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GRAVIDEZ ECTÓPICA

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corrói a parede da trompa até a sua 
rotura, acontecendo geralmente entre 12 e 16 semanas de gestação. 
○ OBS: Caso a gravidez se implante na porção ístmica, pode acontecer rotura tubária mais 
cedo. 
● Evolução para o termo → É muito raro, mas em alguns casos, pode ocorrer uma gravidez 
viável, porém frequentemente o feto vai apresentar deformações secundárias por conta da 
compressão extrínseca dos órgãos do abdome materno. 
 
Diagnóstico → O diagnóstico é realizado por meio da integração da anamnese, com exame físico e 
exames complementares. 
Anamnese → A gravidez tubária apresenta, nas fases iniciais, uma sintomatologia semelhante à 
encontrada na gravidez tópica (Atraso menstrual, distúrbios neurovegetativos como náuseas e 
vômitos), porém com o desenvolvimento da gestação a sintomatologia se modifica, se tornando 
semelhante a doenças abdominais. 
⤷ A queixa inicial é de dor persistente, progressiva e quase sempre unilateral, sendo localizada 
no baixo ventre. Essa dor é originada principalmente da penetração do trofoblasto na mucosa 
tubária, que leva a irritação do local e dor, porém pode ocorrer também por conta da 
multiplicação celular do ovo que distende a trompa levando a dor. 
⤷ Outra queixa bastante frequente é o sangramento genital, sugerindo uma ameaça de 
abortamento, que ocorre ou pela descamação do endométrio que se prepara para receber 
o ovo que não chega, ou pelo refluxo de sangue da trompa para a cavidade uterina e, daí 
para os genitais externos. 
OBS: Com o quadro de dor e sangramento, se a paciente possuir DIU, deve-se 
suspeitar da gravidez ectópica. 
 
Exame Físico → A palpação abdominal não contribui muito para o diagnóstico de gravidez 
ectópica, apenas permite identificar a região onde a dor se localiza, sendo útil para diagnóstico 
diferencial. 
Já o exame pélvico, pode contribuir a determinar o volume uterino e a existência ou não de massa 
anexial. Inicialmente, mesmo na gravidez tubária, o útero possui um aumento de volume, 
entretanto, esse crescimento é reduzido quando comparado a gravidez tópica. 
 
Exames Complementares → É utilizado para confirmação do diagnóstico, sendo que os avanços 
tecnológicos atuais já permitem o diagnóstico de gravidez ectópica antes mesmo que apareçam os 
sinais clínicos. 
Ultrassonografia → A ultrassonografia consegue identificar massas inferiores a 10 mm de 
diâmetro, sendo que quando feito de forma transvaginal possui uma sensibilidade e especificidade 
superior a 90% para diagnosticar a gravidez ectópica. 
⤷ Os dados ultrassonográficos que mais sugerem gravidez tubária são a ausência de saco 
gestacional intrauterino e a presença de massa anexial. 
Marcadores Hormonais → É utilizado a identificação do B-hCG na circulação materna para 
diagnóstico de gravidez, sendo ela ectópica ou tópica. 
⤷ Na gestação tópica, o hCH possui um crescimento rápido, de forma que seus níveis dobram a 
cada 48 a 72 horas. Já na gestação anormal, como a ectópica, a produção de B-hCG é 
diferente, crescendo menos ou permanecendo estável, com possibilidades de queda em 
alguns casos. 
OBS: As dosagens de B-hCG são insuficientes para diagnosticar gravidez ectópica, porém 
servem como fator confirmatório com a ultrassonografia. 
Feito por: Peterson Rech H. 191 3 
 
 
Tratamento → O tratamento pode ser realizado de duas formas, ou clínico ou cirúrgico, dependendo 
da necessidade. 
1. Terapêutica Cirúrgica → É a conduta padrão da gravidez ectópica, podendo ser empregada já 
como primeira escolha ou apenas em caso de falha do tratamento clínico. A técnica mais utilizada 
é a Salpingostomia por via laparoscópica, pois permite que futuramente a mulher possa ter 
filhos ainda 
⤷ A salpingostomia é a realização de uma 
incisão contra-mesentérica linear que 
permite abrir a trompa e retirar o 
concepto. 
OBS: No pós-cirúrgico deve ser realizado um 
acompanhamento de B-hCG, pois em 3 a 
20% dos casos pode ocorrer a persistência de tecido trofoblástico. 
2. Tratamento Clínico → Caso seja diagnosticada precocemente, em alguns casos é possível 
realizar apenas um tratamento medicamentoso com a administração de metotrexato , que é um 
antagonista do ácido fólico, que inibe a síntese de purinas e pirimidinas, interferindo na síntese de 
DNA e na multiplicação celular, levando ao abortamento. 
O protocolo principal do metotrexato é realizado em dose única de 50 mg/m², via intramuscular, 
com acompanhamento de dosagem do B-hCG no 4º e 7º dia após aplicação. Caso a redução do 
beta seja menor que 15%, deve-se realizar uma nova aplicação. 
⤷ O tratamento é efetivo em conceptos com menos de 3,5 cm no seu maior diâmetro, mas 
mesmo assim possui alguns critérios de utilização como: 
■ Saco gestacional menor que 3,5 cm 
■ Beta-hCG menor que 5.000 mUI/mL 
■ Ausência de batimentos cardíacos fetais 
■ Funções renais e hepáticas normais 
■ Ausência de imunodeficiência e discrasias sanguíneas. 
3. Conduta Expectante → Em alguns casos, onde a dosagem sérica de B-hCG é menor que 1000 
UI/mL, sem dor ou sangramento genital, pode ser realizado apenas uma conduta expectante, 
sendo recomendado a gestante que em qualquer sinal de alteração (sangramento ou dor) procure 
o médico. 
 
 
 
Feito por: Peterson Rech H. 191 4 
 
GRAVIDEZ ECTÓPICA OVARIANA ⇒ Na gravidez ovariana a fecundação acontece antes de o ovário 
expulsar o óvulo OU o ovo fertilizado é encaminhado para a cavidade abdominal e se fixa na superfície 
do ovário. 
Diagnóstico → É feito por meio de recursos laboratoriais (B-hCG) e ultrassonografia pélvica. 
⤷ O exame ultrassonográfico mostra um ovário aumentado de volume e ausência de saco 
gestacional na cavidade uterina. Em casos de dúvida, pode ser feito videolaparoscopia para 
confirmação diagnóstica. 
 
Tratamento → É realizado de forma cirúrgica com a remoção parcial ou total do ovário. 
 
GRAVIDEZ ABDOMINAL ⇒ Ocorre quando o ovo se implanta e se desenvolve na cavidade abdominal. 
Isso acontece quando o óvulo expulso do ovário cai na cavidade abdominal onde é fecundado. É um 
quadro bastante raro, tendo uma incidência de um