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Diarréia Aguda - P5

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. Lídia M Negrão – med 3 
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 DIARRÉIA AGUDA / IVAS 
OBJETIVOS: 
1. Caracterizar as principais infecções 
das vias aéreas superiores na 
infância. 
• Tipos 
• Agentes causadores 
• Sintomatologia 
• Diagnóstico 
• Diagnóstico diferencial 
2. Caracterizar a diarréia aguda na 
infância. 
• Tipos 
• Agentes causadores 
• Tratamento 
• Sintomatologia 
• Diagnóstico 
• Fisiopatologia 
IVAS PRINCIPAIS: 
à OTITE MÉDIA: 
A otite média é uma inflamação, infecciosa 
ou não que ocupa a fenda auditiva de 
forma focal ou generalizada. 
O osso temporal apresenta espaços 
pneumatizados contíguos e com isso, a 
orelha média pode envolver também a 
mastoide, o ápice petroso e as células 
perilabirínticas. 
• É maior nos meses de inverno 
• A otite média acompanha de infecção 
das vias aéreas superiores. 
Os fatores de risco são: baixo nível 
socioeconômico, disfunções da tuba 
auditiva, doença do 
refluxogastroesofágico. 
Os sintomas: Inicia-se com edema, 
engurgitamento capilar, e infiltrado 
polimorfonuclear na lâmina própria da 
mucosa da orelha média, produzindo um 
exsudato purulento. 
Pode ocorrer ulceração epitelial. 
Geralmente a otite média evolui para 
aguda e se não tratada, crônica. 
à OTITE MÉDIA AGUDA: 
É definida pela a presença de liquido 
preenchendo a cavidade da orelha media 
sob pressão, com inicio abrupto dos sinais 
e sintomas causados por essa inflamação. 
Etiologia: Estreptococos pneumoniae, 
Haemophilus influenza, Moraxella 
catarrhalis, entre outros. 
Os fatores de risco variam de hospedeiro 
para hospedeiro e dos fatores ambientais. 
 
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• Relacionados ao hospedeiro: é um 
fator de risco com relação a idade, 
caso seja antes dos 6 meses e o risco 
é aumentado caso a criança possua 
fenda palatina, síndrome de down, 
má formação craniofacial, 
imunodeficiência e discinética ciliar 
primária. 
• Relacionados ao ambiente: Costuma 
ocorre de IVAS, nos meses mais 
frios, contaminação em creches e 
escolas pela alta prevalência de 
IVAS, outro fator de risco é o 
tabagismo passivo. 
A OMA, é mais prevalente nos lactentes e 
em crianças pequenas por fatores 
anatômicos e imunológicos, característicos 
dessa faixa de idade. 
Sintomas: Otalgia, choro excessivo, febre, 
alterações do comportamento e do sono, 
irritabilidade, diminuição do apetite e até 
diarreia. 
Diagnostico diferencial da OMA é a 
hiperemia, opacidade, abaulamento e 
otorreia aguda (ela define, pois tem efusão 
– liquido-) 
à RINOSSINUSITES: 
 Sinusite é todo processo inflamatório da 
mucosa de revestimento da cavidade 
paranasal. Atualmente, o termo 
rinossinusite tem sido mais aceito, pois 
rinite e sinusite são doenças em 
continuidade. 
• A rinite existe isoladamente, mas a 
sinusite sem rinite é de ocorrência 
rara. 
A rinossinusite ocorre geralmente após 
uma infecção das vias aéreas superiores 
(IVAS) viral ou após uma inflamação 
alérgica rinossinusites bacterianas. 
Etiologia: 
• envolve o mecanismo de defesa do 
hospedeiro e o organismo infectante. 
• A obstrução do óstio do seio na 
rinossinusite aguda é mais frequente 
devido ao edema de mucosa, na 
rinossinusite crônica alguma 
normalidade anatômica que interfere 
na drenagem através do óstio está 
frequentemente presente. 
• Obstrução do óstio sinusal, parcial ou 
completa, resulta em estagnação de 
secreções, queda do pH e da tensão 
de oxigênio dentro do seio. 
• Estas alterações favorecem o 
crescimento bacteriano. A tensão de 
oxigênio dentro do seio pode chegar 
a zero, promovendo crescimento 
anaeróbio e de bactérias facultativas, 
que têm importante implicação na 
rinossinusite crônica. 
Os fatores de risco são: acometimento da 
função ciliar pela inspiração de ar frio ou 
seco, ou pelo uso de drogas e 
medicamentos (descongestionantes 
tópicos) ou pela exposição a fumaça de 
cigarro, Atresia coanal que interfere na 
drenagem nasal, infecção dentária, edema 
de mucosa (rinite alérgica, barotrauma), 
desvio de septo, pólipos, tampão nasal, 
entre outros. 
à RINOSSINUSITE CRÔNICA: 
Anaeróbios tem um papel significante na 
rinossinusite crônica. Vão predominar 
 
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prevotella, peptostreptococus e 
fusobacterium ssp 
O diagnostico diferencial é geralmente 
clínico e auxiliado pelos exames 
subsidiários selecionados. 
à RINOSSINUSITE AGUDA: 
Os sintomas mais freqüentes são: 
• Dor: Pode ser nasal, facial ou cefaléia. 
Em geral, a intensidade é pior pela manhã, 
diminuindo ao longo do dia, aparecendo 
geralmente na região do seio acometido. A 
rinossinusite do seio etmoidal apresenta-se 
com dor na parte medial do nariz e na área 
retrorbitária. 
A rinossinusite esfenoidal pode se 
manifestar por dor no vértex, bitemporal, 
retrorbitária e pode ser irradiada para 
pescoço e ombros. 
Na rinossinusite maxilar aguda pode haver 
queixa de odontalgia. 
• Febre: Está presente em 50% dos adultos 
com rinossinusite aguda. 
• Obstrução nasal e rinorréia: A secreção é 
geralmente verde-amarelada, podendo ser 
uni ou bilateral. O significado da cor e 
aspecto da secreção é controverso, pois 
secreção amarelada ou esverdeada não 
necessariamente implica infecção 
bacteriana. 
• Outros: halitose, anosmia e rinorréia 
posterior com tosse. Havendo história 
prévia de IVAS, o quadro é mais 
comumente bilateral e associado a 
sintomas sistêmicos (febre, astenia, 
letargia). 
 OS ACHADOS DO EXAME FÍSICO 
INCLUEM: 
• Secreção purulenta: Na região do meato 
médio, que pode ser secundária a 
rinossinusite maxilar, etmoidal ou frontal. 
Pus na região do meato superior implica 
rinossinusite etmoidal posterior ou 
esfenoidal. Além disso, a mucosa está 
congesta. 
• Dor à palpação: Os seios paranasais 
podem ser sensíveis à palpação. Em caso 
de infecção dentária envolvendo 
secundariamente o seio maxilar, os dentes 
acometidos são usualmente sensíveis à 
percussão. 
 
à AMIGDALITES AGUDAS: 
• Amigdalite aguda: dor de garganta, 
febre, disfagia e adenomegalia 
cervical ao exame: hiperemia de 
amigdalas com ou sem exsudatos 
purulentos. 
• Amigdalite crônica: dor de garganta 
crônica, halitose, eliminação de 
caseum, edema periamigdaliano e 
adenopatia cervical persistente. 
• Hiperplasia amigdalina: roncos, 
apneia obstrutiva do sono, disfagia e 
voz hipernasal. Na presença de 
quadro agudo associado, pode 
evoluir com insuficiência respiratória 
aguda. 
 
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Agentes etiológicos virais: rinovírus, 
corona vírus, adenovírus, herpes simples, 
influenza, coxsackie e outros. 
Agentes etiológicos bacterianos: As 
faringoamigdalites bacterianas – 
estreptococo beta hemolítico é o ais 
comum, cujo causas complicações como 
febre reumática e glomerulonefrite difusa 
aguda. 
Afeta crianças a partir de 3 anos com pico 
de incidência entre 5 e 10 anos, mas 
podendo acontecer em qualquer idade. 
Sintomas: dor de garganta, disfagia, 
mialgia, febre baixa, tosse, coriza hialina e 
espirros. 
No exame físico é possível identificar 
hiperemia e edema da mucosa faríngea e 
das amigdalas algumas vezes com 
exsudato. 
Diagnóstico: é basicamente clínico, porem 
é possível fazer outros testes para a 
identificação do estreptococo, como a 
cultura de orofaringe. 
à LARINGITE: 
É o processo inflamatório da faringe. 
• A queixa mais comum é a disfonia, 
independente da causa que pode ser 
de duração e severidades variáveis 
• Odinofagia 
• Tosse 
• Afonia 
• Dispneia 
Pode se instalar de forma água ou crônica. 
• Nas crianças, devido ao tamanho 
reduzido da via aérea e da cartilagem