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Desafios de um prefeito buscando uma gestão municipal efetiva em um contexto preocupante- UNOPAR

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quem absorveria a mão-de-obra das empresas que quebraram pelo corte de gastos do governo. Em consequência, há um aumento de desemprego, pelo motivo que o setor privado fica com menos capital para contratar.
Aumentar impostos e manter o mesmo número de gastos acaba se tormando pior, porque aumenta o confisco de capital da sociedade e do setor produtivo privado enquanto o governo prossegue sustentado atividades de empresas improdutivos, as quais têm o governo como principal ou único cliente.
Ainda que a recessão seja menos intensa, as discrepâncias econômicos de longo prazo não são corrigidos, pelo motivo de que o setor privado gera riqueza de acordo com a demanda do mercado, enquanto o governo só pode gastar. Uma economia com o confisco de bens do setor produtivo indo para aqueles que só gastam, o governo e suas empresas fornecedoras. É desequilibrada. Continuar com impostos inalterados e cortar gastos é uma austeridade fiscal mais eficiente que as formas anteriores. Ainda que, o governo permaneça confiscando com igualdade quantidade de bens do setor produtivo da economia, liberou recursos que estavam indo para empresas que só sobreviviam às suas custas. A recessão nesta austeridade é mais branda que a primeira, parecida com a segunda.
Já na austeridade fiscal que reduz gastos e impostos, e corta mais gastos que impostos se torna a mais equilibrada. A diminuição de gastos do governo elabora com que as empresas que o tinham como prioridade ou único cliente sejam enxugadas ou quebrem, permitindo mão-de-obra para empresas e iniciativas econômicas realmente demandadas pelos cidadãos. 
Com a quarta forma de austeridade fiscal reduz em dobro o desperdício de capital, e ainda permite maior acumulação de capital, que implica em mais bens e melhora da qualidade de vida a longo prazo. Exceto se o governo estabelecer medidas que retardem a realocação empregatícia de um setor para outro, por exemplo, o salário mínimo, auxílio desemprego ou impondo encargos sociais que encareçam a demissão e contratação.
As áreas de gasto do governo municipal estão descritas na constituição federal, constituindo que os municípios apliquem ao menos 25% de sua receita resultante de impostos e transferências na manutenção e no desenvolvimento da educação. A lei é a mesma para os estados e, no caso da União o percentual mínimo era de 18%. A Emenda Constitucional 95, conhecida como lei do teto, estipula que a partir de 2018 a União investirá o mesmo valor de 2017 mais o acréscimo da inflação do ano anterior medido pelo IPCA. Isso significa que o investimento em educação não vai acompanhar o crescimento do PIB. 
3 GESTÃO DE CUSTOS NO SETOR PÚBLICO
Para cortarmos gatos ou elaborações de recursos, precisamos conhecer quanto cada setor administrativo gasta. 
	
Custos Indiretos
	Custo
	Valor
	Aluguel 
	33.000,00
	Salário dos empregados de copa e cozinha
	18.000,00
	Salário dos empregados de limpeza
	5.900,00
	Material de escritório
(Consumo)
	4.500,00
	Energia elétrica
	11.500,00
	Custos Indiretos - Critérios de apropriação
	Custo
	Secretaria de Saúde
	Secretaria de Educação
	Secretaria de
Segurança
	Aluguel
	26%
	49%
	25%
	Salário dos empregados de copa e cozinha 
	35%
	35%
	30%
	Salário dos empregados de limpeza 
	30%
	45%
	25%
	Material de escritório 
(consumo)
	50%
	30%
	20%
	Energia elétrica 
	20%
	50%
	30%
A apropriação dos custos indiretos em cada uma das secretarias deverá ser realizada considerando os percentuais acima registrados.
Em relação aos custos diretos, considerando a classificação adotada, existe apenas os gastos relacionados à mão de obra direta de cada secretaria. Conforme os valores apresentados a seguir:
	Custo Direto - Mão de Obra Direta
	Secretaria 
	Valor
	Sec. De Saúde 
	68.840,00
	Sec. De Educação 
	85.320,00
	Sec. De Segurança 
	120.550,00
 Desta forma; apresenta-se aqui os totais de custos indiretos de cada secretaria:
	Custo
	Valor
	Secretaria de
	Secretaria de 
	Secretaria de Segurança
	
	
	Saúde
	Educação
	
	Aluguel do edifício
	R$ 33.000,00
	R$ 8.580,00
	R$ 16.170,00
	R$8,250,00
	Salário dos empregados de copa e cozinha
	R$ 18.000,00
	R$6,300,00
	R$ 6.300,00
	R$ 5.400,00
	
	
	
	
	
	Salário dos empregados de limpeza
	R$ 5.900,00
	R$ 1.770,00
	R$ 2.655,00
	R$ 1.475,00
	Material de escritório 
(consumo)
	R$ 4.500,00
	R$ 2.250,00
	R$ 1.350,00
	R$ 900,00
	Energia elétrica
	R$ 11.500,00
	R$ 2.300,00
	R$ 5.750,00
	R$ 3.450,00
	Total
	R$ 72.900,00
	R$ 21.200,00
	R$ 32.225,00
	R$ 19.475,00
Calcula-se os Custos totais (Diretos + indiretos) de cada secretaria:
	Secretaria
	Custo Direto
	Custo Indireto
	Custo Total
	Secretaria de Saúde
	R$ 68.840,00
	R$ 21.200,00
	R$ 90.040,00
	Secretaria de Educação
	R$ 85.320,00
	R$ 32.225,00
	R$ 117.545,00
	Secretaria de Segurança
	R$ 120.550,00
	R$ 19.475,00
	R$ 32.025,00
 Depois de uma estudo dos cálculos realizados o prefeito carece sujeita-se a ações para verificar os custos diretos de cada secretaria com o objetivo de minimizá-los. 
4 CONTABILIDADE PÚBLICA
A LDO estabelece parâmetros fundamentais à alocação dos recursos no orçamento anual, de forma a garantir, no possível, a realização das finalidades e propósitos contemplados no PPA. A LDO também ajustar as ações de governo, previstas no PPA, às reais possibilidades de caixa do tesouro nacional e selecionar dentre os programas incluídos no PPA aqueles que terão prioridade na execução do orçamento subsequente. 
A lei orçamentária da União estima receitas e fixa as despesas para um exercício financeiro. De um lado, permite avaliar as fontes de recursos públicos no universo dos contribuintes e, de outro, quem são os beneficiários desses recursos. Reza o § 5º do artigo 165 da Constituição de 1988:
“§ 5º - A lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.”
 O PPA, com vigência de quatro anos, tem como papel definir as diretrizes, objetivos e metas de médio prazo da administração pública. Já à LDO, anualmente, enunciar as políticas públicas e respectivas prioridades para o exercício seguinte. Logo a LOA tem como principais objetivos estimar a receita e consolidar a programação das despesas para o exercício financeiro. 
 Desta forma, a LDO ao identificar no PPA as ações que receberão prioridade no exercício seguinte torna-se o elo entre o PPA, que funciona como um plano de médio-prazo do governo, e a LOA, que é o instrumento que viabiliza a execução do plano de trabalho do exercício a que se refere.
 Segundo a Constituição Federal, no exercício da função do planejamento é um dever do Estado, tendo caráter determinante para o setor público e indicativo para o setor privado. Como mostra no artigo a seguir. 
 O Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado.
 
 Imagem : orçamento público – fonte: https://planejamento.es.gov.br
 
 Destarte, o planejamento plurianual reconhece a forma de grande moldura legal e institucional para a ação nacional, bem como para a formulação dos planos regionais e setoriais. Infere-se que o Plano Plurianual (PPA) de uma prefeitura pode ser emparelhado com um planejamento estratégico de uma empresa privada, dados que em ambos os casos as situações financeiras devem