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APS- Estádios do desenvolvimento Wallon

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UNIVERSIDADE PAULISTA
UNIP- CHÁCARA SANTO ANTÔNIO II
Instituto de Ciências Humanas
Curso de Psicologia
GEOVANNA DE ARAGÃO CONCEIÇÃO - N2877J-6
JEANE DO VALE CERQUEIRA BISPO - N4479C-0
MARINA MARINO DOMINGUEZ – T359IJ-6
ESTUDO DOS ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO DE WALLON
 SÃO PAULO
 2020 
GEOVANNA DE ARAGÃO CONCEIÇÃO – N2877J-6
JEANE DO VALE CERQUEIRA BISPO – N4479C-0
MARINA MARINO DOMINGUEZ – T359IJ-6
ESTUDO DOS ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO DE WALLON
Trabalho de Análise de 	histórias em quadrinhos com base nos estádios de desenvolvimento propostos por Henri Wallon. Apresentado a fim de avaliação à disciplina de APS “Psicologia Sociointeracionista”, relativo ao 4° semestre de 2020 do curso de Psicologia da Universidade Paulista – UNIP – Campus Chácara II.
Professorª: Aline Mizutani Gomes
SÃO PAULO
2020
Sumário
1.	INTRODUÇÃO	4
2.	ANÁLISE GIBI	7
3.	REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	9
 
1. INTRODUÇÃO
Henri Paul Hyacinthe Wallon nasceu em 15 de junho de 1879 e faleceu em 1 de dezembro de 1962. O francês foi médico, psicólogo e político. Tornou-se conhecido através de seu trabalho científico sobre psicologia do desenvolvimento com foco na infância, no qual adota uma postura interacionista. Wallon estudou o desenvolvimento de forma integral, considerando os aspectos cognitivos, afetivos e motores. Ele propõe cinco estágios do desenvolvimento infantil: impulsivo-emocional, sensório-motor e projetismo, personalismo, categorial puberdade e adolescência:
 Estádio Impulsivo- emocional (0 a 1 ano)
No início da vida da criança (os primeiros três meses), ela realiza movimentos reflexos involuntários, impulsivos, ou seja, a criança não tem controle sobre os movimentos.” Incapaz de nada efetuar por si só, é manipulado por outrem, e é nos movimentos de outrem que tomarão forma as suas primeiras atitudes. (WALLON,1979, p.151). No entanto, no decorrer do desenvolvimento, a criança passa a responder afetivamente aos seus cuidadores através de gestos como o sorriso. Além disso, os cuidadores têm um papel importante na vida dessa criança, pois são os mediadores entre a criança e o meio. Para Wallon a função inicial da expressão emotiva do bebê é chamar a atenção da mãe para suas necessidades, assim através do grito ou choro, eles se comunicam, constituindo formas de sobrevivência e socialização. 
Estádio sensório- motor e projetivo (1 a 3 anos)
Diferentemente do estádio impulsivo emocional que é subjetivo, a criança que se encontra no estádio sensório-motor e projetivo vai explorar o ambiente concreto, a realidade exterior. A criança já tem certo domínio dos movimentos, mas seus pensamentos precisam dos gestos para serem exteriorizados. Segundo Costa (2005, p.34), a utilização de gestos serve agora “como suporte para que a criança consiga, 
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pela ação motora, dar forma ao pensamento”. Wallon apresenta dois movimentos projetivos: Imitação e Simulacro. No primeiro, a criança foca em um objeto presente, partindo de um esboço que induz o ato, já no segundo a criança foca em algum objeto não presente que induz sua ação.
Estádio do personalismo (3 a 6 anos)
 O estádio do personalismo é muito importante para a formação do caráter e personalidade, é nele que a criança vai se descobrir diferente não só do adulto como de outras crianças, rompendo o sincretismo com outras pessoas e iniciando uma busca pela independência e individualização que lhe causará diversos conflitos. A criança que antes se referia a ela mesma na terceira pessoa, agora utiliza pronomes como: mim e eu. Esse estádio se caracteriza por 3 fases: oposição, sedução e imitação. Na oposição (fase da recusa, reinvindicação), a criança sente um certo prazer em confrontar, contradizer as pessoas do seu ambiente. Na sedução ou idade da graça, a criança deseja ser admirada por outras pessoas ou sentir que as agradam, só assim ela se admirará também, o que vem acompanhado de sucesso ou fracasso. Na imitação, a criança começa a desejar características das pessoas em seu meio, pois enxerga as suas como “insuficientes”, cobiça as qualidades e méritos de outros que ela admira. Assim, ela reproduz as atitudes de pessoas com quem convive. O trabalho moral e afetivo é intenso nesta fase, assim a criança é capaz de identificar na sua “vida secreta” atitudes que seriam desaprovadas por seus pais, guardando este tipo de sentimentos para si.
Estádio Categorial (6 a 11 anos)
Aqui temos um período no qual há exaltação da inteligência sobre as emoções. 
Ocorre a maturação e desenvolvimento de funções neurológicas mais complexas. A criança começa a realizar algumas operações mentais como: a percepção de “reversibilidade de conceitos”, a realização de operações como soma e subtração que são operações inversas. Ela começa a abstrair conceitos concretos e começa o processo de categorização mental, por meio do qual ocorre um salto em seu
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desenvolvimento. De acordo com Amaral (2001, p.91) “é a emergência das categorias que vai permitir ordenar entre si impressões dispersas, manter a direção do pensamento, abstraí-lo dos desvios e possibilitar a realização de reduções necessárias para atingir o conceito”.
A criança já consegue se diferenciar do outro o que faz com que ela consiga compreender a si mesma. Ela também é seletiva nos fatos que mais lhe interessam podendo os escolher entre os diversos estímulos em que o ambiente apresenta. Essa fase também é marcada pela socialização da criança, pois segundo Wallon (1975, p.215) “há tomada de consciência pelo indivíduo do grupo de que faz parte, há tomada de consciência pelo grupo da importância que pode ter em relação aos indivíduos. 
Estádio da Adolescência e puberdade (11 em diante)
Nesse período ocorrem transformações psíquicas (que se dão pelas preponderâncias afetivas) e corporais (por conta do amadurecimento sexual). O jovem enfrenta conflitos internos e externos nesta fase. Tem a necessidade de unir-se a seus semelhantes e se opor ao adulto, diferentemente do estádio do personalismo em que a oposição era em relação à pessoa. 
O adulto traz consigo uma representação (dos costumes, controle, hábitos...) e o jovem quer se opor à essa representação, pois é nessa fase que começa a questioná-la. Essas atitudes são de extrema importância para que a personalidade do jovem comece a tomar forma. Para Wallon, os estádios do desenvolvimento não se encerram na adolescência, eles se perduram por toda a vida da pessoa.
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 “É contra a natureza tratar a criança fragmentariamente. Em cada idade, ela constitui um conjunto indissociável e original. Na sucessão das suas idades ela é um único e mesmo ser em curso metamorfoses. Sua unidade, feita de contrastes e de conflitos será por isso mais suscetível de desenvolvimento e de novidade”. (WALLON, 2007. p. 198)
2. ANÁLISE GIBI
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No quadrinho podemos perceber

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