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Manual de Mexilhao

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MENSAGEM DO MINISTRO JOSÉ FRITSCH
Com uma costa de cerca de 1.800km de extensão, o Brasil apresenta condições naturais privilegiadas para
o desenvolvimento de fazendas marinhas de algas, moluscos, peixes e camarões, por meio da atividade
também conhecida como maricultura. A maricultura é reconhecida mundialmente pela Organização 
de Agricultura e Alimento das Nações Unidas (FAO/ONU), como uma importante alternativa de geração
de emprego, renda e alimento, que tem contribuído para a fixação de comunidades tradicionais em seus
locais de origem. O esgotamento dos estoques de recursos pesqueiros decorrente do excessivo esforço 
de pesca observado mundialmente durante o século passado exige que todos os países elaborem políticas
de desenvolvimento sustentável da maricultura, uma vez que esta atividade possui um enorme potencial
de contribuição para o desenvolvimento social da zona costeira. A produção da maricultura nacional
passou de 10.000 toneladas em 1997 para mais de 100.000 toneladas ao valor de US$380 milhões em
2003. A atividade está presente em maior ou menor escala em todos os estados litorâneos e é previsto que
a produção nacional dobre até 2008. 
Devido a sua importância e consonância com as metas sociais e econômicas do Governo Federal, 
é fundamental a elaboração de uma política de desenvolvimento setorial da maricultura, com bases legais
e institucionais apropriadas para facilitar o acesso dos maricultores aos recursos naturais necessários. Para
isto, a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República (SEAP/PR) elaborou 
o Programa Nacional de Desenvolvimento da Maricultura em Águas da União, definindo espécies 
de organismos aquáticos marinhos prioritárias para ser desenvolvidas, baseada nas condições naturais
encontradas em cada região do País. Além disso, o Programa Nacional de Desenvolvimento da Maricultura
em Águas da União apresenta uma metodologia de planejamento sustentável do setor, por meio da
aplicação dos Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura (PLDM), utilizando para isto uma
abordagem participativa com as autoridades e comunidades locais. O objetivo do PLDM é a identificação
e a resolução precoce de conflitos potenciais entre os diversos setores usuários dos recursos naturais
costeiros e a identificação de áreas propícias para a instalação de fazendas marinhas. Com o PLDM, 
o Governo Federal assume a responsabilidade e os custos de elaboração de estudos complexos e caros
necessários à regularização de fazendas marinhas e facilita o acesso de maricultores artesanais às águas
marinhas da União. 
O Programa Nacional de Desenvolvimento da Maricultura em Águas da União e os PLDMs posicionam 
o Brasil na vanguarda do planejamento para o desenvolvimento sustentável da maricultura, ou seja, 
o desenvolvimento que atende às necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade 
de atendimento das necessidades das gerações futuras e que garante que a soma total do capital
econômico, social e ambiental seja mantida ou aumentada ao longo do tempo.
José Fritsch
Ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca
Janeiro de 2006
Cultivo de mexilhões – 1
Sumário
1. Introdução...................................................................................3
Espécies ...................................................................................................... 4
Como é a vida do mexilhão ......................................................................... 5
O desenvolvimento da larva ........................................................................ 6
Fixação da larva ........................................................................................... 7
2. Seleção do local ..........................................................................8
Cuidados na escolha .................................................................................... 8
O que você precisa para começar ................................................................ 9
O que diz a lei .......................................................................................... 10
3. Obtenção de sementes .............................................................. 11
Produção em laboratório ............................................................................ 11
Repicagem das sementes ou das pencas .................................................... 11
Dos estoques naturais (costões) ................................................................. 12
Coletores artificiais .................................................................................... 12
4. Métodos de cultivo .................................................................... 18
5. Manutenção do cultivo .............................................................. 19
Seleção e separação por tamanho .............................................................. 19
Organismos associados ou incrustantes – a vida ao redor do cultivo ........... 23
6. Colheita .................................................................................... 28
Comercialização ........................................................................................ 28
Manejo ...................................................................................................... 29
Transporte ................................................................................................. 30
7. Desenvolvimento de um plano de negócio ................................ 31
4 – Manuais BMLP de maricultura
Espécies
Moluscos: animais de corpo mole. O corpo é coberto
por um tecido denominado manto, que é como uma pele,
e alguns possuem uma concha que protege este corpo.
Vivem na terra e na água (que pode ser água doce,
salobra e salgada). O polvo, a lula, o mexilhão e o caracol
são moluscos.
Bivalves: bi = dois, valves = conchas. Conchas for-
madas por duas partes ligadas.
Mexilhão é a palavra usada em português para dar o
nome a diversas espécies de moluscos bivalves.
Mexilhão também é conhecido no Brasil como ma-
risco, marisco-preto, marisco da pedra, ostra-de-pobre e
sururu da pedra.
Na ciência, os animais têm nome e sobreno-
me. No Brasil os nomes dos mexilhões mais co-
muns para consumo humano são: Perna perna
e Mytela falcata.
2 – Manuais BMLP de maricultura
Série Maricultura
Cultivo de Mexilhões
Edição
Lúcia Valente
Baseado em textos originais do
Manual Biologia e Cultivo de Mexilhões, EPAGRI –UFSC, ROSA, R. de C.;
FERREIRA, J.F.; PEREIRA, A.; MAGALHÃES, A. R. M.; NETO, F. M. de O.;
GUZENSKI, J.; ANTONIOLLI, M. A.; FILLIPPI, L. M. N.; RODRIGUES, P. de T.
R.; OGLIARI, R.O., Florianópolis, 2000.
Manual de Mitilicultura, SEBRAE/ES, BANDES e CTA (Centro de Tecnologia em
Aqüicultura), Vitória, 2001.
Agradecimentos
Jaime Fernando Ferreira, LCMM/UFSC
Francisco de Oliveira Neto, EPAGRI
Produção e Editoração
Multitarefa (Marisis Kallfelz, Paula Arend Laier, Sinuê Giacomini e Vinícius
Carvalho)
Capa
Elpídio Patrocínio de Souza, maricultor em Governador Celso Ramos, SC. Foto
de Lúcia Valente.
Ilustrações
Ilustrativa (André Valente, Eduardo Belga, Paulo Faria e Santiago Mourão)
Projeto Gráfico
Cesar Valente
Impressão
Gráfica Agnus
A série Maricultura compõe-se de cinco manuais, publicada pelo BMLP
(Brazilian Mariculture Linkage Program – Programa Brasileiro de Intercâmbio em
Maricultura)
Jack Littlepage – Diretor Geral
Patricia Summers – Gerente de Projetos
Carlos Rogério Poli – Diretor no Brasil e responsável técnico editorial da coleção
multitarefa@terra.com.br
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA – VENDA PROIBIDA
2003
Cultivo de mexilhões – 3
1. Introdução
Este manual foi feito para ajudar pessoas que querem
iniciar uma produção de mexilhões ou que já estão pro-
duzindo, mas que com alguma orientação, podem melho-
rar seu negócio.
Algumas pessoas estudam e descobrem um jeito de
fazer as coisas. Outras pessoas aprendem, na prática, uma
outra maneira de como trabalhar. Quando estas pessoas
se encontram, podem trocar idéias e tentar melhorar.
Este

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