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Gravidez

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e queda da vasopressina. 
A pressão venosa, principalmente nos membros inferiores, aumenta muito. Havendo dilatação das paredes venosas, aumento a predisposição ao aparecimento de varizes. Além disso, tem uma compressão das veias pélvicas, causando um aumento de até 3 vezes na pressão venosa dos membros inferiores, podendo causar edema – esse tipo de edema, pode ocorrer em até 50% das gestantes. 
Por conta da gestação, e do aumento do peso uterino, que por sua vez, comprime a veia cava inferior esquerda, e com isso, temos um enchimento cardíaco reduzido. Assim, pode ocorrer uma Síndrome da Hipotensão Supina, quando a gestante está em decúbito dorsal. Por conta dessa situação, devemos orientar a gestante a dormir do lado esquerdo, para liberar a veia cava inferior, e assim evitar uma hipotensão postural, vertigens e até inconsciência. 
A hipertrofia ventricular nas gravidas, ela é reversível, ou seja, o ventrículo volta para a seu tamanho normal. No entanto, esse processo de volta, é um processo lento, que pode durar até 6 meses. E ainda, caso a gestação tenha sido gemelar, essa hipertrofia é ainda maior, podendo ter uma volta ainda mais lenta nesses casos. 
Existe ainda um aumento significativo do débito cardíaco, durante a gestação, atingindo o seu pico entre a 25ª e 30ª semana de gestação. E a maior parte do aumento desse débito cardíaco é direcionado ao útero, placenta e mamas. 
Hematológica: entre o 3º e o 5º mês de gestação, a quantidade de hemoglobina cai, e atinge níveis mais baixos, entre o 5º e 8º mês. Os números eritrócitos aumentam durante a gravidez; 
No período gravídico a progesterona circulatória aumenta, o que é capaz de sensibilizar o centro respiratório da medula. Pois a gestação ela depende de uma demanda maior de oxigênio, o que ajuda a estimular uma maior ventilação. 
Desde o 2º mês de gestação, observa-se um aumento do metabolismo basal, por conta das alterações metabólicas do feto e da placenta. Ainda, ocorre uma alteração da frequência respiratória de repouso, aproximadamente, de 14 para 18. 
A partir do 3º mês o volume corrente aumenta gradativamente, até o fim da gestação. O volume de reserva respiratório, volume residual e capacidade residual funcional, diminuem progressivamente. 
A partir das alterações, a manifestação clínica que pode aparecer, é a dispneia, atinge cerca de 70% das gestantes, podendo atingir o seu máximo, entre a 28ª a 31ª semana. 
Alterações Digestórias: observa-se na boca, uma hiperatividade das glândulas salivares (excesso de produção salivar na boca). 
O apetite pode diminuir no início da gravidez, e aumenta após o 3º mês de gestação; apresentação de náuseas e vômitos, são frequentes. 
O estômago, pode ter uma mudança de posição, por conta da compressão do útero, ocorre um aumento no tempo de esvaziamento gástrico, podendo ocorrer um aumento na pressão intragástrica, hipersecreção e hipocloridria. 
O esôfago diminui de tamanho, com relaxamento da cárdia, e se houver aumento da pressão intra-abdominal, pode acontecer refluxo esofágico, podendo ocorrer refluxo esofágico. Logo, é muito comum verificar em grávidas, a presença de pirose (azia) nas grávidas, refluxo de secreções acidógenas para esôfago e diminuição da pressão-esofagiana. 
O fígado se desloca para cima, para direita e para trás, dessa forma, ele fica atrás do gradil costal. Por conta da ação dos estrógenos o fígado pode sofrer algumas alterações, como ocorrência de microvasos e eritema. 
A vesícula biliar pode ficar hipotônica e lentificar o seu esvaziamento, podendo causar uma estase biliar e aumento da saturação de colesterol. Podendo causar um aparecimento de cálculos e espessamento da bile. 
O intestino delgado se desloca e tem o seu tônus e a sua mobilidade diminuídas, prolongando o esvaziamento gástrico e o trânsito intestinal. Dessa forma, esse quadro pode provar uma constipação e dificuldade em expulsar as fezes. 
A média de ganho de peso da gestante, é de 10 a 12 kg. 
Alterações Urinárias: desde o início da gestação, ocorre aumento do suprimento de sangue renal. Os rins aumentam de tamanho e de peso, sofrem dilatação da pélvis renal, aumento da taxa de filtração glomerular no primeiro trimestre e aumento da função dos túbulos. Se a gestante permanece em decúbito dorsal, há uma queda do filtrado glomerular e retenção sódica. 
Alterações Dermatológicas: na gestação ocorrem alterações em pele e em anexos, e isso ocorre principalmente pela ação de hormônios e aumento de metabolismo. Além disso, ocorre um aumento no fluxo sanguíneo para a pele e leva maior atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas. Ocorre um aumento das aréolas e em seu volume, se apresentam como pequenas pápulas castanhas, chamadas de tubérculos de Montgomery. 
Pode ainda, ocorrer uma hiperpigmentação na face, aréolas mamárias, linha alba e região vulvoperineal. Essas alterações de pigmentação, ocorrem em resposta ao hormônio melanotrófico estimulante e desaparecem após o parto. 
Alterações musculoesqueléticas: 
As articulações das grávidas, apresentam certa fragilidade, aumentando a probabilidade/facilidade de entorse. Além disso, a mobilidade de algumas articulações aumenta, sacrilíaca, sacrococcígea e pubiana. Essa flexibilidade retorna ao normal pré-gravidez, em até 6 meses. 
Ocorre também, uma alteração do centro de gravidade (CG) por conta do crescimento uterino, dilatação abdominal, logo o seu CG passa para uma posição mais anteriorizada. Ocorre também um aumento das curvas torácicas e lombar, com alteração no eixo da bacia. 
Além disso, o andar da mulher grávida, é característico, a deambulação de gansos. 
Sono: as alterações do sono, são bem características nesse período de gravidez, e ainda, tem um quadro de piora progressivo. Durante o terceiro trimestre, vários desconfortos aparecem, e podem inclusive, comprometer o sono: aumento da frequência urinária, dor nas costas, desconforto abdominal generalizado e contrações abdominais, câimbras nas pernas, síndrome das pernas inquietas e movimentos fetais. (importante ressaltar, que não há alteração nos níveis de melatonina, que regula o ritmo circadiano do corpo). 
No geral, a gravidez está associada a uma diminuição do sono REM (movimento rápido dos olhos) e a uma diminuição das etapas 3 e 4 do sono não REM. 
De forma que o sono REM é importante para o pensamento cognitivo, e as etapas 3 e 4 do sono não REM constituem o sono profundo, que é muito importante para o descanso. 
Link: portalatlanticaeditora.com.br/index.php/fisioterapiabrasil/article/viewFile/1935/3078
Afh.bio.br/sistemas/reprodutor/4.php
TOXEMIA GRAVÍDICA	
Toxemia gravídica é sinônimo de pré-eclâmpsia, que segundo o Bvsalud tem a seguinte definição: Complicação de GRAVIDEZ, caracterizada por um complexo de sintomas incluindo HIPERTENSÃO materna e PROTEINURIA com ou sem EDEMA patológico. Os sintomas variam de brandos a graves. A pré-eclâmpsia ocorre após a 20ª semana de gestação, porém pode se desenvolver antes deste tempo, na presença de doença trofoblástica.
Ainda, em sua forma grave, pode ter a instalação de convulsão, e a doença antes chamada de pré-eclâmpsia, torna-se a eclâmpsia, propriamente dita. 
Nos EUA a toxemia gravídica incide em 4% na população total. A pré-eclâmpsia é mais comum em primíparas e em mulheres com ascendência africana (sendo nesse grupo étnico, a doença assume sua variável mais grave). 
Segundo os dados da OMS de 2006, na América Latina, os distúrbios hipertensivos (pré-eclâmpsia e hipertensão crônica), se destaca como a principal causa de mortalidade materna (26%) e nos países desenvolvidos, a segunda causa de morte (16%).
Segundo a American College of Obstetricans and Gynecologists (ACOG), classifica a hipertensão na gravidez em 4 categorias: (1) pré-eclâmpsia/eclâmpsia; (2) hipertensão crônica (qualquer causa); (3) hipertensão crônica com pré-eclâmpsia superajuntada; (4) hipertensão gestacional. 
A ACOG eliminou a necessidade da presença de proteinúria, para o diagnóstico para pré-eclâmpsia. Assim, na ausência de proteinúria, a pré-eclâmpsia é diagnosticada