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FICHAMENTO filosofia do direito, ética e justiça

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ICHAMENTO N° 02-FILOSOFIA DO DIREITO 1
Aluna: Maria Alice Ribeiro Serafim Correia
SOUZA, Elton Luiz Leite de. Filosofia do direito, ética e justiça. Porto Alegre: Núria Fabris, 2007. P.13-46
Introdução
	Inicialmente a introdução aborda, sob a perspectiva de Descartes, a necessidade de um direito rizomático, o qual, assim como na botânica da biologia, cresce e se expande para as mais diversas áreas, ganhando suas especializações à medida quer se desenvolve. Nessa perspectiva de direito arborescente, o direito constitucional localiza-se como a raiz, o direito civil é a base do tronco e o direito processual a parte superior do tronco; podendo, dessa forma, se ramificar nos mais diversos galho que constituem as áreas do direito penal, comercial, tributário. Diante dessa analogia o autor pretende chegar a verdadeira essência do direito, a qual se alimenta pela seiva conhecida como lei e está sujeita a um constante processo germinatório ao buscar interpretações para abandonar a casca morta da “pura norma”. Portanto, a partir dessa analogia o autor desde o inicio pretende abordar a necessidade essencial do direito em ater-se as mais diversas interpretações e realizações da justiça.
Pedagogia do direito
	A saber sobre filosofia, esta não algo meramente intelectual, diferente disso, ela se nutre diante de uma dimensão afetiva; seu próprio nome já caracteriza tal dimensão, pois, vinda do grego, o significado da palavra filosofia é o amor pela sabedoria. 
Não obstante, tratando-se de filosofia, não se deve confundi-la com ciência, apesar dos diversos tipos de ciências terem sua origem a partir da filosofia, esses ramos do conhecimento são diferenciados por sua relação com o objeto. Enquanto as ciências como a química, a biologia, a economia recortam o objeto a ser estudado de acordo com seus interesses, a filosofia se preocupa em unir cada parte ao todo, objetivando sempre a integração.
Visto isso, a respeito do que a filosofia estuda, ela esta intimamente ligada às atividades da alma humana que são quatro as principais: pensar(atividade ligada a razão), conhecer(atividade ligada a razão), agir(atividade ligada a vontade)e sentir(atividade ligada a o desejo).Razão, vontade e desejo são faculdades da alma.
A parte da filosofia que se responsabiliza pelo conhecer é chamada de epistemologia. Portanto, a filosofia realiza-se em cima do próprio conhecer da ciência, questionando, principalmente, como ocorre e quais suas bases. De tal forma, a filosofia serve como base para todas as outras ciências, fornecendo, através da moral e da ética, uma melhor compreensão dos seus métodos de entendimento. Para que esse entendimento possa se concretizar da melhor forma possível, a filosofia estabelece uma comunicação (integração) entre política e direito, fornecendo elementos críticos para compreensão das atividades da alma.
Ainda assim, segundo o autor, a atividade da alma mais importante e característica da filosofia é o pensar, uma vez que ele interessa a todos enquanto conhecimento, ação e sentimento.
Antígona
	Antígona é uma tragédia escrita por Sófocles. Nessa peça, Antígona, aquela que carrega em si a culpa de sua origem incestuosa, evoca a idéia de justiça, enquanto Creonte, em nome do Estado, defendia a obediência à justiça expressa em seu decreto. Apesar de ambos buscarem o ideal de justiça, elas divergiam e alguns aspectos. Enquanto Antígona lutava por uma justiça natural, baseada na justiça divina, ligada ao passado e a sua família, Creonte exigia a prevalência da lei positiva imposta pelo Estado, a justiça real (não ideal).
	Sob a perspectiva Aristotélica, ambos pecaram por suas posições extremas e radicais. Sobretudo a Creonte faltou a temperança da justiça natural e positiva. Afinal, segundo Aristóteles, a principal virtude daqueles que administram as leis é a temperança.
O teatro grego e o nascimento da filosofia
	Na história da Grécia existiram dois períodos básicos o mitológico e o clássico. O mitológico, por sua vez, caracterizava-se pela onipresença dos deuses para explicar os diversos aspectos da sociedade, inclusive os aspectos psicológicos. Nesse período, todas as explicações e feitos eram de cunho divino. A partir do século V ocorreu uma enorme transformação no cenário grego, com a aparição, principalmente, da razão. A partir de então as explicações através dos deuses foram substituídas pelas explicações de cunho racional. Visto isso, nasce então a filosofia, a ciência, o direito, ambos intimamente ligados a razão. Dentre esses, nasceram Também o teatro e a polis, nessa época intimamente ligados ao surgimento democrático.
	Nessa nova mentalidade surgida na Grécia, é o cidadão, portanto, o cume primordial de todas as ações e pensamentos. Nesse âmbito, o teatro grego entra em cena, exercendo o papel de educação para os cidadãos gregos. Nessa fase, o ser humano era intimamente responsável por suas ações e pelo futuro da polis, portanto o teatro aparecia como mecanismo de controle dos sentimentos e comportamento social, afinal o homem só poderia governar a polis se, antes de tudo, ele soubesse controlar a si mesmo.
	Na Grécia Clássica a palavra torna-se instrumento de poder, através do confronto dialético que é possível chegar a um consenso.
O cocheiro de Platão
	Platão, discípulo fiel de Sócrates, após a morte de seu mestre conduziu sua filosofia para aspectos mais políticos e jurídicos. Para Platão o filosofo não deve ficar preso aos discursos morais, mas se preocupar também com exercícios de poder em sociedade. Sob essa perspectiva, ele escreve sua obra conhecida como “A República”, que propunha uma profunda transformação na Grécia,seu principal objetivo era o de que apenas homens que aprendessem primeiro a governar si mesmos pudessem chefiar o Estado. Tal tese se baseava na premissa de Patão sobre os males sociais advirem dos problemas presentes no interior dos homens.
	Ao lançar tal perspectiva, Platão foi o criador da teoria das faculdades. Dessas, três são as faculdades principais da alma humana: a razão(responsável pelo conhecer), a vontade(responsável pelo querer) e o desejo(responsável pelo prazer). Quando cada faculdade funciona adequadamente, Platão fala sobre elas caminharem para uma determinada virtude, a da razão consiste na prudência, a da vontade consiste na coragem e o do desejo consiste na temperança. Uma vez que essas virtudes funcionam em harmonia, nasce a virtude mais importante: a justiça.
	Ainda sob essa óptica, segundo Platão harmonia significa hierarquia e para que a haja a harmonia dessas virtudes e, por fim, a justiça, faz-se necessário que a razão presida essa hierarquia, posteriormente a vontade e abaixo de todas, o prazer. A partir do momento em que há uma desorganização dessa hierarquia surge então a injustiça.
	Na visão alegórica de Platão, a alma humana assemelha-se a uma carruagem, a qual é composta de três elementos principais: a razão, a vontade e o desejo. O cocheiro é a razão que,por sua vez, depende da força dos dois cavalos (a vontade e o desejo) para guiar a carruagem. Um dos cavalos é o desejo, esse, por possuir a cegueira da ignorância, permite que a carruagem caminhe locais inusitados que a razão pura não poderia levar, entretanto o cavalo representante do desejo só serve para impulsionar o caminho. O trajeto, de fato, só começa quando esse cavalo morre e a trajetória é toda conduzida pela racionalidade e moralidade, iluminada por um sol invisível: o bem.
	Segundo Platão, a cidade justa deve estar fundada não na igualdade, mas na harmonia. Como, segundo ele, harmonia significa hierarquia e como para o bom funcionamento da hierarquia a razão precisa estar no topo, os magistrados devem comandar, sendo escolhidos, sobretudo por suas virtudes. Patão mostra-se contra a democracia, tomando como ideal uma monarquia cujo o monarca fosse ao mesmo tempo magistrado e filosofo.
A filosofia de Aristóteles
	Aristóteles, discípulo de Platão, assim como seu mestre também criticava a postura dos sofistas, mas, diante dessa crítica, também divergia de seu mestre. Aristóteles,