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leptospirose!!

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Leptospirose 
Ordem: Espirochaetales 
Família: Leptospiraceae
Gênero: Leptospira
 São bactérias helicoidais móveis com extremidades em forma de gancho. A leptospirose é uma zoonose na qual os animais são hospedeiros primários, essenciais para a persistência dos focos da infecção, e os seres humanos são hospedeiros acidentais, terminais, pouco eficientes na perpetuação das mesma, tem severidade variando de infecções moderadas dos sistemas urinário e genital até doença séria
 
Habitat usual
 Podem sobreviver em lagoas, rios, superfície d’água, solos úmidos e lamas quando as temperaturas ambientais são quentes. 
 As leptospiras patogênicas podem persistir nos túbulos renais ou no trato genital de animais portadores. Embora a transmissão indireta possa ocorrer quando as condições ambientais são favoráveis, esses frágeis microrganismo são transmitidos mais efetivamente por contato direto. 
Modo de transmissão 
 Exposição direta ou indireta à urina de animais infectados 
· Cães eliminam por meses.
· Suínos liberam leptospiras por até 2 anos na urina.
· Roedores eliminam por toda a vida.
 Pele íntegra (quando imersa muito tempo em água ou lama) ou lesionada, mucosas de olhos, ora ou nasal.
 Contato com sangue ou órgãos de animais infectados (veterinários)
 Transmissão entre humanos é rara.
 Os ratos urbanos (Rattus norvegicus – ratazana ou rato de esgoto) são os principais transmissores da doença e o número aumenta na estação das chuvas, por causa das enchentes e inundações.
Sintomas 
 Após infecção espalham-se pelo organismo através da corrente sanguínea, mas são eliminados da circulação após cerca de dez dias de infecção, quando aparecem os anticorpos. Alguns microrganismos podem evadir a resposta imunológica e persistir no organismo, principalmente nos túbulos renais, mas também no útero, nos olhos e nas meninges. Podem evadir a fagocitose na corrente sanguínea, possivelmente por induzirem apoptose dos macrófagos. Tem sido sugerido que, após ligação às células do hospedeiro, os microrganismo entram por meio de endocitose mediada por receptores. Em animais suscetíveis, danos às membranas das hemácias e das células endoteliais, junto com lesão hepatocelular, produzem anemia hemolítica, icterícia, hemoglobinúria e hemorragia associados à leptospirose aguda. 
Diagnóstico clínico
 Período de incubação: 7 à 14 dias, podendo ocorrer sinais clínicos entre o 1° e o 30° dia.
 Manifestações clinicas que variam de leves à graves com possibilidade de pacientes assintomáticos. Severidade da doença depende do sorovar envolvido, idade e competência imunológica do paciente.
Formas clínicas: 
 - anictérica: a maior parte dos casos. Febre, cefaleia, mialgia e artralgia, sinais gastroentéricos, hiperemia ou hemorragia conjuntiva. FREQUENTEMENTE CONFUDINDA COM VIROSE.
- ictérica: icterícia, hemorragias e insuficiência renal.
 Óbitos ocorrem normalmente pela HEMORRAGIA PULMONAR. Em até 24hrs de internação. A forma grave, não necessariamente induzira icterícia.
Diagnóstico laboratorial 
· Diagnóstico de leptospirose em hospedeiro de manutenção requer triagem de uma população definida. 
· Sinais clínicos, junto com histórico sugestivo de exposição à urina contaminada, pode sugerir leptospirose aguda.
· Leptospiras podem ser isoladas a partir do sangue durante os primeiros sete a dez dias da infecção e a partir da urina durante aproximadamente duas semanas após a infecção inicial, tanto por cultura em meio liquido como por inoculação em animal.
· Os isolados devem ser identificados usando-se o perfil de DNA e sorologia.
· Métodos de anticorpos fluorescentes são frequentemente usados para demonstração de leptospirose nos tecidos. Os tecidos adequados incluem rins, fígado e pulmões. Técnicas de impregnação pela prata também podem ser usadas para demonstração das leptospiras.
· Hibridização de DNA, PCR, PCR de imunocaptura magnético e sistemas imunomagnéticos de captura de antígenos também tem sido desenvolvidos para demonstração de infecções por leptospirose em tecidos e urina
· Teste sorológico padrão de referência, um teste de aglutinação microscópica, é potencialmente arriscado porque envolve mistura de culturas vivas em crescimento em meio líquido com volumes iguais de diluições em duplicata do soro-teste
Leptospirose em animais 
Bovinos e ovinos
 Os bovinos são hospedeiros de manutenção para L. borgpetersenii sorovar. hardjo, e há evidência crescente de que essa sorovariedade também é hospedeiro-adaptada para ovinos. Leptospira interrogans sorovar. hardjo também é hospedeiro-adaptado para bovinos. Contudo, L. interrogans sorovar. hardjo parece causar somente doença esporádica em bovinos, podendo ser mais virulenta do que a L. borgpetersenii sorovar. hardjo.
 As novilhas de reposição suscetíveis, criadas separadamente e introduzidas para a primeira cobertura em rebanho leiteiro infectado, podem desenvolver doença aguda, com pirexia e agalactia, afetando todos os quartos.
 Infecções podem resultar em abortos e natimortos. Se as práticas de manejo permitirem exposição à infecção e desenvolvimento subsequente de imunidade antes da idade de cruzamento, problemas reprodutivos podem não se desenvolver. 
 Agalactia pode ser confirmada pela demonstração de um título ascendente de anticorpos em amostras de soro pareado.
 Infecções por sorovariedade hardjo em ovinos, principalmente em rebanhos de criação intensiva em planícies, podem causar abortos e agalactia.
Sintomas
 A infecção geralmente é acompanhada por pirexia, hemoglobinúria, icterícia e anorexia, problemas reprodutivos (aborto). Extensa lesão renal, com uremia resultante, frequentemente precede a morte
 Controle e prevenção 
 Diidroestreptomicina e amoxilina podem ser usadas para redução ou eliminação da excreção urinaria de microrganismos. 
 Tanto vacinas inativadas monovalente como multivalentes, disponíveis comercialmente, nem sempre podem ser eficazes. Sorovariedades incorporadas nas vacinas devem ser aquelas associadas à doença na região particular. Infecções por sorovariedade pomona, grippotyphosa e icterohaemorrhagiae podem causar doença grave, principalmente em bezerros e cordeiros. 
 A vacinação é usada para controle da sorovariedade pomona, que é uma causa importante de aborto bovino em alguns países.
Equinos 
 Evidências sorológicas de infecção por leptospiras seja comum em equinos, doença clínica não é frequente.
 Infecções por sorovariedade bratislava, que tem sido associada a abortos e natimortos em equinos, pode ser mantida na espécie equina. A doença clínica mais frequentemente resulta de infecção incidental com sorovar. pomona, embora outras sorovariedades possam estar implicadas.
Sintomas 
 Sinais clínicos incluem aborto em éguas e doença renal em equinos jovens. Uma uveíte anterior imunomediadas (oftalmia periódica, “cegueira da lua”) pode ser uma manifestação de leptospirose crônica em equinos. Reação cruzada entre antígenos e leptospiras e proteínas da córnea e cristalino sugerem que mecanismo auto-imunes possam estar envolvidos, catarata, glaucoma. 
Controle 
 Vacinas para leptospirose não estão licenciadas para uso em equinos. 
Suínos 
A leptospirose aguda em suínos geralmente é causado por sorovariedades como icterohaemorrhagiae e copenhagenii, adaptadas a roedores. Essas sorovariedades causam doenças graves, algumas vezes fatais, em suínos jovens com sinais clínicos semelhantes àqueles da leptospirose aguda em outras espécies. Em muitas partes do mundo, a principal sorovariedade adaptada por pomona. Suínos subclinicamente infectados por pomona podem eliminar leptospirose na sua urina durante períodos prolongados. Infecções podem resultar em falência reprodutiva, incluindo abortos e natimortos. Os suínos também servem como hospedeiro de manutenção para sorovariedade tarassovi e bratislava, que também podem causar falha reprodutiva
Cães 
 As sorovariedades associadas à leptospirose em cães são canicola e icterohaemorrhagiae. O uso difundido de vacinas incorporando essas sorovariedades tem resultado na emergência das sorovariedades grippotyphosa