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Controle interno na gestão pública - um estudo de caso da controladoria geral municipal no estado de Alagoas

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no espaço municipal, deve realizar todas as ações referentes a manutenção do patrimônio público. Ações de prevenção e combate a corrupção é uma delas e ainda auxiliar o chefe do poder executivo, o prefeito na área municipal, para melhores tomadas de decisões e qualidade no funcionamento da gestão pública.
Frente a essa observação, a questão problema para o desenvolvimento da pesquisa é: Como as atividades são desempenhadas na Controladoria Geral do Município de Arapiraca - AL, em relação ao controle interno? Esse é o ponto para entender os meios, que a controladoria do município realiza suas ações e a transparência dessas ações para a sociedade cumprindo os princípios da eficiência e publicidade.
1.3 Objetivos
1.3.1 Objetivo Geral
Identificar como as atividades são desempenhadas pela Controladoria Geral do Município de Arapiraca em relação ao controle interno.
1.3.2 Objetivos Específicos
· Descrever as ações de controle realizadas pela Controladoria Geral do Município de Arapiraca.
· Verificar a transparência das ações de controle interno para a sociedade.
· Averiguar o desempenho das atividades de controle pela Controladoria Geral de Arapiraca.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
Esta seção trata do conhecimento teórico desenvolvido na pesquisa, dividido em 8 subcapítulos que tratam sobre a Administração Pública Brasileira, os modelos de gestão do país, tipos de controle e a cidade de Arapiraca.
2.1 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO BRASIL
Conforme Maximiano (2007) administração se trata de um processo para decisões sobre objetivos e utilização de recursos. Esse mesmo processo abrange cinco decisões, conhecidas também por funções ou processos que é o planejamento, organização, liderança, execução e controle. O autor ainda visa que a administração se faz importante em qualquer tipo de organização, seja ela empresarial, familiar ou pública.
Ao tratar um pouco sobre os processos administrativos, Maximiano (2007) define que o planejamento é o meio para tomar decisões que afetam no futuro da organização. O autor ainda define que a organização é o uso dos recursos disponíveis (humano, tecnológico, materiais, etc.) para melhor realizar os planos previstos, liderança a condução de uma pessoa ou grupo de pessoas para atingir um objetivo de forma voluntária, a execução se trata de realizar as atividades planejadas com uso de energia física e mental e o controle a tomada de decisões para manter o caminho a atingir certo objetivo ou meta.
No setor público, Silva (2017) cita que o termo adquirido é administração pública. O autor continua descrevendo que o conceito deste tipo de gestão é, muitas vezes subentendido por seu termo, uma gestão designada para o público ou sociedade, entretanto, este tipo de administração é mais complexo. Silva (2001), apud Castro (2013), descreve que administração pública é o conjunto de meios institucionais, materiais, financeiros e humanos, organizados e necessários para executar as decisões políticas.
A administração pública, de acordo com Castro (2013), não pode ser confundida com a administração privada. O autor reflete que a administração pública é um contraponto da administração privada, pois, na administração privada tudo é permitido enquanto na pública somente é permitido o que a legislação autoriza. Essa diferenciação, ainda segundo o autor, parece simples, mas muitas vezes ocorre choque entre os dois tipos de administração. Um exemplo que Carvalheiro e Flores (2007, p.14) trazem para referenciar a administração pública é “seus processos mais morosos, pois terá de licitar, obedecer a prazos e ritos processuais, motivar decisões, dar publicidade aos atos com datas predeterminadas pela legislação, dentre outros”.
Castro (2013, p.18) descreve que “administração pública significa atividade administrativa propriamente dita. Refere-se ao conjunto de atividades concretas e imediatas desenvolvidas pelo Estado, na forma da lei.” O autor ainda menciona que, a gestão pública é subdividida em direta e indireta, sendo a primeira composta pelos entes federados, a União, Estados, Distrito Federal e Municípios, já a indireta é formada pelas autarquias, fundações, sociedades de economia mista, empresas públicas e outras entidades de direito privado.
Drumond, Silveira e Silva (2014) menciona que a administração pública no Brasil passou por 3 tipos de gestão, o patrimonialismo (1500-1930), o burocrático (1930-1990) e o gerencial (atual que é utilizado na gestão do país, iniciado em 1990). O autor ainda menciona que cada modelo de gestão representa um período na história da administração no país, com suas características especificas.
2.1.1 O Modelo Patrimonial
Segundo Silva (2017) o Brasil herdou o patrimonialismo da colônia portuguesa, com a vinda da corte de Dom João VI, em fuga de Napoleão. O autor ainda menciona que, a cultura do patrimonialismo não foi extinta com a proclamação da república, mas se espalhou pelo território nacional, entre os estados federados.
Campelo (2010) e Rek (2014) menciona que uma característica marcante deste modelo de gestão é voltada para não haver distinção do que é público e do que é privado, ambos entram em convergência no qual o interesse privado sobrepõe o interesse coletivo. Bens públicos sendo utilizados para beneficiar os governantes e terceiros que são por eles favorecidos, assim favorecendo a poucos e não ao coletivo. 
Para Campelo (2010) o modelo patrimonialista brasileiro tinha base nos modelos de Estados Absolutistas, onde o patrimônio do Monarca Absoluto misturava-se com o patrimônio público, existindo uma linha tênue entre os bens públicos e privados. O autor ainda diz que os atos administrativos praticados no modelo patrimonialista de gestão eram a corrupção, dilapidação do patrimônio público e nepotismo, o que acarretava gigantescos prejuízos para a sociedade. 
O período patrimonial alterou a estrutura estatal no Brasil nos poderes executivos, legislativo, judicial e moderador, esse último exercido pelo imperador interferia significativamente nos demais poderes com ações aliciadoras, manipuladoras e de coação por parte de organizações partidárias (DRUMOND; SILVEIRA; SILVA, 2014). Os autores ainda observam que mesmo com a proclamação da república e a CF de 1891, as práticas patrimonialistas ainda prevaleciam na gestão pública.
Por fim, embora o período do modelo patrimonialista tenha encerrado na década de 30, Campelo (2010) segue descrevendo que ações desse modelo, seus princípios e atividades praticadas ainda no século 21, onde ainda existe corrupção, confusão entre o que é patrimônio público e patrimônio privado, gestores que usam do serviço e dinheiro, que inicialmente deveriam ser usado para o bem coletivo da sociedade, em seu próprio benefício, favorecer a família e amigos.
O patrimonialismo, primeiro modelo de gestão no país e o mais longo ate o presente momento, foi um período que o patrimônio público sofreu grandes perdas devido aos interesses particulares do imperador. Mudar essa situação foi uma das estimativas para a implantação do modelo burocrático que já separou o público e o privado.
2.1.2 O Modelo Burocrático
Descreve Bresser Pereira (1996) que o segundo modelo de gestão pública no Brasil foi o burocrático, implementado no país no início de 1936, inspirada na teoria do alemão Max Weber, como alternativa para substituir a administração patrimonialista. O autor ainda menciona que esse modelo foi como uma alternativa para substituir a administração patrimonialista. A mudança para a nova administração foi necessária pois o patrimonialismo não era eficaz para o capitalismo industrial que estava prevalecendo na época, surgiu assim então a burocracia moderna, racional-legal.
Campelo (2010), acrescenta que: 
Esse modelo de administração pública surge na época da sedimentação do modelo estatal conhecido por Estado Liberal, decorrente tal forma de fenômenos históricos como a Revolução Francesa e a Revolução Industrial, marcos caracterizadores do século XVIII e XIX, tendo como objetivo combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista, que permeava

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