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no Brasil – APLICA-SE A LEI BRASILEIRA. 
*EM RELAÇÃO AO LUGAR DO CRIME APLICA-SE A TEORIA DA UBIQUIDADE. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art6
 
Sd JurisAdvogando 
Sandra Mara Dobjenski 
 
 
MACETE: L(lugar do crime)U( teoria da ubiquidade)T (tempo do crime) A (teoria 
da atividade) 
CRIMES OMISSIVOS (os tipos penais descrevem uma conduta ativa, uma ação) 
1. Próprios – tipo penal específico ficou descrevendo a conduta omissiva – 
sujeito tem o dever de agir – se o sujeito deixar de agir adotando uma postura 
omissiva responderá por aquele crime omissivo em decorrência da postura 
omissiva. Ex.: Crime de omissão de socorro – Art. 135CP - Deixar de prestar 
assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança 
abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou 
em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da 
autoridade pública: (o próprio tipo penal descreve a conduta omissiva) 
 Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
 Parágrafo único - A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta 
lesão corporal de natureza grave, e triplicada, se resulta a morte. 
*Há um tipo penal específico 
*Dever de agir 
Ex.: Pedro está vindo pela rua e se depara com alguém que está gravemente 
ferido por conta de um acidente, do qual ele havia sido vítima – Pedro não presta 
socorro. 
2. Impróprios – situação em que o sujeito ele tem o dever de agir e de evitar o 
resultado – se ocorrer a omissão o sujeito responde pelo resultado produzido 
– quem tem o dever de agir é aquele em que a lei impõem o dever de 
cuidado, proteção e vigilância ou na condição de garantidor o sujeito assumiu 
a responsabilidade de evitar o resultado ou se o sujeito criou risco na 
produção do resultado. 
Art. 13 CP - § 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e 
podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem: (Incluído 
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
 a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; (Incluído pela 
Lei nº 7.209, de 11.7.1984) (pais em relação aos filhos – se em determinado 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art13
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art13
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momento o filho se encontrar em uma situação de risco e o pai ou a mãe se 
omitirem – o pai ou a mãe responde pelo resultado produzido)(Uma mãe 
querendo a morte do filho recém nascido, ela deixa de amamentar a criança 
– não está em estado puerperal – até levá-lo a morte – a conduta omissiva 
da mãe faz com que ela responda pelo resultado produzido – responde pelo 
crime de homicídio qualificado) (mãe que é responsabilizada pelo estupro 
de vulnerável, em decorrência de sua omissão - por saber que o 
companheiro abusava sexualmente da criança e a mãe nada fez) 
 b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o 
resultado; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) (sujeito se colocou na 
posição de garantidor) (Salva vidas que começa a olhar os atributos físicos 
das meninas, ficando de costas para a piscina e uma criança se afoga – o 
salva vidas se omitiu – o salva vidas responde pelo resultado produzido – 
homicídio culposo) 
 c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do 
resultado. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
XXVIII Exame da OAB – 2019 - David, em dia de sol, levou sua filha, Vivi, de 03 
anos, para a piscina do clube. Enquanto a filha brincava na piscina infantil, David 
precisou ir ao banheiro, solicitando, então, que sua amiga Carla, que estava no local, 
ficasse atenta para que nada de mal ocorresse com Vivi. Carla se comprometeu a 
cuidar da filha de David. 
Naquele momento, Vitor assumiu o posto de salva-vidas da piscina. Carla, que 
sempre fora apaixonada por Vitor, começou a conversar com ele e ambos ficam de 
costas para a piscina, não atentando para as crianças que lá estavam. 
Vivi começa a brincar com o filtro da piscina e acaba sofrendo uma sucção que a 
deixa embaixo da água por tempo suficiente para causar seu afogamento. David vê 
quando o ato acontece através de pequena janela no banheiro do local, mas o fecho 
da porta fica emperrado e ele não consegue sair. Vitor e Carla não veem o ato de 
afogamento da criança porque estavam de costas para a piscina conversando. 
Diante do resultado morte, David, Carla e Vitor ficam preocupados com sua 
responsabilização penal e procuram um advogado, esclarecendo que nenhum deles 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art13
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adotou comportamento positivo para gerar o resultado. (David, Carla e Vitor se 
omitiram, só que Davi não podia agir: Art. 13, § 2º — A omissão é penalmente 
relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever 
de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou 
vigilância; b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o 
resultado; c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do 
resultado. David havia ficado preso pelo feixe da porta impossibilitando a sua 
ação) (em relação a David não ocorre nenhuma responsabilização criminal, já 
em relação a Carla que assumiu a responsabilidade de evitar o resultado e o 
Vitor que na condição de salva vidas assumiu a responsabilidade de evitar o 
resultado – eles serão responsabilizados criminalmente) 
Considerando as informações narradas, o advogado deverá esclarecer que: 
A Carla e Vitor, apenas, poderão responder por homicídio culposo, já que 
podiam atuar e possuíam obrigação de agir na situação. 
B David, apenas, poderá responder por homicídio culposo, já que era o único com 
dever legal de agir por ser pai da criança. 
C David, Carla, Vitor poderão responder por homicídio culposo, já que os três tinham 
o dever de agir. 
D Vitor, apenas, poderá responder pelo crime de omissão de socorro. 
NEXO DE CAUSALIDADE 
*Situação que envolve causa superveniente (pré-existente, absolutamente 
dependente) 
*Quando o sujeito desenvolve uma conduta – essa conduta via de REGRA vai 
produzir um resultado – entre a conduta do sujeito e o resultado teoricamente há um 
nexo de causal (conduta do sujeito que deu causa ao resultado). Pode ocorrer que 
não foi a conduta do sujeito que causou o resultado, mas sim outra conduta – o 
sujeito desenvolveu uma conduta só que o resultado foi ocasionado por outra causa 
– e esta outra causa por si só produziu resultado, sendo chamada de 
INDEPENDENTE pode ser absolutamente independente ou relativamente 
independente da conduta do agente. 
 
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*Causa absolutamente independente – não teve origem na conduta do agente – 
desvinculada da conduta do agente – podendo ser: 
1. Pré- existente – já existia antes da conduta do agente – Ex.: João quer matar 
Pedro – estavam em um almoço de família – quando João resolve dar uma faca em 
Pedro, que acabou atingindo uma região não letal, entretanto Pedro acabou vindo a 
óbito, não tendo sido a facada que deu causa a morte, mas um veneno que ele 
ingeriu antes da conduta de João, (veneno está desvinculado da conduta de João) – 
João responderá por aquilo que deu causa – TENTATIVA DE HOMICÍDIO. 
Se o sujeito tiver o dolo de LESIONAR e a vítima morreu em decorrência de um 
veneno por ela ingerido antes da conduta dolosa de lesionar – agente responde pela 
LESÃO CORPORAL. 
2. Concomitante – existiu no exato momento da conduta do agente. Ex.:Maria 
atormentou tanto José, que este resolve lhe dar uma facada e no exato momento em 
que está movimentando