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Fisiopatologia da Dor

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para o núcleo ventral posterolateral, que por sua vez, irá 
transmitir a informação ao córtex somatossensorial primário. 
(2) estudos apontam que a dor sempre leva a uma emoção negativa, de forma que maior parte da via de 
dor, também tem como alvo centros corticais e subcorticais para emoção. De forma que as projeções 
espinotalâmicas para o núcleo posterior ventromedial, se projeta ao lobo insular posterior e para o 
núcleo medial dorsal do tálamo, que irá transmitir as informações para o giro cingulado anterior, sendo 
uma região importante para os aspectos emocionais. 
 Além disso, o trato espinorreticular envolve uma via subcortical emocional, de forma que essa via 
retransmite no núcleo parabraquial, que por sua vez, atinge a amígdala. E essa, tem diversas projeções 
às estruturas dos hemisférios cerebrais, sendo capazes de influenciar os pensamentos, emoções e 
comportamentos. 
 
 
(A) – via de dor por meio do trato espinotalâmico, constitui a via ao córtex somatossensorial primário para 
localizar estímulos e discriminar as intensidades. 
(3) A excitação e controle de feedback da transmissão da dor, se concentram no tronco encefálico. 
Núcleos na formação reticular do tronco encefálico, na ponte e bulbo recebem informações de diversos 
tipos, e utilizam esses estímulos para regular a excitação. 
 O trato espinorreticular traz informações sobre a dor para esses núcleos. 
 
 
(B) – Vias para aspectos afetivos da dor. O trato espinotalâmico projeta a outros núcleos talâmicos, para 
os aspectos emocionais da dor. O trato espinorreticular é também importante para os aspectos afeticos 
da dor, sensações térmicas. 
 
(C) – Via da dor visceral. 
DOR VISCERAL: é mediada por neurônios do corno posterior cujo axônios ascendem nas colunas 
posteriores. Além disso, existe uma via especial para a dor visceral a partir de estruturas viscerais 
inferiores (como região pélvica e partes inferiores do intestino); sendo diferente do restante do corpo. 
A via de dor visceral segue o trajeto similar a via mecanossensorial, fazendo sinapse nos núcleos da coluna 
posterior, decussando no bulbo e ascendendo pelo tronco encefálico, no lemnisco medial para fazer 
sinapse com o tálamo. 
NOCICEPTORES: são neurônios receptores sensoriais sensíveis a estímulos nocivos ou danos teciduais, 
medeiam a dor. De forma que esses receptores são ativados a partir da liberação de mediadores químicos 
a partir dos agentes químicos liberados pelo tecido traumatizado. Ainda, existem três classes principais 
de nociceptores: térmico, mecânico e polimodal. 
 Térmicos: são ativados por temperaturas menores de 5° e maiores que 45°; Mecânicos: são 
ativados por estímulos mecânicos de dano tecidual, como uma agulha; Polimodal: são ativados por 
estímulos nocivos térmicos e mecânicos. – Esses receptores são de morfologia simples, sendo 
terminações nervosas não encapsuladas; Químicos: responsivos seletivamente a histamina e outros 
agentes químicos. 
Hiperalgesia: é uma resposta exagerada ao estímulo nocivo. 
DOR: “experiência sensitiva e emocional associada ao dano tecidual real ou potencial ou à descrição 
desses danos”. 
 
TRATAMENTO: o tratamento da dor é muito desafiador, uma vez que a sensação doloroso não se 
restringe apenas aos estímulos nociceptivos, mas também pelas experiências prévias vividas, emoções, 
crenças, atitudes e valores. Nesse contexto, a avaliação e o tratamento da dor devem contemplar 
métodos e procedimentos multipontos com abrangências multimodais e multidisciplinares. 
 Terapia multimodal: utilização de diferentes modalidades terapêuticas farmacológicas ou não 
farmacológicas, podendo incluir tratamentos cirúrgicos e anestesiológicos, medicina física, reabilitação e 
as terapias educativas, psicoemocionais e comportamentais. 
 Tratamento multidisciplinar: avaliação e tratamento da dor realizado por vários profissionais de 
especialidades variadas, além de médicos, enfermeiros, cirurgiões-dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, 
terapeutas ocupacionais, assistentes sociais etc. 
Para realização do tratamento da dor, deve-se partir do princípio de definir um diagnóstico, baseado na 
anamnese, exame físico, avaliação da dor. Após análise de todas as variáveis e suas causas, estabelece-se 
um tratamento farmacológico e/ou não-farmacológico mais adequado para cada indivíduo. 
Umas das classificações mais comuns da dor, são de caráter agudo ou crônica, de forma que nas dores 
crônicas o paciente pode apresentar também, comprometimento emocional, social e espiritual, podendo 
ter alterações de sono e fadiga, além de um quadro depressivo, ansiedade e outros. Além disso, podemos 
classificar como sendo uma dor nociceptiva, neuropática e/ou psicogênica, pode ainda, ser mista, 
envolvendo mais de uma característica. 
 
As intervenções para controle de dor deve se considerar alguns aspectos, como respeitar a individualidade 
de cada paciente, respeitar a farmacodinâmica e a farmacocinética de cada fármaco; considerar as 
contraindicações de cada indivíduo, selecionar a via mais adequada para administração do fármaco, 
conhecer, avaliar e tratar eventos adversos; considerar o nível de evidência dos estudos sobre a efetividade 
das intervenções escolhidas. 
 
 
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO: o tratamento farmacológico para a dor, deve ser baseada em 
guidelines propostos, sendo o mais utilizado o da Organização Mundial da Saúde (OMS) – Escala 
Analgésica da OMS (WHO analgesic ladder). 
Essa escala propõe que a intensidade da dor e a potência do analgésico devem ser as principais 
considerações na seleção dos analgésicos. Além disso, preconiza a utilização de outros tratamentos, como 
técnicas anestésicas, neurocirurgias, psiquiátricas e psicológicas, tratamentos não-farmacológicos e o 
tratamento primário da causa da dor, e apenas deve-se recomendar tratamentos mais invasivos, quando 
as drogas da escola não promovem alívio adequado a dor. Ainda, a seleção de fármacos deve ser realizada 
considerando os três degraus da Escala Analgésica que se relaciona com a intensidade da dor, mensurada 
pela escala numérica. 
• Primeiro degrau: pacientes com dor fraca a moderada (1 a 3) devem ser tratados com analgésicos 
não-opioides/antipiréticos e AINHs combinados com analgésicos adjuvantes, caso haja indicação. 
• Segundo degrau: pacientes com dor moderada (4 a 7), não aliava com medidas do primeiro 
degrau, devem ser tratados com a combinação de analgésico opioide fracos (codeína, oxicodona, 
proproxifeno, tramadol), e não-opioides (dipirona, paracetamol, naproxeno, ibuprofeno, 
celecoxibe, etc.), podendo ser associado aos adjuvantes (antidepressivos, neurolépticos, 
anticonvulsivantes, corticoides, laxantes ou antieméticos). 
• Terceiro degrau: pacientes com dor intensa (8 a 10) ou sem alívio com as medidas do degrau 
anterior, devem ser tratados com opioides fortes (morfina, metadona, fentanil etc.), associado aos 
fármacos dos degraus anteriores e adjuvantes, se indicados. 
Os analgésicos devem ser administrados preferencialmente, por via oral, em horários padronizados, de 
acordo com a escala da OMS, em doses e prescrições individualizadas, e uso de adjuvantes, quando 
indicados. 
A prevenção da dor, ela ocorre pela administração das drogas em horários fixados e baseados na meia-
vida plasmática dos fármacos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOR EM QUEIMADOS: o tamanho/extensão da queimadura e a idade são os principais determinantes de 
sobrevida, sendo a mortalidade mais alta em idosos, crianças e sexo feminino. 
Ao realizar o mapeamento da pele, descobriu-se áreas específicas sensíveis ao calor e ao frio. A 
distribuição dérmica contempla áreas sensíveis ao frio, quatro a dez vezes mais numerosas que as 
sensíveis ao calor. Dessa forma, existem órgãos sensitivos da temperatura sendo terminações livres que 
respondem às temperaturas absolutas. 
As fibras para o frio são finas e