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em relação a “h” e “i”. Observe 
que os órgãos cavitários, como em i) e j), possuem uma mucosa que é descrita como interna, 
e que os órgãos maciços, como em g) e h), possuem um parênquima profundo à sua superfície. 
24Capítulo I · Manual de anatomia humana para estudantes de nutrição
EXERCÍCIOS 
Introdução ao estudo da anatomia humana
Teóricos
1) Descreva o significado da palavra “anatomia”.
2) Descreva o atual conceito sobre a ciência anatômica.
3) Cite os métodos de estudo da anatomia. Cite aquele que se aplica ao nutricionista.
4) Esquematize a organização corporal desde a célula à constituição dos sistemas.
5) Cite a organização do corpo em regiões.
6) Cite a organização do corpo em sistemas.
7) Conceitue “normal” em anatomia.
8) Conceitue “variação anatômica”.
9) Conceitue “anormalidade” sob o ponto de vista anatômico.
10) Conceitue “monstruosidade” sob o ponto de vista anatômico.
11) Cite os conceitos de descrição utilizados para o estudo da anatomia.
12) Descreva a posição anatômica. Explique a importância de existir tal padroniza-
ção no estudo da anatomia.
13) Cite os planos de delimitação do corpo humano. Explique a importância desses 
planos no estudo da anatomia.
14) Cite os planos de secção do corpo humano. Explique a importância desses pla-
nos no estudo da anatomia.
15) Mediante afirmação e chave de resposta, aplique o conhecimento de termos 
de direção:
Exemplo:
a) Ombro, cotovelo e mão (proximal-médio-distal); 
R: O ombro é a estrutura proximal, o cotovelo a média e a mão distal.
25Capítulo I · Manual de anatomia humana para estudantes de nutrição
b) Antebraço, ombro e braço (proximal-médio-distal);
c) Dedos, tornozelo, joelho (proximal-médio-distal);
d) Quadril, coxa, perna (proximal-médio-distal);
e) Braço, punho e mão (proximal-médio-distal);
f) Orelha, olho e nariz (lateral-intermédio-medial);
g) Olho, nariz e boca (superior-médio-inferior);
h) Coração, fígado e bexiga urinária (superior-médio-inferior);
i) Genitais, reto, glúteo (anterior-médio-posterior);
j) Intestinos, rins, pele do dorso (anterior-médio-posterior);
k) Pele do tórax, costelas, pulmão (lateral-intermédio-medial).
16) Cite quais termos devem ser usados para referenciar órgãos/estruturas cavitárias.
17) Cite quais termos devem ser usados para referenciar estruturas/regiões maciças.
Práticos
Inspecione em diversas imagens do Manual e de atlas de anatomia (e, inclusive, as peças 
anatômicas, caso haja oportunidade)
2
 a fim de:
1) Identificar o plano de secção que foi utilizado para demonstração da peça. 
2) Relacionar, a partir dos planos de delimitação:
a) a estrutura que é anterior ou posterior;
b) a estrutura que é lateral ou medial;
c) a estrutura que é superior ou inferior;
d) a estrutura que é proximal ou distal.
2 Quando não identificável na peça anatômica, faça-o apenas no atlas de anatomia.
26Manual de anatomia humana para estudantes de nutrição
CAPÍTULO II
Sistemas esquelético e articular
Josemberg da Silva Baptista
Introdução
O sistema esquelético possui, entre outras funções, a de ser o arcabouço do corpo. 
É formado por ossos individuais com uma série de especificidades, os quais, quando 
articulados, compõem o esqueleto.
Os sistemas esquelético e articular são elementos passivos da locomoção, 
uma vez que é o sistema muscular que possui os componentes capazes de gerar o 
movimento. Dessa maneira, os sistemas esquelético, articular e muscular trabalham 
em harmonia para desenvolver os movimentos das regiões corporais.
Para o curso de nutrição, é importante enfatizar os elementos desses sistemas, 
os quais possuem forma e estrutura que se relacionam com o estado nutricional e 
exercem grande influência sobre o estado metabólico do indivíduo, dada a dimen-
são de seus elementos.
1. Sistema esquelético
Em anatomia, os ossos são estruturas rígidas, calcificadas, branco-amareladas, que 
variam enormemente em tamanho e forma e que constituem o sistema esquelético. 
27Capítulo II · Manual de anatomia humana para estudantes de nutrição
Os ossos de viventes possuem medula óssea vermelho-amarelada. Quando articula-
dos, os ossos compõem o esqueleto.
O esqueleto humano é classificado como endoesqueleto, pois, além de pos-
suir localização profunda à pele, cresce e se adapta de acordo com a necessidade do 
organismo. 
São funções dos ossos:
• Suporte e forma ao corpo; 
• Sistema de alavancas, proporcionando fixação para músculos que agem 
sobre os ossos e articulações;
• Proteção de órgãos, como olho, coração, pulmões, bexiga urinária e 
outros; 
• Homeostasia de minerais, como cálcio, fósforo, magnésio, fluoreto e 
manganês;
• Hematopoiese (formação de células sanguíneas pela medula óssea, loca-
lizada no interior dos ossos);
• Armazenamento de triglicerídeos na medula óssea.
1.1. Divisão do esqueleto
O esqueleto humano pode ser dividido em duas partes (Fig. 2.1):
Axial: ossos do longo eixo do corpo (crânio, coluna vertebral e tórax). São eles:
• Crânio – 29 ossos;
• Osso hioide;
• Coluna vertebral – 26 ossos (vértebras: sete cervicais + doze torácicas + 
cinco lombares + sacro + cóccix);
• Tórax – 25 ossos: doze pares de costelas + osso esterno.
28Capítulo II · Manual de anatomia humana para estudantes de nutrição
Apendicular: ossos que compõem os membros e os cíngulos (considerando-se 
os dois antímeros corporais). Os cíngulos são ossos do esqueleto apendicular que se 
articulam com aqueles do esqueleto axial; ou seja, são os ossos de transição. São eles: 
• Cíngulo dos membros superiores: formado por ambas as clavículas e 
escápulas – 4 ossos;
• Cíngulo dos membros inferiores: formado pelos ossos do quadril – 2 ossos;
• Membros superiores – 60 ossos (com o cíngulo, somam 64 ossos);
• Membros inferiores – 60 ossos (com o cíngulo, somam 62 ossos).
A estrutura óssea denominada pelve é a união de 2 ossos do esqueleto axial 
(sacro e cóccix) e 2 ossos do esqueleto apendicular (ossos do quadril).
Somando-se os 80 ossos do esqueleto axial com os 126 ossos do esqueleto 
apendicular, o esqueleto humano possui um padrão de 206 ossos na fase adulta. 
Existem diversos fatores que influenciam o número de ossos. O princi-
pal deles é relativo à idade: o infante possui “menos ossos”, pois ainda 
estão em formação (esboço cartilagíneo); o jovem adulto possui “mais 
ossos”, em virtude do crescimento ainda corrente destes; e os idosos 
podem ter “unificado” alguns ossos que outrora eram individuais (sinos-
tose). Outros fatores incluem a etnia e as variações anatômicas.
29Capítulo II · Manual de anatomia humana para estudantes de nutrição
Figura 2.1 – Ilustração do esqueleto em vista anterior e posterior. Esqueleto axial: a) crânio; 
b) vértebras cervicais; torácicas e lombares; c) sacro e cóccix; d) esterno; e) costelas. Esqueleto 
apendicular superior: f) escápula; g) clavícula; h) úmero; i) ulna; j) rádio. Esqueleto apendicular 
inferior: k) osso do quadril; l) fêmur; m) fíbula; n) tíbia. A letra o) representa a patela.
1.2. Classificação dos ossos
Os ossos são assim classificados quanto à sua forma:
a) Ossos longos: possuem comprimento maior que sua largura e espes-
sura, e extremidades dilatadas. Estão presentes apenas nos membros. 
30Capítulo II · Manual de anatomia humana para estudantes de nutrição
Ex.: úmero, rádio, ulna, fêmur, tíbia, fíbula, falanges e metacarpos. Por 
serem longos, suas extremidades são denominadas epífises (epífise pro-
ximal e distal) e sua região central é denominada diáfise. Na diáfise fica 
localizada a cavidade medular, na qual reside a maior parte da medula 
óssea. A cartilagem epifisial é um disco cartilagíneo localizado entre a 
epífise e a diáfise que permite o crescimento do osso em comprimento 
(ossificação endocondral). Em indivíduos adultos essa cartilagem ossifica 
e se torna uma linha óssea chamada linha epifisial. Todas essas caracte-
rísticas são específicas dos ossos longos (Fig. 2.2).
Figura 2.2 – Ilustração da secção