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Apostila Direito do Consumidor - AV1 - COMPLETO

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está ausente 
da responsabilidade. Ex.: um celular falsificado foi 
comprado e ao ser colocado para carregar explode, 
a marca responsável provando que aquele celular 
não foi fabricado ali e que não faz parte do seu 
catálogo de produtos, será excluído da 
responsabilidade. 
 
2. Colocação do direito no mercado, mas o 
defeito inexiste: 
 
Bem como na possibilidade ascendente o fornecedor 
e/ou prestadores vão ser isentos da 
responsabilidade caso comprovem que o defeito 
apontado pelo consumidor não exista. Ex.: o 
consumidor diz que o celular está vazando corrente 
 
 
14 
e a fabricante alega, após perícia (testes) realizada, 
que o produto não apresenta defeito, na verdade o 
está fazendo o celular vazar corrente é a tomada 
da casa do cliente e não o aparelho em si. 
 
3. Culpa exclusiva do consumidor ou terceiro: 
 
A culpa ou fato exclusivo de terceiro é um fator do 
nexo de causalidade (ligação entre a conduta do agente e o 
resultado danoso). Em suma, entende-se que a culpa 
exclusiva da vítima rompe o nexo casual e afasta 
qualquer obrigação que o fornecedor do produto ou 
serviço teria de indenizar. Se o dano foi adveio, 
exclusivamente, de uma conduta do consumidor, não 
haverá responsabilidade do fornecedor. Ex.: o 
consumidor derrubou o celular e ele começou a 
apresentar defeitos, a culpa veio exclusivamente 
dele, que tomou a conduta de onde adveio o defeito. 
 
 O nexo casual é NECESSÁRIO tanto na 
responsabilidade subjetiva como na objetiva, 
logo se não tiver nexo casual, o fornecedor 
não será responsabilizado. 
 
 
 
Pontua o autor Daniel Amorim: fato do serviço ou 
defeito está tratado pelo artigo 14 do Código do 
Consumidor, gerando responsabilidade civil objetiva e 
solidária entre todos os envolvidos com a prestação, 
pela presença de outros danos, além do próprio 
serviço como bem de consumo. 
 
 
O serviço é defeituoso quando não fornece a 
segurança que o consumidor dele pode esperar, 
levando-se em consideração as circunstâncias 
relevantes, entre as quais o modo de seu 
fornecimento; o resultado e os riscos que 
razoavelmente dele se esperam e a época em que 
foi fornecido. 
 
Art. 14. O fornecedor de serviços responde, 
independentemente da existência de culpa, pela 
reparação dos danos causados aos consumidores 
por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem 
como por informações insuficientes ou inadequadas 
sobre sua fruição e riscos. 
 
§ 1° O serviço é DEFEITUOSO quando não fornece a 
segurança que o consumidor dele pode esperar, 
levando-se em consideração as circunstâncias 
relevantes, entre as quais: 
 
I. o modo de seu fornecimento; 
 
II. o resultado e os riscos que razoavelmente 
dele se esperam; 
 
III. a época em que foi fornecido. 
 
§ 2º O serviço não é considerado defeituoso pela 
adoção de novas técnicas. 
 
• Aqui não se considera defeituoso se for 
adotada novas técnicas. Dessa forma, se 
uma empresa passa a utilizar uma nova 
técnica para desentupimento, isso não quer 
dizer que há o reconhecimento de que as 
medidas anteriores eram ruins ou 
defeituosas. 
 
 
§ 3° O fornecedor de serviços só não será 
responsabilizado quando provar: 
 
I. que, tendo prestado o serviço, o defeito 
inexiste; 
 
II. a culpa exclusiva do consumidor ou de 
terceiro. 
 
§ 4° A responsabilidade pessoal dos profissionais 
liberais será apurada mediante a verificação de 
CULPA. 
 
• Deve ficar claro que, no fato do 
serviço, a responsabilidade civil dos 
profissionais liberais somente existe 
se houver culpa de sua parte 
(responsabilidade subjetiva), conforme 
 
 
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preconiza o art. 14, §4ª, da Lei 
8.078/1990. 
 
A responsabilidade civil pelo fato do serviço gera 
responsabilidade é solidária, ou seja, é uma 
responsabilidade objetiva, não depende da análise de 
culpa (com exceção do §4º); Além de adotar a teoria 
do risco da atividade, onde não há adoção do risco 
integral, o que significa a possibilidade de excludentes 
da responsabilidade; 
 
 
Relembrando: 
 
• Os pressupostos são: existência de uma 
conduta, da confirmação do dano e de um 
nexo casual entre eles; 
 
• O prazo de prescrição de um fato de 
produto ou serviço é de 05 anos! 
 
 
Tipos de defeito: 
 
a) Defeito de concepção: que é a falha no 
projeto. 
Ex.: Júnior desenvolveu um sistema 
bancário e esse sistema apresenta 
algumas falhas que possibilitam que 
os hackers acessem os dados dos 
usuários, esse é um defeito de 
concepção, pois a falha vem desde 
o projeto. O sistema foi concebido 
sendo defeituoso. 
b) Defeito na prestação: esse defeito se 
manifesta no momento em que o serviço é 
prestado. Só se tem conhecimento que o 
serviço é defeituoso quando ele já está sendo 
prestado. 
 
Ex.: Giovanna, enfermeira do RHP, 
aplica em Sérgio, paciente do local, 
a medicação errada. Ela deveria 
aplicar ibuprofeno, mas confunde e 
aplica dipirona. Não havia como 
saber que o serviço prestado seria 
defeituoso antes de sua efetiva 
prestação (aplicação do 
medicamento). 
 
c) Defeito de informação: esse defeito é curioso, 
pois o serviço em si não contém defeito, a 
falha está na informação repassada e não no 
serviço propriamente dito. O serviço se torna 
defeituoso por causa da falha na informação. 
 
Ex.: No clube Águas Claras, uma das 
piscinas está sem a marcação de 
profundidade, o que pode ocasionar 
acidentes. Ou seja, o serviço em si 
(piscina do clube) não apresenta 
defeitos, mas a falta de informação 
(marcação de profundidade) a torna 
defeituosa. 
 
Defeitos expostos no artigo 14, §1, CDC. 
 
Excludentes de Responsabilidade 
(Na modalidade de Fato de Serviço) 
 
Para tal tipo estudado só há duas excludentes, 
vejamos: 
 
1. Inexistência do defeito; 
 
2. Culpa exclusiva do consumidor ou de 
terceiro; 
 
OBS.: O CDC não adotou a teoria do risco integral, 
pois se admite a existência de excludentes de 
responsabilidade. No caso do fortuito apenas se 
aplica o EXTERNO, ou seja, só o fortuito externo 
exclui a responsabilidade. 
 
 
Ei, se liga!!! 
 
 Da responsabilidade dos profissionais liberais: 
previsto no parágrafo 4 do artigo 14 do CDC. 
 
§ 4° A responsabilidade pessoal dos profissionais 
liberais será apurada mediante a verificação de 
culpa. O profissional liberal é aquele que desempenha 
atividade profissional com especialidade, autonomia, 
sem subordinação e de forma pessoal. 
 
É um caso de responsabilidade pessoal E subjetiva 
(aquela que depende da comprovação de culpa). 
 
 
 
16 
 A resp. subjetiva é caracterizada por 
atendimento personalizado, ou seja, o 
profissional PRECISA estar prestando um 
serviço personalizado. 
Ex.: Patrícia conhece pelas redes sociais Fabio, 
médico dermatologista de grande nome que 
realiza procedimentos estéticos, e deseja fazer 
um com ELE, então ela marca uma consulta com 
ELE, no dia e hora marcado vai até a clínica 
DELE, tudo isso porque quer ser atendida por 
esse médico específico. Eventualmente, se Fabio 
vier a ser responsabilizado por alguma coisa 
ocorrida com Patrícia, será uma 
responsabilidade subjetiva. Porque houve um 
atendimento personalizado. 
**Mas caso Patrícia fosse atendida por uma 
sociedade de médicos perderia o caráter 
pessoal, logo não haveria mais responsabilidade 
subjetiva, voltando a ser objetiva. 
 
 Da responsabilidade do médico por cirurgia 
prática estética: nesse sentido há duas 
hipóteses a serem estudadas, pois tudo 
depende da análise da obrigação (contrato) de 
meio ou de resultado, assim vejamos: 
 
Vale ressaltar que caso seja celebrado um contrato 
de meio entre o consumidor e o profissional liberal, 
onde o fornecedor (nesse caso profissional liberal) 
se compromete a empregar todo o seu 
conhecimento e esforço para produzir um 
resultado, embora esse resultado não possa ser 
garantido. 
Ex.: Chega ao escritório de Sérgio um cliente 
que o diz “doutor que o senhor me defenda 
numa causa onde me acusam de ter 
causado um acidente”, assim celebram 
contrato de meio, isso representa que 
Sérgio vai empregar

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