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Minerais ao Microscópio Petrográfico
Este arquivo, contém 15 fotomicrografias (fotografias obtidas através de microscópio óptico) de minerais e rochas vistas sob luz polarizada em
microscópio petrográfico. De fato é um álbum de fotografias para a divulgação àquelas pessoas que não necessariamente estejam interessadas
nos aspectos técnicos da óptica cristalina. Solicito apenas ao visitante ter paciência para carregar todas as imagens. As fotomicrografias foram
obtidas no Laboratório de Microscopia do Departamento de Petrologia e Metalogenia (UNESP) por Fábio Braz Machado.
Traço de escala em vermelho 100mm
Estevão Inácio Sumburane
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sugestões escreva para: :nardy@rc.unesp.br
Estevão Inácio Sumburane
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mailto:nardy@rc.unesp.br
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Como eu faço para Medir ângulos
O microscópio petrográfico permite medir ângulos entre elementos lineares através da combinação da platina giratória
graduada e os retículos da ocular.
Assim, para efetuarmos este tipo de medida, basta eleger um dos retículos como origem e a partir dele, alinhar as
direções de interesse, uma de cada vez, com o auxílio da platina giratória, anotanto para cada uma destas etapas, os
respectivos valores em graus.
Atenção: Este procedimento foi efetuado a nicóis descruzados
Procedimento Esquema Fotomicrografia
1- Deseja-se medir o ângulo entre
duas das direções de clivagem da
calcita. A platina foi rotaciona de
forma que uma delas coincidisse com o
retículo N-S (escolhido como origem).
O valor lido na graduação da platina
foi 360o .
Estevão Inácio Sumburane
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2- A partir de 1, a platina foi
rotacionada de forma que a outra
direção de clivagem coincidisse com o
retículo N-S. Ovalor lido na platina foi
70o.
Assim o ângulo entre estas duas
direções é: 360-70= 290o. Como o
ângulo entre elas é agudo:
360o - 290o= 70o
Obs-
O traço de escala nas fotomicrografias (vermelho) corresponde a 100 mm
Assista um vídeo sobre esta propriedade
Como eu faço para..Determinar as direções de polarizacão do microscópio
Na determinação de algumas propriedades ópticas é necessário conhecer a direção de vibração dos polarizadores do
microscópio, ou seja: polarizador inferior e analisador.
As direções de vibração dos polarizadores (ou nicóis) devem ser perpendiculares entre si. Assim, verifique esta condição
inicial, cruzando-se os nicóis, sem haver lâmina alguma sobre a platina do microscópio. Nesta situação o campo de visão do
microscópio deverá ficar totalmente escuro.
Para a determinação das direções de vibração dos polarizadores, emprega-se um mineral pleocróico (turmalina e biotita
são os mais usados), pois estes aborvem a luz de forma mais ou menos intensa segundo certas direções cristalográficas..
Estevão Inácio Sumburane
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http://petro.rc.unesp.br/moptica/videos/calcita.htm
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A turmalina apresenta absorção da luz fraca, segundo a direção de seu maior alongamento (ou eixo "c"), enquanto que
para a biotita, esta direção é perpendicular aos traços de clivagem, segundo (001). Todo o procedimento descrito abaixo,
para um cristal de turmalina, deverá ser executado a nicóis descuzados.
Procedimento Esquema Fotomicrografia
Um cristal de turmalina é alinhado
segundo a direção sua direção de
maior alongamento (eixo
cristalográfico c) paralelamnete ao
retículo N-S. Observa-se que o cristal
fica iluminado, ou seja o cristal está
posicionado paralelamente ao
polarizador (PP).
Rotacionado 90o a partir da posição
incial, ou seja paralelo à direção E-E, o
cristal fica com sua direção de maior
alongamento (eixo cristalográfico c)
perpendicular a direção de vibração
do polarizador, e assim, absorve
grande parte da luz incidente. Por
conseqüência está será a direção de
vibração do analisador (AA).
Obs:
O traço de escala nas fotomicrografias (vermelho) corresponde a 100 mm
PP= direção de vibração do polarizador, AA= direção de vibração do analisador
Todo o procedimento foi executado a nicóis descruzados
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Assista um vídeo sobre esta propriedade
Como eu faço para.Determinar o relevo de um mineral
As seções ou fragmentos de um mineral ao microscópio petrográfico, são caracterizados por superfícies desiguais,
irregulares e algumas vezes, porosas (= feições morfológicas ou textura da superfície de um mineral). Ao maior ou menor
contraste destas feições dá-se o nome de relevo.
O relevo depende das diferenças entre os índices de refração do mineral e do meio que o envolve.
Quando o índice de refração de um mineral é igual, ou muito próximo, do índice de refração do meio envolvente o seu
contorno e as suas feições morfológicas se tornam praticamente invisíveis.
As seções delgadas para estudo petrográfico, são montadas sobre o Bálsamo do Canadá cujo índice de refração é de
1,54
É definida uma escala de relevo quanto a diferença entre os índices de refração do mineral e do meio que o envolve (� n),
com as seguintes características:
Atenção: Esta propriedade é obtida à nicois descruzados
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http://petro.rc.unesp.br/moptica/videos/polarizadores.html
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1. Relevo Forte: � n � 0,12 – contorno, traços de clivagem e planos de
fratura dos minerais são acentuados. A superfíciedos cristais parece
ter aspecto áspero
Ex. - Granada, n=1.778
1. Relevo Moderado: � n� 0,04 à 0,12 - contorno, traços de clivagem
e planos de fratura dos minerais são distintos. A superfície dos
cristais tem textura, ondulações são perceptíveis.
Ex. - Apatita, ne=1.630 e nw=1.633
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1. Relevo Fraco: � n� 0,04 - contorno, traços de clivagem e planos de
fratura dos minerais são fracamente visíveis. A superfície dos
cristais parece ser lisa.
Ex. - Quatzo, ne=1.533 e nw=1.544
Obs:
O traço de escala nas fotomicrografias (vermelho) corresponde a 100 mm
Como eu faço para.Determinar o sinal do relevo: Linha de Becke
As seções ou fragmentos de um mineral ao microscópio petrográfico, são caracterizados por superfícies desiguais,
irregulares e algumas vezes, porosas (= feições morfológicas ou textura da superfície de um mineral). Ao maior ou menor
contraste destas feições dá-se o nome de relevo.
As seções delgadas para estudo petrográfico, são montadas sobre o Bálsamo do Canadá cujo índice de refração é de
1,54
Costuma-se atribuir um sinal ao relevo, de forma que quando o índice de refração do mineral (nm) em comparação com
seu meio envolvente (nb) for:
- maior (ou seja nm > nb) = sinal do relevo será positivo;
- menor (ou seja nm < nb) = sinal do relevo será negativo
Estevão Inácio Sumburane
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Para identificar o sinal de relevo usa-se dois métodos , o da Linha de Becke e o da Iluminação Oblíqua
http://www.rc.unesp.br/igce/petrologia/nardy/Relevo_obliqua.html
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Atenção: Esta propriedade é obtida à nicóis descruzados
Método da Linha de Becke
1- Utilizando uma objetiva de médio a grande aumento linear, o contato entre o cristal e o meio que o envolve é
focalizado,
2- O diafragma íris é fechado,
3- Com o auxílio da cremalheira micrométrica do ajuste vertical da platina, esta é lentamente abaixada de forma a
desfocar o cristal. Com este movimento, há o realce de uma linha fina e sutil, bastante brilhante, de coloração amarela-
azulada - Linha de Becke, que se movimenta em direção ao meio de maior índice de refração.
Procedimento Esquema Fotomicrografia
1o caso:
O contato do cristal com o meio de imersão é
levemente desfocado (de F1 para F2) - a platina é
abaixada, e a Linha de Becke se movimenta para o
interior do mineral
n > n mineral meio imersão
o sinal do relevo é positivo
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2o caso:
O contato do cristal com o meio de imersão é
levemente desfocado (de F1 para F2) - a platina é
abaixada, e a Linha de Becke se movimenta para o
exterior do mineral
n < n mineral meio imersão
o sinal do relevo é negativo
Obs:
O traço de escala nas fotomicrografias (vermelho) corresponde a 100 mm
Assista um vídeo sobre esta propriedade
Como eu faço para.Determinar o sinal do relevo: Iluminação Oblíqua
As seções ou fragmentos de um mineral ao microscópio petrográfico, são caracterizados por superfícies desiguais,
irregulares e algumas vezes, porosas (= feições morfológicas ou textura da superfície de um mineral). Ao maior ou menor
contraste destas feições dá-se o nome de relevo.
As seções delgadas para estudo petrográfico, são montadas sobre o Bálsamo do Canadá cujo índice de refração é de
1,54
Costuma-se atribuir um sinal ao relevo, de forma que quando o índice de refração do mineral (nm) em comparação com
seu meio envolvente (nb) for:
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http://petro.rc.unesp.br/moptica/videos/relevo_becke.html
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- maior (ou seja nm > nb) = sinal do relevo será positivo;
- menor (ou seja nm < nb) = sinal do relevo será negativo
Para identificar o sinal de relevo dois métodos podem ser empregados: Linha de Becke ou luminação Oblíqua
Atenção: esta propriedade é obtida à nicóis descruzados
Método da Iluminação Oblíqua
A comparação entre os índices de refração de duas substâncias pode ser feita através do Método da Iluminação Oblíqua,
que é particularmente útil quando se está estudando lâminas de fragmentos de cristais (pó), pois permite visualizar um
conjunto de cristais simultaneamente.
Com o emprego de uma objetiva de pequeno a médio aumento linear, o campo de visão é parcialmente escurecido,
introduzindo a parte opaca do compensador na fenda acessória do microscópio. Com isso, deve-se observar que os cristais
vão desenvolver uma sombra que poderá estar voltada para o lado do campo escurecido ou do iluminado.
Procedimento Esquema Fotomicrografia
1 caso: o
Escurecida a metade inferior do campo
de visão, a sombra dos cristais está
voltada para o lado escurecido.
Nesta situação o índice de refração do
mineral é maior do que o do meio
envolvente
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http://www.rc.unesp.br/igce/petrologia/nardy/Relevo_Becke.html
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2 caso: o
Escurecida a metade inferior do campo
de visão, a sombra dos cristais está
voltada para o lado oposto a aquele
escurecido.
Nesta situação o índice de refração do
mineral é menor do que o do meio
envolvente
Obs:
O traço de escala nas fotomicrografias (vermelho) corresponde a 100 mm
Assista um vídeo sobre esta propriedade
Como eu faço para.A fórmula pleocróica
Pleocroísmo é o fenômeno que certos minerais anisotrópicos, transparentes e coloridos apresentam, de absorverem a luz
de maneira seletiva segundo suas diferentes direções de vibração. Desta forma, quando um mineral é pleocróico, girando-
se a platina do microscópio ele muda de cor.
Quando a direção de vibração para a qual se verifica a máxima absorção, ficar paralela a direção de vibração do
polarizador inferior, a cor do mineral será escura. Por conseqüência, quando a direção de vibração do polarizador inferior
for paralela a direção de vibração para a qual se observa a menor absorção, a cor exibida pelo mineral será clara.
Dá-se o nome de fórmula pleocróica a associação das diferentes cores observadas às diferentes direções cristalográficas
(ou ópticas) do mineral.
O pleocroísmo é um fenômeno observado a nicóis descruzadosEstevão Inácio Sumburane
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http://petro.rc.unesp.br/moptica/videos/relevo_obliqua.htm
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Pleocroísmo de Minerais Uniaxiais: os minerais uniaxiais coloridos que apresentam o fenômeno do pleocroísmo, exibem
duas cores extremas: uma na direção do raio extraordinário e outra segundo a do raio ordinário. Assim, diz-se que estes
minerais são dicróicos.
Procedimento:
1- Escolha uma seção longitudinal ou uma seção prismática do mineral (esta seção necessariamente apresenta extinção
reta).
2- Alinhe o cristal de forma que sua direção de maior comprimento, ou a direção de E (ou n�), fique paralela ao do
polarizador.
3- Observe se o cristal apresenta cor forte (absorção forte) ou fraca (absorção fraca). Gire o cristal 90 graus a partir
desta posição e a situação oposta deverá ocorrer
Assim a fórmula pleocróica será: E= cor, absorção forte ou fraca, O= cor, absorção forte ou fraca
Ex. Turmalina:
A turmalina tem índices de refração: ne = 1,610 e nw = 1,631, ou seja, um mineral uniaxial negativo
(ne < nw ), portanto com a direção de maior alongamento é a direção de "E" - raio extraordinário
que é coincidente com o eixo cristalográfico "c" e ao eixo óptico (E // c // eo).
Procedimento Esquema Fotomicrografia
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1- Orientando o cristal - direção
de maior comprimento E // ao
polarizador (PP): cor verde clara -
absorção fraca
2- Rotacionando 90 graus a partir
da posição anterior - E // ao
analisador (AA): cor verde escura
- absorção forte
3- A fórmula pleocróica é:E= verde clara, absorção fraca, O= verde escura, absorção forte
Obs: O traço de escala nas fotomicrografias (vermelho) corresponde a 100 mm
PP= direção de vibração do polarizador, AA= direção de vibração do analisador
Pleocroísmo em minerais biaxiais: Os minerais biaxiais coloridos que apresentam o fenômeno do pleocroísmo exibem três
cores extremas de pleocroísmo, que são determinadas nas direções X, Y e Z da indicatriz.
Como em um plano só pode haver dois índices de refração associados (posto que X , Y e Z são perpendiculares entre si), é
necessário observarmos as cores associadas uma, ou no máximo duas a duas, nos diferentes cristais do mineral de
interesse.
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Procedimento:
1. Observe os cristais na lâmina delgada e tente reconhecer um deles que não mude de cor. Cruze os nicóis e observe
se o mineral fica permanentemente extinto com a rotação da platina. Em caso afirmativo, esta cor corresponde a
cor de Y.
2. Cruze novamente os nicóis e procure agora por uma seção que contenha Z e X, ou seja a que apresenta cores de
interferência mais alta em relação as demais. Como Z > X, Z cooresponderá ao raio lento enquanto que X ao raio
rápido. Descruze os nicóis, re-oriente o mineral de forma a observar as cores correspondentes a X e Z.
Ex. Piedmontita
A piedmontita (um sorossilicato da família do epidoto) possui índices de refração n� =
1,725; n� = 1,730 e n� = 1,750 e portanto é um mineral de caráter óptico biaxial de sinal
positivo
Procedimento Esquema Fotomicrografia
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1- Orientando o cristal - direção
de maior comprimento Y // ao
polarizador (PP), observe que com
a rotação da platina o cristal não
muda de cor, esta é portanto uma
sessão longitudinal: cor rosa -
absorção fraca
(Se os nicóis fossem cruzados, esta seção estaria
sempre extinta)
2- Selecione um cristal que
apresente duas cores de
pelocroísmo com a rotação da
platina. A cor intermediária
observada corresponderá a X //
ao polarizador (PP): cor amarela
(Se os nicóis forem cruzados, esta seção teria cor de
interferência máxima)
3- Girando a platina, a partir da
posição anterior, o cristal
adquire uma cor de matiz forte,
que corresponde a Z // ao
poalarizador (PP): cor vermelho -
absorção forte
4- A fórmula pleocróica é:Z= vermelho, absorção forte, X= amarelo, absorção intermediária,
Y=rosa, absorção fraca.
Obs:
O traço de escala nas fotomicrografias (vermelho) corresponde a 100 mm
PP= direção de vibração do polarizador, AA= direção de vibração do analisador
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Como eu faço para Determinar o ângulo de extinção de um mineral
Um mineral anisotrópico observado a nicóis cruzados, com a rotação da platina atingirá uma posição em que se mostrará
completamente escurecido (ou cor preta, D= 0). Esta situação, denominada de Posição de Extinção e é alcançada quando
as direções de vibração, lenta e rápida, do mineral coincidirem com as direções de vibração dos polarizadores,
polarizador inferior e analisador, do microscópio petrográfico.
Ângulo de Extinção é aquele formado entre uma direção cristalográfica qualquer, como: traços de clivagem, planos de
geminação, eixos cristalográficos, faces creistalinas, etc e uma direção de vibração do mineral (raio lento ou rápido).
Atenção: Esta propriedade é determinada sob nicóis cruzados
Procedimento Esquema Fotomicrografia
Etapa 1:
Escolha um cristal do mineral que
apresente uma direção cristalográfica
passível de ser observada. No caso do
exemplo, foi escolhida a direção de
clivagem (o mineral está representado
na posição de máxima iluminação),
sendo Z a direção do raio lento.
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http://petro.rc.unesp.br/moptica/videos/pleocroismo.html
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Etapa 2:
Alinhe a direção cristalográfica com um
dos retículos e anote o valor apontado
pela graduação da platina. No exemplo,
360o.
Etapa 3:
Cruze os nicóis, gire a platina de forma
a encontrar a posição de extinção do
mineral. Anote o valor apontadopela
platina. No exemplo, 30o. Observe que
nesta posição o raio lento (Z) está
paralelo ao retículo N-S (e o rápido, X -
não representado no esquema, paralelo
ao retículo E-W)
Etapa 4: O ângulo de exitnção será obtido pela diferença entre as leituras efetuadas em 2 e 3. Adote sempre a menor
leitura.
No caso do exemplo temos: 360o - 30o = 330o, ou simplesmente, 30o
Obs:
O traço de escala nas fotomicrografias (vermelho) corresponde a 100 mm
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Como eu faço para.Determinar os tipos de extinção
Um mineral anisotrópico observado a nicóis cruzados, com a rotação da platina atingirá uma posição em que se mostrará
completamente escurecido (ou cor preta, D= 0). Esta situação, denominada de Posição de Extinção e é alcançada quando
as direções de vibração, lenta e rápida, do mineral coincidirem com as direções de vibração dos polarizadores,
polarizador inferior e analisador, do microscópio petrográfico.
Ângulo de Extinção é aquele formado entre uma direção cristalográfica qualquer, como: traços de clivagem, planos de
geminação, eixos cristalográficos, faces cristalinas, etc e uma direção de vibração do mineral (raio lento ou rápido).
Define-se também, a posição de máxima iluminação como sendo aquela em que o mineral se encontra a 45o da posição de
extinção.
Atenção: Esta propriedade é obtida com nicóis cruzados
Assim dependendo do ângulo de extinção, são definidos três diferentes tipos de extinção:
1- Extinção Reta, Paralela ou a 90 : o Quando o ângulo entre a direção cristalográfica coincidir com uma das
direções de vibração do mineral. No exemplo, a clivagem foi a direção cristalográfica escolhida, que coincide com
uma das direções de vibração do mineral.
(No caso, o mineral é a biotita, e a face observada é a (010). Os traços de clivagem correspondem ao plano (001) que coincide com a direção de Z )
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Max. Iluminação Fotomicrografia do Mineral em Posição de Máxima Iluminação Mineral Extinção
Fotomicrografia do Mineral em
Posição de Extinção
2- Extinção Inclinada ou Oblíqua:Quando o ângulo entre a direção cristalográfica não coincide com nenhuma das
direções de vibração do mineral. No exemplo, a direção de maior alongamento do mineral foi a direção cristalográfica
escolhida.
(No caso o mineral apresentado é a cianita que apresenta em sua seção (100) ângulo de extinção igual a 30o)
Max. Iluminação Fotomicrografia do Mineral em Posição de Máxima Iluminação Mineral Extinção
Fotomicrografia do Mineral em
Posição de Extinção
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3- Extinção Simétrica:
Quando as direções de vibração dos raios lento e rápido se posicionam na bissetriz do ângulo formado entre duas
direções cristalográficas do mineral.
(no caso o mineral apresentado é a calcita, mostrando seção inclinada com clivagem romboédrica. Observe que os retículos foram posicionados na bissetriz do ângulo formado entre os traços de
clivagem, sendo que o mineral se extingue nesta posição).
Polarizadores na
bissetriz do ângulo
entre as clivagens
nicóis descruzados
Fotomicrografia do Mineral com os
Polarizadores na bissetriz do
ângulo entre as clivagens- nicóis
descruzados
Polarizadores na
bissetriz do ângulo
entre as clivagens
nicóis cruzados
Fotomicrografia do Mineral com os
Polarizadores na bissetriz do
ângulo entre as clivagens- nicóis
cruzados
Obs:
O traço de escala nas fotomicrografias (vermelho) corresponde a 100 mm
PP= direção de vibração do polarizador, AA= direção de vibração do analisador
Assista um vídeo sobre esta propriedade
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Como eu faço para Determinar a ordem de uma cor de interferência
A cor de interferência ou atraso provocada por um mineral é dada pela expressão:
D= e (N-n)
onde: D= atraso ou diferença de percurso,
e= espessura,
(N-n)= birrefringência.
As cores de interferência produzidas por uma diferença de percurso ou atraso (D)entre 0 e 550 , são chamadas de
primeira ordem; entre 550 - 1100 mm de segunda ordem, etc. Esta seqüência de cores de interferência produzidas pelos
valores crescentes de D constitui a carta de cores de interferência. Nela, várias cores se repetem em diferentes ordens
como o amarelo: primeira ordem (300 mm), segunda ordem (900 mm) e terceira ordem (1500 mm).
A observação de cores de interferência é feita sob nicóis cruzados
Procedimento:
1- À nicóis cruzados, rotacione a platina do microscópio até que o mineral entre em posição de extinção (o mineral exibirá
cor negra),
2- A partir da posição de extinção, gire a platina 45 graus procurando a posição de máxima iluminação. Observe a cor de
interferência produzida pelo mineral,
3- Introduza o compensador de gipso ou quartzo (atraso D= 550 mm), observe a cor produzida que poderá se localizar
550 mm além (adição) ou aquém (subtração) da cor de interferência do mineral na carta de cores.
4- Volte a posição de extinção e rotacione o mineral no sentido contrário ao anterior. Se antes houve adição na cor de
interferência do mineral agora deverá haver subtração. Com isto é possível localizar exatamente a posição da cor
observada na carta de cores.
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Exemplo: Augita
Mineral biaxial positivo, 2V= 58 a 62o, na=1, 688 ; nb=1, 701 ng=1,712
birrefringência (N-n)= 0,024
Atenção: Esta propriedade é obtida sob nicóis cruzados
Procedimento Esquema Fotomicrografia
1 -Mineral rotacionado 45o no sentido
horário a partir da posição de extinção
cor observada: verde (Dm= 850 mm):
mineral no centro da fotomicrografia.
( mineral em posição de máxima iluminação)
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2- Idem 1, adicionada de um
compensador de gipso ou quartzo (Dc=
550 mm), é abservado soma na cor de
interferência (Df), cor: verde (1400
mm)
Df= Dm+Dc= 850+550= 1400mm
(observe que o verde resultante - de de 3a ordem, possui um
matiz menos intenso que no caso anterior, de 2a ordem)
3- Mineral rotacionado 45o no sentido
anti - horário a partir da posição de
extinção cor observada: verde (Dm=
850 mm) - mineral no centro da
fotomicrografia.
( mineral em posição de máxima iluminação)
4- Idem 3, adicionada de um
compensador de gipso ou quartzo (Dc=
550 mm), é abservado subtração na cor
de interferência (Df), cor: cinza
(300mm)
Df= Dm+Dc= 850-550= 300 mm
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Através da soma e subtrração da cor de interferência, conseguimos localizar sua posição na carta de cores. Assim, a cor
de interferência verde do mineral é de segunda ordem, D= 850 mm.
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Obs:
O traço de escala nas fotomicrografias (vermelho) corresponde a 100 mm
PP= direção de vibração do polarizador, AA= direção de vibração do analisador
Como eu faço para.Determinar as posições dos raios lento e rápido
Quando um raio de luz incide em um mineral anisotrópico, ele sofre o fenômeno da dupla refração, dividindo-se em dois
raios denominados de raios rápido e lento, cujas velocidades são proporcionais aos índices de refração associados a estas
direções.
Quando o mineral é levado a posição de extinção, as direções de vibração dos raios lento e rápido (ou simplesmente as
direções privilegiadas do mineral), coincidirão com aquelas do polarizador e analisador. Girando-se a platina 45o a partir
da posição de extinção, o mineral estará na posição de máxima luminosidade (ou iluminação) e suas direções privilegiadas
estarão paralelas ou sub-paralelas a aquelas do compensador. Nesta situação, com a introdução do compensador, dois
fenômenos podem ocorrer:
1- Adição das Cores de Interferência: ou seja, há um aumento na diferença de caminhamento, �, promovida pelo mineral e
consequentemente, será observada uma cor de interferência de ordem superior a aquela verificada antes da introdução
do compensador. Nesta situação, os raios lento e rápido do mineral, coincidem com os raios lento e rápido do compensador
2- Subtração das cores de Interferência: ou seja, há uma diminuição, ou compensação, da diferença de caminhamento, � ,
promovida pelo mineral e consequentemente, será observada uma cor de interferência de ordem inferior a aquela
verificada antes da introdução do compensador.Nesta situação, os raios lento e rápido do mineral, coincidem com os raios
rápido e lento do compensador.
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Ex.: Silimanita
Mineral biaxial positivo, na= 1.657; nb=1.658 ; ng=1.677
birrefringência: 0.023
Atenção: Esta propriedade é obtida sob nicóis cruzados
Procedimento Esquema Fotomicrografia
1- A nicóis cruzados, gire a platina do
microscópio procurando a posição de extinção.
A partir daí, gire 45 graus (sentido horário no
esquema), procurando a posição de máxima
iluminação, cor observada: azul (690 mm)
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2 -Idem 1,com compensador de gipso ou
quartzo (D= 550 mm) no sistema ,
observe que houve soma na cor de
interferência azul mineral (690mm) +
550 mm do compensador = 1240 mm =
verde.
Esta direção (// ao compensador) é a
direção do raio rápido.
3 -Rotacione a platina do microscópio
de forma a encontrar, novamente, a
posição de extinção. A partir daí,
rotacione a platina 45 graus no sentido
oposto aquele efetuado em 2 (agora no
sentido anti-horário).
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4 -Idem a 3,com compensador de gipso
ou quartzo (D= 550 mm) no sistema ,
observe que houve subtração na cor de
interferência azul mineral (690mm) -
550 mm do compensador = 140 mm =
cinza..
Esta direção (// ao compensador) é a
direção do raio lento.
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Obs:
O traço de escala nas fotomicrografias (vermelho) corresponde a 100 mm
PP= direção de vibração do polarizador, AA= direção de vibração do analisador
Como eu faço para Determinar Birrefringência
Um raio de luz polarizado ao atravessar um mineral anisotrópcio orientado adequadamente, sofre o fenômeno da dupla
refração, com o aparecimento de dois raios refratados: um lento e outro rápido, cujas velocidades são inversamente
proporcionais aos índices de refração.
A diferença numérica entre estes dois índices de refração, recebe o nome de birrefringência.
Há uma relação linear entre a birrefringência (N-n), a cor de interferência (D) e a espessura (e) de uma seção, que é:
D= e (N-n)(1)
Nacarta de cores, as espessuras (em milímetros) estão dispostas no eixo das ordenadas, as cores de interferência -D
(em mm) no eixo das ordenadas, e as birrefringências, os coeficientes ângulares das respectivas retas. Assim, conhecidas
duas das variáveis, a terceira pode ser facilmente obtida.
Observe pela expressão (1) que para termos a birrefringência máxima de um mineral, a sua cor de interferência (D)
também deverá ser máxima.
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Exemplo: Augita
Mineral biaxial positivo, 2V= 58 a 62o, na=1,688 ; nb=1,701 ng=1,712.
As informacões apresentadas abaixo, neste quadro, não são necessárias para a determinação prática da
birrefringência, servem apenas para entender melhor o procedimento que se segue.
A birrefringência do mineral é:(N-n)= ng= 1,712 - na= 1,688= 0,024. A seção onde estão ng (//Z) e na (//X) é
a (001).Podemos, através da equação (1) predizer que a cor de interferência máxima produzida por este
mineral é: D= 0,03x106 *0,024= 720 mm= azul.
A espessura usual de uma lâmina para análises petrográficas é de 0,03 mm
Atenção: Esta propriedade é obtida sob nicóis cruzados
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Procedimento Fotomicrografia
Procurar dentre os diferentes cristais do mineral que se deseja
obter a birrefringência aquele que apresenta cor de interferência
máxima. No caso da augita, dentre os cristais observados aquele
assinalado é o de maior ordem = azul de 700 mm
Utilizando a carta de cores: D (abcissa)= 700 mm, e (ordenada)=
0,03mm => teremos um valor de (N-n) = birrefringência = 0,024.
veja na carta de cores abaixo
Obs: O traço de escala nas fotomicrografias (vermelho) corresponde a 100 mm
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Nomenclatura para a birrefringência:
Nomenclatura Intervalo de birrefringência D observada para e= 0,03 mm Exemplo
Fraca 0 - 0,010 cinza claro, branco, amarelo 1a ordem quartzo= 0,009 apatita= (0,003)
Moderada 0,010 - 0,025 vermelho 1
a ordem até verde de 2a
ordem
augita= 0,024
cianita= 0,016
Forte 0,025 - 0100 verde de 2
a ordem até cores de 5a
ordem
zircão= 0,062
talco= 0,04
Muito Forte 0,100 - 0,200 cores acima da 5a ordem calcita= 0,172
Extrema > 0,200 cores de ordens superiores rutilo= 0,289
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Como eu faço para Determinar o sinal de elongação
O sinal de elongação é definido exclusivamente para minerais que apresentam hábito alongado (como prismático, acicular,
tabular, etc). Basicamente consiste em identificar qual raio, lento ou rápido, é paralelo (ou subparalelo) à direção de maior
alongamento do mineral.
Elongação Positiva:
São aqueles minerais onde a direção de vibração do raio lento (ou direção com
maior índice de refração) é paralela ou subparalela a direção de maior alongamento
do mineral (em inglês: lenght slow).
Elongação Negativa:
São aqueles minerais onde a direção de vibração do raio rápido (ou direção com
menor índice de refração) é paralela ou subparalela a direção de maior alongamento
do mineral (em inglês: lenght fast).
Procedimento:
1- Levar o mineral para a posição de extinção (o mineral fica completamente escuro),
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2-A partir da posição de extinção girar o mineral 45o no sentido horário ou anti-horário, procurando a posição de máxima
iluminação e fazendo com que a direção de maior alongamento do mineral fique paralela a direção do compensador.
Observe a cor de interferência,
3- Introduza o compensador (de gipso ou quartzo, D= 1l = 550 mm) e observe a cor de interferência produzida - se houve
soma na cor de interferência do mineral este terá sinal de elongação negativo (pois o raio rápido estará paralelo ou
subparalelo a direção de maior alongamento do mineral). Por ou outro lado, se houver subtração, o mineral terá sinal de
elongação positivo (pois o raio lento estará paralelo ou subparalelo a direção de maior alongamento do mineral),
4- Confirme a situação observada anteriormente, voltando o mineral para a posição de extinção e rotacionando a platina
no sentido oposto ao efetuado anteriormente. Se na posição anterior houve soma, agora deverá haer subtração, ou vice-
versa.
Exemplo:Muscovita
Mineral biaxial negativo
na (// X)= 1,556; nb (//Y)= 1,587; ng (//Z)= 1,593;
birrefringência= 0,037
No procedimento descrito abaixo, considere a face (010) como
a face observada.
Atenção: Esta propriedade é obtida sob nicóis cruzados
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Procedimento Esquema Fotomicrografia
Etapa1:
A partir da posição de extinção, o
mineral foi girado 45o no sentido anti-
horário. A cor de interferência
observada foi azul D= 1150 mm. (veja
carta de cores abaixo)
Etapa 2:
Foiintroduzido o compensador e
observou-se subtração (-550 mm) na
cor de interferência da muscovita de
azul de 1150 mm (3a ordem) a cor
decresceu para azul de 600 mm (2a
ordem)
(veja carta de cores abaixo)
Etapa 3:
O mineral foi levado novamente a
posição de extinção e agora
rotacionado 45o no sentido horário. A
cor de interferência observada é
idêntica aquela da etapa 1.
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Etapa 4:
Foi introduzido o compensador e
observou-se soma (+550 mm) na cor de
interferência da muscovita de azul de
1150 mm (3a ordem) a cor deslocou-se
para vermelho de 1700 mm (4a ordem)
(veja carta de cores abaixo)
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Obs.
- O traço de escala nas fotomicrografias (vermelho) corresponde a 100 mm
PP= direção de vibração do polarizador, AA= direção de vibração do analisador
Assista um vídeo sobre esta propriedade
Como eu faço para Determinar o caráter e o sinal óptico de um mineral uniaxial
Para a determinação do caráter e o sinal óptico de um mineral, utiliza-se das figuras de interferência, obtidas
empregando o sistema conoscópico do microscópio petrográfico. Ele é constituido pelo polarizador, condensador móvel,
objetiva de maior aumento linear, analisador e lente de Amici-Bertrand.
Os minerais uniaxiais são aqueles que se cristalizam nos sistemas Trigonal, Hexagonal e Tetragonal, apresentando dois
índices de refração principais- ne e nw, sendo suas indicatrizes representadas por elipisóides de revolução com dois eixos
principais (com comprimentos proporcionais aos seus índices de refração). O sinal óptico dos minerais uniaxiais, é definido
pela relação entre seus índices de refração principais: raios ordinários(nw) e extraordinários(ne) de tal forma que,
quando:
ne>nw o sinal óptico do mineral será positivo (+)
ne<nw o sinal óptico do mineral será negativo (-)
A Figura de interferência do tipo eixo óptico centrado
Procurar por um mineral que apresente cor de interferência a mais baixa possível. De preferência que a seção fique
permanentemente extinta com a rotação da platina.
Esta figura de interferência é caracterizada por uma cruz escura (isógira) que não se desfaz com a rotação da platina.
No ponto central da cruz, emerge o eixo óptico, chamado de melatópo (eo).
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http://petro.rc.unesp.br/moptica/videos/elongacao.html
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Para a determinação do sinal óptico, utilizando um compensador de D= 1l (gipso ou quartzo) é necessário observar a
disposição das cores amarela e azul nos diferentes quadrantes da figura de interferência, conforme representado no
quadro abaixo (ábaco)
Sinal Óptico Sem compensador Com compensador
+
-
Como exemplo, veja o Berilo, um mineral uniaxial negativo:
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Berilo
ne = 1.590 e nw = 1.598
nw-ne = 0.008
O mineral foi seccionado segundo o plano hachuriado na
figura (= seção basal 0001).
Procedimento Esquema Fotomicrografia
Na lâmina, com nicóis cruzados foi
escolhida uma seção que se mostrava
sempre extinta com a rotação da
platina. Ao instalar o sistema
conoscópico (objetiva de maior
aumento linear, analisador, lente de
Amici-Bertrand e condensador móvel),
observou-se a figura de interferência:
uma cruz que parece permanecer
imóvel com a rotação da platina.
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Inserido o compensador de 1l,
observou-se cores amarelas nos
quadrantes NE SW portanto, segundo
o ábaco do quadro acima, o seu sinal
óptico é negativo.
Figura de Eixo Óptico não Centrado
A figura de interferência observada é basicamente a mesma da anterior, diferindo unicamente pela seção não ser
exatamente perpendicular ao eixo óptico ou paralelo a seção basal do mineral. Com isso, o centro da cruz (Melatopo) não
coincidirá com o cruzamento dos retículos do microscópio, que ao rotacionarmos a platina descreve uma trajetória
circular em relação a ele. Assim, para identificarmos o sinal óptico do mineral há necessidade de identificarmos o(s)
quadrante(s) da figura de interferência presente(s) no campo de visão conoscópico. Isso é possível através da rotação
sucessiva da platina do microscópio.
Como exemplo utilizaremos o quartzo, um mineral uniaxial positivo.
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Quartzo
nw = 1.544, ne = 1.553
ne-nw = 0.009
O plano hachuriado, corresponde a seção basal do quartzo (0001).
Porém, a seção considerada para esta figura é levemente
inclinada em relação a ela. Quanto mais inclinada for a seção mais
afastada do cruzamento dos retículos estará o melatopo (M).
(Obs.: nas fotomicrografias observe que as cores azul e amarela estão dispostas bem próximas ao melatopo).
Procedimento Esquema Fotomicrografia
Use o mesmo procedimento do ítem anterior.Rotacione a
platina e procure identificar a posição do melatópo (M) que
corresponde ao centro da cruz da figura de interferência.
No exemplo apresentado, você está enfocando os
quadrantes SE e SW da figura. Insira o compensador. No
quadrante SE aparece cor amarela e no SW, azul,
caracteríticas de um mineral positivo, conforme as figuras
do ábaco do quadro anterior.
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Rotacione 90º a patina. Nesta posição é facilmente
perceptível que a cor azul aparece nos quadrantes NE e
SW. Compare com as cores do ábaco do quadro anterior.
Rotacionando novamente 90º, o melatópo está localizado na
parte Sul do campo de visão, vendo-se então os quadrantes
NE e NW.
Nova rotação de 90o, agora passamos a enxergar os
quadrantes NE e SE da figura de interferência, que exibem
cores azul e amarela, respectivamente. Deste modo, pelo
ábaco identificamos o sinal do mineral. No caso do Quartzo
ele será positivo.
Assista um vídeo sobre esta propriedade
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http://petro.rc.unesp.br/moptica/videos/uniaxialfigint.html
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Como eu faço para.Um manual de procedimentos em mineralogia óptica Determinar o caráter e o
sinal óptico de um mineral biaxial
Para a determinação do caráter e o sinal óptico de um mineral, utiliza-se das figuras de interferência, obtidas
empregando o sistema conoscópico do microscópio petrográfico. Ele é constituido pelo polarizador, condensador móvel,
objetiva de maior aumento linear, analisador e lente de Amici-Bertrand.
Os minerais biaxiais , são aqueles que se cristalizam nos sistema Monoclínico, Triclínico e Ortorrômbico, apresentam três
indices de refração principais, na,nb,ng e possuem dois eixos ópticos. O sinal óptico destes minerais é dado pelo valor
asumido por nb. Assim, quando nb se aproximar mais de na do que ng , ou seja a bissetriz aguda (BXA) do ângulo 2V for o
eixo Z, ele será considerado positivo. Quando nb se aproximar mais de ng do que na , ou seja bisstriz aguda do ângulo 2V
for o eixo X, ele será considerado negativo.
Minerais Biaxiais geram várias figuras de interferência, sendo as principais denominadas de: 1-bissetriz aguda e 2- eixo
óptico
1- Figura de Bissetriz Aguda (BXA)
Procurar por um cristal que apresente cor de interferência baixa.
A figura de interferência produzida é caracterizada por uma cruz escura que com o giro da platina, se desfaz em dois
ramos de uma hipérbole (isógiras). Observe após a rotação da platina (em 45o) , e com a introdução de um compensador
com D= 1l (gipso ou quartzo), a disposição das cores amarela e azul em relação as isógiras. Siga os esquemas abaixo.
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Posição de Cruz Rotação de 45o + -
Para exemplificar observe a Muscovita, um mineral biaxial negativo.
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Muscovita
na - 1.570
nb - 1.607
ng - 1.611
ng-na = 0.041
O plano sombreado, corresponde a seção que fornece a
figura de interferência do tipo bissetriz aguda.
Procedimento Esquema Fotomicrografia
Na lâmina, com nicóis cruzados
identifique um cristal que possua cor
de interferência baixa (cinza, cerca de
140 mm) e empregando o sistema
conoscópico, obtenha sua figura de
interferência.
Rotacione a platina , no presente caso,
os dois eixos ópticos (EO) foram
deslocados para os quadrantes NE e
SW.
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Insira o compensador de D= 1l. De
acordo com o esquema do quadro
acima, a figura exibirá cor amarela nas
duas áras concavas das isógiras nos
quadranntes NE e SW.
Portanto, Biaxial Negativo.
2- Figura de Interferência do Tipo Eixo Óptico
Procurar por um cristal que apresente cor de interferência a mais baixa possível, de preferência que permaneça sempre
extinta com a rotação da platina..
A figura de interferência produzida é caracterizada por uma barra escura (chamada de isógira) que com o giro da platina,
adquire uma curvatura que será máxima após rotação de 45o de sua posição inicial.
Observe após a rotação de 45o da platina a partir da posição de barra, com a introdução de um compensador com D= 1l
(gipso ou quartzo), a disposição das cores amarela e azul em relação a isógira - conforme os esquemas abaixo.
Sinal Óptico Sem compensador Com compensador Com compensador
+
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-
Como exemplo, o Topázio - um mineral biaxial positivo.
Topázio
na - 1.629
nb - 1.631
ng - 1.638
ng-na = 0.010
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Procedimento Esquema Fotomicrografia
Obtida a figura de interferência,
rotacione a platina até a posição em
que a isógira assume uma curvatura
máxima.
Insira o compensador e observe a
disposição das cores azul e amarela em
relação a isógira. No exemplo, o
quadrante NW é azul e o SE, amarelo.
Usando o ábaco do quadro anterior, o
sinal óptico é positivo.
Assista um vídeo sobre esta propriedade
Como eu faço para.Determinar o ângulo 2V de um mineral biaxial
O ângulo 2V é aquele formado entre os dois eixos ópticos de um mineral biaxial, medido sobre o plano óptico (PO).
O ângulo 2V pode ser estimado para as figuras que tenham pelo menos um melatopo contido no plano da figura de
interferência. Pode-se portanto obter este ângulo a partir das figuras dos tipos bissetriz aguda (BXA) e eixo óptico (eo).
Para tanto é necessário que as figuras estejam centralizadas, ou seja, que as seções sejam exatamente perpendiculares
aos elementos ópticos considerados nas figuras.
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http://petro.rc.unesp.br/moptica/videos/figeobiposi.html
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_________________________________________________________________________________________________________________1- Figuras de Bissetriz Aguda
Os dois eixos ópticos (eo) estão
contidos no plano óptico (PO) que é
perpendicular aoplano da figura de
interferência. Na posição de máximo
afastamento das isógiras o valor de 2V
pode ser estimado conforme ábacos
dos quadros A e B.
(Observe que no ábaco do quadro B, o valor do campo
conoscópico do microscópio é de 55o) A
B
Exemplo: Muscovita
Na fotomicrografia ao lado, uma figura de interferência do tipo bissetriz aguda,
em posição de máximo afastamento das isógiras. Os pontos de emergência das
isógiras estão circundados por linhas isocromáticas. O valor estimado para o
ângulo 2V = 45o (campo conoscópico deste microscópio é de 55o).
2- Figuras de Eixo Óptico
A estimativa pode ser feita através da curvatura máxima exibida pela isógira com a rotação da platina do microscópio,
conforme esquema abaixo (0, 90 e 180o mineral em posição de extinção ou barra; 45 e 135o mineral em posição de máxima
iluminação ou curvatura.
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Estevão Inácio Sumburane
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No quadro ao lado, referente ao ábaco para
ser utilizado na estimativa do ângulo 2V a
partir de uma figura tipo eixo óptico,
observe que quanto menor for a curvatura
da isógira, maior será o valor do ângulo 2V.
No exemplo apresentado, no quadro da
fotomicrografia, observe as linhas
isocromáticas ao redor do ponto de
emergência do eixo óptico (melatopo)- eo.
O valor estimado para o ângulo 2V é 60o.
Ábaco
Fotomicrografia
Cristal de Açucar
Assista um vídeo sobre esta propriedade
Descrição Sistemática das Propriedades Ópticas dos Principais Minerais
Formadores de Rochas
Como parte do e-learning de Mineralogia Óptica esta seção é destinada a quem deseja, através das principais propriedades ópticas, reconhecer os
minerais presentes especialmente em seções delgadas de rochas. As propriedades ópticas aqui apresentadas, foram compiladas de:
DEER, W.A.; HOWIE; R.A.; ZUSSMAN, Y. (1966) - Minerais constituintes das rochas: Uma introdução. Editora Fundação Calouste Gulbenkian,
Lisboa, Portugal, 1a Edição, 358 pp.
EHLERS, E.G. (1987) - Optical mineralogy, volume 2: mineral descriptions: Theory and techniques. Blackwell Scientific Publ., 1st edition, 286
pp.
GRIMBLE, C.D. & HALL, A.J. (1992) - Optical mineralogy: Principles & practice. UCL Press, London, England, 303 pp.
Estevão Inácio Sumburane
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http://petro.rc.unesp.br/moptica/videos/ang2v.html
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HENRICH, E.W. (1965) - Microscopic identification of minerals. McGraw Hill Inc., New York, USA, 1st edition, 414 pp.
KERR, P.F. (1977) - Optical mineralogy. McGraw Hill Inc., New York, USA, 1st edition, 492 pp.
NESSE, W.D. (1991) - Introduction to optical mineralogy. Oxford Univ. Press, New York, USA, 2nd Edition, 335 pp.
As propriedades ópticas descritas para cada mineral, poderão ser revistas de forma prática e resumida, através das páginas do "Como eu faço
para...".
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http://www.rc.unesp.br/igce/petrologia/nardy/fazer.html
http://www.rc.unesp.br/igce/petrologia/nardy/fazer.html
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Mineralogia Óptica: Descrição Sistemática dos Minerais
Aegirina-Augita
(Fórmula Química intermediária entre a Agirina e a Augita) - Mineral do Grupo dos Clinopiroxênios
Fenocristal de Aegirina-Augita,
esverdeada com clivagem em uma
direção, em sienito fluidal, nicóis
descruzados (10X)
Aegirina-Augita zonada de coloração
violeta , nicóis cruzados, em basalto
alcalino(20X)
Cristal de Aegirina - Augita
Sistema Cristalográfico: Monoclínico
Caráter e Sinal Óptico: Biaxial Positivo ou Negativo
Índices de Refração: na= 1750 a 1,776; nb= 1,780 a 1,820; ng= 1,800 a 1,836, ângulo 2V = 60º
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Relevo: Forte Positivo
Cor: Esverdeada em algumas sessões. Pleocroísmo de amarelo-verde
Hábito: Geralmente prismáticos euhedrais
Clivagem: Em duas direções {110}, com ângulos de 87º e 93º
Birrefringência: Forte, variando de 0,029 a 0,037
Extinção: Oblíqua, com ângulo de 15º a 38º em seções longitudinais
Sinal de Elongação: Negativa
Paragênese: A Aegirina-Augita ocorre em rochas ígneas ricas em sódio tais como sienitos, traquitos, nefelina sienito e
fonólitos.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: Pode ser diferenciado de outros minerais como a Aegirina
pelo seu maior ângulo de extinção. Distingue-se dos anfibólios, pela clivagem à 90o em seções basais.
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Albita (An 0-10) - Mineral do Grupo dos Plagioclásios
Ripas de Albita, mineral incolor de
hábito tabular, em greisen com cristais
amarelados de Piroxênio, nicóis
descruzados (10X)
Idem ao anterior, nicóis cruzados.
Observar geminação polissintética em
alguns cristais (10X)
Cristal de Albita
Sistema Cristalográfico: Triclínico
Caráter e Sinal Óptico: Biaxial positivo
Índices de Refração: na= 1,518 a 1,527; nb= 1,522 a 1,532; ng= 1,524 a 1,534,ângulo 2V = 77º a 82º
Relevo: Baixo negativo
Cor: Incolor
Hábito: Agregados granulares auhedrais
Clivagem: Perfeita em {001} e imperfeita em {1-10}
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Birrefringência:Baixa, variando de 0,045 a 0,011
Extinção: Oblíqua, com ângulo variando de 12º a 19º. Na direção de clivagem paralela a {001} a extinção varia de 3º a 5º,
e na paralela a {010} varia de 15º a 20º
Sinal de Elongação: Indeterminado
Paragênese: Ocorre em granitos pegmatíticos e em algumas rochas metamórficas. Em alguns casos, pode ser um
mineral de natureza secundária, formado a partir da alteração de outros feldspatos.
Propriedades Diagnosticas e Minerais Semelhantes: A Albita possui índices de refração menores do que o
índice do bálsamo. Quando presente, a geminação é predominantemente do tipo polissintética.
Allanita ((Ca,Fe)2(Al,CeFe)3(OH)(SiO4)3) - Mineral do Grupo do Epidoto
Allanita,mineral no centro da
fotomicrografia com relevo alto, com
cristais de Biotita, nicóis paralelos, em
granodiorito (20X)
Idem ao anterior nicóis cruzados
(20X)
Cristal de Allanita
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Sistema Cristalográfico: Monoclínico
Caráter e Sinal Óptico: Biaxial negativo
Índices de Refração: na= 1,690 a 1,791; nb= 1,700 a 1,815; ng= 1,706 a 1,828 ,ângulo 2V = extremo
Relevo: Alto positivo
Cor: Marrom pleocróico
Hábito: Similar ao Epidoto, granular
Clivagem: Imperfeita paralela a {001}
Birrefringência: Alta, 0,01 a 0,03
Extinção: Paralela
Sinal de Elongação: Difícil identificação devido a alta birrefringência
Paragênese: A Allanita é encontrada em granitos, sienitos, granito pegmatitos e gnaisses, como mineral acessório.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: A Allanita pode ser identificada pela cor, pleocroísmo e
extinção paralela
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Apatita (3Ca3(PO4)2.CaF2) - Mineral do Grupo dos Fosfatos
Cristais de Apatita, incolores com
hábito euhedral, inclusos em
fenocristal de Biotita à nicóis
paralelos.(20x)
Idem ao anterior, nicóis cruzados,
(20x).
Cristal de Apatita
Sistema Cristalográfico: Hexagonal
Caráter e Sinal Óptico: Uniaxial negativo
Índices de Refração: ne= 1,624 a 1,666 ; nw= 1,629 a 1,667
Relevo: Moderado positivo
Cor: Incolor
Hábito: Geralmente cristais prismáticos de seis lados
Clivagem: Imperfeita basal {0001}
Birrefringência: Baixa, variando de 0,003 a 0,004
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Extinção: Paralela
Sinal de Elongação: Nos cristais de hábito prismático é negativa.
Paragênese: A Apatita é um mineral acessório comum em rochas ígneas . Ocorre também em pegmatitos, veios de alta
temperatura e calcários metamórficos.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: A Apatita é facilmente reconhecida em relação a outros
minerais incolores, por seu relevo moderado positivo e por sua seção basal hexagonal, sempre extinta a nicóis cruzados.
Via de regra estas seções não fornecem figuras de interferência.
Biotita (K2(Mg,Fe)2(OH)2(AlSi3O10)) - Mineral do Grupo das Micas
Cristais de Biotita de cores acastanhadas e
hábito do tipo lamelar, associadas ao quartzo
em granada-mica xisto. Observe no cristal ao
centro da fotomicrografia, halo pleocróico
devido a presença de Zircão. Nicóis paralelos,
(5X).
Idem ao anterior, nicóis cruzados
(10X)
Cristal de Biotita
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Sistema Cristalográfico: Monoclínico
Caráter e Sinal Óptico: Biaxial negativo
Índices de Refração: na= 1,565 a 1,625; nb= 1,605 a 1,696; ng= 1,605 a 1,696 ,ângulo 2V = 0º a 25º
Relevo: Fraco positivo
Cor: Verde, marrom, amarelo, vermelho pleocróica, com maior absorção na direção da clivagem basal
Hábito: Geralmente cristais euhedrais com hábito lamelar
Clivagem: Perfeita em uma direção {001}
Birrefringência: Alta, variando de 0,033 a 0,059
Extinção: Paralela a direção de clivagem
Sinal de Elongação: Positiva quando paralela a direção de clivagem
Paragênese: A Biotita é um mineral amplamente distribuído. Ocorre praticamente em todas rochas ígneas, podendo
também ser encontrada em xistos,
gnaisses e em rochas de
metamorfismo de contato.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: A Biotita pode ser diferenciada da Flogopita por ser mais
escura. A clivagem, pleocroísmo e extinção a diferencia da Horblenda.
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Cassiterita (SnO2) - Mineral do Grupo dos Óxidos
Cristais de Cassiterita, amarelados
e com alto relevo, associados a
Muscovita e Biotita verde em Graisem,
nicóis descruzados(5X)
Idem ao anterior mostrando
birrefringência extrema, nicóis
cruzados(5x)
Cristal de Cassiterita
Sistema Cristalográfico: Tetragonal
Caráter e Sinal Óptico: Uniaxial positivo
Índices de Refração: ne= 1,996 ; nw= 2,093
Relevo: Muito alto positivo
Cor: Incolor a verde, pode ser amarelado, avermelhado ou marrom em lâminas dealgadas
Hábito: Cristais subhedrais
Clivagem: Paralela ao raio lento E
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Birrefringência: Extrema, 0,097
Extinção: Paralela a direção de clivagem e oblíqua no plano de geminação
Sinal de Elongação: Positivo
Paragênese: Cassiterita ocorre em granitos pegmatíticos, em greisen e veios de alta temperatura. Geralmente esta
associada a Quartzo, Muscovita e
Topázio.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: A Cassiterita pode ser confundida com Esfalerita, contudo
se diferenciam pelo sistema cristalino, sendo a última isométrica. O Rutilo pode ser diferenciado pela baixa
birrefringência.
Calcita (CaCO3) - Mineral do Grupo dos CarbonatosFenocristal de Calcita em carbonatito.
Apresenta-se incolor, com clivagem
romboédrica proeminente, à nicóis
paralelos (20x)
Idem ao anterior, nicóis cruzados,
(20x)
Cristal de Calcita
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Sistema Cristalográfico: Hexagonal
Caráter e Sinal Óptico: Uniaxial negativa
Índices de Refração: ne= 1,486 e nw= 1,658
Relevo: Varia com a direção, em ne será baixo negativo e em nw alto positivo
Cor: Incolor
Hábito: Agregados geralmente anhedral
Clivagem: Perfeita romboédrica {10-11}, com ânguo de 75º
Birrefringência: Extrema, 0,172
Extinção: Simétrica as direções de clivagem
Sinal de Elongação: Difícil identificação devido a extrema birrefringência
Paragênese: A Calcita é a principal constituinte de rochas sedimentares e calcários metamorfizados podendo existir em
muitos outros tipos de rochas, inclusive em rochas ígneas como mineral principal, como é o caso do carbonatito. Ocorre
também, nas mais diversas formas, como mineral secundário.
Propiedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: A Dolomita, Magnesita, Aragonita e Sericita podem ser
confundidas com Calcita. A Dolomita possui geminação lamelar paralela as diagonais, além de ser subhedral a euhedral . A
Sericita tem o relevo sempre positivo. A Aragonita é biaxial. De maneira geral, a melhor técnica de distinção entre os
carbonatos é a difração de raios-x..
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Clorita ((Mg,Al,Fe)12[(Si,Al)8O20) - Mineral do Grupo das Micas
Clorita, coloração esverdeada com clivagem em uma direção, em Clorita xisto(20x)
Idem ao anterior , nicóis
paralelos(20x)
Sistema Cristalográfico: Monoclínico
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Caráter e Sinal Óptico: Biaxial negativo
Índices de Refração: na= 1,570 a 1,660; nb= 1,520 a 1,670; ng= 1,570 a 1,670, ângulo 2V = 0º a 20º
Relevo: Alto positivo
Cor: Verde, amarelo, rosa, vermelho, marrom pleocróico
Hábito: Cristais lamelar
Clivagem: Perfeita nas direções longitudinais
Birrefringência: Baixa, 0,02. Pode apresentar cores de interferência anômalas, com matizes azuis, não observadas na
carta de cores.
Extinção: Oblíqua, com ângulo de 0º a 9º
Sinal de Elongação: Positivo, se raio lento (Z) estiver paralelo a direção de clivagem
Paragênese: A Clorita ocorre em rochas metamórficas, como os xistos. Geralmente esta associada a veios de Quartzo
com Adulária, Albita, Titanita, etc.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: As características principais da Clorita são a extinção quase
reta e as cores de interferência anômalas.
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Cianita (Al2SiO5) - Mineral do Grupo dos Nesossilicatos
Fenocristais de Cianita, amarronzada
relevo alto em Xisto, nicóis
paralelos(5X)
Cristal de Cianita, mostrando
birrefringência moderada e direções
de clivagem, nicóis cruzados(10X)
Cristal de Cianita
Sistema Cristalográfico: Triclínico
Caráter e Sinal Óptico: Biaxial negativo
Índices de Refração: na= 1,712 a 1,718; nb= 1,721 a 1,723; ng= 1,727 a 1,734, ângulo 2V = 82º
Relevo: Forte positivo
Cor: Incolor a azul pálido
Hábito: Tabular nas direções paralelas a {100}
Clivagem: Em duas direções com ângulo de aproximadamente 85º
Birrefringência: Moderada 0,016
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Extinção: Oblíqua, ângulo de 30º com o eixo C cristalográfico
Sinal de Elongação: Positivo, raio lento paralelo ao eixo C cristalográfico
Paragênese: A Cianita ocorre em xistos e gnaisses, pode estar associada com Quartzo, Estaurolita e Rutilo. Não ocorre
em rochas ígneas.
Propriedades Diagnosticas e Minerais Semelhantes: A Cianita pode ser identificada pela extinção oblíqua e
elongação positiva. Da Andaluzita pode ser diferenciada pela maior birrefringência.
Diopsídio (Ca(Mg,Fe)(SiO3)2) - Mineral do Grupo dos Clinopiroxênios
Cristais prismáticos, esverdeados, com
relevo alto, de diopsídio, em rocha
calcossilicática fina, nicóis
paralelos(5X)
Idem ao anterior mostrando alta
birrefringência, nicóis cruzados(5X)
Cristal de Diopsídio
Sistema Cristalográfico: Monoclínico
Caráter e Sinal Óptico: Biaxial positivo
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Índices de Refração: na= 1,664 a 1,726; nb= 1,672 a 1,730; ng= 1,694 a 1,751, ângulo 2V = 58º a 60º
Relevo: Alto positivo
Cor: Incolor a verde pálido
Hábito: Cristais subhedrais de forma prismática
Clivagem: Paralela a {100} e em duas direções com ângulos de 87º e 93º
Birrefringência: Alta, variando de 0,029 a 0,031
Extinção: Oblíqua, com ângulos 37º a 44º
Sinal de Elongação: Positivo, raio lento paralelo a direção C cristalográfico
Paragênese: O Diopsídio é especialmente encontrado em contatos metamórficos. Normalmente está associada a outros
minerais como granada, wollastonita,
idocrásio e outros silicatos.
Encontrada em gnaisses, xistos e
algumas rochas ígneas.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: Diferencia-se o Diopsídio da Hedenbergita pelos menores
índices de refração. Da Tremolita pode ser distinguida pelo maior ângulo de extinção. A Augita é mais escura e a
Pigeonita tem um menor ângulo 2V.
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_________________________________________________________________________________________________________________Epidoto (Ca2(Al,Fe)3(OH)(SiO4)3) - Mineral do Grupo dos Nesossilicatos
Epidoto, grãos amarelados, a nicóis
descruzados, em xisto, associado
a Biotita.(20X)
Idem ao anterior, mostrando, alta
birrefringência e cores
anômalas.(20X)
Cristal de Epidoto
Sistema Cristalográfico: Monoclínico
Caráter e Sinal Óptico: Biaxial negativo
Índices de Refração: na= 1,715 a 1,751; nb= 1,725 a 1,784; ng= 1,734 a 1,797,ângulo 2V = 69º a 89º
Relevo: Alto positivo
Cor: Verde amarelado, podendo ser pleocróico
Hábito: Ocorre na forma de agregados granulares
Clivagem: Pefeita em uma direção {001}
Birrefringência: Moderada a alta, variando de 0,014 a 0,045
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Extinção: Paralelo a elongação
Sinal de Elongação: Varia com a seção
Paragênese: O Epidoto é um mineral muito comum e bem distribuído, típico de rochas ígneas e metamórficas. Nas rochas
ígneas é secundário e tardio. É dominante em rochas metamórficas ricas em quartzo.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: Distingui-se o Epidoto da Clinozoisita e Zoisita pela maior
birrefringência, e do Diopsídeo e Augita pela extinção paralela.
Estaurolita (2Al2SiO5.Fe(OH)2) - Mineral do Grupo dos Nesossilicatos
Estaurolita,mineral de cor acastanhada,
com alto relevo associado a Biotita
(com inclusão de zircão e halo
pleocróico ) , nicóis paralelos, em xisto
(10X).
Idem ao anterior, nicóis cruzados,
mostrando baixa birrefringência (10X)
Cristal de Estaurolita
Sistema Cristalográfico: Ortorrômbico
Caráter e Sinal Óptico: Biaxial positivo
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Índices de Refração: na= 1,739 a 1,747; nb= 1,745 a 1,753; ng= 1,752 a 1,761,ângulo 2V = 80º a 88º
Relevo: Alto positivo
Cor: Amarelo pálido em seções delgadas, com pleocroísmo variando de incolor a marrom amarelado
Hábito: Cristais euhedrais prismáticos
Clivagem: Paralela a {010}
Birrefringência: Baixa, variando de 0,010 a 0,015
Extinção: Paralela
Sinal de Elongação: Positivo, raio lento paralelo ao eixo C cristalografico
Paragênese: A Estaurolita é encontrada como metacristal em rochas metamórficas como xistos, filitos e gnaisses.
Ocorre juntamente a Granada, a Cianita e também a associação Sillimanita com Quartzo. Ocorre normalmente como
mineral acessório. É observado comumente como um mineral dedrítico.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: Identificada pela cor, pleocroísmo e inclusões de
Quartzo
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Granada
((Mg,Fe,Mn,Ca)3(Al,Cr,Fe)2(SiO4)3) - Mineral do Grupo dos Nesossilicatos
No centro, cristal de Granada rodeada
por cristais de Biotita, nicóis paralelos,
em Granada xisto (40X)
Idem ao anterior, nicóis cruzados,
mostrando textura poiquilítica (20X)
Cristal de Granada
Sistema Cristalográfico: Isométrico
Caráter e Sinal Óptico: Mineral isotrópico
Índices de Refração: Piropo -1,714 -Almandina -1,830 -Espersatita -1,800 -Uvarovita-1,860- Glossulária-1,734 -
Andradita-1,887 -
Relevo: Muito alto positivo
Cor: Incolor a marrom, vermelho, verde pálido
Hábito: Cristais euhedrais granulares
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Clivagem: Ausente
Birrefringência: Nula, mineral isotrópico
Extinção: Ausente, mineral isotrópico
Sinal de Elongação: Ausente, mineral isotrópico
Paragênese: A Granada é encontrada em rochas metamórficas é um mineral secundário. A Almandina é comum em
xistos e gnaisses, a Piropo ocorre em Peridotitos, a Glossulária e Andradita em zonas de contato metamórfico. A
Espersatita aparece em pegmatitos, xistos e quartzitos e a Uvarovita é a mais rara encontrada como mineral
secundário em zonas de contato metamórfico.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: As diferentes Granadas podem ser identificadas pelo valor
dos índices de refração.
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http://www.rc.unesp.br/igce/petrologia/nardy/bduvarovita.html
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Horblenda (K2(Mg,Fe,Al)5(OH)2[(Si,Al)4O11]2) - Mineral do Grupo dos Anfibólios
Fenocristal de Horblenda ao centro
(cor marrom), associada a Clorita
(cristais verdes), nicóis paralelos, em
horblenda-granito(20X)
Idem ao anterior, nicóis paralelos
(20X)
Cristal de Horblenda
Sistema Cristalográfico: Monoclínico
Caráter e Sinal Óptico: Biaxial negativo
Índices de Refração: na= 1,615 a 1,705; nb= 1,618 a 1,714; ng= 1,632 a 1,730, ângulo 2V = 52º a 85º
Relevo: Alto positivo
Cor: Verde ou marrom de várias tonalidades em seções delgadas
Hábito: Cristais pseudohexagonais na seção basal e prismático nas longitudinais
Clivagem: Paralela a {100) em duas direções com ângulos de 56º e 124º graus
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Birrefringência: Moderada , variando de 0,019 a 0,026
Extinção: Oblíqua com ângulo de 12º a 30º, a seção basal é simétrica
Sinal de Elongação: Positiva, raio lento paralelo ao eixo C cristalografico
Paragênese: A Horblenda é um mineral muito comum em rochas ígneas, mas pode ocorrer em gnaisses, xistos e
anfibolitos.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: A Horblenda difere da Augita pela clivagem , pleocroísmo e
ângulo de extinção oblíqua. A Horblenda marrom lembra a biotita mas difere na clivagem.
Microclina (KAlSi3O8) - Mineral do Grupo dos Feldspatos
Microclina, no centro, incolor com
baixo relevo, nicóis descruzados, em
granito (20X)
Cristal geminado de Microclina, nicóis
cruzados em granito (20X)
Cristalde Microclina
Sistema Cristalográfico: Triclínico
Caráter e Sinal Óptico: Biaxial negativo
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Índices de Refração: na= 1,514 a 1,529; nb= 1,518 a 1,533; ng= 1,521 a 1,539, ângulo 2V = 77º a 84º
Relevo: Baixo negativo
Cor: Incolor em seções mais finas
Hábito: Geralmente cristais subhedrais a anhedrais
Clivagem: Perfeita paralela a {001}
Birrefringência: Baixa, 0,007
Extinção: Oblíqua, com ângulo de 5º a 15º
Sinal de Elongação: Negativa, raio rápido paralelo as direção de clivagem
Paragênese: A Microclina ocorre em alguns granitos, sienitos e gnaisses. É o principal feldspato de granitos pegmatitos.
Também é comum em arenito e arcósios.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: A característica principal da microclina é a geminação
polissintética , o que a diferencia do Ortoclásio. Da Albita pode ser diferenciada pelo ângulo de extinção.
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Muscovita (KAl2(OH)2(AlSiO10) - Mineral do Grupo das Micas
Muscovita, ao centro com clivagem em
uma direção e hábito lamelar em Xisto,
nicóis descruzados(20X)
Idem ao anterior, nicóis cruzados com
altas cores de interferência (20X)
Cristal de Muscovita
Sistema Cristalográfico:Monoclínico
Caráter e Sinal Óptico: Biaxial negativo
Índices de Refração: na= 1,552-1574,; nb= 1,582-1,610; ng= 1,587-1,616, com ângulo 2V =30º a 40º
Relevo: Fraco positivo
Cor: Incolor a verde, levemente pleocróica
Hábito: Lamelar
Clivagem: Perfeita em uma direção {001}
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Birrefringência: Moderada a forte, variando de 0,037 a 0,041
Extinção: Paralela a direção de clivagem
Sinal de Elongação: Negativo
Paragênese: A Muscovita é um mineral muito comum em rochas metamórficas como os filitos, xistos e gnaisses, é
encontrado em alguns granitos. Mineral secundário especialmente em arcósios.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: Os minerais semelhantes a Muscovita são a Biotita, o Talco e
a Pirofilita. Entre propriedades mais características podemos citar o ângulo 2V, o hábito e o pleocroísmo mais baixo
quando comparado a Biotita.
Olivina ((Mg,Fe)2SO4) - Mineral do Grupo das Nesossilicatos
Cristais de Olivina associados a
Biotita e opacos, observar relevo alto e
forma anhedral, nicóis descruzados,
em dunito(20X)
Cristais de Olivina, observar alta
birrefringência , nicóis cruzados,
associada Biotita em dunito(20X)
Cristal de Olivina
Sistema Cristalográfico: Ortorrômbico
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Caráter e Sinal Óptico: Biaxial positivo ou negativo
Índices de Refração: na= 1,635 a 1,827; nb= 1,651 a 1,869; ng= 1,1,670 a 1,879,ângulo 2V = 70º a 90º
Relevo: Alto positivo
Cor: Incolor
Hábito: Cristais anhedrais, podendo ocorrer na forma de fenocristais
Clivagem: Imperfeita paralela a {010}
Birrefringência: Alta, variando de 0,037 a 0,041
Extinção: Paralela
Sinal de Elongação: Negativo, raio rápido paralelo a direção de clivagem
Paragênese: A Olivina é um mineral comum em rochas ígneas subsilicaticas como basaltos, olivina gabros e peridotitos.
Em dunitos é o mineral dominante.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: O mineral que pode ser confundido com Olivina é o
Diopsídeo, que possui extinção oblíqua e melhor clivagem .
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Oligoclásio (An10-30) - Mineral do Grupos dos Plagioclásios
Oligoclásio, cor cinzentada, com
baixo relevo,nicóis descruzados,
associado a Horblenda, em granito
(20X)
Cristal geminado de oligoclásio,
nicóis cruzados, em granito (20X)
Cristal de Oligoclásio
Sistema Cristalográfico: Triclínico
Caráter e Sinal Óptico: Biaxial positivo ou negativo
Índices de Refração: na= 1,533 a 1,543; nb= 1,537 a 1,548; ng= 1,542 a 551, ângulo 2V = 82º a 90º
Relevo: Baixo positivo
Cor: Incolor
Hábito: O cristal ocorre nas forma subhedrais, anhedrais e euhedrais
Clivagem: Perfeita na direção {001}
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Birrefringência: Baixa, variando de 0,008 a 0,009
Extinção: Oblíqua, variando de 0º a 12º
Sinal de Elongação: Positiva na face {010}
Paragênese: O Oligoclásio é muito comum em rochas ígneas ricas em sílica, como granitos, riolitos, sienitos,
traquitos e outras rochas ígneas. Ocasionalmente encontrado em granitos pegmatíticos e em rochas
metamórficas.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: O Oligoclásio pode ser identificado pelo seu
baixo ângulo de extinção e índices de refração.
Quartzo (SiO2) - Mineral do Grupo dos Tectossilicatos
Clastos de Quartzo, em arenito da
Formação Bauru, observados a nicóis
paralelos (10X).
Idem anterior, à nicóis cruzados.
Observe a baixa birrefringência do
quartzo, com cores de interferência
não ultrapassando 250 mm (10X).
Cristal de Quartzo
Sistema Cristalográfico: Hexagonal
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Caráter e Sinal Óptico: Uniaxial positivo
Índices de Refração: nw= 1,5442 ; ne= 1,5533
Relevo: Muito baixopositivo
Cor: Incolor, podendo conter inclusões
Hábito: Cristais prismáticos euhedrais
Clivagem: Ausente
Birrefringência: Baixa, 0,009
Extinção: Paralela
Sinal de Elongação: Positivo
Paragênese: É o mais abundante mineral da cobertura Terrestre, ocorre como mineral secundário, primário ou acidental,
pode ser encontrado em arenitos, arcósios, granitos, riolitos, gnaisses e quartzitos.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: O Quartzo pode ser identificado pela figura de
interferência uniaxial, pela clivagem ausente e relevo baixo. O mineral mais semelhante é a Cordierita que possui caráter
óptico biaxial.
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Sillimanita (Al2SiO5) - Mineral do Grupo dos Nesossilicatos
Cristais alongados e incolores de
Silimanita em gnaisse, nicóis
descruzados(10X)
Idem ao anterior, nicóis cruzados
mostrando birrefringência moderada a
baixa, atrvés das cores de 1a e 2a
ordem(10X)
Cristal de Silimanita
Sistema Cristalográfico: Ortorrômbico
Caráter e Sinal Óptico: Biaxial positiva
Índices de Refração: na= 1,654 a 1,661; nb= 1,658 a 1,662; ng= 1,673 a 1,683,ângulo 2V = 20º a 30º
Relevo: Alto positivo
Cor: Incolor
Hábito: Geralmente prismática
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Clivagem: Paralela a {010}
Birrefringência: Moderada, 0,020 a 0,023
Extinção: Paralela nas seções longitudinais e simétrica na seção basal
Sinal de Elongação: Negativa, raio rápido paralelo ao eixo C cristalográfico
Paragênese: A Sillimanita ocorre em gnaisses, xistos, honfels e outras rochas metamórficas. Está comumente associada
a Andaluzita, Cianita, Dumortierita e Clorita.
Propiedades Diagnosticas e Minerais Semelhantes: A Sillimanita diferencia-se da Andalusita pelo sinal de
elongação negativo, alta birrefringência e menor ângulo 2V.
Talco (Mg3(OH)2(Si2O5)2) - Mineral do Grupo das Cloritas
Cristais de Talco, incolores e lamelares,
em xisto, observados à nicóis paralelos
(10X)
Idem ao anterior, nicóis cruzados
(10X)
Cristal de Talco
Sistema Cristalográfico: Monoclínico
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Caráter e Sinal Óptico: Biaxial negativo
Índices de Refração: na= 1,539 a 1,550; nb= 1,589 a 1,594; ng= 1,589 a 1,600, ângulo 2V = 6º a 30º
Relevo: Baixo positivo
Cor: Incolor em seções mais finas
Hábito: Lamelar ou em agregados fibrosos
Clivagem: Perfeita em uma direção
Birrefringência: Muito alta, variando de 0,030 a 0,050
Extinção: Paralela a direção de clivagem
Sinal de Elongação: Positiva, raio lento paralelo as direções de clivagem
Paragênese: O Talco é o principal constituinte dos xistos. É um mineral hidrotermal, normalmente associado a Magnesita
e Dolomita.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: O Talco pode ser diferenciado da Muscovita e Pirofilita pelo
menor ângulo 2V.
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Zircão (ZrSiO4) - Mineral do Grupo dos Nesossilicatos
Cristal de Zircão em Biotita, rocha
Biotita xisto, formando Halos
Pleocróicos,observe hábito prismático e
alto relevo, nicós paralelos(5X)
Grande Halo Pleocróico de Zircão em
Biotita, nicós descruzados(10X)
Cristal de Zircão
Sistema Cristalográfico: Tetragonal
Caráter e Sinal Óptico: Uniaxial positivo
Índices de Refração: ne= 1,968 a 2,015 e nw= 1,923 a 1,960
Relevo: Muito alto positivo
Cor: Incolor
Hábito: Geralmente curtos cristais prismáticos
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Clivagem: Ausente
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Birrefringência: Muito alta, variando de 0,060 a 0,062
Extinção: Paralela
Sinal de Elongação: Negativa
Paragênese: O Zircão pode ser encontrado em granitos, sienitos, granodioritos , pegmatitos, xistos, gnaisses e
quartzitos. Sendo um deutérico comum em sedimentos clasticos.
Propriedades Diagnósticas e Minerais Semelhantes: O Zircão pode ser diferenciado da Apatita pelo alto relevo e
birrefringência .
Nomenclatura para a birrefringência:
Nomenclatura Intervalo de birrefringência D observada para
e= 0,03 mm
Exemplo:
Fraca 0 - 0,010 cinza claro, branco, amarelo 1a ordem quartzo= 0,009 apatita= 0,003
Moderada 0,010 - 0,025 vermelho 1
a ordem até verde de 2a
ordem
augita= 0,024
cianita= 0,016
Forte 0,025 - 0100 verde de 2
a ordem até cores de 5a
ordem
zircão= 0,062
talco= 0,04
Muito Forte 0,100 - 0,200 cores acima da 5a ordem calcita= 0,172
Extrema > 0,200 cores de ordens superiores rutilo= 0,289
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Convenções Ópticas e Cristalográficas
BIAXIAL
X = Eixo do elipsóide Biaxial de menor comprimento.
Y = Eixo do elipsóide Biaxial de comprimento intermediário entre
X e Z.
Z = Eixo do elipsóide Biaxial de maior comprimento.
A,B,C = Eixos cristalográficos.
na = Indice de refração associado a direção X do elipsóide
Biaxial.
nb = Indice de refração associado a direção Y do elipsóide
Biaxial.
ng = Indice de refração associado a direção Z do elipsóide
Biaxial.
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UNIAXIAL
E = Eixo da elipsóide Uniaxial associado ao eixo óptico (EO)e a
direção cristalográfica C.
O = Eixo da elipsóide uniaxial associado ao diâmetro da seção
circular.
ne = Indice de refração do raio extraordinário associado a
direção E do elipsóide Uniaxial.
nw = ndice de refração do raioordinário associado a direção O do
elipsóide Uniaxial.
Nomenclatura para o relevo:
Nomenclatura Diferença entre o Líquido de
Imersão e o Mineral (D)
Exemplo*
* Bálsamo do Canadá como Meio de Imersão
Fraco ou Baixo D < 0,04 Quartzo, Berilo
Moderado 0,04 < D < 0.12 Apatita, Topázio
Forte ou Alto D > 0.12 Granada, Cianita
Observações :
O Sinal do relevo será positivo quando o índice de refração(n) do mineral for maior que o de seu meio de imersão, caso
contrário, o relevo será considerado negativo.
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O líquido de imersão mais utilizado em microscopia óptica é o Bálsamo do Canadá cujo ídice de refração n= 1,537
DIAGRAMA DE MICHAEL-LÉVY PARA DETERMINAÇÃO DA COMPOSIÇÃO DOS PLAGIOCLÁSIOS
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