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Desnutrição - P4

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Desnutrição 
OBJETIVOS: 
1. Caracterizar a desnutrição quanto à: 
• Classificação 
• Sintomas 
• Fatores hormonais 
• Causas 
• Fisiopatologia 
• Diagnóstico 
• Prevenção 
• Epidemiologia 
• Conduta 
2. Caracterizar a obesidade quanto à: 
• Classificação 
• Sintomatologia 
• Fatores hormonais 
• Causas 
• Fisiopatologia 
• Diagnostico 
• Prevenção 
• Epidemiologia 
• Conduta 
3. Descrever os cuidados referentes à 
saúde bucal da criança e do 
adolescente 
4. Conhecer os principais programas de 
saúde publica referente à saúde da 
criança e do adolescente. 
DESNUTRIÇÃO: 
Desnutrição é o estado de deficiência ou 
excesso de macronutrientes quanto de 
micronutrientes. 
A desnutrição energético-proteica (DEP) é 
classificada como primária, quando não há 
doença associada, ou secundaria quando há 
doença relacionada (por baixa ou ingestão 
alimentar inadequada, por necessidades 
aumentadas, dificuldade de absorção..) 
Pode ser associado a doença celíaca, 
síndrome da imunodeficiência adquirida e 
cardiopatias congênitas. 
à Colapso endócrino-metabólico 
Mudanças intensas na maioria dos 
sistemas, como, endócrino, imune, nervo 
central, gastrointestinal, cardiovascular e 
renal. 
• A escassez de nutrientes favorece 
a hipoglicemia, lipólise, glicólise, 
glicogenólise e neoglicogênese. 
• Diminuição da produção de 
insulina e aumento da resistência 
periférica pela acao dos 
hormônios contrarreguladores 
(hormônio do crescimento, 
epinefrina e corticosteroides) 
• Redução no metabolismo com 
alterações na via tireoidiana e 
aproveitamento de iodo e 
conversão hormonal, pra reduzir 
o gasto de oxigênio e conservar 
energia. 
à alteraçōes gastrointestinais: 
• Insuficiencia pancreática 
• Crescimento bacteriano 
• Atrofia das vilosidades intestinais 
• Redução na capacidade absortiva 
do organismo 
• Compromentimento na produção 
de dissacaridases 
à Kwashiorkor: forma grave de 
desnutrição 
à Diagnósticos: 
• Fome por escassez de recursos 
econômicos à marasmo 
• Riqueza de recursos naturais mas 
desconhecimento da oferta 
adequada de alimentações, pobre 
em proteínas e micronutrientes 
à kwashiorkor 
• Deficiencia de micronutrientes 
A avaliação deve ser feita por anamnese, 
exame físico, aferição de medidas 
antropométricas, como medida da 
circunferência braquial e exames 
laboratoriais. Além de verificar situações 
pré e pós natais. 
à Sinais: 
• Emagrecimento intenso e visível 
• Alteração dos cabelos 
• Dermatoses 
• Hipotrofia muscular 
• Redução do tecido subcutâneo 
à Kwashiorkor: 
• Acomete crianças acima de 2 
anos 
• Lesōes na pele, acometimento 
dos cabelos, hepatomegalia, 
ascite, facies de lua, edema de 
membros inferiores e apatia 
 
 
 
à Marasmo: 
• Acomete crianças menores de 12 
meses 
• Emagrecimento acentuado, baixa 
atividade, irritabilidade, atrofia 
muscular e subcutânea, com 
desaparecimento da gordura de 
Bichat e costelas visiveis. 
à Tratamento: 
1ª fase: estabilização à tratar as 
morbidades associadas com o risco de 
morte, corrigir as deficiências nutricionais 
especificas, reverter anormalidade 
metabolicas e iniciar a alimentação. 
2ª fase: reabilitação à progredir com a 
dieta de modo mais intensivo visando 
recuperar grande parte do peso perdido, 
estimular física e emocionalmente, orientar 
os responsáveis e preparar a alta. 
3ª fase: acompanhamento. 
OBESIDADE: 
A obesidade exógena é um distúrbio do 
metabolismo energético que acarreta 
acumulo excessivo de gordura corporal. 
• Estilo de vida sedentário 
• Consumo de alimentos com alta 
densidade energética 
• Alteraçōes de pele são comuns na 
obesidade, estrias, infecções 
fúngicas e bacterianas nas dobras 
• Hiperpigmentação nas axilas e 
pescoço, detecta 
hiperinsulinismo. 
• Pressao sistólica e diastolica 
aumentam com o aumento do 
IMC 
• Hiperatividade do sistema 
nervoso simpatico 
• Alterações vasculares estruturais 
e funcionais 
• Acao de proteínas do sistema 
renina-angiotensina secretadas 
pelo tecido adiposo. 
• Dislipidemia (aumento de TG e 
diminuição de HDL-C) 
• Síndrome metabólica 
àA doença gordurosa do fígado não 
alcoólica pode ser encontrada em crianças 
e adolescentes obesos. O aumento de TG e 
ácidos graxos livres circulantes contribui 
para o acúmulo de gordura no fígado, 
causando a esteatose hepática, que tem 
possibilidade de progredir para esteato-
hepatite e cirrose hepática. 
à Adolescentes obesas podem apresentar 
SOP que é relacionado ao 
hiperandrogenismo e resistência a insulina 
à Distúrbios respiratórios são muito 
comum em obesos, por conta de gordura 
na faringe, estreitando e dificultando a 
passagem do ar pelas vias aéreas 
superiores e também pela restrição da 
expansibilidade da caixa torácica. 
• Apneia obstrutiva do sono, são 
episodios repetidos de pausas 
respiratórias durante o sono, além 
de múltiplos despertares, 
acarretando sonolência diuna, 
déficit de atenção e 
desenvolvimento de doenças 
cardiovasculares futuras. 
à Diagnóstico: 
Geralmente é feito por dados 
antropométricos e IMC, circunferência 
abdominal e espessao das pregas cutâneas. 
Se possível fazer a absorciometria por 
dupla emissão de feixes que detecta a 
quantidade de massa magra e de massa 
gorda. 
à Tratamento: 
É feita uma abordagem multidisciplinar, 
pediatra, nutricionista, educador fisico e 
psicólogo, o tratamento costuma ter longa 
duração e por fim, o acompanhamento com 
exames. 
à Prevenção: Pode ser feita apenas com 
uma alimentação balanceada e exercício 
físico moderado de acordo com cada 
criança. 
SAÚDE BUCAL: 
à O atendimento odontológico deve ser 
iniciado entre 6 e 12 meses de vida, 
seguindo controles periódicos que visem 
reduzir o risco da criança a doenças bucais 
e dentárias. 
 Podem estar relacionadas aos defeitos no 
desenvolvimento dos dentes e outros 
problemas bucais: 
• Doenças maternas 
• Uso de medicamentos 
• Alimentação desiquilibrada 
• Poluição intrauterina, como 
dioxina, uso de tabaco e álcool 
entre outras. 
A alimentação, o sono, a fala, a 
comunicação, a interação social e a 
autoestima de crianças e adolescentes 
também podem ser afetadas por problemas 
de saúde bucal.