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o corpo para realizar o ato cai um lustre em cima da cabeça 
 
Sd JurisAdvogando 
Sandra Mara Dobjenski 
 
 
de Maria (José desenvolveu uma conduta de dar uma facada, mas o resultado morte 
aconteceu em decorrência da queda do lustre) – João responderá pela TENTATIVA 
DE HOMICÍDIO (se quis matar) ou LESÃO CORPORAL (se quis apenas lesionar). 
3. Superveniente – surgiu depois da conduta do agente – causa independente – 
causa por si só produziu o resultado. Ex.: José deu uma facada em Maria e depois 
de 10 min. chega Pedro e efetua 10 disparos de arma de fogo na cabeça de Maria – 
José desferiu as facadas e foi embora – os disparos de Pedro ocorreram depois da 
conduta de José, sendo estes disparos que deram causa a morte de Maria – José 
responderá por aquilo que deu causa – TENTATIVA DE HOMICÍDIO – se o dolo 
fosse de LESIONAR, o agente responde por – LESÃO CORPORAL. 
*Causa relativamente independente – teve origem na conduta do agente 
1. Pré-existente – já existia antes da conduta do agente. Ex.: Pedro desferiu uma 
facada em José, sendo José hemofílico, sendo que a facada atingiu numa região 
não letal (a facada isoladamente não provocaria o resultado morte, mas somada a 
hemofilia – desencadeou uma hemorragia que levou José a morte) – Pedro 
responderá por HOMICÍDIO CONSUMADO. (adição de causas) 
2. Concomitante – Ex.: Pedro desferiu uma facada em Carlos, no momento da 
facada Pedro se esquiva e se dirige para o meio da rua aonde vem a morrer em 
decorrência de um atropelamento – ( o que deu causa ao resultado morte foi o 
atropelamento, entretanto Carlos somente foi atropelado porque Pedro estava 
tentando esfaqueá-lo) – Pedro responderá por HOMICÍDIO 
 
 ART. 13, § 1º CP - A superveniência de causa relativamente 
independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado; os fatos 
anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou. (Incluído pela Lei nº 7.209, 
de 11.7.1984) (causa superveniente relativamente independente) Ex.: Maria 
desfere uma facada em Roberto, com a intenção de matar, Roberto foi colocado em 
uma ambulância – e essa ambulância acabou se envolvendo em um acidente, sendo 
que Roberto veio a óbito em decorrência deste acidente (causa superveniente – 
ocorreu depois da conduta do agente, sendo relativamente independente porque 
 
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teve origem na conduta de Maria) – a causa superveniente exclui a imputação 
(Maria não responderá pela morte de Roberto) - Maria será responsabilizada pelos 
atos anteriormente praticados – TENTATIVA DE HOMICÍDIO. Se o dolo for de 
lesionar – o agente responderá por LESÃO CORPORAL. 
XII – exame da ordem – 2013 - Paula, com intenção de matar Maria, desfere contra 
ela quinze facadas, todas na região do tórax. Cerca de duas horas após a ação de 
Paula, Maria vem a falecer. Todavia, a causa mortis determinada pelo auto de 
exame cadavérico foi envenenamento. Posteriormente, soube-se que Maria nutria 
intenções suicidas e que, na manhã dos fatos, havia ingerido veneno. 
Com base na situação descrita, assinale a afirmativa correta. 
A Paula responderá por homicídio doloso consumado. 
B Paula responderá por tentativa de homicídio. 
C O veneno, em relação às facadas, configura concausa relativamente 
independente superveniente que por si só gerou o resultado. 
D O veneno, em relação às facadas, configura concausa absolutamente 
independente concomitante. 
TENTATIVA 
Art. 14 - Diz-se o crime: 
Crime consumado: 
I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal; 
Tentativa 
II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias 
à vontade do agente. 
Pena de tentativa 
Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena 
correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços. 
*Tentativa = o agente dá início a execução, mas não consuma o ato por 
circunstâncias alheias a sua vontade – sujeito quer o resultado, mas por 
circunstancia alheia a sua vontade não consegue atingir o resultado – NATUREZA 
JURÍDICA DA TENTATIVA = causa de diminuição da pena – o sujeito terá a pena 
 
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diminuída de 1/3 à 2/3 – quando o sujeito estiver mais próximo da consumação 
menor será a redução – quanto mais distante da consumação maior será a 
redução. Ex.:.Paulo efetuou disparo de arma de fogo contra Carlos, atingindo-o, 
sendo levado para o hospital e quase veio a óbito – TENTATIVA DE HOMICÍDIO – 
pena de 06 anos na segunda fase menos 1/3 – a pena final ficaria em 04 anos. 
Paulo efetuou um disparo de arma de fogo contra Carlos, não o atingindo – Paulo 
errou o disparo – ato ficou longe da consumação – TENTATIVA DE HOMICÍDIO – 
pena = 06 anos – 2/3 – ficando a pena em 02 anos. 
INFRAÇÕES QUE NÃO ADMITEM TENTATIVA 
1. Crime culposo – resultado é involuntário – sujeito não quer o resultado – Ex.: 
Patrícia está dirigindo seu veículo e atropela Fernanda, sendo que esta 
sobrevive – Patrícia responderá por lesão corporal culposa na modalidade de 
condução de veículo automotor. 
2. Crime preterdoloso – aquele no qual o sujeito na conduta ele possui o dolo , 
mas no resultado ocorre por culpa – dolo na conduta (lesão corporal), mas 
acaba involuntariamente produzindo o resultado morte (lesão corporal 
seguida de morte) – resultado não é desejado, mas sim involuntário. 
3. Contravenção penal – Art. 4º lei 3688/41 - Não é punível a tentativa de 
contravenção. 
4. Crimes omissivos próprios – se o agente praticou a conduta omissiva o crime 
está consumado – ou o agente age e não tem crime ou se omite e o crime 
estará consumado. Ex.: Paulo estava indo assistir aula de DP e percebe que 
há uma pessoa ferida – ou ele presta assistência e não tem crime de omissão 
de socorro ou deixa de prestar assistência e o crime estará consumado. 
Crimes omissivos impróprios cabem tentativa. Ex.: Mãe que deseja a 
morte do filho, e para que isso se realize deixa de amamentar a criança, 
uma vizinha percebendo a situação resgata a criança levando-a para o 
hospital, vindo a criança a sobreviver – mãe responderá por TENTATIVA 
DE HOMICÍDIO. 
 
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Sandra Mara Dobjenski 
 
 
5. Crimes unissubsistentes – são consumados com um único ato – não há como 
fracionar o ato – não como o sujeito dá início a execução do delito – Ex.: 
Paulo xinga Carlos de corno – consumado crime de injúria. 
6. Crimes habituais - Nos crimes habituais deve ocorrer uma reinteração da 
conduta (sujeito que se faz passar por dentista e faz uma extração de um 
dente uma única vez – nada ocorre – entretanto se reiteradamente ele extrai 
dentes – ele está consumando o crime de exercício ilegal da profissão) 
TENTATIVA – DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA – ARREPENDIMENTO EFICAZ 
Art. 15 CP - O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução 
(desistência voluntária) ou impede que o resultado se produza (arrependimento 
eficaz), só responde pelos atos já praticados.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 
11.7.1984) 
*Sujeito dá início a execução do delito, mas a não consumação por vontade própria 
porque ele desistiu ou porque ele se arrependeu. 
*DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA – sujeito vai interromper os atos executórios – não 
ocorre o esgotamento da potencialidade lesiva – sujeito desiste de prosseguir nos 
atos executórios – Ex.: João possui um revólver com 05 balas e efetua um disparo 
contra Carlos – não o matando – podendo efetuar mais 04 disparos, Joana pede a 
João que não mate Carlos – ocorreu a desistência voluntária. 
*ARREPENDIMENTO EFICAZ – sujeito vai esgotar a sua potencialidade lesiva, os 
meios que ele possui para realizar a ação, mas antes da consumação o sujeito 
pratica um ato para evitar o resultado. Ex.: João deu 05 tiros em Carlos acertou os 
05 tiros – esgotou os meios executórios, mas antes da consumação João se 
arrependeu e leva o Carlos até o hospital e este sobrevive