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– arrependimento eficaz. 
*João desejando a morte de Carlos, efetua 05 disparos – mas João se arrepende, 
leva Carlos até o hospital, vindo Carlos a sobreviver – quando se estiver diante de 
arrependimento eficaz ou desistência voluntária – não cabe tentativa (sujeito dá 
início à execução do delito, mas não o consuma por circunstâncias alheias a 
sua vontade) (ele quer o resultado, mas não consegue) – já na desistência 
voluntária e Np arrependimento eficaz o sujeito da início a execução do fato, 
 
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mas não o consuma por vontade própria. JOÃO RESPONDERÁ PELOS ATOS 
ATÉ ENTÃO PRATICADOS – NESSE CASO LESÃO CORPORAL. (existia o dolo 
inicial de matar, mas ocorreu o arrependimento e o resultado foi evitado) 
*Paulo chega na casa de Débora, com a intenção de praticar o crime de furto – olha 
a residência e vai embora – Paulo deu início a execução do crime de furto, mas 
desistiu interrompendo os atos executórios – Paulo responderá pelos atos praticados 
= VIOLAÇÃO DE DOMICÍLIO. 
*João deu 05 tiros em Carlos – acertou os 05 tiros – se arrepende e leva a vítima ao 
hospital – Carlos não sobrevive – o arrependimento não foi eficaz – João responderá 
pelo resultado produzido – JOÃO RESPONDERÁ POR HOMICÍDIO DOLOSO 
CONSUMADO. 
ARREPENDIMENTO POSTERIOR A CONSUMAÇÃO DO DELITO 
Art. 16 CP - Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, 
reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, 
por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de um a dois terços. (Redação 
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
*O arrependimento do sujeito incide depois da consumação do fato – causa de 
redução da pena de 1/3 a 2/3 – incide para os crimes sem violência ou grave 
ameaça (furto, estelionato, receptação, apropriação indébita) – se exterioriza por 
meio da reparação do dano ou restituição da coisa até o recebimento da denúncia 
ou queixa – não ocorre exclusão do crime, pois este já estava consumado somente 
ocorre a diminuição da pena. 
*Natureza jurídica: diminuição da pena 
CRIME IMPOSSÍVEL 
Art. 17 CP - Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por 
absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime. (Redação 
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
*Sujeito dá início a execução do delito, mas por conta da utilização de um meio 
absolutamente ineficaz (ineficácia absoluta do meio) (meio = instrumento que o 
sujeito elegeu para praticar o delito) (utilização de uma arma de brinquedo ou com 
 
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defeito que não efetuaria qualquer disparo = crime impossível) (gestante que deseja 
interromper a gravidez e ingere chá de boldo) (crime impossível, fato atípico) ou pela 
impropriedade absoluta do objeto (objeto = coisa ou pessoa sobre a qual recai a 
conduta do sujeito) (sujeito efetua disparos de arma de fogo contra a vítima, só que 
a vítima já estava morta no momento dos disparos) (não há objeto a ser atingido) 
(sujeito atuou contra um objeto impróprio) (mulher que deseja praticar crime de 
aborto, sem sequer estar grávida – ainda que tenha ingerido substância abortiva, 
não há objeto a ser atingido – crime impossível – fato atípico – a mulher não 
responde por nada) – jamais alcançara a consumação do delito. 
ERRO DE TIPO X ERRO DE PROIBIÇÃO 
Art. 20 CP - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, 
mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei. (Redação dada pela 
Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
*ERRO DE TIPO = erro sobre o elemento constitutivo do tipo legal – todo artigo que 
define um crime, que descrição de um modelo legal de conduta proibida é composto 
por elementos, cada uma das expressões que integram o tipo penal é um elemento 
constitutivo do tipo – Ex.: Crime de homicídio – a expressão matar é um elemento 
constitutivo do tipo que define o crime de homicídio – a expressão alguém é um 
elemento constitutivo do tipo que define o crime de homicídio. 
*Para que alguém seja responsabilizado penalmente é necessário que tenha 
consciência de todos os elementos que constituem o tipo penal. (sujeito tem que ter 
agido com consciência e vontade sobre os elementos constitutivos do tipo) 
*Ex.: Pedro está em uma caçada e percebe que algo se movimenta atrás dos 
arbustos, supõe ser um animal, efetua o disparo e vai ver o produto da caça e 
quando percebe na verdade havia atingido um homem – Pedro não sabia que 
estava atirando contra uma pessoa – ele não queria matar alguém, ele errou sobre o 
elemento constitutivo do tipo que define o crime de homicídio – errou quanto ao 
elemento alguém. 
 
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*Carlos conheceu uma menina em uma baile de carnaval, onde é negado o acesso a 
menores de 18 anos e se dirige para um motel com essa menina, tendo conjunção 
carnal com esta, descobre-se que a menina era menor de 14 anos. 
*Garçom que atendia Maria e José em um restaurante ao ser chamado por outros 
clientes larga o seu celular na mesa de Maria e José, ao retornar leva por engano o 
celular de José. 
EFEITOS DO ERRO DE TIPO 
1. Invencível – naquela circunstâncias qualquer pessoa de inteligência mediana 
também erraria – é inevitável, escusável – Ex.: Carlos conheceu uma menina em 
uma baile de carnaval, onde é negado o acesso a menores de 18 anos e se dirige 
para um motel com essa menina, tendo conjunção carnal com esta, descobre-se que 
a menina era menor de 14 anos. Exclusão do dolo e da culpa – fato será atípico – 
sujeito por nada responde. 
2. Vencível – aquele que poderia ser evitável - situação em que o sujeito mais 
prudente não erraria – exclusão do dolo, entretanto responde pelo crime em sua 
modalidade culposa desde que previsto em lei. Ex.: Pedro está em uma caçada e 
percebe que algo se movimenta atrás dos arbustos, supõe ser um animal, efetua o 
disparo e vai ver o produto da caça e quando percebe na verdade havia atingido um 
homem – Pedro não sabia que estava atirando contra uma pessoa – ele não queria 
matar alguém, ele errou sobre o elemento constitutivo do tipo que define o crime de 
homicídio – errou quanto ao elemento alguém. PEDRO RESPONDERÁ POR 
HOMICÍDIO CULPOSO. (Art. 121, parág. 3º CP) 
*ERRO DE TIPO SEMPRE EXCLUÍ O DOLO, SE FOR VENCÍVEL, EVITÁVEL O 
SUJEITO RESPONDE POR CULPA DESDE QUE PREVISTO EM LEI. 
ERRO DE PROIBIÇÃO 
Art. 21CP - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, 
se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço. 
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
 
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Parágrafo único - Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a 
consciência da ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou 
atingir essa consciência. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
*O sujeito desenvolve uma conduta consciente, mas o erro do agente não é em 
relação ao elemento constitutivo do tipo penal – elemento que define o crime – ele 
desenvolve uma conduta consciente – ocorrendo o erro sobre a ilicitude do fato – o 
sujeito supõe que a conduta é permitida quando na verdade ela é proibida. 
Ex.: Sujeito que vem da Holanda aonde é permitida a posse de substância 
entorpecente para consumo pessoal – desembarcando no Brasil a primeira coisa 
que le faz é puxar um cigarro de maconha e fumar – o sujeito sabe o que esta 
fazendo – esta fumando maconha – só que ele considera que no Brasil é permitido 
enquanto na verdade é proibido – ele erra quanto a ilicitude do fato (crime do Art. 28 
da lei 11343/2006 – posse de substância entorpecente para consumo pessoal) 
*Pedro está no shopping caminhando e avista um celular e acredita que achado não 
é roubado – pega o celular – sujeito está se apropriando de coisa achada – supondo 
que é uma conduta permitida, sendo que a conduta