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Lombociatalgia decorrente da Hérnia de Disco

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é conhecida esta 
condição, prejudica a função do próprio disco vertebral e ainda pressionam outras 
estruturas importantes da coluna, como a raiz nervosa ou a medula espinhal. 
TIPOS DE HÉRNIA DE DISCO 
O início de uma lesão discal pode acontecer quando a pessoa não tem uma boa postura, faz 
levantamento de pesos sem dobrar os joelhos e não ingere cerca de 2 litros de água por dia. 
Nesse caso, apesar de não ter formado uma hérnia, o disco já está danificado, tem menor 
espessura, mas ainda mantém seu formato original: oval. Se a pessoa não melhorar sua postura 
e seus hábitos de vida, em poucos anos, provavelmente ela irá desenvolver uma hérnia de disco. 
A hérnia ocorre quando o disco vertebral perde seu formato original, deixando de ser oval, 
formando um abaulamento, que é uma espécie de 'gota', que pode pressionar a a raiz do nervo 
ciático, por exemplo. Assim, os 3 tipos de hérnia de disco que existem são: 
 
Hérnia de disco protusa: é o tipo mais comum, quando o núcleo do disco permanece intacto, 
mas já há perda da forma oval; 
Lombociatalgia decorrente da Hérnia de Disco| Larissa Gomes de Oliveira. 
 
 
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Hérnia de disco extrusa: quando o núcleo do disco encontra-se deformado, formando uma 
'gota'; 
Hérnia de disco sequestrada: quando o núcleo está muito danificado e pode até mesmo se 
dividir em duas partes. 
A hérnia ainda deve ser classificada de acordo com a sua localização exata, podendo ser póstero 
ou póstero lateral. Uma hérnia de disco póstero lateral pode pressionar o nervo causando 
sensação de formigamento, fraqueza ou perda da sensibilidade num braço ou numa perna, mas 
quando existe uma hérnia de disco posterior, a região pressionada é a medula espinhal e por 
isso a pessoa pode apresentar estes sintomas nos dois braços ou nas duas pernas, por exemplo. 
O diagnóstico da hérnia de disco pode ser feito através da observação dos sintomas e do exame 
físico, mas também pode ser confirmado por exames, como tomografia computadorizada ou 
ressonância magnética, que servem para avaliar o disco, sua espessura, a localização exata da 
hérnia e que tipo de hérnia a pessoa tem. 
O exame de raio X não mostra claramente a hérnia mas pode ser suficiente para mostrar o 
alinhamento da coluna e a integridade ou destruição das vértebras e por isso, por vezes o 
médico solicita inicialmente o raio X e com o resultado deste, solicita a ressonância ou 
tomografia para avaliar a gravidade. 
Ao confirmar que existe uma ou mais hérnias de disco, o médico pode indicar o tratamento que 
pode ser feito com fisioterapia, Pilates, RPG, osteopatia, ou cirurgia. Normalmente a cirurgia é 
a última opção de tratamento, ficando reservada para os casos onde a pessoa não apresenta 
melhora dos sintomas com as outras formas de tratamento 
 
ESTENOSE DO CANAL VERTEBRAL 
A estenose do canal vertebral é um estreitamento de seu diâmetro, que, na coluna cervical e 
na dorsal pode causar compressão medular, associada ou não à compressão radicular. Na coluna 
lombar pode causar compressão de uma ou mais raízes da cauda equina. 
Condição que pode ser congênita, na minoria dos casos e degenerativa, na maioria, em que o 
diâmetro do canal vertebral está entre 10 e 12mm secundário ao espessamento ósseo das 
lâminas e facetas articulares, hipertrofia do ligamento amarelo, ossificação do ligamento 
longitudinal posterior e hiperlordose. Tal condição está relacionada à compressão nervosa 
mecânica e também a insuficiência vascular e isquemia relativa. 
SÍNDROME PÓS-LAMINECTOMIA 
Cerca de 10 a 40% dos pacientes que são submetidos a cirurgia de coluna lombar para alívio de 
dor, independente da técnica cirúrgica utilizada, evoluem com dor crônica neuropática no 
membro inferior que é responsável por perda da qualidade de vida. Tal condição tem etiologia 
multifatorial e está relacionada a eventos pré, intra e pós-operatórios. 
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SÍNDROME DO PIRIFORME 
Cerca de 6% dos casos de ciatalgia lombar podem ser relacionados à síndrome do piriforme. Tal 
condição está relacionada à compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme ou mesmo pelo 
tendão desse músculo no assoalho pélvico. Isso ocorre quando há hipertrofia, inflamação ou 
variação anatômica do músculo. 
QUADRO CLÍNICO 
O diagnóstico preciso do padrão de dor é essencial para se obter bom resultado terapêutico, 
visto que o fármaco deve ser específico para cada tipo de dor: nociceptiva, neuropática ou mista. 
A identificação do componente neuropático depende de anamnese e exame físico minuciosos, 
além dos exames complementares. 
O exame físico deve incluir inspeção estática e dinâmica, marcha, manobras especiais 
provocativas, palpação (partes ósseas e partes moles), além da avaliação de pontos-gatilho (PG) 
miofasciais. 
Os PG estão presentes em 85% dos pacientes avaliados em centros de dor e é uma das principais 
causas de dores crônicas. O exame neurológico deve avaliar motricidade, sensibilidade (tátil, 
dolorosa, térmica e vibratória) e reflexos tendíneos profundos no tendão patelar (L4) e Aquileu 
(S1). A manobra provocativa mais utilizada é o teste da elevação da perna estendida, que é 
considerada positiva para comprometimento do nervo ciático quando reproduz os sintomas 
radiculares em uma elevação entre 35° e 70°. 
TRATAMENTO 
A lombociatalgia se resolve frequentemente sem tratamento, na maioria dos casos. Inúmeras 
análises sistemáticas compararam várias formas de terapia para dor ciática, mas a validade dos 
estudos é limitada. O tratamento inicial mais comum é o controle da dor por meio de medicação 
e fisioterapia. 
O tratamento pode ser do tipo conservador, que engloba o repouso e o uso de medicamentos, 
ou o tratamento cirúrgico. O repouso é altamente eficaz nos casos de lombociatalgias; contudo, 
ele não pode ser longo, pois o repouso em excesso pode causar efeitos negativos sobre o 
aparelho locomotor. 
CONSERVADOR 
 MEDICAMENTOS 
 
➔ Analgésicos Não Opióides 
 
1. Paracetamol (acetaminofen) 500mg de 4 a 6 vezes ao dia, nas dores leve a moderada. 
Cautela em pacientes com hepatopatias e associado a antiinflamatório não hormonal. 
 
➔ Dipirona 500mg até 4 vezes ao dia. (Analgésicos Opióides). 
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Usados em lombalgia aguda e lombociatalgia por hérnias discais resistentes a outros 
analgésicos, fraturas e metástases. 
1. Fosfato de codeína 30mg 3 a 4 vezes ao dia 
2. Cloridrato de tramadol 100 a 400mg por dia 
3. Oxicodona 5 a 10mg, 3 a 4 vezes ao dia. 
4. Sulfato de morfina: indicação restrita a casos graves 
 
➔ Glicocorticóides 
Indicados nos casos de lombociatalgia aguda. 
➔ Relaxantes Musculares 
Podem ser associados aos AINHs mostrando melhor resultado do que quando usados 
isoladamente. 
1. Ciclobenzaprina: 5 a 10 mg/dia, relaxante muscular de ação central estruturalmente 
relacionados com os antidepressivos tricíclicos. 
2. Carisoprodol: 350 mg/dia, medicação de uso em curto prazo. 
 
➔ Antidepressivos 
Indicados nas lombalgias crônicas com componente psicossomático e nas fibromialgias. 
 Exercícios (Base Fisiológica) 
O exercício aumenta o nível de ß endorfina no sangue periférico e diminui o pH no interior do 
disco intervertebral por aumentar a concentração de O2, diminuindo assim, o estímulo 
doloroso. Na fase aguda das lombalgias e lombociatalgias os exercícios devem ser considerados 
com cautela, sendo, no entanto, importantes para o tratamento da lombalgia crônica, podendo 
ser feitos: 
1. Alongamento 
2. Relaxamento 
3. Exercícios isométricos de quadríceps e tríceps. 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
ALVES NETO, Onofre et al.. Dor: princípios e prática. Porto Alegre: Editora Artmed, 2009.