A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
5 pág.
Fármacos colinérgicos

Pré-visualização | Página 2 de 3

essa 
seletividade e irão abranger as colinesterases. 
 
Os anticolinesterásicos podem ser reversíveis ou irreversíveis: 
Reversíveis Irreversíveis 
Fisostigmina (Eserine®) Ecotiofato 
Neostigmina (Prostigmine®) Paration 
Piridostigmina (Mestinon®) Soman 
Edrofônio (Tensilon®) Malation 
Rivastigmina (Exelon®, Prometax®) 
 
Os anticolinesteráricos não é uma estratégia interessante para terapia, 
mas tem importância toxicológica (agrotóxicos e armas químicas), com 
exceção do ecotiofato. 
 
Fisostigmina 
É um éster nitrogenado do ácido carbâmico encontrado em plantas e é 
uma amina terciária. Ela é substrato da AChE, com quem forma um 
intermediário carbamilado relativamente estável, que, então, se torna 
reversivelmente inativado. O resultado é a potenciação da atividade 
colinérgica em todo o organismo. 
- Contração do músculo visceral. 
- Miose, hipotensão e bradicardia. 
@waleska112 
Med IX - UFOB 
- ampla faixa de efeitos como resultado de sua ação. 
 
Aplicações terapêuticas: 
- Aumenta a motilidade do intestino e da bexiga, servindo no tratamento 
de atonia nos dois órgãos. 
- Tratamento de glaucoma por causar miose e contração do músculo 
ciliar, com melhor drenagem do humor aquoso e diminuição da pressão. 
- Tratamento de doses excessivas de fármacos com ações 
anticolinérgicas, como a atropina. 
 
Efeitos adversos: Pode causar convulsões quando são usadas dosagens 
elevadas. Bradicardia e queda da pressão arterial também podem 
ocorrer. 
Duração: 30 min a 2h. 
 
Neostigmina 
Ao contrário da fisostigmina, a neostigmina tem um nitrogênio 
quaternário; por isso, ela é mais polar, é pouco absorvida no TGI e não 
entra no SNC. Seu efeito nos músculos esqueléticos é maior do que o da 
fisostigmina e pode estimular a contratilidade antes de paralisá-la. 
 
Aplicações terapêuticas 
- Tratamento de atonia do intestino e bexiga. 
-Antagonista de fármacos bloqueadores musculares competitivos 
(Reversão do efeito de agentes bloqueadores neuromusculares não 
polarizantes). 
- Tratamento da miastenia gravis (prolonga ação da ACh, aumenta a 
força muscular). 
 
Efeitos adversos: incluem os da estimulação colinérgica generalizada, 
como salivação, rubor, redução da pressão arterial, náusea, dor 
abdominal, diarreia e broncoespasmo. 
• É contraindicada quando há obstrução do intestino ou da bexiga. 
Duração: 30 min a 2h. 
 
 
Piridostigmina 
Tem maior duração de efeito que a sisostigmina e a neostigmina. Os 
efeitos adversos desses fármacos são similares aos da neostigmina. 
 
Aplicações terapêuticas: 
- Tratamento da miastenia grave 
- Reversão de efeito de bloqueadores neuromusculares. 
 
Duração: 3-6 horas 
 
 
Edrofônio 
Ele é absorvido rapidamente e tem duração de ação curta (10-20 
minutos), devido à eliminação renal rápida. O edrofônio é uma amina 
quaternária, e suas ações são limitadas à periferia. É usado no 
diagnóstico da miastenia grave. 
 
Aplicações: diagnóstico e avaliação 
- Miastenia grave 
-avaliar o tratamento inibidor da colinesterase, para diferenciar entre 
crises colinérgicas e miastênicas e para reverter os efeitos de 
bloqueadores neuromusculares não despolarizantes após a cirurgia. 
 
Inibidores dirigidos contra ACh no SNC 
Fármacos utilizados no tratamento da Doença de Alzheimer. Apesar de 
donepezila, rivastigmina e galantamina retardarem o avanço da doença, 
nenhum evitou sua progressão. O efeito adverso primário desses 
fármacos é o distúrbio gastrintestinal. 
 
Ação irreversível 
Compostos organofosforados sintéticos apresentam a propriedade de 
ligar-se covalentemente à AChE. O resultado é um aumento de longa 
duração nos níveis de ACh em todos os locais onde ela é liberada. 
 
Obs.: o uso de pralidoxima desloca o organofosforado recente, mas não 
faz efeito se a reação envelheceu. 
Fármaco de importância clínica: 
 
 
Ecotiofato 
Liga covalentemente no local ativo da AChE por meio do seu grupo 
fosfato. Após a modificação covalente da AChE, a enzima fosforilada 
libera lentamente um de seus grupos etila. 
- o ecotiofato raramente é usado, devido ao perfil de efeitos adversos, 
incluindo o risco de causar catarata. Seu efeito tem longa duração (1 
semana). 
 
Reativadores da acetilcolinesterase 
A pralidoxima (2-PAM) pode reativar a acetilcolinesterase (AchE) inibida. 
Contudo, ela é incapaz de entrar no SNC e, por isso, não é útil no 
tratamento dos efeitos dos organosfosforados no SNC. Ela desloca o 
organofosforado, desde que administrada antes do envelhecimento da 
ligação. 
 
Termo geral para os fármacos que se ligam aos colinoceptores 
(muscarínicos ou nicotínicos) e previnem os efeitos da acetilcolina (ACh) 
ou outros agonistas colinérgicos. 
Os fármacos deste grupo clinicamente mais úteis são os bloqueadores 
seletivos dos receptores muscarínicos. Por isso, pode ser chamados de 
antimuscarínicos (termo mais preciso) ou parassimpaticolíticos. Um 
segundo grupo de fármacos, os bloqueadores ganglionares, mostra 
preferência pelos receptores nicotínicos dos gânglios simpáticos e 
parassimpáticos. Por fim, uma terceira família de compostos, os 
bloqueadores neuromusculares (BNMs) (principalmente antagonistas 
nicotínicos), interferem com a transmissão dos impulsos eferentes aos 
músculos esqueléticos. 
Alcalóides (naturais) 
Atropina e escopolamina (hioscina) 
Aminas terciárias Aminas quaternárias 
Homatropina Ipatrópio 
Pirentropina Tiotrópio 
Diciclomida Propatelina 
Tropicamida Bultilbrometo de escopolamina 
Benztropina 
 
Os antagonistas dos receptores muscarínicos incluem: 
• os alcaloides de ocorrência natural, atropina e escopolamina; 
@waleska112 
Med IX - UFOB 
• derivados semissintéticos desses alcaloides, que diferem basicamente 
dos compostos originais por sua distribuição no organismo ou pela 
duração da ação; 
• derivados sintéticos, alguns dos quais têm limitada seletividade por 
certos subtipos de receptores muscarínicos. 
 
Entre as duas últimas categorias, destacam-se homatropina e 
tropicamida, que têm ações menos duradouras do que a atropina, e 
metescopolamina, ipratrópio, tiotrópio, aclidínio e umeclidínio, que são 
aminas quaternárias que não atravessam a barreira hematencefálica ou 
atravessam membranas facilmente. Os derivados sintéticos que têm 
alguma seletividade por subtipo de receptores incluem a pirenzepina, 
antagonista preferencial em receptores M1, e darifenacina e solifenacina, 
com seletividade pelos receptores M3. 
 
Sistema cardiovascular 
•Aumento da frequência cardíaca, efeito 
cronotrópico positivo. 
 
 
Sistema Respiratório 
•Relaxamento dos músculos lisos da árvore 
brônquica. 
•Broncodilatação 
•Diminui secreções traqueobrônquicas 
Trato gastrointestinal 
•Redução do peristaltismo e motilidade 
intestinal (Dosagens relativamente altas são 
necessárias para produzir essa inibição, 
provavelmente porque o sistema nervoso 
entérico regula a motilidade independente do 
controle parassimpático). 
•Redução da secreção glandular (inibe parcialmente a resposta 
secretora ácida do estômago à atividade vagal porque a estimulação 
vagal da secreção de gastrina não é mediada pela ACh, mas por 
neurônios peptidérgicos que liberam GRP); 
 
Sistema urinário 
•Diminuem o tônus normal e a amplitude das 
contrações dos ureteres e da bexiga 
•Redução da pressão miccional. 
•Aumento da capacidade vesical. 
Olhos 
•Dilatam a pupila (midríase) e paralisam a 
acomodação (cicloplegia). 
•O cristalino é fixado para visão distante. 
•A ampla dilatação da pupila gera fotofobia. 
•Fármacos tipo atropina em geral podem ser 
usados de forma segura em glaucoma de 
ângulo aberto particularmente se o glaucoma 
estiver sendo tratado adequadamente. 
 
Glândulas sudoríparas e lacrimais 
 
• A secreção salivar, por sua vez, é 
particularmente sensível à inibição pelos 
antagonistas do receptor muscarínico que 
podem abolir completamente a secreção 
aquosa abundante induzida pela estimulação 
parassimpática. 
• Também