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Sepse geral

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que o Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS) propõe uma abordagem que mescla um pouco dos dois 
últimos Consensos Internacionais. 
 Ou seja, casos em que há divergência diagnóstica entre o Sepsis-2 e o Sepsis-3, temos que seguir à clínica do paciente. 
 Ex: se o paciente estiver com um quadro infeccioso que não é sugestivo de sepse (ex: infecção de via aérea superior (IVAS) 
ou uma amigdalite), vamos desistir de submeter esse peciente no protocolo de sepse 
 Mas se o paciente tem um quadro que te faz suspeitar que há risco de evoluir com disfunção orgânica nos proximosdias, 
ai vamos iniciar o protocolo de sepse. 
 
 A coleta de hemoculturas é fundamental para diagnostico. 
 A ausência de crescimento bacteriano não exclui o diagnóstico. 
 Mas, a positividade no crescimento bacteriano enriquece o diagnóstico, porque vai permitir uma melhor conduta 
terapêutica com base no agente etiológico e antibiograma. 
 As hemoculturas devem sempre ser realizadas sempre que houver suspeita de sepse. 
 
 A febre é muito sugestiva de sepse, mas em casos de pacientes imunossuprimidos (ex: idosos e neonatos), ela pode 
estar ausente. 
 
 EXAMES LABORATORIAIS: 
1. Hemoculturas: devem ser coletadas por punção venosa ou arterial, com técnica asséptica, utilizando material estéril e 
meios de cultura de boa qualidade. não devem ser coletados a partir de cateteres, pois eles favorecem a 
contaminação. deve ser feita limpeza da pele antes da coleta, para evitar contaminação das culturas. 
2. Liquor: também é um material que pode cultivar e isolar o agente etiológico, então pode ser um método de 
investigação diagnostica. Outros materiais, tais como líquido ascítico, abcessos, derrames pleural ou pericárdico e 
escarro, também podem conter os microrganismos responsáveis pela sepse. 
3. Dosagem dos níveis plasmáticos da procalcitonina (PCT): pode auxiliar no diagnóstico da sepse grave e do choque 
séptico, distinguindo a SIRS de origem infecciosa daquelas de outra natureza (lembra que também pode ser por trauma 
e queimaduras). Valores de PCT acima de 2 ng/mL são altamente sugestivos de infecções bacterianas graves e sepse, 
enquanto os níveis entre 0,5 a 2 ng/mL podem ocorrer em casos de SIRS não infecciosa, como trauma e queimaduras 
extensas. 
 Mas valores baixos de PCT na presença de quadro clinico de sepse não excluem o diagnostico de infecção 
bacteriana grave, porque ele tem pouco sensibilidade. 
4. Proteína C-reativa pode ser utilizada para auxiliar no diagnóstico de infecções bacterianas. Valores elevados, acima de 
10 mg/dL, são muito sugestivos de infecções bacterianas, mas a sensibilidade e a especificidade desse teste são apenas 
moderadas. 
5. Outros exames importantes para a avaliação incluem os testes que medem função renal (ureia, creatinina, fração de 
excreção de sódio), função hepática (bilirrubina, transaminases, fosfatase alcalina etc.) e função respiratória 
(gasometrias arterial e venosa, espirometria). 
6. Os métodos radiológicos, radioisotópicos e ultrassonográficos ajudam a localizar os focos de infecção, podendo ser de 
valia no acompanhamento evolutivo do tratamento. 
 A radiografia de tórax é fundamental e indispensável. 
 A ultrassonografia à beira do leito é bastante útil, principalmente nos pacientes submetidos a cirurgias abdominais, 
pois além de diagnosticar o local da infecção, pode orientar punções de abcessos ou coleções líquidas 
intracavitárias. 
 A tomografia computadorizada e a ressonância nuclear magnética podem localizar, com grande sensibilidade e 
exatidão, focos de infecção intracranianos, intratorácicos e intra-abdominais. 
 O ecocardiograma, além de avaliar o desempenho cardíaco, pode identificar vegetações nas valvas cardíacas e 
ajudar no diagnóstico de endocardite bacteriana. 
 
TRATAMENTO: 
Fechamento – Problema 1 Módulo Febre, Infamação e Infecção Hyana M. 
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UNIME 2021 
 
 O tratamento da sepse apresenta seis pilares importantes: 
1. Reconhecimento precoce. 
2. Coleta de culturas. 
3. Coleta de lactato. 
4. Antibioticoterapia da primeira hora. 
5. Fluidoterapia. 
6. Ressuscitação precoce guiado por metas. 
 
 Depois de levantar a suspeita de sepse, a gente deve manejar o paciente o mais rápido possível, e iniciando logo a 
monitorização desse paciente. 
 E com isso devemos também garantir o acesso vascular, e 
simultaneamente colher os exames necessários para definir o SOFA. 
 É importante investigar o foco infeccioso e por isso deve ser solicitado 
também 2 hemoculturas de sítios diferentes e culturas de todos os sítios 
pertinentes. 
 Esses exames precisam ser feitos antes do início da terapia medicamentosa. 
 Mas não se deve atrasar a conduta inicial esperando os resultados. 
 A antibioticoterapia deve ser instituída de imediato (antes da primeira hora após o atendimento ao paciente), 
preferencialmente após a coleta das culturas. 
 A escolha de qual medicação deve ser usada, vai variar de acordo com o foco suspeito de infecção. 
 A escolha inicial deve incluir uma cobertura de “amplo 
espectro”, com um único agente ou uma combinação 
de agentes. 
 E ai esse espectro vai ser diminuido após a indentificação 
da sensibilidade dos patogenos. 
 
 
 Assim que forem colhidos os exames de investigação do 
foco infeccioso, deve iniciar o pacote de 1hora, que foi 
proposto pela Campanha de Sobrevivência á Sepse em 2018. 
 O que ele diz é que temos 1 hora desde a triagem do paciente, para começar a realizar toda abordagem inicial para 
Sepse. 
 
 Para todos os pacientes deve-se colher o lactato, podendo ser arterial ou misto. 
ATENÇÃO: se o paciente estiver com sinais de hipotensão e/ou lactato 2x maior do que o valor de referência (2mmol/L ou 
18mg/dL), aí está indicado fazer reposição volêmica no paciente através da infusão de cristaloide, 30mL/kg por 3h, se 
atentando ao fato de que cada paciente deve ser individualizado, pois nem todos suportam a mesma reposição de fluidos --
- por causa de comorbidades prévias ou estrutura física. 
 Administrar fluido intravenoso: A ressuscitação volêmica precoce e eficaz é crucial para a estabilização da 
hipoperfusão tecidual induzida pela sepse ou choque séptico. Deve-se começar imediatamente após o 
reconhecimento de um paciente com sepse e/ou hipotensão e lactato elevado, e completado dentro de 3 horas de 
reconhecimento. 
 Final: Passado tudo isso, o paciente deve ser internado e continuar com a monitorização e com o tratamento para a 
infecção. E aqueles que apresentaram hiperlactatemia, é importante mensurar o lactato mais uma vez entre 2-4h após 
a aplicação do protocolo para reavaliar o estado do paciente 
 
 
 
 
 
EXAMES NECESSARIOS: 
Gasometria arterial Hemoograma 
Plaquetograma Coagulograma 
Bilirrubina Creatinina 
Fechamento – Problema 1 Módulo Febre, Infamação e Infecção Hyana M. 
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MUDANÇA NO PROTOCOLO da SSC: 
 
O que muda? 
 A mudança é que os pacotes de 3h e 6h foram combinados em um único pacote de 1 hora, e o objetivo foi de 
iniciar as etapas de abordagem o mais rápido possível. 
 Isso acaba refletindo na realidade da clinica, porque os médicos eles iniciam o tratamento imediato 
(principalmente aqueles pacientes com hipotensão), eles não prologam as medidas de ressuscitação. 
 Pode ser necessário mais de 1 hora para que a ressuscitação seja concluída, mas o inicio da reanimação e o 
tratamento devem ser iniciados imediatamente. Ex: obtenção de sangue para medir lactato e hemoculturas, adm 
de fluidos e antibióticos e nos casos com hipotensão com risco de vida, iniciar drogas vasopressoras.

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