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Manual de Mexilhao

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20 – Manuais BMLP de maricultura
Para cada 1 metro de corda, coloca-se 1 kilo e meio de
sementes (1,5 kg). Amarram-se as pontas da corda, dei-
xando uma sobra de cabo na parte de cima, onde ela vai
ser presa na estrutura.
Em alguns locais abrigados ou quando a rede externa
for mais forte, não é necessário usar o cabo central.
Como funciona a engorda
As duas redes, interna e externa, ajudam a segu-
rar as sementes, quando elas estão menores, mas
depois que elas crescem e a rede se desmancha
na água, os mexilhões maiores as usam como
substrato, o lugar onde eles irão se prender.
No litoral de Santa Catarina, a experiência
aconselha que se usem cordas de comprimento
de até 1 metro e meio, para que, depois que os
mexilhões crescerem, possam ser retiradas da
água por duas pessoas num barco pequeno. São
recomendadas cordas maiores para locais mais
profundos, porém seu manejo necessita de ma-
quinários. Lembre-se que cada metro de corda pe-
sará aproximadamente 10 kg.
O que é a engorda
A engorda é o período de tempo que vai desde a
colocação das sementes na água até o momento da
colheita.
Cultivo de mexilhões – 21
Em Santa Catarina, os mexilhões chegam ao ta-
manho de 7 a 8 centímetros, ideal para venda, de 6 a
9 meses.
Este tempo e tamanho são considerados em mé-
dia, mas é importante observar a densidade do culti-
vo. Quando ela for muito alta, aconselha-se fazer o
desdobre.
Por que fazer o desdobre
O desdobre nas cordas é feito para diminuir a
quantidade de mexilhões, para limpar e homogenei-
zar a produção e facilitar o crescimento, durante o
período de engorda. É importante fazer isto também
porque os animais terão mais alimento à sua dispo-
sição, e é necessário quando começam a aparecer se-
mentes fixadas nas cordas de engorda.
O manejo
Uma criador de mexilhões deve saber que uma
fazenda, mesmo sendo pequena, deve ser cuidada
freqüentemente. Estes cuidados são importantes para
ver se os mexilhões estão crescendo,
se as cordas estão limpas
e se existem predadores
ou outros organismos que
prejudicam o cultivo.
Densidade populacional: relação entre
a quantidade e o espaço. Neste caso,
muitas sementes ou indivíduos em
pouco espaço é um ambiente com
densidade alta.
Desdobre ou despesca: colheita dos
mexilhões, repicagem.
24 – Manuais BMLP de maricultura
nhecimento da biologia e ecologia dos organismos,
deste modo o cultivo pode ser planejado para dimi-
nuir os organismos incrustantes.
Predadores
Predadores são animais que se alimentam da car-
ne dos mexilhões. Os predadores mais encontrados
são:
 peixes (miraguaia, baiacu, sargo-de-dente)
– trituram as conchas.
 siris (siri azul) – quebram as bordas das
conchas e comem a carne.
 caramujos (moluscos gastrópodes
como Thais haemastoma e Cima-
tium partenopeum) – fazem um bu-
raco na concha e comem a carne. Co-
letar os adultos e manter as cordas
afastadas do fundo pode ser uma boa maneira de
evitá-los.
 planárias são vermes achatados, bentônicos, que
se alimentam da carne de outros animais. O tratamento
preventivo é a exposição dos mexilhões ao ar livre.
 estrelas-do-mar – abrem as conchas com seus
braços e projetam o estômago para dentro do mexi-
lhão. Quando são poucas podem ser retiradas ma-
nualmente.
Moluscos gastrópodes: animais de
corpo mole como lesmas, caracóis e
caramujos.
22 – Manuais BMLP de maricultura
Existem alguns materiais necessários para fazer esta
manutenção:
 embarcações adaptadas com guinchos (para puxar
as cordas de mexilhões de dentro da água) e com roldanas
(para segurar os cabos do espinhel durante o manejo)
 balsas, mesas de classificação, limpeza e ensaca-
mento de sementes
 bombas de água com pressão
 vários utensílios como facão, tesoura, alicate, espátu-
la (raspadeira), luvas, bandejas plásticas, caixas plásticas,
trena, garatéia (para enganchar o cabo-mestre do long-line).
Importante
Todo o manejo, de preferência, deve ser feito à
sombra, evitando o sol forte.
Observe o crescimento dos mexilhões, pois
poderá haver necessidade de colocar mais
bombonas durante a engorda para sustentar mais
peso nos long-lines.
Cultivo de mexilhões – 23
Organismos associados ou incrustantes
– a vida ao redor do cultivo
Do mesmo modo que um fazendeiro na terra, o cultiva-
dor de moluscos, sendo um fazendeiro do mar, tem que lidar
com uma série de espécies competidoras. Estes organismos
variam, podendo crescer ao redor do cultivo ou mesmo se
incrustar nos moluscos. Podem ser organismos causadores de
doenças ou que competem pelo mesmo alimento dos mexi-
lhões. As plantas e animais que crescem ao redor do cultivo
ou se incrustam nos moluscos são chamados de incrustantes.
No cultivo de moluscos podem ser apenas incômodos ou
causar perda total.
Podem causar mortalidade, principalmente das semen-
tes, reduzir a taxa de crescimento e, nos cultivos suspensos,
causar problemas de flutuação.
Os principais organismos incrustantes que causam pro-
blemas são: anêmonas, esponjas, hidrozoários, briozoários,
poliquetas, cracas, mexilhões, algas e tunicados ou ascídias.
Controle de incrustantes
Os três principais métodos de controle dos
incrustantes são o físico, o químico e o biológi-
co. O método físico inclui calor direto, do sol ou
fogo. Os métodos químicos utilizam água doce, água
quente ou banho em solução química tipo sulfato de
cobre ou salmoura. O controle biológico envolve co-
Incrustar:
fixar, aderir
22 – Manuais BMLP de maricultura
Existem alguns materiais necessários para fazer esta
manutenção:
 embarcações adaptadas com guinchos (para puxar
as cordas de mexilhões de dentro da água) e com roldanas
(para segurar os cabos do espinhel durante o manejo)
 balsas, mesas de classificação, limpeza e ensaca-
mento de sementes
 bombas de água com pressão
 vários utensílios como facão, tesoura, alicate, espátu-
la (raspadeira), luvas, bandejas plásticas, caixas plásticas,
trena, garatéia (para enganchar o cabo-mestre do long-line).
Importante
Todo o manejo, de preferência, deve ser feito à
sombra, evitando o sol forte.
Observe o crescimento dos mexilhões, pois
poderá haver necessidade de colocar mais
bombonas durante a engorda para sustentar mais
peso nos long-lines.

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