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Pneumonia, Derrame Pleural e Bronquiolite

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respirar, 
especialmente nas inspirações profundas (a chamada dor pleurítica). 
DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico pode ser: 
→ Clínico 
→ Laboratoriais: hemograma completo, gasometria arterial, eletrólitos, PCR. 
→ Estudo microbiológico: hemocultura, cultura do líquido pleural. Cultura de escarro não é 
útil (colonização) 
→ Sorologias: infecções atópicas. 
→ Pesquisa viral em secreções respiratórias 
→ Raio X de tórax 
→ USG tórax: 
▪ Estima o volume da efusão 
▪ Determina se há loculações 
▪ Determina a ecogenicidade do fluido 
▪ Guia a inserção do dreno torácico ou a toracocentese. 
→ Estudo do líquido pleural (derrame pleural). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.mdsaude.com/pneumologia/derrame-pleural/ http://blog.somiti.org.br/o-que-causa-o-derrame-pleural/ 
 9 Habilidades Médicas V – Pneumonia e Bronquiolite. | Larissa Gomes de Oliveira. 
→ O TC de tórax: avalia complicações como derrame 
parapneumônico, extensão da pneumonia, necrose 
pulmonar, pneumatoceles, abscesso pulmonar e fístula 
broncopleural. 
 
 
TRATAMENTO 
→ Ambulatorial: pacientes sem critério de gravidade. 
Pneumonia ATÍPICA: macrolídeo (azitromicina, eritromicina ou claritromicina). 
 
→ Hospitalar 
Indicações: 
1. Falha do tratamento ambulatorial 
2. Sinais de toxemia 
3. Lactantes < 2 meses 
4. Tiragem subcostal 
5. Desnutridas, imunodeprimidas ou com comorbidades 
6. Recusa da ingestão de líquidos 
7. Vômitos frequentes. 
PARA MENORES DE 2 MESES: 
 
Ampicilina + aminoglicosídeo ou ampicilina + cefalosporina de 3ª geração ou Eritromicina em 
caso de suspeita de C. Trachomatis. 
 
PARA MAIORES DE 2 MESES: 
 
Penicilina cristalina ou ampicilina 
Grave: oxacilina + cefalosporina de 3ª geração ou amoxicilina + clavulanato ou cefuroxima. 
 
 
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BRONQUIOLITE 
Bronquiolite é o processo inflamatório da mucosa das vias aéreas de pequeno calibre 
(bronquíolos), que cursa com a obstrução da luz dessas vias, identificada como primeiro 
episódio de sibilância (broncoespasmo) associado a sinais gripais em crianças menores de 2 
anos (acontece mais nessa faixa etária) 
É uma infecção dos bronquíolos. O termo bronquiolite é confundido com bronquite, que é 
uma infecção das vias aéreas superiores e se dá em crianças maiores). 
Clinicamente se pensa em bronquiolite quando a criança tem sintomas gripais e no exame 
físico tem o primeiro episódio de sibilância. 
A condição começa como um resfriado comum. Progride para tosse, chiado e, às vezes, 
dificuldade em respirar. Os sintomas podem durar de uma semana a um mês. 
É possível tratar a bronquiolite com cuidados domiciliares na maioria dos casos. Casos graves 
necessitam de hospitalização. 
EPIDEMIOLOGIA 
Estimativas globais demonstram 3,4 milhões de admissões hospitalares e 199 mil mortes em 
crianças menores de 5 anos. 
Acomete lactantes menores de 2 anos sendo o pico de incidência abaixo de 6 meses de vida. 
A bronquiolite é quase sempre causada por um vírus. E tem maior prevalência durante outono 
e inverno. 
 
FATORES DE RISCO 
→ Prematuridade extrema (IG < 29 semanas) 
→ Lactantes < 4 meses 
→ Doença pulmonar crônica (displasia broncopulmonar) 
→ Cardiopatia congênita 
→ Imunodeficiência 
→ Defeito anatômico da via aérea 
→ Doença neurológica da base 
→ Fatores ambientais (creche, fumante passivo). 
Embora a bronquiolite possa aparecer em todas as crianças, esta infecção parece ser mais 
frequente em crianças com menos de dois anos, já que suas vias aéreas são mais estreitas. 
Além disso, os sintomas parecem ser mais graves em bebês com: 
• Idade inferior a 12 meses; 
• Doenças pulmonares ou cardíacas; 
• Baixo peso. 
Bebês prematuros ou com o sistema imune enfraquecido também têm maior risco de 
desenvolver um quadro de bronquiolite mais grave, que pode precisar de internamento no 
hospital. 
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ETIOLOGIA 
→ O vírus sincicial respiratório (VSR) é um dos principais agentes etiológicos (60-80%). 
→ O parainfluenza, rinovírus, metapneumovírus, bocavírus, adenovírus. 
→ Coinfecção por mais de um desses agentes parece ocorrer em 1/3 dos casos. 
O vírus sincicial respiratório (VSR), que pertence ao gênero Pneumovirus, é um dos principais 
agentes de uma infecção aguda nas vias respiratórias, que pode afetar os brônquios e 
os pulmões. Na maior parte dos casos, ele é responsável pelo aparecimento 
de bronquiolite aguda (inflamação dos bronquíolos, ramificações cada vez mais finas dos 
brônquios que penetram nos alvéolos pulmonares) e pneumonia, especialmente em bebês 
prematuros, no primeiro ano de vida. Até mesmo aqueles que receberam anticorpos das 
mães durante a gestação são vulneráveis à infecção pelo vírus sincicial respiratório. 
 
VIA DE TRANSMISSÃO 
O material infectado (secreções respiratórias de pessoas infectadas, superfícies ou objetos 
contaminados) atinge o organismo através das mucosas dos olhos, nariz e boca ou por 
inalação de gotículas derivadas da tosse e espirro (quando a pessoa infectada tosse ou espirra, 
a gotícula infectada pode alcançar até 2 ou 1,5m de distância). 
VSR – sobrevive nas mãos por 1 hora e nas superfícies duras por até 24 horas. (Desse odo, é de 
extrema importância higienizar as mãos com frequência). 
PATOGÊNESE 
O vírus invade o epitélio da nasofaringe e dissemina-se, célula a célula, por toda mucosa do 
trato respiratório inferior. 
Ocorre dano e morte celular, infiltração peribrônquica por leucócitos (mononucleares), edema 
de submucosa e adventícia e aumento da produção de muco. 
Esse edema, vai desencadear um epitélio necrosado e com fibrina, essa fibrina produzida vai 
fazer uma rolha de secreção que vai obstruir a luz dos bronquíolos. O ar que tinha entrado e 
que agora não consegue sair devido a obstrução vai fazer uma área de aprisionamento de ar e 
hiperinsuflação. 
Quando se tem essa obstrução da luz dos bronquíolos, no momento da ausculta, é percebido 
sibilos. Só que esses sibilos não são promovidos pela contração de musculatura lisa do 
bronquíolo (como acontece na asma), esse sibilo é promovido pela obstrução mecânica da luz 
alveolar. 
Resumindo: O vírus se alastra do trato respiratório alto para o médio e pequenos brônquios e 
bronquíolos, causando necrose epitelial e iniciando uma resposta inflamatória. O aparecimento de edema e 
exsudato causa uma obstrução parcial mais pronunciada na expiração e leva ao aprisionamento do ar nos 
alvéolos. A obstrução completa e a absorção do ar aprisionado podem levar a múltiplas áreas de 
atelectasia, o que pode ser exacerbado ao respirar concentrações altas de oxigênio inspirado. 
https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/bronquios/
http://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/pulmao/
http://drauziovarella.uol.com.br/crianca-2/bronquiolite/
https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/bronquiolos/
https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/alveolo-pulmonar/
http://drauziovarella.uol.com.br/letras/p/pneumonia/
 12 Habilidades Médicas V – Pneumonia e Bronquiolite. | Larissa Gomes de Oliveira. 
O que acontece é: a criança inala partículas 
contaminadas e essas partículas depois do primeiro 
contato e do período de incubação (que é de mais ou 
menos, 4 a 5 dias), e aí o paciente começa a 
desenvolver sintomas. 
Primeiro começa com sintomas nasais, podendo ter 
rinorreia, espirro, obstrução nasal, tosse. Depois de 3 
dias mais ou menos, esse vírus vai alcançar 
parênquima pulmonar, já alcançou a via aérea mais 
baixa (brônquios e bronquíolos). 
E aí com isso, começa a ter um quadro mais 
exacerbado. 
 
A luz dos bronquíolos fica estreitados pelo edema na submucosa e dentro da luz dele fica cheio 
de muco, células desgarradas e fibrina, dificultando a passagem de ar. 
Essas obstruções provocam esforço respiratório importante, na tentativa de promover a 
entrada desse ar da via aérea. 
QUADRO CLÍNICO