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Reanimação cardiopulmonar + Arritmias cardíacas - Resumo + Questões

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invasivo da pressão arterial 
Para pacientes com monitoramento invasivo contínuo da pressão arterial no momento da PCR, é 
aconselhável que os socorristas usem pressão arterial diastólica para avaliar a qualidade da RCP. 
➔ Bolus de fluido 
Em pacientes com choque séptico, é aconselhável administrar fluidos em alíquotas de 10 mL/kg ou 20 
mL/kg com reavaliação frequente. 
➔ Escolha de vasopressor 
Em bebês e crianças com choque séptico refratário a fluidos, é aconselhável usar epinefrina ou 
norepinefrina como infusão vasoativa inicial. Se não disponíveis, a dopamina deverá ser considerada. 
➔ Choque hemorrágico 
Entre os bebês e as crianças com choque hemorrágico depois de trauma, é aconselhável administrar 
derivados do sangue, quando disponíveis, em vez de cristaloides, para ressuscitação de volume 
contínuo. 
 
REVISANDO – Sistema de condução do coração 
1. Nó Sinoatrial (SA): origem do estímulo elétrico, que segue despolarizando 
os átrios (onda P), de célula a célula. 
2. Nó Atrioventricular (AV): a onda de despolarização sofre um retardo no nó 
AV, para que dê tempo dos átrios se contraírem por completo e, só depois, 
os ventrículos comecem a se contrair. 
3. Diferentemente dos átrios, os ventrículos têm um sistema de condução 
especializado, que permite a sua despolarização (complexo QRS) mais 
rápida. Esse sistema consiste respectivamente em: 
i. Feixes de His 
ii. Ramos direito e esquerdo 
iii. Fibras de Purkinje 
 
*Onda T → representação da repolarização ventricular; 
Os distúrbios de ritmo mais frequentes na pediatria são: bradicardia e assistolia. 
Para que possamos compreender esses distúrbios mais facilmente, iremos dividir, de forma didática, em passos. 
1° Passo: Avaliar o pulso (FC normal = 50-100bpm) 
• Acelerado 
• Dimínuido 
• Ausente 
2° Passo: Avaliar o QRS 
• Alargado (>0,9 ms) 
• Estreito (<0,9 ms) 
3° Passo: Avaliar o estado hemodinâmico do paciente 
• Estável 
• Instável 
Parâmetros → perfusão, tempo de enchimento capilar (TEC), pressão arterial, frequência cardíaca, 
aspecto do pulso. 
 
TAQUICARDIA (FC > 100bpm) 
Taquicardia sinusal 
• Tem causa aparente (febre, dor, vômitos, diarreia, estresse); 
• Onda P presente; 
• Intervalo RR variável (irregular); 
Tratamento: TRATAR A CAUSA BASE. 
 
 
LEMBRAR QUE, no ECG, a FC é calculada: 
• 300/n° de quadrados grandes 
• 1500/n° de quadrados pequenos 
FREQUÊNCIA CARDÍACA 
• Lactente < 220bpm 
• Criança < 180bpm 
 
 
Taquiarritmias (com pulso) 
• Não tem causa base; 
• Onda P ausente ou anormal; 
• Intervalo RR regular; 
• FC anormalmente elevada; 
 
 
 
 
 
 
 
 
Taquicardia Supraventricular 
 
Tratamento 
• Manobra vagal (massagem do seio carotídeo, gelo na testa); 
• Adenosina, Amiodarona (cardioversão química); 
As drogas são feitas quando o paciente se encontra estável hemodinamicante. A adenosina é 
preferível por ter menos efeitos colaterais que a amiodarona, mas, por possuir uma meia vida muito 
curta, só pode ser administrada em associação com o SF (Triway). 
• Cardioversão (elétrica); 
O aparelho que realiza cardioversão é o mesmo que realiza o choque (desfibrilador), sendo que no modo 
específico (sincronizar) e na carga específica (0,5J/kg). Ao utilizar a cardioversão, deve-se antes fazer 
rapidamente sedação e analgesia da criança. É o procedimento de escolha quando o paciente se 
encontra hemodinamicamente instável. 
 
 
 
 
 
 
TAQUICARDIA 
SUPRAVENTRICULAR → QRS estreito (< 0,9ms) 
VENTRICULAR → QRS alargado (> 0,9ms) 
Sempre TEM PULSO 
PULSO 
AVALIAÇÃO 
HEMODINÂMICA 
Ausente 
Presente 
Estável 
Instável 
Nos lactentes, não podemos massagear 
a carótida pelo risco de colapso súbito. 
FREQUÊNCIA CARDÍACA 
• Lactente > 220bpm 
• Criança > 180bpm 
 
Taquicardia Ventricular 
É um evento extremamente raro nas 
crianças e geralmente acontece por 
causa de cardiopatia prévia ou por 
drogas. 
 
Tratamento 
• Amiodarona ou Lidocaína → são utilizadas quando o paciente está estável 
hemodinamicamente. 
• Cardioversão elétrica sincronizada → é feita da mesma maneira que na Taquicardia 
Supraventricular. 
A taquicardia ventricular sem pulso é tratada da mesma forma que a fibrilação ventricular. 
 
BRADICARDIA (FC < 50bpm) 
A principal causa de bradicardia na infância é a hipóxia, mas existem outras etiologias (uso de drogas, 
acidose, doenças cardíacas). A sequência a ser seguida é o A B C. 
 
 
 
 
Tratamento 
• Deve ser tratada imediatamente, com O2 sob VPP. 
• Em caso de persistência, iniciamos RCP e continuamos a ventilação. 
• Se ainda assim, não reverter o quadro, administramos epinefrina e podemos repeti-la, se 
necessário, a cada 3 a 5 min. 
A epinefrina deve ser diluída em SF 0,9 (1:10.000 – 0,1ml/kg), de modo que a dose correta será de 
0,01mg/kg (via endovenosa ou intraóssea), se a via for endotraqueal, a dose é de 0,1mg/kg. 
A Epinefrina é uma das drogas que podem ser administradas via endotraqueal, além dela, podemos 
administrar também: Atropina, Naloxone e Lidocaína, formando – assim – o método mnemônico. 
A atropina é indicada em três situações específicas, são elas: intoxicações por organofosforados, 
bloqueio cardíaco e reflexo vagal. 
 
 
 
 
 
 
 
FIBRILAÇÃO VENTRICULAR E TAQUICARDIA VENTRICULAR (sem pulso) 
Possuem o mesmo tratamento (são os ritmos chocáveis). 
• Fibrilação ventricular 
 
• Taquicardia ventricular (sem pulso) 
 
Tratamento 
• Checa o pulso e esse encontra-se mesmo ausente → inicia RCP e desfibrilação com 2J/kg; 
• Caso o paciente não retorne, fazemos uma nova RCP e podemos aumentar a carga do 
choque para 4J/kg e ainda administrar epinefrina; 
• Se o paciente permanecer parado, fazemos RCP + Choque + amiodarona ou lidocaína. 
 
Resumindo, a partir do 2° choque, podemos aumentar a carga e administrar epinefrina e, a partir do 3° 
choque, podemos administrar amiodarona ou lidocaína. 
 
ATIVIDADE ELÉTRICA SEM PULSO (AESP) 
Tratamento 
Igual ao tratamento da assistolia (ritmos não chocáveis) 
• RCP + VPP + Epinefrina a cada 3-5 min. 
 
No caso da assistolia, ainda podemos verificar os cabos, as derivações (DII e aVF) e o ganho 
(zoom), para ter certeza que não se trata de uma assistolia. 
 
Algumas das causas reversíveis de PCR, que devemos verificar, caso o tratamento não tenha 
sucesso, são: 
• 6Hs → acidose, hipovolemia, hipóxia, hipotermia, hipoglicemia, hipo/hipercalemia; 
• 6Ts → tamponamento, TEP, trombo coronariano, trauma, pneumotórax, intoxicações. 
 
1. Qual o ritmo de parada cardíaca mais comum na criança, sua causa e qual a droga de escolha para o 
tratamento? 
a. Fibrilação ventricular; choque séptico; atropina. 
b. Fibrilação ventricular; hipóxia; adrenalina. 
c. Bradicardia/assistolia; hipóxia; atropina. 
d. Bradicardia/assistolia; hipóxia; adrenalina. 
e. Bradicardia/assistolia; choque hipovolêmico; adrenalina. 
 
2. Criança com 11 meses de idade adentra a emergência em parada cardiorrespiratória, sem pulso. 
Iniciadas imediatamente manobras de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e, após verificação de 
ritmo cardíaco chocável (fibrilação), foi administrado 1 choque de 2 J/kg, sendo reiniciado RCP. 
Persistindo a fibrilação, o pediatra deve: 
a. Administrar amiodarona 
b. Considerar o uso de lidocaína 
c. Dar outro choque de 4J/kg 
d. Iniciar infusão de sulfato de magnésio 
 
3. Um lactente de 2 meses é levado ao pronto-socorro com quadro de letargia e sudorese. Ao exame físico 
observa-se FC: 220 bpm, com pulsos presentes e perfusão adequada. Após receber oxigenoterapia é 
colocada no monitor cardíaco que revela ondas P alteradas e complexo QRS estreito (< 0,08 seg). A 
melhor conduta neste momento é administrar: 
a. Atropina IV 
b. Adenosina IV em bolo rápido 
c. Bicarbonato de sódio IV 
d. Gluconato de cálcio IV 
e. Epinefrina IV ou IO 
 
4. Você trabalha em uma Unidade Básica de Saúde junto com outro médico. Uma criança com dois anos 
de idade dá