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Reanimação cardiopulmonar + Arritmias cardíacas - Resumo + Questões

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Temos a seguir as cadeias de sobrevivência pediátrica – intra-hospitalar e extra-hospitalar – respectivamente. 
A parada cardíaca primária na criança não 
é frequente. Na maioria das vezes, ela irá 
sofrer uma parada cardiorrespiratória 
(PCR) por insuficiência respiratória ou 
circulatória. 
Principais causas de morte na criança 
• Alterações circulatórias 
• Alterações respiratórias 
• Trauma 
 
 
Como avaliamos se a criança apresenta sinais de gravidade? 
➔ Por meio do Triângulo de Avaliação Pediátrica (TAP), que consiste em avaliar aparência, 
respiração e cor. 
➔ Sinais de risco: cianose, taquipneia/bradipneia, dispneia, tiragem subcostal, oximetria baixa, 
batimento de asa nasal (principalmente em lactentes), estridor (inspiratório – obstrução alta), sibilos 
(expiratório – obstrução baixa). 
➔ Não esperamos a criança ter hipotensão para dizer que ela tem choque, por isso é importante 
analisar os parâmetros clínicos de forma correta e detalhada. 
 
Choque → Tempo de enchimento capilar (<2s), pulso periférico, pressão sistólica, 
frequência cardíaca, alteração neurológica, alteração renal, palidez, sudorese. 
 
Ordem de Avaliação 
1. TAP 
2. AVALIAÇÃO PRIMÁRIA → ABCDE + SSVV + Oximetria de pulso 
a. Realizamos o ABCDE na criança que não está em parada cardiorrespiratória; 
b. Na letra D, em que se avalia o estado neurológico do paciente, podemos utilizar a Escala de 
Coma de Glasgow ou o método mnemônico AVDI, que consiste em avaliar se a criança está 
acordada, se responde a estímulo verbal e doloroso e se ela está inconsciente, nessa ordem. 
c. Na criança, é muito importante avaliar a glicemia do paciente e SEMPRE identificar, avaliar 
e intervir, lembrando de reavaliar após cada intervenção. 
3. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA → SAMPLE (sintomas, alergias, medicamentos, passado médico, 
líquidos e alimentação, eventos) 
4. EXAMES (de acordo com a necessidade do paciente) 
 
Sinais de pneumotórax 
• Percussão → hipertimpanismo; 
• Ausculta → murmúrio vesicular (MV) abolido 
 
 
Como identificar uma criança em parada? 
R- Checando responsividade, respiração e pulso em cerca de 10 segundos. 
• Checar a responsividade: 
o Em lactentes, bater na região plantar de um dos pés do bebê por três vezes. 
o Em crianças, chamar e tocar nos ombros por três vezes. 
 
• Checar o pulso: 
o Nos RNs e lactentes, verificamos o pulso braquial. 
o Nas demais crianças, o pulso carotídeo ou o femoral. 
 
• CONDUTA: 
➔ Ausência de responsividade, respiração e pulso → CAB 
➔ Responsividade presente → TAP – ABCDE 
 
Intervenção inicial da equipe numa criança potencialmente fatal (SALA VERMELHA) 
• M – monitorização → Cardíaca (ECG), oximetria, FC, FR, PA, temperatura, diurese 
• O – oxigenioterapia → A oxigenioterapia irá depender da oximetria da criança 
• V – acesso vascular → 2 acessos de grosso calibre (difícil) 
 
Uma indicação absoluta de acesso intraósseo é a parada cardiorrespiratória (PCR), trata-se de um acesso venoso 
rápido e seguro, cuja punção é realizada 2 cm abaixo da tuberosidade tibial. 
Seguindo a sequência do ABCDE, inicialmente garantimos que as vias aéreas estejam pérvias, manobras 
capazes de fazer isso são o chin lift e o jaw thrust (para casos de trauma). Já no que diz respeito à ventilação, 
a conduta irá depender da presença ou não de drive respiratório pelo paciente. 
O2 inalatório (criança tem drive inalatório) 
• Cateter nasal 
• Máscara não reinalante (padrão-ouro) 
• Máscara reinalante 
• Oxihood 
• Venturi 
 
Caio, 4 anos, não responsivo, apneico e sem pulso 
O que a equipe deve fazer? Iniciar RCP (CAB) 
• 30:2 - SOCORRISTA SOZINHO 
• 15:2 - EQUIPE 
• 3:1 - NEONATO 
 
A compressão tem que ser forte, rápida e eficaz em torno de 100-120 vezes/minuto. IMPORTANTE alternar 
os socorristas e trocar quem está na compressão com quem está na monitorização. 
A diferença entre criança menor e criança maior é feita pela presença ou não de sinais de puberdade. 
VPP 
• Baby puff (padrão ouro – RN) 
• Balão autoinflável (Ambu) 
• Baraka 
• CPAP 
• Máscara laríngea 
 
Qual a profundidade da compressão? 
• LACTENTE → 4 cm 
• CRIANÇA → 5 cm 
• ADULTO → 5 a 6 cm 
 
Essa diferença ocorre porque o pescoço 
dos RNs e lactentes é muito curto. 
 
Lactente com enterite aguda, FC 185 bpm, TEC 5’’, PS 75 mmHg, pulsos finos 
Qual o tratamento? 
R- Infundir cristaloide (Soro Fisiológico a 0,9% ou Ringer Lactato → 20 ml/kg em menos de 20 min) e ofertar 
oxigênio. Em casos de RN, administramos 10ml/kg. 
Lactente evoluiu com apneia 
Qual a conduta imediata? 
VPP com máscara LACTENTE 20 a 30 v/min Intervalo de 2 a 3s 
 CRIANÇA 20 a 30v/min Intervalo de 2 a 3s 
 ADULTO 10v/min Intervalo de 6s 
VPP com tubo → BEBÊS E CRIANÇAS 20 a 30 ventilações por minuto (intervalo de 2 a 3s) 
 ADULTO 10v/min Intervalo de 6s 
Se não temos via área pérvia? Podemos utilizar a cânula orofaríngea (de Guedel) para realizar abertura da via 
aérea, isto é, se o paciente estiver inconsciente ou sedado, porque a introdução dessa cânula causa reflexo de 
vômito. Caso contrário, utilizaremos a cânula nasofaríngea, exceto em casos de trauma. 
Bia, 9 meses, será entubada. Qual o tubo devemos utilizar e qual sua profundidade de inserção? 
R- O tubo de Bia pode ser 3,5 ou 4,0. A profundidade de inserção deve ser de 12cm. 
O menor tubo é o 2,0, mas ele é pouco usado, então nosso raciocínio sempre vai ser iniciar pelo 2,5. 
RNPT 2,5-3,0 
RNT 3,0-3,5 
≤1Ano 3,5-4,0 
Profundidade de inserção = Tubo x 3 
A confirmação da intubação orotraqueal pode ser feita por meio de ausculta, expansibilidade do tórax, melhora 
da cor, FC, capnografia (padrão ouro). 
 
Lactente evoluiu com vômitos, TEC 5’’, pulsos filiformes, taquicardia, HGT 32 
O que fazer? 
Expandir com SF 0,9% ou RL (20ml/kg em menos de 20 min). Além disso, administramos bolus de glicose, 
porém a sua apresentação é de 50%, de modo que temos que diluir em água destilada para chegar à concentração 
adequada (10% no lactente – 5 a 10ml/kg; 25% na criança menor – 2 a 4ml/kg). 
Léa, 14 dias, PS 55/40 mmHg 
Como classificar? 
HIPOTENSÃO RN < 60mmHg 
 LACTENTE < 70mmHg 
 A partir de 2 anos < (70 + 2 x idade) 
Em caso de PCR, após 4 a 6 minutos pode ocorrer lesão cerebral. 
> 1Ano (com cuff) 
= 
𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 (𝑒𝑚 𝑎𝑛𝑜𝑠)
4
+ 3,5 
 
 
Após intubação, um lactente evoluiu com bradicardia súbita, MV abolido à direita 
Qual o provável diagnóstico e a possível conduta? 
R- Nesse caso, trata-se de um provável pneumotórax hipertensivo e, portanto, a conduta é realizar uma 
toracocentese de alívio (feita no 2° espaço intercostal na linha hemiclavicular). 
Quando uma criança que está intubada tem uma complicação súbita, devemos pensar no método mnemônico 
DOPE, em que iremos buscar por deslocamento ou obstrução do tubo, pneumotórax hipertensivo ou 
problema no equipamento. 
 
O QUE MUDOU NA ATUALIZAÇÃO DE 2020? 
➔ Ventilação de resgate 
Para bebês e crianças com pulso, mas esforço respiratório ausente ou inadequado, é aconselhável 
fornecer uma respiração a cada 2 ou 3 segundos (20 a 30 respirações por minuto). 
➔ Taxa de ventilação durante a RCP com via aérea avançada 
Ao executar RCP em bebês e crianças com via aérea avançada, pode ser aconselhável objetivar um 
intervalo de frequência respiratória de 1 ventilação a cada 2 a 3 segundos (20 a 30/min), de acordo com 
a idade e a condição clínica. 
➔ Tubo endotraqueal com cuff 
É aconselhável escolher TET com cuff, em vez de TET sem cuff para intubar bebês e crianças (atentar 
para o cálculo que é diferente). 
➔ Pressão cricoide durante a intubação 
O uso rotineiro de pressão cricoide não é recomendado durante a intubação endotraqueal. 
➔ Ênfase na administração precoce da epinefrina 
Para pacientes pediátricos em qualquer situação, é aconselhável administrar a dose inicial de epinefrina 
em até cinco minutos depois do início das compressões torácicas. 
➔ Monitoramento