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Pneumonia, Derrame Pleural e Bronquiolite

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pulmões, podendo afetar a região dos 
alvéolos pulmonares. Diversos vírus respiratórios podem causar um quadro clínico mais grave 
do que um resfriado ou gripe. Os mais comuns são influenza, coronavírus, parainfluenza, 
adenovírus e vírus sincicial respiratório. 
 
2. Pneumonia bacteriana 
É o tipo mais comum da doença. Ela pode ser causada por bactérias inaladas ou presentes no 
próprio organismo, em locais como: garganta, boca, nariz, sistema digestivo e pele. 
Como já estão instaladas, podem acarretar em uma pneumonia quando a imunidade cai. 
Entre os agentes mais frequentes das pneumonias bacterianas, destacam-se as bactérias que 
vivem no nosso sistema respiratório. 
 
3. Pneumonia química 
Diferentemente dos tipos de pneumonia mais conhecidos, a pneumonite química, como 
também é conhecida, não é causada por bactérias ou vírus. Mas sim, pela inalação de 
substâncias agressivas ao pulmão, como: agrotóxicos, fumaça como o vapor de cigarros 
elétricos, poluição, produtos químicos em geral. 
Essas substâncias vão parar nos pulmões, causando inflamação nas vias aéreas e nos alvéolos 
- pequenas estruturas que transportam o oxigênio para o sangue. Esse tipo de inflamação 
pulmonar facilita a ação de bactérias, permitindo que a doença evolua para uma pneumonia 
bacteriana sobreposta. 
 
4. Pneumonia fúngica 
 5 Habilidades Médicas V – Pneumonia e Bronquiolite. | Larissa Gomes de Oliveira. 
É uma doença causada por fungos. Apesar de ser o tipo de pneumonia mais raro, tem o 
potencial de ser bastante agressivo. Ocorre com mais frequência em pessoas 
imunodeprimidas ou com doenças crônicas, como é o caso de pacientes oncológicos ou 
infectados pelo vírus HIV 
 
 
QUADRO CLÍNICO 
Leve: com acometimento das vias aéreas superiores associado a sintomas inespecíficos como 
febre, fadiga, tosse, anorexia, mal estar, dor muscular, dor de garganta, congestão nasal ou 
cefaleia. Alguns casos podem não apresentar febre e sim, sintomas gastrintestinais, como 
diarreia, náuseas e vômitos. 
Moderado: pneumonia sem complicações (sem sinais de gravidade). Há febre (mais 
frequente), tosse ou dificuldade respiratória e taquipneia, ainda sem hipoxemia. Tomografia 
computadorizada de tórax alterada com a presença de lesões pulmonares. 
Grave: pneumonia grave com tosse, dificuldade de respirar, além de pelo menos um dos 
seguintes sinais: cianose central ou spO2 < 90% a 92%; sinais de angustia respiratória (por 
exemplo, grunhidos, tiragem grave); sinais sistêmicos de alerta; letargia ou inconsciência ou 
convulsões. 
Críticos: síndrome respiratória aguda grave (SRAG) ou pacientes com quadro de choque, 
encefalopatia, lesão miocárdica e insuficiência cardíaca, distúrbios da coagulação e lesão renal 
aguda. 
Alguns dos sintomas que podem surgir são: febre, tosse, aumento da frequencia respiratória 
(taquipneia), taquicardia, dispneia, saturação diminuída de O2, febre alta, dor no tórax, 
alterações da pressão arterial, confusão mental, mal-estar generalizado, falta de ar, secreção 
de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada, toxemia (danos provocados pelas toxinas 
carregadas pelo sangue), prostração (fraqueza). 
VARIÁVEIS DE RISCO DA PNEUMONIA NA INFÂNCIA 
1. Desnutrição 
2. Baixa idade 
3. Comorbidades 
4. Baixo peso ao nascer 
5. Episódios prévios de sibilância e 
pneumonias 
 
6. Ausência de aleitamento materno 
7. Vacinação incompleta 
8. Infecções respiratórias virais 
9. Agentes etiológicos 
 
 
PNEUMONIA ATÍPICA 
A pneumonia atípica é uma infecção pulmonar causada por micro-organismos menos comuns 
que os da pneumonia normal, onde se incluem os vírus, o Mycoplasma pneumoniae, 
a Legionella pneumophila ou a Chlamydophila pneumoniae, por exemplo. 
 6 Habilidades Médicas V – Pneumonia e Bronquiolite. | Larissa Gomes de Oliveira. 
Este tipo de pneumonia geralmente é contagioso através do contato com gotículas de saliva da 
pessoa infectada e, por isso, é mais comum entre pessoas que compartilham espaços 
pequenos, como acontece com os presos ou os militares, sendo uma importante suspeita 
quando toda a família apresenta os mesmos sintomas. 
Embora seja conhecida como uma pneumonia grave, a pneumonia atípica tem cura e o seu 
tratamento pode ser feito em casa com repouso e uso de antibióticos receitados pelo clínico 
ou pelo pneumologista. O que acontece é que, como é causada por outros tipos menos 
comuns de micro-organismos, seu tratamento pode ser mais difícil e demorado, havendo 
maiores chances de complicações. 
MYCOPLASMA PNEUMONIAE 
Possui um inicio gradual de mal-estar, febre, cefaléia e tosse irritativa. Acomete 
preferencialmente crianças em idade escolar. Eventual tosse coqueluchoide. Relatos de 
contactantes familiares ou na escola. 
CHLAMYDIA TRACHOMATIS 
Pneumonia afebril em lactentes menores de 4 meses de vida, nascidos de parto normal. 
Apresentam-se com tosse coqueluchoide, taquipneia e estertores finos bilaterais. Relato 
materno de leucorreia na época do parto. 
EXAME FÍSICO 
→ Estado geral 
→ Gemência 
→ Cianose / palidez 
→ Frequencia cardíaca 
→ Expansibilidade torácica 
→ Frêmito tóraco-vocal: vibração sentida quando o paciente emite um som estridente (33). 
Nas consolidações, o som encontra-se aumentado e nos derrames, diminuído. 
→ Percussão: som maciço nas consolidações. 
→ Murmúrio vsicular: diminuído na consolidação. 
→ Ruídos adventíciosas: 
 
▪ Estertores finos (crepitações): sons nítidos e descontínuos (como o friccionar dos 
cabelos). Gerados quando o ar entra nos alvéolos contendo liquido (pneumonia, 
edema pulmonar). 
▪ Estertores grossos: menos agudos e mais duradouros. Sofrem alterações com a 
tosse. Ocorre na abertura e fechamento das vias aéreas contendo secreção viscosa 
e espessa. 
 
→ Esforço respiratório: tiragem sub e intercostal, sucupraclavicular, retração de fúrcula e 
batimento de atleta nasal. 
→ Sibilância nas infecções virais ou por bactéria atípica. Não é comum na pneumonia 
bacteriana. 
 7 Habilidades Médicas V – Pneumonia e Bronquiolite. | Larissa Gomes de Oliveira. 
→ RN: manifestações respiratórias são menos evidentes. Predominam sinais gerais de sepse 
(recusa alimentar, letargia, distensão absominal, palidez, cianose, hipotermia, taquipneia, 
dispneia, taquicardia). 
SINAIS DE DOENÇA GRAVE 
→ Tiragem subcostal (é a retração da parede torácica inferior). 
→ Dificuldade para ingerir líquidos 
→ Dificuldade respiratória mais grave (movimentos involuntários da cabeça, gemência e 
batimentos de asa do nariz). 
→ Cianose central 
→ Sinais de má perfusão periférica. 
 
COMPLICAÇÕES 
→ Sepse / choque séptico 
→ Atelectasia (o colapso do tecido pulmonar com perda de volume. Os pacientes podem ter 
dispneia ou insuficiência respiratória se a atelectasia for extensa). 
→ Derrame pleural 
→ Pneumactocele (Cavidade formada nas paredes finas, no interior do pulmão, própria da 
pneumonia estafilocócica). 
→ Abcesso pulmonar 
DERRAME PLEURAL 
O derrame pleural é o acúmulo de líquido na cavidade pleural 
(entre as pleuras parietal e visceral). 
Ocorrem em 5 a 10% das pneumonias bacterianas sendo 50% 
delas em crianças menores de 2 anos. 
CLASSIFICAÇÃO 
→ Exsudato: Hemorrágico, turvo ou purulento. 
Acometimento inflamatório das pleuras (aumento da 
permeabilidade capilar). 
 
https://www.mdsaude.com/pneumologia/derrame-pleural/ 
 8 Habilidades Médicas V – Pneumonia e Bronquiolite. | Larissa Gomes de Oliveira. 
→ Trasudato: límpido, amarelo-claro. Resultam de doenças extrapulmonares onde há 
aumento da pressão hidrostática. 
QUADRO CLÍNICO 
Além dos sintomas da pneumonia, pode haver dor pleurítica. Ao exame, observa-se diminuição 
da expansibilidade torácica, macicez ou submacicez a percussão, ausência do murmúrio 
vesicular, diminuição do FTV (frêmito toracovocal). 
Os sintomas do derrame pleural podem variar bastante. Os mais característicos são falta de ar 
(dispneia), mesmo em repouso; cansaço na realização de esforços; dor para