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Prova da estrutura metálica da PPR

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Prova da Estrutura Metálica
Fases de confecção da PPR:
1 – Planejamento
2 – Preparo do sistema de suporte
3 – Moldagem e obtenção dos modelos de trabalho
4 – Obtenção da estrutura metálica
Confecção da estrutura metálica
Fase laboratorial
Enviar ao laboratório:
- modelo de estudo delineado com o desenho da estrutura metálica planejada
- modelo de trabalho (nesse não realizamos nenhum tipo de preparo)
Etapas laboratoriais
- obtenção do modelo refratário
- enceramento
- inclusão
- fundição
- acabamento e polimento
Duplicação do modelo de trabalho: a estrutura metálica não é confeccionada diretamente
sobre o modelo de trabalho, esse modelo passa por um processo de duplicação. O modelo
de trabalho será utilizado para adaptação final da estrutura metálica e também porque é
necessário a confecção de um modelo de revestimento para o enceramento e fundição da
PPR
Obtenção do modelo refratário
- transferência da trajetória de inserção do modelo de estudo para o de trabalho
- alívio das áreas retentivas do modelo de trabalho (regiões abaixo do EP, com cera que
depois é recortada)
- exposição dos pontos de retenção (tira a cera desse local)
- alívio para o conector maior e braço de acesso dos grampos tipo barra
- alívio para a rede de retenção (criar espaço para ser envolvido pela Resina acrílica)
- posicionamento de um “fio azul” que será a linha de término, responsável pela junção
entre a estrutura metálica e resina acrílica da base da prótese
- alívio das áreas retentivas do modelo
- duplicação do modelo utilizando uma mufla
Duplicação
Materiais:
- hidrocolóides reversíveis de base aquosa (mais utilizados, baixo custo e possibilidade de
reaproveitamento)
- colóides à base de glicerina
- silicones
O modelo após duplicado passa por um processo de secagem e de banho de parafina, para
ficar pronto para o enceramento
Enceramento da estrutura metálica
- inicia-se pelo enceramento dos conectores menores e apoios
- confecção dos grampos (utilizamos padrões pré-fabricados, maior padronização da
estrutura metálica), existem padrões pré-fabricados para cada um dos grampos e para
outros elementos da estrutura metálica
- posicionamento dos padrões pré-fabricados (grampos, conector maior, rede de
retenção)
- união das partes
- avaliação do enceramento (comparar o enceramento com o desenho)
Após fundida, não é possível fazer reparos na estrutura metálica
Preparo para fundição
- colocação dos canais de alimentação (caminho pelo qual a liga irá percorrer no processo
de fundição)
- inclusão do enceramento em revestimento
- bloco de revestimento é levado ao forno para sofrer a expansão necessária
compensando a contração da liga metálica e também para a eliminação da cera)
Ligas metálicas para PPR
- ligas de ouro (antigamente)
- ligas de Co-Cr (custo acessível, boas propriedades mecânicas – atualmente é a mais
usada)
- titânio e ligas de titânio (alto custo – alérgicos ao Co-Cr)
Fundição
- fundição por chama direta
- injeção da liga por centrifugação
- após a fundição aguardamos a resfriamento do bloco de revestimento para pode abrir e
dar os acabamentos
Acabamento e polimento
- aspecto grosseiro após fundição
Deve passar por um cuidadoso processo de acabamento:
- jateamento com Óxido de alumínio (remover os resíduos de revestimento)
- recorte dos sprue e de todas as rebarbas e partes necessárias (com discos e pontas
próprias)
- polimento da parte externa da estrutura com pedras e pontas abrasivas
- na parte interna apenas removemos pontas e irregularidades e depois essa passará por
um polimento eletrolítico (evita o desgaste desnecessário que poderia causar desaptação)
Atenção! A estrutura metálica passa por diversos processos até que se obtenha a
estrutura final, o que envolve vários tipos de matérias que podem causar algum tipo de
alteração ao longo do seu processamento. Por isso, a fase de prova da estrutura é
extremamente importante para obtermos adaptação e conforto do paciente
Prova da estrutura metálica
Verificar:
- adaptação
- oclusão
- estética e fonética
Antes de levar a estrutura à boca do paciente fazer uma primeira análise da estrutura no
modelo de trabalho:
- observar todas as áreas do modelo de trabalho que sofreram qualquer desgaste (se há
áreas desgastadas no modelo é porque precisa de força para posicionar a estrutura –
não vai adaptar em boca)
- aliviar as áreas correspondentes na estrutura metálica (ponta diamantada em alta
rotação)
Exceção: áreas correspondentes às extremidades ativas dos braços de retenção
A estrutura metálica muito retentiva no modelo não significa que estará muito justa na
boca, isso ocorre devido à fricção entre a estrutura metálica e o gesso
Observar sob lupa:
- nódulos (remover)
- porosidades
- falhas de fundição
- bordas cortantes (arredondar)
A inserção da estrutura deve ser feita pelo dentista aplicando pressão moderada sobre
os apoios em direção paralela à trajetória de inserção
- instruir o paciente para que não tente assentar a estrutura mordendo devido à
possibilidade de distorções ou fraturas (estrutura e dentes pilares)
Ajuste da estrutura metálica sobre o sistema de suporte:
A estrutura metálica deve ser ajustada ao sistema de suporte, primeiramente em relação
aos dentes pilares e depois em relação a arcada antagonista
Dentes pilares
- mesma adaptação do modelo de trabalho
- apoios corretamente assentados nos nichos
- os grampos de retenção estão nas áreas corretas
- a rede de retenção está aliviada
- o conector maior está bem adaptado
- estruturas com grande quantidade de metal são mais difíceis de adaptar
- inserção e remoção não devem exigir grandes esforços (num primeiro momento não é
possível devido às interferências em apoios, grampos e conectores menores)
Meios de evidenciação
- facilita a visualização das áreas de interferências
- carbono líquido ou spray (película fina, cor de fácil visualização)
- passar no interior da estrutura
- secar a cavidade bucal
- inserir a estrutura até onde for possível
- áreas em que ocorreu remoção do evidenciador são aquelas em que está ocorrendo
interferências
- desgastar essa área com ponta diamantada
- repetir até obter a completa adaptação da PPR na boca
OBS: área do Top tissular, não é aliviada, é confeccionada diretamente sobre o modelo e
por isso pode causar maior interferência
Ajuste da oclusão
- a oclusão deve ser ajustada até que os dentes ocluam em todas as posições funcionais
com a prótese em posição da mesma forma que ocluem sem a prótese na boca
- pinça + carbono, marcar os pontos oclusais e verificar áreas de interferência
- se houver, devemos ajustar com pontas diamantadas em alta rotação
Sequência para ajuste de 2 estruturas metálicas (superior e inferior no msm
paciente)
1. ajuste da 1ª estrutura sobre os dentes pilares
2. ajuste da 1ª estrutura contra a arcada antagonista
3. ajuste da 2ª estrutura sobre os dentes pilares
4. ajuste da 2ª estrutura contra a arca antagonista
5. ajuste simultâneo, em oclusão, das 2 estruturas metálicas
Atenção! Normalmente a estrutura metálica vem assentada sobre o modelo de trabalho.
Se, a partir daí, não é possível o assentamento correto sobre o sistema de suporte o mais
provável é que o modelo de trabalho não corresponde à real situação da boca do paciente.
Problemas associados à prova da estrutura metálica
1 - A estrutura não pode ser totalmente assentada, estando perfeitamente assentada
sobre o modelo de trabalho
Causa possível:
- molde ou modelo de trabalho inexato
- falhas laboratoriais
Solução:
- refazer a moldagem e modelo de trabalho
Causa possível:
- movimentação ou mudança na arcada durante o intervalo de tempo decorrido entre a
obtenção do modelo e a prova da estrutura (migração, extrusão)
Solução:
- se possível, ajustar ou refazer a moldagem
2 – A estrutura pode ser assentada, mas não tem retenção
Causa possível:
- grampo aberto durante acabamento e/ou polimento
Solução:
- identificar e ajustar (pressionando sobre uma superfície rígida)
Causa possível
- falhas de delineamento ou planejamento
- preparo inadequado do sistema de