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DESNUTRIÇÃO NA INFÂNCIA

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Desnutrição na Infância
DESNUTRIÇÃO PROTÉICO CALÓRICA NA INFÂNCIA
Pela OMS, a desnutrição é o resultado final de uma
falta crônica de atenção nutricional e também
emocional por parte das pessoas que cuidam das
crianças, que, por falta de conhecimentos, por pobreza
ou por problemas familiares, são incapazes de
proporcionar a nutrição e os cuidados que estas
requerem.
A desnutrição geralmente se inicia no útero, acomete
as crianças e, através das meninas e mulheres, se
estende à vida adulta e às próximas gerações, pelo seu
efeito negativo aditivo sobre o baixo peso dos bebês.
FATORES ETIOLÓGICOS
- Baixo nível sócio econômico que está
associado a falta de ingestão alimentar;
- Más condições ambientais, levando a maior
probabilidade de infecções e hospitalizações;
- Baixo nível educacional e cultural, levando as
crianças a uma privação afetiva e ao desmame
precoce;
- Desestruturação familiar, sendo muitas vezes
os pais separados, a mãe trabalha fora
deixando o cuidado da criança para idosos ou
pessoas não habilitadas para isto.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Pode ser leve, moderada ou grave e dependente do
grau e da duração da deficiência alimentar bem como
da atuação de fatores predisponentes.
Os sinais e sintomas mais frequentes são a diminuição
da atividade física, a parada do crescimento, do ganho
de peso e em fases mais avançadas a perda de peso.
DESNUTRIÇÃO GRAVE
A desnutrição grave quando instalada pode ser
classificada em 3 tipos clínicos: Marasmo,
Kwashiorkor-marasmático e Kwashiorkor.
As crianças que não apresentam as características
clínicas do marasmo, mas que apresentam déficit de
crescimento, são consideradas desnutridas moderadas
ou leves.
DESNUTRIÇÃO DE KWASHIORKOR
- Retardo no crescimento;
- Perda de gordura subcutânea e muscular;
- Edema depressível que se localiza
principalmente nas pernas, nas crianças que
caminham, mas que pode atingir todo o corpo;
- Hepatomegalia acentuada devido a esteatose
hepática;
- Alterações mentais e de humor;
- Lesões de cabelos (textura, cor, sem brilho,
queda) generalizadas ou localizadas (sinal da
bandeira);
- Lesões de pele (despigmentação, dermatose de
áreas de fricção, descamação);
- Anorexia, diarréia, infecções e deficiências de
micronutrientes (vitamina A, zinco, ferro) são
frequentes.
- A presença de um significante grau de perda de
peso e a presença de edema são os aspectos
essenciais para o diagnóstico de Kwashiorkor.
DESNUTRIÇÃO MARASMO
- É muito magra, com evidente perda de massa
muscular, extremidades muito delgadas e
abdome às vezes proeminente.
- A face tem uma aparência de “velho” ou
“simiesca”. Pregas frouxas da pele podem ser
vistas, principalmente nas nádegas.
- Peso muito baixo (peso por idade inferior a 60%
do peso previsto para a idade);
- Retardo no crescimento (baixa estatura para a
idade);
- Gordura cutânea escassa ou ausente;
- Diarréia, infecção respiratória, parasitoses e
tuberculose comumente estão presentes, bem
como sinais de carências de micronutrientes,
como xeroftalmia, deficiência de vitamina B,
anemia ferropriva e outras;
- O estado de ânimo pode ser mais ansioso do
que apático;
- A temperatura corporal tende à hipotermia.
KWASHIORKOR-MARASMO
Uma proporção das crianças desnutridas pode
apresentar uma forma de desnutrição mista, o
Kwashiorkor- marasmático, com características mistas
em relação às duas outras formas clínicas.
Geralmente, quando desaparece o edema com o
tratamento, pode-se ver que elas são portadoras de
marasmo.
AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL
- Altura por idade
- Peso por altura
- Peso por idade
ESCORE Z
Escore Z negativo, indica que a criança está abaixo do
padrão de estado nutricional desejável.
Se o escore Z é igual ou inferior a -3 DP, considera-se
que existe desnutrição grave;
Entre 2 a -2,9 DP, desnutrição moderada.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico de desnutrição é feito a partir da história
clínica da criança, bem como pelo seu exame clínico e
determinação do estado nutricional.
A avaliação e cuidadoso acompanhamento clínico da
criança é o guia mais importante para o diagnóstico e
para definir e monitorizar o tratamento da criança.
A clínica da criança é soberana em todos os momentos
do tratamento, inclusive nas situações de
impossibilidade de realização ou de dificuldades de
interpretações de exames laboratoriais.
TRATAMENTO
Na dependência da sua gravidade, as crianças
desnutridas podem ser tratadas em hospital, centros de
nutrição, ambulatórios e na comunidade/domicílio.
Tratamento Hospitalar:
- Devem ser hospitalizadas para tratamento as
crianças com manifestações clínicas de
Kwashiorkor, Marasmo ou
Kwashiorkor-marasmático, cujo peso para a
idade (P/I) seja menor que -3DP, associado a
inapetência acentuada;
- Diarréia e/ou vômitos;
- Qualquer infecção associada; Também devem
ser hospitalizadas crianças com DEP grave (P/I
< -3DP) que não podem ser referidas para
tratamento ambulatorial.
Fases do Tratamento da Desnutrição
- Na fase de estabilização, que vai do 1º ao 7º dia
de tratamento, são identificados e tratados os
problemas com risco de vida, corrigidas as
deficiências específicas, assim como as
anormalidades metabólicas, e inicia-se a
alimentação.
- Na fase de reabilitação, que dura da 2ª até 6ª
semana, a criança deve ser alimentada de
forma intensiva para recuperar a maior parte do
peso perdido. Aumenta-se a estimulação
emocional e física, treina-se a mãe ou pessoa
que cuida da criança para continuar os
cuidados em casa e, finalmente, prepara-se a
alta da criança.
- Se a duração da hospitalização for menor que 6
semanas, deve-se assegurar o suporte
adequado para completar o tratamento de
reabilitação em centro de nutrição, ambulatório
e domicílio.
- A fase de acompanhamento, da 7a à 26a
semana, inicia-se imediatamente após a alta,
principalmente se a criança recebeu alta antes
de completar a reabilitação.
- Acompanha-se a criança e sua família, para
prevenir a recaída e assegurar a continuidade
do desenvolvimento emocional, físico e mental
da criança.
ORIENTAÇÕES
As ações de manejo dietético podem ser promovidas
pelos profissionais de saúde através de orientação
direta às mães sobre aleitamento materno, alimentação
complementar para crianças a partir de 6 meses,
incluindo alimentos ricos em vitamina A, ferro, zinco e
vitamina B6.