A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
23 pág.
Apostila Direito do Consumidor - AV1 - COMPLETO

Pré-visualização | Página 5 de 9

ordem 
o chamado seria A. Ex.: da compra de um celular 
decorre um defeito, o consumidor quer acionar 
diretamente a marca (C), mas pela ordem ele 
deveria acionar a assistência primeiro (B). 
 
• A responsabilidade subsidiária refere-se ao 
comerciante, pois a responsabilidade inicial é 
do fabricante. 
 
Pressupostos da Responsabilidade 
 
• Conduta: o consumidor deve PROVAR que 
o fornecedor colocou o produto no mercado 
de consumo. 
Ex.: provar que o óculos que você comprou 
na 25 de Março é realmente da Ray Ban. 
 
• Dano: precisa ser um dano extrínseco ao 
produto, ou seja, o dano deve extrapolar os 
limites do produto e ocasionar dano no 
patrimônio do consumidor, podendo ser 
dano material, estético ou moral. 
Ex.: celular explode causando danos 
estéticos ao consumidor. Aqui é adotada o 
Princípio da reparação integral dos danos, 
deve ser reparado da forma mais completa 
possível. 
 
• Nexo Casual: precisa provar a relação de 
causa e efeito, ou seja, que a ação do 
fornecedor causou um dano ao consumidor. 
 
• Defeito: falha na segurança do produto, 
mas vale lembrar que todo produto possui 
uma potencialidade danosa normal e a 
responsabilidade só irá ocorrer se o defeito 
vier de forma inesperada. 
 
Prazo prescricional por fato do produto/serviço: 
 
O prazo de prescrição de um fato de produto ou 
serviço é de 05 anos! 
 
• Observe: 
 
Art. 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à 
reparação pelos danos causados por fato do 
produto ou do serviço prevista na Seção II deste 
Capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir 
do conhecimento do dano e de sua autoria. 
 
O Código do consumidor trabalha com 4 hipóteses 
de Responsabilidade, vejamos casa uma delas: 
 
 
 
Pontua o autor Daniel Amorim: o fato do produto, 
também conhecido como defeito do produto, está 
presente para assegurar que o consumidor possa 
pleitear responsabilidade civil objetiva direta e 
imediata contra o fabricante. De acordo com o 
Código de Defesa do Consumidor, o fornecedor de 
produtos ou serviços possui responsabilidade 
objetiva (artigos 12 e 14), ou seja, deve responder 
por prejuízos causados a terceiros 
independentemente da existência de culpa. 
 
 
Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, 
nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, 
independentemente da existência de culpa, pela 
reparação dos danos causados aos consumidores 
por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, 
construção, montagem, fórmulas, manipulação, 
apresentação ou acondicionamento de seus 
produtos, bem como por informações insuficientes 
ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. 
 
 
 
12 
§ 1° O produto é DEFEITUOSO quando não oferece a 
segurança que dele legitimamente se espera, 
levando-se em consideração as circunstâncias 
relevantes, entre as quais: 
 
I. sua apresentação; 
 
II. o uso e os riscos que razoavelmente dele se 
esperam; 
 
III. a época em que foi colocado em circulação. 
 
§ 2º O produto não é considerado defeituoso pelo 
fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado 
no mercado. 
 
§ 3° O fabricante, o construtor, o produtor ou 
importador só não será responsabilizado quando 
provar: 
 
I. que não colocou o produto no mercado; 
 
II. que, embora haja colocado o produto no 
mercado, o defeito inexiste; 
 
III. a culpa exclusiva do consumidor ou de 
terceiro. 
 
Para melhor entendimentos é necessário a revisão 
de alguns conceitos, vejamos: 
 
a) Fabricante: aquele que participa de forma 
ativa da fabricação do produto ou aquele 
que produz um componente ou peça do 
produto, bem como o montador do produto 
também é considerado fabricante para o 
CDC. 
 
 Fornecedor real: aquele que de fato 
fabrica o produto e o coloca no 
mercado de consumo; 
 Fornecedor presumido: aquele que 
não participa efetivamente no 
processo de fabricação, mas 
funciona como intermediário entre 
o fornecedor real e o consumidor, 
por exemplo o importador; 
 Fornecedor Aparente: aquele que 
coloca o marca no produto e gera 
uma confiança em tal produto, por 
exemplo, o franqueador. 
 
b) Produtor: aquela pessoa que coloca no 
mercado de consumo produtos NÃO 
industrializados, ou seja, produtos de origem 
animal ou vegetal. Ex.: agricultor que fornece 
verduras e legumes para o atacadão. 
 
c) Importador: aquele que coloca no mercado 
de consumo nacional um produto importado; 
 
d) Construtor: aquele que coloca no mercado 
de consumo bens imóveis, por exemplo, 
casas e prédios. 
 
Esses serão os possíveis responsabilizados pelas 
condutas no Código do Consumidor. 
 
Técnica de Responsabilização de Fornecedores NO 
Código do Consumidor: 
 
Caso o CDC utilize a expressão “Fornecedor” ele 
estará responsabilizando TODA a cadeia de 
fornecimento, ou seja, vai responsabilizar desde o 
fabricante até o comerciante. Já se o CDC utilizar 
uma nomenclatura específica como “Importador”, 
“Comerciante”, “Fabricante”, etc. Ele já estará 
apontando a quem irá responsabilizar, é uma 
nomenclatura específica, será atribuída 
responsabilidade APENAS a pessoa nominada. Ex.: “O 
produtor responde pelo advento...” só o produtor 
será responsabilizado. 
 
Relembrando: 
 
• Os pressupostos são: existência de uma 
conduta, da confirmação do dano e de um 
nexo casual entre eles; 
 
• O fato de existir outro produto de melhor 
qualidade no mercado não é suficiente para 
caracterizar um defeito; 
 
• O prazo de prescrição de um fato de 
produto ou serviço é de 05 anos! 
 
 
 
 
13 
O art. 12 trata das hipóteses de responsabilidade 
pelo produto, quando o fabricante, o consumidor, o 
produtor ou importador puder comprovar sua 
inocência. É válido ressaltar que o art. 13 trata sobre 
as responsabilidades do comerciante, que também 
pode ser responsabilizado nos termos do art. 12, 
vejamos: 
 
Art. 13. O comerciante é igualmente responsável, 
nos termos do artigo anterior, quando: 
 
I. o fabricante, o construtor, o produtor ou o 
importador não puderem ser identificados; 
 Produto anônimo. 
 
II. o produto for fornecido sem identificação 
clara do seu fabricante, produtor, 
construtor ou importador; 
 Produto mal identificado. 
 
III. não conservar adequadamente os produtos 
perecíveis. 
 Má conservação. 
 
Parágrafo único. Aquele que efetivar o pagamento 
ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso 
contra os demais responsáveis, segundo sua 
participação na causação do evento danoso. 
 
• Existe uma divergência doutrinaria acerca da 
natureza da responsabilidade do comerciante, 
para a doutrina majoritária a responsabilidade 
seria subsidiária, ou seja, ele só seria 
responsabilizado caso os sujeitos previstos no 
artigo 12 não pudessem ser responsabilizados. 
Além disso a resp. do consumidor só poderá 
existir nas hipóteses do artigo 13. 
 
Excludentes de Responsabilidade 
(Na modalidade de Fato do Produto) 
 
A lei 8.078/1990 tipifica certas excludentes 
próprias de responsabilidade civil em seus artigos 12, 
§ 3º e 14, § 3º. Para serem efetivas e afastar o 
dever de indenizar devem ter sido provocadas pelos 
fornecedores e prestadores. 
Excludente de Responsabilidade defeito: 
 
 
Art. 12, § 3º. O fabricante, o construtor, o 
produtor ou importador só não será responsabilizado 
quando provar: 
 
I. que não colocou o produto no mercado; 
 
II. que, embora haja colocado o produto no 
mercado, o defeito inexiste; 
 
III. a culpa exclusiva do consumidor ou de 
terceiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Art. 14, § 3º. O fornecedor de serviços só não 
será responsabilizado quando provar: 
 
I. que, tendo prestado o serviço, o defeito 
inexiste; 
 
II. a culpa exclusiva do consumidor ou de 
terceiro. 
 
Já o dispositivo (art. 14) trata das hipóteses de 
excludente do dever de reparar que decorre de 
serviço. 
 
 
Vejamos as principais hipóteses separadamente: 
 
1. Não colocação do produto no mercado: 
 
Nesse caso os fornecedores e prestadores não vão 
ter o dever de indenizar se não houver dano 
reparável. Em suma, ausente do dano,

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.