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tipos de anestesia

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Além disso, uma anestesia regional insuficiente pode requerer mudança rápida para sedação 
mais profunda ou mesmo anestesia geral. 
 
 
4 Tipos de Anestesia | Larissa Gomes de Oliveira 
 Drogas Anestésicas Locais 
Duas classes de drogas anestésicas locais em uso corrente são amino ésteres e amino amidas, 
muitas vezes referidas como ésteres e amidas. O mecanismo de ação dos anestésicos locais é o 
bloqueio dose-dependente dos fluxos de sódio nas fibras nervosas. 
Os dois tipos de anestesia regional mais usados são: 
• Anestesia raquidiana (Anestesia Espinal, Subaracnóidea ou Raquianestesia). 
• Anestesia peridural. 
• Bloqueio de Nervo Periférico 
ANESTESIA RAQUIDIANA 
Para realizar a anestesia raquidiana, uma 
agulha de pequeno calibre é inserida nas 
costas, de modo a atingir o espaço 
subaracnoide, dentro da coluna espinhal. 
Em seguida, um anestésico é injetado 
dentro do líquido espinhal (liquor), 
produzindo dormência temporária e 
relaxamento muscular. 
A presença do anestésico dentro da 
coluna espinhal bloqueia os nervos que 
passam pela coluna lombar, fazendo com 
que estímulos dolorosos vindos dos 
membros inferiores e do abdômen não 
consigam chegar ao cérebro. 
A raquianestesia é muito usada para procedimentos ortopédicos de membros inferiores e para 
cesarianas. 
EPIDURAL/PERIDURAL 
O bloqueio epidural, outra forma de bloqueio regional neuroaxial, tem aplicação em grande 
variedade de procedimentos abdominais, torácicos e da extremidade inferior. Consiste na 
injeção de anestésicos locais, com ou sem opiáceos, no interior do espaço epidural torácico ou 
lombar. 
Geralmente, um cateter é inserido após o espaço epidural ser localizado com uma agulha. A 
presença do cateter traz diversas vantagens. Em primeiro, o anestésico local pode ser 
adicionado de forma controlada e, então, o tempo de início do bloqueio pode ser melhor 
controlado. Em segundo, doses posteriores sequenciais de anestésico podem ser administradas 
e a anestesia pode ser mantida durante procedimentos mais longos. Em terceiro, os anestésicos 
locais ou opiáceos podem ser administrados por vários dias, garantindo a analgesia pós-
operatória prolongada. 
 
5 Tipos de Anestesia | Larissa Gomes de Oliveira 
A anestesia epidural possui vantagens específicas para operação torácica, operação vascular 
periférica e operação gastrointestinal. Tem sido demonstrado que a anestesia epidural também 
diminui a perda sanguínea e a trombose venosa profunda durante a artroplastia total do quadril. 
A analgesia epidural pósoperatória para operação torácica proporciona controle da dor, menor 
sedação e melhora da função pulmonar, quando comparada a opiáceos parenterais. 
A anestesia peridural é muito semelhante a anestesia raquidiana, porém há algumas diferenças: 
1. Na anestesia peridural o anestésico é injetado na região peridural, que fica ao redor do canal 
espinhal, e não propriamente dentro, como no caso da raquianestesia. 
 
2. Na anestesia peridural, o anestésico é injeto por um cateter, que é implantado no espaço 
peridural. Enquanto na raquianestesia o anestésico é administrado por uma agulha uma 
única vez, na peridural o anestésico fica sendo administrado constantemente através do 
cateter. 
 
3. A anestesia peridural pode continuar a ser administrada no pós-operatório para controle da 
dor nas primeiras horas após a cirurgia. Basta manter a infusão de analgésicos pelo cateter. 
 
 
4. A quantidade de anestésicos administrados é bem menor na raquidiana. 
A anestesia peridural é comumente usada durante o parto normal. 
A complicação mais comum das anestesias raquidianas e peridurais é a dor de cabeça, que 
ocorre quando há extravasamento de liquor pelo furo feito pela agulha no canal espinhal. Essa 
perda de líquido provoca uma redução da pressão do liquor ao redor de todo o sistema nervosos 
central, sendo esta a causa da dor de cabeça. 
BLOQUEIO DE NERVO PERIFÉRICO 
O bloqueio dos plexos braquial, lombar e nervos periféricos é um método eficaz de prover 
anestesia para muitos procedimentos cirúrgicos envolvendo as extremidades superiores e 
inferiores. 
A vantagem dos bloqueios periféricos é o menor estresse fisiológico, comparado à anestesia 
espinal ou epidural, evitar a manipulação da via aérea e as complicações potenciais associadas 
à entubação traqueal, e evitar também os efeitos adversos potenciais associados à anestesia 
geral. 
Entretanto, o bloqueio satisfatório de nervo periférico requer um paciente cooperativo, um 
anestesiologista experiente nas diversas técnicas e um cirurgião que esteja acostumado a operar 
pacientes conscientes. Todos os pacientes submetidos a bloqueios de nervo periférico devem 
receber avaliação pré-operatória completa, assumindo-se que a anestesia geral pode ser 
utilizada se o bloqueio for insuficiente. 
administra-se o anestésico local ao redor dos nervos responsáveis pela sensibilidade e 
movimento do membro onde será realizada a cirurgia. Suas complicações são: lesões de plexo e 
hematomas. 
 
6 Tipos de Anestesia | Larissa Gomes de Oliveira 
ANESTESIA LOCAL 
A anestesia local é o procedimento anestésico mais comum, sendo usado para bloquear a dor 
em pequenas regiões do corpo, habitualmente na pele. Ao contrário das anestesias geral e 
regional, que devem ser administradas por um anestesiologista, a anestesia local é usada por 
quase todas as especialidades. 
A anestesia local é habitualmente feita com a injeção de lidocaína na pele e nos tecidos 
subcutâneos. Ela serve para bloquear a dor em uma variedade de procedimentos médicos, como 
biópsias, punções de veias profundas, suturas da pele, punção lombar, punção de líquido 
ascítico ou de derrame pleural, etc. 
A anestesia local funciona bloqueando os receptores para dor na pele e os nervos mais 
superficiais, impedindo que os mesmos consigam enviar sinais doloroso para o cérebro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/ascite/
https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/ascite/
https://www.mdsaude.com/pneumologia/derrame-pleural/
 
7 Tipos de Anestesia | Larissa Gomes de Oliveira 
REFERÊNCIAS 
 
CANGIANI, L. M. et al. Tratado de Anestesiologia SAESP. 8. ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2017. 
 
MANICA, James et al. Anestesiologia: principios e técnicas. 3. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2004