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DOENÇA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL

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RESUMO 
DOENÇA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL 
DEFINIÇÃO ⇒ A doença trofoblástica gestacional 
(DTG) se refere a um espectro de tumores 
placentários associados com a gravides, 
apresentando três tipos celulares: 
● Citotrofoblasto, constituinte do vilo corial 
● Sinciciotrofoblasto, constituindo do vilo corial 
● Trofoblasto intermediário, de localização 
extravilositaria 
Essa doença é dividida em em dois grupos 
conforme o risco: 
1. Doença benigna → Mola Hidatiforme 
2. Doença maligna → Tumor trofoblástico 
gestacional Ou Neoplasia trofoblástica 
Gestacional 
 
EPIDEMIOLOGIA ⇒ Embora sejam pouco 
prevalentes (1 caso a cada 10.000), suas 
complicações e o potencial de malignidade 
confere a esses tumores uma importância 
especial. 
 
 
Fatores de Risco → Apesar de a etiologia da doença ainda não ser conhecida, alguns fatores de risco 
são identificados, sendo eles: 
● Idade maior de 40 anos 
● Intervalo interpartal curto 
● Síndrome do ovário policístico 
● Abortamentos prévios 
● Mola Hidatiforme anterior 
● Inseminação artificial 
● Tabagismo 
● Exposição a radiação ionizante 
● Uso de contraceptivos orais 
 
MOLA HIDATIFORME - não faz essa merda pelo medcurso não… ta horrivel isso 
ETIOLOGIA ⇒ Não se sabe a etiologia correta, porém duas teorias tentam explicar o desenvolvimento 
da doença: 
1. Ocorrência de degeneração das vilosidades coriónicas associada a hiperplasia dos elementos 
trofoblásticos 
2. Neoplasia benigna do trofoblasto, que leva a degeneração das vilosidades coriónicas 
OBS: Em ⅔ dos abortamentos espontâneos é possível observar a degeneração micromolar (edema das 
vilosidades coriónicas com potencial molar) 
 
PATOLOGIA ⇒ Macroscopicamente é possível observar no material vesicular eliminado uma vesícula 
com líquido claro, sendo semelhante a “cachos de uvas” ou “hidatides”. Já com a microscopia, é 
possível observar uma proliferação trofoblástica, além da degeneração hidrópica do estroma e déficit da 
vascularização. 
A doença ainda pode ser dividida em duas formas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Feito por: Peterson Rech H. 191 1 
 
1. Mola Completa → Se caracteriza pela eliminação 
de grandes vesículas e pela ausência de feto e/ou 
âmnio. Geneticamente, a mola é sempre diploide, 
e todos os cromossomos são de origem paterna, 
sendo definida como origem androgenética, 
sendo: 
○ Homozigótica → Representa 90% dos casos, 
sendo um cariótipo 46 XX. Ocorre em casos 
onde o óvulo anucleado ou inativado é 
fertilizado por um espermatozóide 23X, que 
duplica o genoma e dá origem ao embrião com cromossomas totalmente paterna, levando a 
uma ocorrência de edema generalizado, hiperplasia grosseira do trofoblasto, com menor 
probabilidade de malignização quando comparado com o tipo heterozigoto 
○ Heterozigótica → Corresponde ao cariótipo 46 XY ou 46 XX, surgindo da fertilização de um 
óvulo por dois espermatozóides 23X e/ou 23Y. Nesse caso, há uma maior tendência para 
doença trofoblástica persistente, tendo um risco de evolução para tumores mais agressivos de 
20%. 
 
2. Mola Parcial ou Incompleta → Ocorre quando há 
uma triploidia no cariótipo, sendo encontrado casos 
genéticos como 69XXX, 69XXY ou 69 XYY, sendo 
que dois genomas são paternos e um materno. 
Nesse tipo de mola, ocorrem duas populações 
distintas de vilosidades coriais, uma normal e outra 
com degeneração hidrópica. 
○ A mola parcial geralmente não apresenta a 
aparência típica de “cachos de uva”. Nesse 
caso, sempre há presença de tecido fetal, 
mesmo que não seja visto macroscópicamente. 
 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS ⇒ O quadro clássico de sintomatologia é de sangramento vaginal, útero 
amolecido, geralmente indolor e maior que o esperado para idade gestacional, náuseas e vômitos 
intensos pelos altos niveis de B-hCG. Além disso, em alguns casos ocorre o desenvolvimento precoce 
de toxemia gravídica, que complica para eclâmpsia e/ou síndrome de HELLP. 
⤷ O sangramento é geralmente do tipo intermitente, tendo aumento de volume de forma gradual, 
podendo levar a quadros de anemia quando muito grave. 
⤷ O útero amolecido possui como característica o fenômeno de "útero em sanfona”, com um aumento 
do volume uterino inicial, que reduz com a eliminação do material e depois com novo crescimento 
por conta do grande acúmulo de coágulos. 
Em alguns casos pode ocorrer também o desenvolvimento de cistos ovarianos tecaluteínicos, que 
levam a ocorrência de massa anexial palpável ao exame ginecológico. 
⤷ Isso ocorre por conta da hiperestimulação dos ovários ao hCG, mas não devem ser tratados, pois 
normalmente regridem após resolução da doença, mas caso a doença não seja resolvida, pode 
ocorrer torção ou ruptura que evolui para quadro de abdome agudo. 
OBS: Outra complicação esperada em casos de mola completa é a hiperêmese gravídica, a 
hiperestimulação tireoidiana, a coagulação intravascular disseminada e a embolização trofoblástica. 
⤷ A hiperestimulação tireoidiana ocorre por que o hCG é parecido com o TSH estruturalmente, fazendo 
com que aumente a produção dos hormônios tireoidianos em 10% dos casos 
⤷ Já a hiperemese, que ocorre em 26% dos casos, ocorre por conta de um grande aumento do volume 
uterino associado a níveis altos de B-hCG que causam a instalação de um quadro de insuficiência 
pulmonar, tendo infiltrado pulmonar bilateral na radiografia. 
 
Feito por: Peterson Rech H. 191 2 
 
DIAGNÓSTICO ⇒ É realizado de forma clínica, com base nas 
manifestações clínicas, com auxílio do ultrassom e exames 
laboratoriais. 
Ultrassonografia → Em casos de mola completa, os vilos se 
apresentam com um padrão característico de “tempestade de neve” 
ou “flocos de neve” já em idades gestacionais precoces, além de 
consistir em uma massa central heterogênea com numerosos 
espaços anecoicos discretos, que correspondem ao edema difuso 
das vilosidades coriónicas hidrópicas. 
⤷ Nos casos de mola parcial, o ultrassom evidencia tecido 
placentário com ecos dispersos de dimensões variadas, 
associado a presença de feto, âmnio e cordão umbilical e/ou 
espaços anecoicos focais (similar a um queijo suiço). 
 
Diagnóstico Laboratorial → É baseado na dosagem do B-hCG, onde os níveis superiores a 200.000