso essa dor estar 
sendo para o nosso corpo neste momento. Se a dor for muito perigosa, então é facilitado a 
modulação pois o corpo está em perigo, então com isso o individuo sente mais dor (como um 
alerta). Já na inibição, ela não é tão perigosa nesse momento, então o cérebro vai inibir a dor. 
 
No numero 1 o estimulo nocivo está gerando 3 flechinhas de dor, nesse estimulo nocivo normal, 
ele vai acender ao córtex também “3 flechinhas”, ou seja, a mesma quantidade de impulso que 
gerou e vai ser conscientizada a dor normal. 
Já em uma dor facilitado (no numero 2), o córtex está sensibilizado, o estimulo vai ser o mesmo 
que a dor normal, porém, a modulação vai amplificar a dor, ou seja, a pessoa vai sentir muita 
dor, mais do que a primeira (isso acontece em casos graves por exemplo, em uma dor perigosa, 
em que esse estimulo é potencializado e acende um alerta). 
Já no estimulo que não é nocivo (no número 3), é um caso por exemplo de fibromialgia, em que 
o córtex já está sensibilizado e mesmo que o impulso seja bem pequeno, o córtex intensifica 
esse impulso e qualquer toque o paciente pode sentir muita dor. 
Porque algumas pessoas sentem muita dor e outras não? (como por exemplo, algumas pessoas 
sentem muita dor ao tomar vacina, outras não sentem tanta) 
 6 Módulo de Dor | Larissa Gomes de Oliveira 
Isso porque a dor é modulada de acordo com a experiencia da pessoa (como traumas), o 
psicológico (a pessoa pode já estar deprimida, abatida) e as atuais circunstancias que modulam 
se há perigo ou não. 
A dor possui 2 grandes domínios, que é o sensorial-discriminativa e o afetivo-emocional e ambos 
domínios se interagem para que ocorra a percepção da dor. 
➔ Componente sensorial-discriminativo 
Ele basicamente tem a função de percepção e detecção do estimulo nocivo, ele vai basicamente 
nos dar uma informação precisa sobre a intensidade, a localização, a duração desse estimulo 
nociceptor, padrão temporal e qualidade desse sintoma. 
➔ Componente afetivo-emocional 
Esse componente significa que há o envolvimento de algumas estruturas centrais que geram 
reações comportamentais frente a dor. Isso só ocorre porque áreas do nosso cérebro que atuam 
com o lado afetivo-emocional se ativaram e estão envolvidas nessa dor 
O componente afetivo-emocional é muito comum na dor crônica ou patológica, enquanto que 
na dor. Já na dor aguda ou fisiológica, é mais comum os componentes sensoriais-discriminativos. 
O primeiro passo para entender a geração da dor, é entender os receptores envolvidos nela, que 
são os Nociceptores. Esses, são terminações nervosas presentes em quase todos os nossos 
tecidos e esses nociceptores vão detectar a informação nociva, cuja informação vai gerar nele 
uma resposta de dor e isso ocorre apenas em estímulos que são capazes de atingir o limiar de 
excitabilidade dele que é extremamente elevado e ele também possui uma baixa sensibilidade 
(em que não é qualquer estimulo que vai gerar dor, esse estimulo precisa ter uma certa 
intensidade para que gere dor). 
Existe todo um mecanismo envolvido que vai da periferia, até a região central e há fibras 
nociceptivas que conduzem essa dor, que são basicamente duas: as fibras do tipo A-Delta e as 
fibras do tipo C. Além disso, há as fibras do tipo A (beta e alfa), que têm diâmetro grande, muita 
bainha de mielina e velocidade muito elevada 
Existe algumas diferenças entre essas fibras, dentre elas: As fibras A-Delta tem uma bainha de 
mielina muito fina, enquanto a C é amielinica (em que são envolvidos somente por uma única 
dobra de mielina ou não tem a bainha). A velocidade de condução da fibra A-Delta é um pouco 
mais rápida, justamente porque ela tem a bainha de mielina. O limiar térmico é muito parecido 
entre as duas (a fibra A-Delta é de 45ºC a 52ºC e a fibra C é de 45ºC). Enquanto a A-Delta é 
estimulada muito mais por estímulos mecânicos intensos, as fibras C também envolve um 
estimulo químico, além do mecânico. E a principal diferença entre elas é que a fibra do tipo A-
delta é responsável pela condução da dor rápida ou primária, que é a dor aguda. E a fibra do 
tipo C é responsável pela condução da dor lenta ou secundária, que é a dor aguda. 
NEUROTRANSMISSÃO 
 7 Módulo de Dor | Larissa Gomes de Oliveira 
Há uma lesão tissular e essa lesão liberou substancias angiogenicas como a prostaglandina e a 
bradicinina, que vão interagir com ATP, com hidrogênio e automaticamente ativou os 
nociceptores. O nociceptor ativado, conduziu para a região posterior da medula, mas também 
para os vasos, liberando substancia P, que vai causar vasoconstricção, como forma de defesa e 
também os seus ramos liberam mastócitos ativando também a substância P e os mastócitos ao 
receberem essa substancia P, liberam 
substancias como a histamina, que vai 
ter efeito pró-inflamatório no tecido. 
Na medula existe uma parte chamada 
de corno posterior da medula e essa 
região possui laminas que ficam 
sobrepostas como camadas. E há a 
lamina 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 e cada lamina 
dessa concentra tipos diferentes de 
neurônios. 
Na lamina 1 há neurônios nociceptivos 
específicos, já na lamina 2, há o 
interneurônio excitatório que funciona como conector