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ANEXOS EMBRIONÁRIOS

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PETERSON RECH H. - 110 
ANEXOS EMBRIONÁRIOS: 
DEFINIÇÃO ⇒ Os anexos embrionários são as estruturas que derivam dos folhetos germinativos do 
embrião (mesoderme, ectoderme e endoderme), mas que no entanto, não fazem parte do seu corpo, 
desaparecendo após o nascimento. 
⤷ De forma geral, esses anexos participam do desenvolvimento do embrião, auxiliando na nutrição, 
proteção e trocas de substâncias entre feto e mãe, sendo os anexos os seguintes: 
 
VESÍCULA VITELINA ⇒ É o primeiro anexo a ser formado, podendo ser chamado também de saco 
vitelínico. A estrutura se assemelha a uma bolsa e tem sua origem a partir do endoderma e do 
mesoderma. 
⤷ O endoderma é o folheto embrionário responsável por originar alguns órgãos do sistema digestório, 
assim, a vesícula vitelínica, por ser formada a partir deste folheto, está intimamente ligada ao 
intestino do embrião, de forma que em seu interior há o vitelo que é uma substância nutritiva que, 
junto com a placenta, garantir a alimentação do embrião. 
 
ÂMNIO ⇒ É um anexo formado a partir da mesoderma e do ectoderma. Nos mamíferos, essa estrutura 
é popularmente conhecida como “bolsa d’água”. A estrutura trata-se de uma espécie de membrana 
responsável por envolver integralmente o embrião formando uma cavidade chamada de cavidade 
amniótica, onde no seu interior se encontra o feto mergulhado em líquido amniótico, que proporciona 
um ambiente úmido ao feto e garante proteção contra choques mecânicos, desidratação e proteção 
contra algumas substâncias patológicas. 
⤷ Além disso, é por conta da cavidade e do líquido amniótico que o feto possui espaço para pequenas 
movimentações, que proporcionam o desenvolvimento muscular e impede sua adesão ao âmnio. 
OBS: O líquido da cavidade amniótica é completamente absorvido ao final do desenvolvimento do feto, 
sendo que essa absorção se dá pelo trato gastrointestinal durante a gravidez. 
 
 
Feito por: Peterson Rech H. 191 1 
 
CÓRION ⇒ É também conhecido como serosa, sendo o anexo embrionário mais externo, responsável 
por envolver o embrião e todos os demais anexos. O cório é uma membrana originada a partir do 
mesoderma e do ectoderma, proporcionando não só uma proteção mecânica como também uma 
proteção térmica ao feto. 
⤷ Além disso, o cório também está relacionado com a defesa contra a entrada de micro-organismos 
patogênicos no concepto, e participa, junto com o alantóide, das trocas gasosas entre o ambiente 
externo e o embrião. 
Surge nas primeiras semanas do desenvolvimento embrionário. Com o passar da gravidez, as 
vilosidades do pólo embrionário continuam a crescer e se expandir, formando o córion frondoso, 
enquanto que as vilosidades do polo oposto se degeneram e formam o córion liso. 
⤷ Durante o processo de formação do córion frondoso, ocorre a reação decidual sobre o córion, 
constituindo uma camada compacta, chamada de placa decidual, de grandes células (células 
deciduais) que possuem grandes quantidades de lipídeos e glicogênio. 
Já em relação ao córion liso, ocorre a decídua capsular, que envolve o córion liso com uma camada que 
se distende e degenera devido ao crescimento da cavidade coriônica. Com o desenvolvimento, o córion 
liso então entra em contato e se funde com a parede uterina, do lado oposto do útero, formando a 
decídua parietal. 
 
A → Vilosidade primária 
B → Vilosidade secundária 
C e D → Vilosidade terciária 
OBS: A fusão do âmnio e do córion dá origem a membrana amniocoriônica, a qual oblitera a cavidade 
coriônica. Essa membrana futuramente se rompe durante o trabalho de parto. 
 
ALANTÓIDE ⇒ É uma membrana em formato de saco ou vesícula que se origina a partir do endoderma 
e do mesoderma. Essa estrutura possui a função de participar dos processos de trocas gasosas e da 
remoção e armazenamento de excretas produzidas pelo metabolismo do embrião. 
OBS: Nos seres humanos, essa estrutura é pouco desenvolvida, já que a placenta tem, dentre outras 
funções, a de desempenhar o papel de remoção das excretas. 
 
PLACENTA ⇒ Tem seu início de formação quando o embrião é implantado no útero, ocorrendo a partir 
da associação entre o córion, e alantóide e o endométrio uterino. 
⤷ É uma estrutura responsável por diversas funções como: 
1. Realizar as trocas gasosas com transporte de oxigênio e dióxido de carbono entre o sangue 
materno e o feto. 
2. Fornecer substâncias nutritivas necessárias para o crescimento e desenvolvimento do embrião 
3. Produção de hormônios femininos como progesterona e estrógeno para manutenção da 
gravidez 
4. Filtrar para a corrente sanguínea da mãe os resíduos que são eliminados pelo feto 
5. Transmitir anticorpos maternos ao feto para gerar imunidade para algumas doenças 
OBS: Após o nascimento do feto, a placenta, geralmente, se desprende da parede do útero em cerca 
de 30 minutos e é expelida pela cavidade uterina. 
Feito por: Peterson Rech H. 191 2 
 
 
 
É o local responsável pela troca de nutrientes e gases entre a mãe e o feto, sem que ocorra o contato 
entre o sangue dos dois indivíduos, possuindo uma ordem mista, que confere a placenta uma 
denominação de órgão fetomaternal, uma vez que possui o componente fetal (parte do saco coriônico, 
mais especificamente o córion frondoso) e um componente materno (derivado do endométrio uterino). 
OBS: O sangue da mãe e do feto só tem contato durante o parto, porém em uma proporção 
muito pequena. 
Funções placentária: 
● Realização de troca gasosa, nutrientes, excretas fetais e eletrólitos por meio de difusão simples. 
● Transmissão de anticorpos da classe IgG maternos para conferir imunidade ao feto 
● Produção de hormônios como HCG, progesterona, estradiol, lactogênio e somatotrofina pelo 
sinciciotrofoblasto 
 
Funcionamento Placentário → Na zona juncional feto materna, entre as placas coriônica (feto) e 
decidual (mãe), há a presença dos espaços intervilosos, os quais são repletos de sangue materno que 
trazem os nutrientes e captam as excretas por meio de difusão. 
OBS: Durante o 4ª e 5º mês de gestação, a decídua forma septos deciduais, que